O Ads é milagroso e vende qualquer produto?

Coluna

21 de fevereiro de 2024

O Ads é milagroso e vende qualquer produto?

As campanhas de marketing voltadas para o ambiente digital crescem exponencialmente a cada ano, e a tendência é aumentarem cada vez mais. Isso porque o marketing digital oferece diversas vantagens para todos os envolvidos, como, por exemplo, a possibilidade de rastrear a entrega de produtos e o foco maior no público-alvo. Atualmente existem diversas opções de plataformas em que é possível anunciar produtos e serviços. As principais são o Google Ads e o Meta Ads.

Essas plataformas possibilitam configurar os tipos de formato (com imagens ou vídeos) e de público-alvo (gênero, idade, localização) do anúncio, o tempo que esse anúncio ficará no ar e qual é o investimento necessário para a campanha. A ideia é que a ação atinja o perfil de pessoas que o anunciante deseja e que essas pessoas sejam levadas a agir, seja visitando um site, seja realizando compras, fazendo assinaturas ou se engajando em uma rede social ou evento.

Produto físico

Antes de o ambiente digital ser algo acessível, para adquirir um produto as pessoas precisavam ir até uma loja física. Hoje existem diversas lojas virtuais, como Amazon, Magazine Luiza e Mercado Livre, que oferecem uma variedade de itens. Os produtos são expostos com fotos e avaliações de pessoas que já compraram, e o preço tende a ser mais baixo do que nas lojas físicas, uma vez que os estabelecimentos virtuais não precisam arcar com vários dos custos das lojas físicas (aluguel, luz etc.).

Esses produtos podem ser anunciados em diversas plataformas diferentes, para expandir as vendas. A pessoa responsável pela estratégia de marketing faz o planejamento da campanha dos anúncios, definindo o público-alvo, o custo do investimento, o lucro esperado, qual será a duração da campanha e como vai ser feito o monitoramento dos concorrentes.

No caso dos produtos físicos, a campanha do marketing digital pode ser trabalhada em conjunto com a do marketing físico. Um bom exemplo disso são os produtos da empresa de cosméticos O Boticário, cujas campanhas divulgam virtualmente os lançamentos e promoções e, uma vez por mês, oferecem um brinde que a pessoa tem de solicitar pelo modo virtual, mas precisa retirar na loja física. Uma vez lá, o consumidor passa a ter a experiência da loja em termos de atendimento e da percepção olfativa, e ganha a chance de comprar qualquer produto com desconto.

Produto digital

No caso dos produtos que não existem no ambiente físico, a maioria das campanhas se restringe ao marketing digital. Pode ser um aplicativo, um serviço de streaming ou as populares imagens em NFT (arte digital vendida em plataformas “blockchain”), muito comentadas nos últimos meses. O formato das campanhas pode variar entre aparecer como publicidade nas redes sociais, surgir como anúncio em aplicativos ou integrar os rankings de sites de buscas, como o Google.

Apesar de a maioria das campanhas serem voltadas para o marketing digital, é possível utilizar a forma física também. Um exemplo são os lançamentos que o serviço de streaming Netflix costuma fazer, organizando entrevistas com atores e diretores para promover um evento de lançamento de filme ou divulgando produtos em estações de metrô por meio de banners.

Público-alvo x produto

Uma das principais informações a serem levantadas na hora de planejar a divulgação de um produto ou serviço é em relação ao seu público-alvo. Mais importante do que o produto é entender para quem se deseja vender: um adolescente de classe média, um adulto já inserido no mercado de trabalho, uma dona-de-casa, uma mulher de negócios ou um idoso?

Recentemente a Stanley ganhou notoriedade nas mídias sociais e nos telejornais em função de um grande aumento de seus lucros. Essa marca americana de garrafas térmicas, inicialmente mais direcionada para um público masculino – dos operários da construção civil aos soldados do Exército – hoje fabrica peças de diversas cores e formatos, a fim de mirar no público jovem feminino americano, nicho em que o consumo dessas garrafas mais cresce nas redes sociais, esgotando em muitos sites e lojas físicas.

Influenciador

 Apesar de ser uma área relativamente nova, a tendência de utilizar pessoas influentes nas redes sociais já é uma realidade. Cada vez mais as marcas procuram pessoas influenciadoras, os “influencers”, dentro do seu nicho para alavancar a divulgação de seus produtos. No Brasil uma das mais conhecidas é a Lu da Magazine Luiza, uma “influencer” digital que divulga os produtos, lançamentos e promoções da rede.

A campanha com os “influencers” também pode ser trabalhada por meio de marketing digital e físico. Um case famoso aconteceu durante o programa Big Brother Brasil 2020: a participante Bianca Andrade, conhecida como Boca Rosa, programou os posts de suas redes sociais em paralelo com o programa. No dia com maior audiência, ela separou suas roupas e acessórios de forma monocromática e, nesse mesmo dia, foram divulgadas em suas redes sociais os produtos de maquiagem que ela estava utilizando, juntamente com as cores de suas roupas e acessórios. Com essa estratégia, ela deixou o programa faturando com seus produtos de maquiagem um montante maior do que o prêmio do programa.

Nesse caso, os conteúdos gerados por esses influenciadores também podem ser impulsionados nas redes sociais, tornando-se ainda mais poderosos, uma vez que seus perfis já estão inseridos dentro do nicho.

Conteúdo orgânico

Os conteúdos orgânicos (que aparecem nas buscas da internet de forma espontânea e não remunerada) são essenciais para qualquer marca, independentemente da área ou do tamanho da empresa. Podem ser conteúdos informativos ou de engajamento – que impulsionam os seguidores a interagir com a publicação. Esse tipo de conteúdo sustenta o posicionamento da marca e promove uma aproximação com o público-alvo, trazendo o sentimento de humanização para quem vê, como se fosse um amigo próximo postando em suas redes sociais.

Os anúncios pagos impulsionam as vendas se planejados e operados em conjunto com uma estratégia de publicações orgânicas. As publicações orgânicas podem, por exemplo, seguir o estilo das “trends”, as famosas tendências das plataformas, usando vídeos ou conteúdos e, em seguida, utilizá-los como anúncios.

Já os anúncios de aplicativo podem variar de formato de acordo com o objetivo da campanha. O mais simples costuma ser utilizado para impulsionar os downloads, para que a imagem ou o vídeo gere interesse o suficiente para motivar o usuário a entrar no Google Play – no sistema Android – ou na Apple Store – no caso do sistema IOS. Para os aplicativos com opção de assinatura, existe a campanha direcionada para aumentar o número de assinaturas.

Tanto a campanha de impulsionamento de downloads quanto a campanha de assinatura de planos podem ser realizadas para os principais sistemas operacionais de smartphones: Android e IOS. Além disso, é possível fazer a campanha em diversas plataformas, sendo as principais o Google Ads e o Meta Ads. Vale lembrar que, na plataforma do Google Ads, só é possível fazer uma campanha direcionada para a assinatura de planos se o aplicativo tiver pelo menos 250 mil downloads.

Impulsionamento, não sustentação

Nas campanhas feitas para aplicativos, os anúncios ajudam a alcançar o público-alvo. Distribuem as imagens ou os vídeos como forma de publicidade nas redes sociais ou em aplicativos parceiros, aumentando a possibilidade de o usuário realizar um download ou uma compra dentro do aplicativo. A sustentação da marca, porém, deve ser construída em torno do próprio produto. A qualidade do que está sendo ofertado é que vai garantir uma boa reputação e um bom relacionamento com o cliente.

Em um primeiro momento, o produto pode até se tornar conhecido e desejado pelo público, atingindo o famoso “hype”, mas depois dessa onda de desejo, a probabilidade de o produto cair no esquecimento é muito alta se ele não oferecer nenhuma inovação. No Brasil, produtos alimentícios como as paletas mexicanas ou o “frozen” iogurte já não vendem hoje como há 10 anos.

Os anúncios podem melhorar o número de vendas. Eles auxiliam na entrega do conteúdo para o público-alvo, mas não são só eles que fazem as vendas aumentarem. Para que isso ocorra, é necessário um conjunto de ações, e não uma ação isolada. Isso exige a pesquisa e a análise de toda a situação. O produto está ultrapassado? O público-alvo está correto? O preço está condizente? Como é o comportamento dos concorrentes? Diversos fatores vão determinar se a estratégia de vendas está correta ou não para o objetivo.

Estratégia ideal

Primeiramente é necessário entender quem faz parte do público-alvo e quais são suas características: que rede social costuma utilizar, que tipo de conteúdo costuma consumir e a qual região pertence. Além disso, o estudo dos concorrentes também é interessante, seja para a pesquisa de preços, seja para prospectar novas ferramentas ou características para o produto. O alinhamento com o time de desenvolvimento é crucial, pois essas informações podem ser aplicadas a novas atualizações, melhorando a usabilidade e, provavelmente, culminando em um aumento nas vendas.

Para a divulgação em si o ideal é mesclar a forma orgânica com a forma paga. Isso é, ter uma certa frequência de postagens nas redes sociais, mas também direcioná-las para as pessoas que não são seguidoras, a fim de que conheçam a marca e o produto. Além dos anúncios para as redes sociais, é interessante que a marca tenha um site oficial onde disponibilize informações importantes para os clientes e por meio do qual impulsione as vendas através de campanhas por Google Ads, para melhorar o ranqueamento das buscas.

Este conteúdo foi produzido por:

Letícia Yamauchi

Especialista em marketing pelo MBA USP/Esalq, é responsável pelo marketing de produtos na Skylar, “startup” de tecnologia e legendagem que faz parte das iniciativas do Pecege. Coordena as estratégias e o posicionamento dos produtos de legendagem da marca.

Quem publicou esta coluna

Skylar

"Startup" de tecnologia e legendagem que faz parte das iniciativas do Pecege, utiliza inteligência artificial e técnicas linguísticas para fazer legendagem em tempo real. Atuante nas áreas de educação, eventos, agronegócio, tecnologia, saúde, entretenimento e esportes, entre outras. Acesse o site!

Você também pode gostar

17 de setembro de 2026

Heterogeneidade Territorial do Bolsa Família: uma Análise por Clusters e Efeitos Fixos

O Programa Bolsa Família (PBF) representa uma das políticas de proteção social mais relevantes globalmente, o que justifica a investigação de seus efeitos diante das acentuadas e heterogêneas desigualdades regionais brasileiras. O estudo avaliou os reflexos socioeconômicos dos repasses do programa sobre a saúde, a educação e o mercado de trabalho nos municípios brasileiros, no período de 2004 a 2019. Para isso, aplicou-se a técnica de agrupamento K-means para segmentação territorial e estimaram-se modelos econométricos de dados em painel com efeitos fixos, tanto a nível nacional quanto segregados por clusters. Os resultados revelaram a natureza anticíclica do PBF no mercado de trabalho, com uma relação negativa entre repasses e vínculos empregatícios formais em quatro dos cinco clusters, sugerindo que os recursos foram mais intensos onde o mercado formal falhou. Na saúde, o programa associou-se à redução significante da mortalidade infantil evitável em municípios com maior equilíbrio socioeconômico, mas não apresentou efeito detectável em agrupamentos de maior precariedade estrutural, indicando que a transferência de renda é necessária, porém insuficiente sem infraestrutura de saúde funcional. Na educação, a análise por subperíodos mostrou atenuação progressiva do coeficiente nacional, refletindo a convergência das taxas de matrícula para um patamar de alta inércia temporal. Concluiu-se que o PBF cumpriu seu objetivo de proteção social de forma anticíclica e territorialmente focalizada, mas sua capacidade de transformar indicadores estruturais dependeu da sinergia com investimentos em infraestrutura pública.

Palavras-chave: Bolsa Família; Mortalidade Infantil; Municípios Brasileiros; Painel de Dados; Política Pública.

Gestão Tributária

17 de setembro de 2026

Limites Jurídicos e Práticos da Dedutibilidade Retroativa dos Juros sobre Capital Próprio

A gestão tributária adequada é crucial para a saúde financeira das empresas, especialmente no complexo sistema tributário brasileiro. Os Juros sobre Capital Próprio (JCP) constituem um mecanismo jurídico relevante para a remuneração do capital próprio, utilizado para otimizar a carga tributária. O estudo investigou a controvérsia sobre a dedutibilidade de JCP referentes a exercícios anteriores à deliberação societária que autoriza seu pagamento. Aplicou-se a metodologia de pesquisa e análise documental empírica, baseada em “Normative Systems”, para identificar cinco propriedades representativas dos argumentos jurídicos na jurisprudência administrativa e judicial. Analisaram-se acórdãos do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), revelando padrões decisórios predominantes, divergências interpretativas, incoerências argumentativas e significativa insegurança jurídica. Os resultados indicaram forte tendência de invalidação dos planejamentos envolvendo JCP extemporâneos na esfera administrativa. Contudo, o julgamento do Tema 1319 pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) seguiu direção oposta, consagrando tese favorável à dedutibilidade e estabelecendo um precedente paradigmático que pode influenciar a jurisprudência administrativa e redefinir os critérios decisórios.

Palavras-chave: CARF; gestão tributária; limitação temporal; lucro real; planejamento tributário.

17 de setembro de 2026

Símbolos da Moda Esportiva: Consumo, Identidade e Status entre Consumidores Brasileiros

A moda esportiva consolidou-se como linguagem simbólica de distinção social nas últimas décadas, impulsionada pela expansão do mercado de wellness e pela reconfiguração dos padrões de prestígio nas sociedades de consumo contemporâneas. O estudo objetivou compreender como os símbolos da moda esportiva influenciaram a construção de identidade e pertencimento e sua associação ao prestígio social entre consumidores brasileiros que adquiriram produtos do setor nos últimos 12 meses. Desenvolveu-se a pesquisa por meio de levantamento bibliográfico e pesquisa descritiva, com levantamento do tipo survey aplicado a uma amostra não probabilística por conveniência de 445 consumidores brasileiros de moda esportiva. Os principais resultados indicaram que a maioria dos respondentes associou marcas esportivas a percepções de status social; mais da metade reconheceu o wellness como novo símbolo de prestígio; e parcela expressiva percebeu o sportstyle como mais aceito em ambientes formais de trabalho. Em contrapartida, formas ostensivas de sinalização, como preferência por logotipos visíveis, influência de redes sociais e disposição a pagar sobrepreço, foram amplamente rejeitadas, revelando uma dissociação entre a atribuição simbólica de status e o comportamento de sinalização ostensiva. O consumidor brasileiro de moda esportiva com elevado capital cultural operou por meio de sinais simbólicos sutis e não ostensivos, compatíveis com o fenômeno do consumo inconspícuo, no qual a distinção social se manifestou de forma internalizada.

Palavras-chave: Consumo inconspícuo; Distinção; Prestígio social; Sportstyle; Wellness.

17 de setembro de 2026

Modelo Validado de Formação de Competência Técnica e Habilidades Não Técnicas em Indústrias Químicas Complexas

Analisou-se a implementação de um processo sistemático para o desenvolvimento e a atualização de competências técnicas e habilidades não técnicas em Operações Industriais e Segurança de Processo em uma indústria química de alta complexidade, pertencente a uma multinacional localizada no Polo Petroquímico de Camaçari, Bahia. O estudo objetivou implementar um processo mensurável e sustentável que assegurou a competência técnica e não técnica de 100% dos operadores, em conformidade com a legislação estadual da Bahia, diretrizes de institutos internacionais e políticas corporativas. A pesquisa caracterizou-se como um estudo de caso de abordagem mista, que envolveu diagnóstico documental, entrevistas semiestruturadas com 85 operadores experientes, análise de tarefas críticas e o desenvolvimento e aplicação piloto de um programa modular de treinamento. Este processo evidenciou a necessidade de alinhamento e atualização sistemática das competências requeridas. Os resultados obtidos indicaram a eficácia do modelo proposto, com 100% dos operadores concluindo os módulos teóricos e práticos e alcançando uma taxa de aprovação superior a 80%, além de conformidade operacional em campo. O trabalho contribuiu com um modelo estruturado de formação, incluindo matriz de competências, programas modulares de treinamento e diretrizes para certificação e recertificação, demonstrando potencial de replicação em outras unidades industriais de elevada complexidade e risco, e fortalecendo a segurança de processo e a sustentabilidade operacional.

Palavras-chave: Capacitação; Competência; Habilidades não técnicas; Segurança de processo; Treinamento.

Compliance E Esg

17 de setembro de 2026

Governança Pública Climática e Enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul

As enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul evidenciaram fragilidades estruturais na governança pública em um contexto federativo submetido a risco climático extremo. Este trabalho analisou, no recorte temporal de maio de 2024 a maio de 2025, como a atuação federal, estadual e municipal se estruturou diante da crise e em que medida a comparação com os Países Baixos ofereceu parâmetros úteis para o fortalecimento da resiliência institucional. A pesquisa adotou abordagem qualitativa, aplicada, exploratória e comparativa, com análise documental e análise de conteúdo de fontes oficiais, relatórios técnicos internacionais, atos normativos e pronunciamentos institucionais, organizados por categorias temáticas e interpretados com apoio do Modelo das Três Linhas do IIA. Os resultados mostraram que, embora os três níveis de governo tenham criado ou reestruturado instrumentos relevantes de coordenação e reconstrução após o desastre, prevaleceu uma institucionalidade reativa, posterior ao evento, com lacunas de continuidade administrativa, integração preventiva, monitoramento e accountability. Na comparação internacional, o modelo neerlandês destacou-se por combinar autoridade operacional permanente, base territorial clara, financiamento próprio e mecanismos mais robustos de monitoramento e responsabilização. Concluiu-se que os impactos das enchentes foram agravados menos pela ausência formal de normas e mais pela insuficiente articulação entre operação, gestão de riscos e controle. O fortalecimento da governança climática, no caso gaúcho, depende de institucionalizar coordenação, dados, financiamento e accountability em bases permanentes.

Palavras-chave: accountability; adaptação climática; gestão de riscos; governança multinível.

Digital Business

17 de setembro de 2026

Dados e Automação Utilizados em uma Campanha de Marketing na Engenharia Civil

A crescente utilização de dados no marketing digital impulsionou a adoção de estratégias mais orientadas por métricas e desempenho, com o Inbound Marketing em destaque. O uso de ferramentas de Business Intelligence (BI) mostrou-se fundamental para transformar dados em informações estratégicas, apoiando a tomada de decisão e a construção de bases de contatos qualificadas. Analisou-se como a ausência de integração entre sistemas de BI e plataformas de automação de marketing impactou a eficiência operacional e a efetividade das estratégias de Inbound Marketing em uma empresa de engenharia. Para isso, adotou-se uma abordagem descritiva de natureza qualitativa, baseada na análise dos processos operacionais envolvidos, desde a leitura de relatórios extraídos do BI e sua posterior transformação em mailings, até a preparação para importação no RD Station. Os resultados indicaram que o processo atual dependia de etapas manuais e empíricas, demandando tempo significativo. Identificaram-se limitações relacionadas à ausência de integração entre os sistemas, o que impactou diretamente a eficiência operacional e aumentou a dependência de atividades repetitivas. Concluiu-se que a estruturação adequada do processo de gestão de mailings e a integração entre BI e ferramentas de automação de marketing representam uma oportunidade para otimizar fluxos, melhorar a qualidade dos dados e fortalecer as estratégias de Inbound Marketing.

Palavras-chave: Automação de Marketing; Business Intelligence; Inbound Marketing; Integração de Sistemas; RD Station.

17 de setembro de 2026

Detecção de Anomalias no Monitoramento de Saúde de Pontes Usando Redes Neurais

O monitoramento da saúde estrutural de pontes tornou-se cada vez mais relevante diante do envelhecimento das infraestruturas e da intensificação de eventos extremos associados às mudanças climáticas. Nesse contexto, abordagens baseadas em dados destacaram-se como alternativas promissoras para o reconhecimento de anomalias. O estudo objetivou desenvolver e avaliar uma abordagem baseada em aprendizado de máquina para o reconhecimento de anomalias em séries temporais de aceleração estrutural. A metodologia adotada consistiu no uso de autoencoders treinados exclusivamente com dados representativos da condição íntegra, permitindo ao modelo aprender padrões associados ao estado saudável da estrutura; em seguida, o erro de reconstrução, quantificado por meio do erro quadrático médio (MSE), foi utilizado como critério para identificação de desvios em relação a essa condição. O conjunto de dados analisado foi composto por 1767 séries temporais de 1000 pontos cada, pertencentes a duas classes: íntegra (normal) e anômala (danificada). Os resultados obtidos demonstraram que o modelo proposto apresentou elevada capacidade de reconhecimento da classe anômala, com taxa de detecção superior a 90%, e desempenho global satisfatório, com área sob a curva ROC (AUC) próxima de 0,78, indicando boa capacidade discriminativa e reforçando o potencial da abordagem para aplicações em monitoramento estrutural.

Palavras-chave: Autoencoders; Detecção de Anomalias; Monitoramento de Pontes; Redes Neurais.

17 de setembro de 2026

Gestão Escolar Integrada: o Papel da Direção Administrativa na Capacitação da Equipe de Gestão Pedagógica para a Compreensão do Orçamento Escolar

A administração escolar foi abordada sob a perspectiva da integração entre gestores administrativos e pedagógicos, com foco na participação democrática, capacitação e qualificação dos atores. O objetivo geral consistiu na elaboração de um Guia de Orientações para Orçamento, direcionado à equipe de gestão pedagógica e mediado pela direção administrativa, visando instrumentalizar esses profissionais para a compreensão e participação nos processos financeiros e decisórios da instituição. Para tanto, o estudo desenvolveu-se em uma instituição particular privada, adotando uma abordagem qualitativa, descritiva e aplicada, com procedimento metodológico de estudo de caso. A pesquisa mapeou desafios práticos e dificuldades de comunicação entre os setores, analisou referenciais teóricos da gestão escolar e estruturou o instrumento formativo proposto. Os resultados demonstraram que a ausência de integração entre as áreas administrativa e pedagógica pode comprometer a efetividade da gestão escolar, evidenciando a necessidade de processos formativos contínuos que promovam entendimento mútuo, cooperação e construção coletiva de soluções. O Guia proposto fortaleceu a gestão democrática, elevou a qualificação da equipe pedagógica e melhorou os processos decisórios institucionais, destacando o papel formativo e estratégico do diretor administrativo.

Palavras-chave: Comunicação escolar; Gestão escolar participativa; Orçamento escolar.

Inscreva-se em nossa newsletter!

Receba conteúdos e fique sempre atualizado sobre as novidades em gestão, liderança e carreira com a Revista E&S.

Ao preencher o formulário você está ciente de que podemos enviar comunicações e conteúdos da Revista E&S. Confira nossa Política de Privacidade