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27 de outubro de 2026
Eficácia da política monetária do Banco Central Brasileiro e seus possíveis custos sociais (1999-2024)
A condução da política monetária no Brasil, particularmente sob o regime de metas de inflação, tem sido amplamente debatida em razão de seus possíveis impactos sobre a inflação e a atividade econômica. O estudo objetivou avaliar a eficácia da política monetária brasileira, conduzida pela taxa Selic, no controle da inflação, e investigar seus possíveis custos sociais no período de 1999 a 2024. Para isso, utilizaram-se dados trimestrais de Produto Interno Bruto (PIB), Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), taxa Selic e câmbio, extraídos do Banco Central do Brasil. A metodologia empregou um modelo Vetorial de Correção de Erros (VECM), precedido por testes de estacionariedade e cointegração, e complementado por análises de Função de Resposta ao Impulso e Decomposição da Variância. Os resultados indicaram que a inflação apresentou forte componente inercial, sendo predominantemente explicada por sua própria dinâmica, enquanto os choques na taxa de juros e no câmbio demonstraram impacto estatisticamente limitado sobre o IPCA. Adicionalmente, verificou-se que o PIB não respondeu de forma significativa a variações na Selic, sugerindo baixa sensibilidade da atividade econômica à política monetária no período analisado. Em síntese, concluiu-se que a política monetária demonstrou eficácia limitada no controle da inflação, sem, contudo, gerar custos sociais diretos e significativos sobre o Produto Interno Bruto, que atua como principal motor da geração de emprego.
Palavras-chave: Cointegração; Econometria; Inércia inflacionária; Metas de inflação; Produto Interno Bruto.
27 de outubro de 2026
Eficiência financeira e mitigação de riscos em departamentos jurídicos
A pesquisa investigou como mecanismos de governança e controles internos, aplicados a práticas de “Legal Operations”, podem fortalecer a gestão financeira e a previsibilidade orçamentária de um departamento jurídico em uma empresa multinacional. O estudo objetivou diagnosticar pontos críticos do ciclo orçamentário jurídico, desde a previsão ao pagamento, e identificar melhorias de processos, indicadores e responsabilidades entre os setores jurídico e financeiro. Para tanto, realizou-se uma pesquisa aplicada de natureza qualitativa, configurada como estudo de caso. A coleta de dados incluiu entrevistas com profissionais das áreas jurídica e financeira, análise documental de planilhas de custos (2022-2024) e políticas de compliance, além de mapeamento do fluxo de despesas jurídicas. Os resultados revelaram fragilidades na coordenação interdepartamental, notadamente na definição de centros de custo e na utilização de instrumentos de controle orçamentário. Observaram-se lacunas no acompanhamento de processos e na integração de informações de escritórios externos, além de oportunidades para automação de rotinas e aprimoramento de indicadores gerenciais. A previsibilidade orçamentária mostrou-se impactada por fatores exógenos, como a dinâmica do Poder Judiciário, e endógenos, como a qualidade da informação e a governança do ciclo orçamentário. Concluiu-se que a previsibilidade orçamentária depende da maturidade da governança aplicada aos processos, dados e rotinas operacionais. Propôs-se um modelo de governança e controle para o orçamento jurídico, com foco na padronização de processos, fortalecimento do acompanhamento e melhoria da tomada de decisão, incluindo mapeamento de processos, matriz de riscos e controles, e indicadores de desempenho.
Palavras-chave: Automação; Controles internos; Governança corporativa; Legal Operations; Previsibilidade orçamentária.
27 de outubro de 2026
Comparação de modelos de risco de pré-pagamento em carteiras de crédito pré-fixado
O risco de liquidação antecipada em carteiras de crédito pré-fixadas constituiu um desafio relevante para a Gestão de Ativos e Passivos (ALM) em instituições financeiras, por gerar assimetrias de fluxo de caixa e ineficiências em estratégias de hedge. O trabalho teve como objetivo avaliar comparativamente o desempenho preditivo de modelos econométricos e estatísticos tradicionais frente a algoritmos de aprendizado de máquina na estimativa da Taxa de Mortalidade Mensal (SMM). Para isso, utilizou-se uma base de dados real de operações de crédito originadas entre 2016 e 2025, totalizando aproximadamente 500 milhões de observações. Avaliou-se modelos como CPR Histórico, Regressão Beta, Regressão Quantílica, Regressão Logística, Riscos Proporcionais de Cox e LightGBM, com a performance mensurada pelo Erro Absoluto Médio (MAE) e validada por meio de validação cruzada temporal com janela expandida. Os resultados demonstraram a superioridade das abordagens não lineares, com o modelo LightGBM apresentando a melhor performance no período de teste (jan/2024 a jul/2025), reduzindo o MAE em 34,21% em relação ao benchmark histórico. Adicionalmente, técnicas de interpretabilidade baseadas em valores SHAP e análise de sobrevivência foram empregadas para identificar o spread da taxa de contrato, a taxa de mercado e a idade do título como os principais determinantes econômicos da antecipação. A aplicação do modelo proposto aprimorou a precisão das estimativas de fluxo de caixa e ofereceu evidências favoráveis ao aperfeiçoamento do cálculo da duration efetiva e do dimensionamento do colchão de liquidez institucional, sugerindo que modelos mais flexíveis podem otimizar a gestão de ALM.
Palavras-chave: Aprendizado de máquina; Gestão de ALM; Hedge; Modelagem financeira; Risco de juros.
27 de outubro de 2026
Arquitetura imperativa vs. reativa: impacto na depuração e correção de erros no desenvolvimento mobile iOS
O desenvolvimento de aplicações mobile iOS pode ser conduzido sob arquiteturas imperativa e reativa, impactando diretamente as práticas de depuração e manutenção. Objetivou-se estabelecer o impacto da escolha arquitetural na depuração e correção de erros em aplicações iOS, avaliando a detectabilidade automática de falhas, a rastreabilidade dos relatórios e a utilidade dos logs. Conduziu-se uma pesquisa experimental, na qual se desenvolveram duas aplicações nativas funcionalmente equivalentes com UIKit (imperativa) e SwiftUI/Combine (reativa). Inseriram-se quatro cenários de erro controlados, classificados em crashes explícitos e erros silenciosos. Coletaram-se dados com Firebase Crashlytics e Xcode Debugger em quarenta sessões, e estes foram analisados por estatística descritiva e análise de conteúdo. Os resultados revelaram que, para inconsistências de estado, a arquitetura UIKit gerou crash imediato e relatório automático, enquanto SwiftUI suprimiu o crash e produziu aviso silencioso invisível a ferramentas automáticas. Para desempacotamento forçado, a arquitetura mostrou-se irrelevante. Em cenários silenciosos, nenhuma arquitetura ofereceu observabilidade automática, o que evidenciou limitações das ferramentas. Concluiu-se que a arquitetura reativa, ao abstrair mecanismos de controle de estado, reduziu erros explícitos, mas introduziu falhas silenciosas com menor rastreabilidade. A decisão arquitetural deve considerar as implicações para o monitoramento em produção, exigindo instrumentação manual de logs em projetos SwiftUI/Combine para erros que seriam automaticamente capturados no UIKit.
Palavras-chave: Combine; Manutenibilidade; Observabilidade; SwiftUI; UIKit.
27 de outubro de 2026
CRM NA RETENÇÃO DE DADOS PARA ANÁLISE DE POTENCIAL DO CLIENTE NO SETOR B2B SAÚDE
A gestão comercial no setor B2B saúde enfrentou desafios constantes, exigindo visão estratégica e atenção aguçada para a entrega de resultados. Investigou-se como a implantação do sistema CRM (Customer Relationship Management) colaborou para mitigar a perda de informações históricas e potencializar a retenção de clientes frente ao custo de vender. Adotou-se uma abordagem qualitativa-quantitativa, de caráter exploratório-descritivo, e os dados foram coletados por meio de questionário respondido por 42 profissionais da área comercial, inseridos na indústria ou em empresas do segmento saúde. Os resultados revelaram que, embora 71,4% dos entrevistados utilizassem CRM informatizado, a cultura organizacional impôs forte resistência, confirmada por 57,1% dos profissionais que dependiam de métodos manuais, como agendas e planilhas isoladas, para registro e retenção dos dados. Evidenciou-se também uma lacuna na capacitação, visto que 24,4% dos entrevistados raramente ou nunca receberam treinamentos específicos. A pesquisa inferiu que a subnotificação de dados não decorreu apenas da falta de tecnologia ou por falha tecnológica, mas pela existência de uma deficiência na gestão estratégica de pessoas e processos. Reforçou-se a visão da necessidade de uma gestão integrada para gerar inteligência competitiva e previsibilidade nas vendas, e alertou-se para a necessidade de treinamentos e capacitação mais frequentes. A mitigação do custo de vender e a potencialização da retenção de clientes dependem da integração consistente entre capital humano e tecnologia, gerando ativos gerenciais para aumentar a produção comercial e a retenção de dados estratégicos.
Palavras-chave: Capacitação; Estratégia de vendas; Gestão de clientes; Gestão estratégica; Inteligência comercial.
27 de outubro de 2026
Avaliação da aplicação do Scrum na melhoria da eficiência e adaptabilidade em projetos de tecnologia
A crescente complexidade dos projetos de tecnologia exigiu abordagens capazes de equilibrar controle, eficiência e adaptabilidade a mudanças constantes, visto que modelos tradicionais de gerenciamento apresentaram limitações em ambientes dinâmicos. Avaliou-se o gerenciamento de projetos de tecnologia antes da implementação de um método ágil, propôs-se melhorias baseadas em práticas iterativas e reavaliou-se o desempenho pós-implementação, buscando identificar ganhos em eficiência operacional e adaptabilidade ao longo do ciclo de vida do projeto. A pesquisa empregou um estudo de caso descritivo, de abordagem qualitativa, em duas empresas do setor de tecnologia. Coletaram-se dados por meio de formulários estruturados aplicados antes e após a intervenção, complementados por análise documental e observação sistemática ao longo de noventa dias de aplicação da solução. Os resultados evidenciaram melhoria consistente na flexibilidade do planejamento, maior alinhamento com as necessidades do cliente, aumento da previsibilidade das entregas e aprimoramento da produtividade das equipes. Um ganho de produtividade foi o indicador mais expressivo, com 85,7% de concordância total sobre a melhoria do desempenho das equipes após a adoção do *framework*. Concluiu-se que a implementação estruturada do método aprimorou o gerenciamento dos projetos analisados, reforçando a capacidade de resposta a mudanças e promovendo maior geração de valor ao negócio.
Palavras-chave: Adaptação organizacional; Entrega incremental; Gestão ágil; Planejamento iterativo; Produtividade de equipes.
Resumo Executivo
06 de julho de 2026
Arquitetura de Grande Porte: Gestão de Mudanças DSR-SCRUM
Mônica Alessandra Guerios; Maria do Carmo Assis Todorov Resumo elaborado pela ferramenta ResumeAI, solução de inteligência artificial desenvolvida pelo Instituto Pecege voltada à síntese e redação. A arquitetura e o urbanismo configuram-se como bases imprescindíveis em um espaço urbano cada vez mais complexo e desafiador, onde a intrínseca conexão entre questões sociais, ambientais e tecnológicas […]
Negócios
Mba Executivo Em Liderança E Gestão
29 de junho de 2026
Qualificação de Fornecedores: Padronização e Risco
Isis Penelope Sumarelli Albuquerque Huang; Vítor Melão Cassânego Resumo elaborado pela ferramenta ResumeAI, solução de inteligência artificial desenvolvida pelo Instituto Pecege voltada à síntese e redação. A crescente complexidade das cadeias de suprimentos agroalimentares, impulsionada pela globalização, tem gerado uma demanda intensificada por transparência, segurança e rastreabilidade nos sistemas alimentares. A integridade e a autenticidade […]
Negócios
Mba Executivo Em Liderança E Gestão
26 de junho de 2026
Jurídico: de centro de custo a parceiro estratégico
Adriana Ehiar Ribeiro Petry; Ana Carla Fernandes Gasques Resumo elaborado pela ferramenta ResumeAI, solução de inteligência artificial desenvolvida pelo Instituto Pecege voltada à síntese e redação. O cenário de expansão no mercado brasileiro, apesar de promissor para empresas de bens de consumo, apresenta desafios significativos que exigem uma abordagem estratégica e adaptável. Com uma população […]

Colunas

Gestão Tributária
15 de outubro de 2026
Como os diferentes tratamentos mercadológicos a homens e mulheres são incorporados pela tributação do consumo Imagine uma prateleira na qual duas lâminas de barbear da mesma marca e destinadas à mesma finalidade estão expostas lado a lado: uma tem embalagem escura e promete força, precisão e eficiência; a outra vem em tons de rosa ou […]
Bruna Esteves

Saúde
13 de outubro de 2026
Por que inovar não basta para provocar mudanças nas organizações e nos sistemas de saúde A transformação digital consolidou-se como prioridade estratégica para os sistemas de saúde em todo o mundo. Prontuários eletrônicos, inteligência artificial, telemedicina, monitoramento remoto e análise de dados passaram a integrar a agenda estratégica de governos e organizações de saúde. Paradoxalmente, […]
Beatriz Cristina de Freitas

Marketing
09 de outubro de 2026
Um caso real de consumer intelligence mostra o que fica fora do briefing Há alguns anos, uma seguradora americana contratou uma empresa especializada em consumer intelligence para responder a três perguntas: A seguradora também avaliava lançar seguros pagos em bitcoin. Na época, o processo de trabalho da consultoria funcionava assim: o analista criava uma query […]
Marcelli D’Andrea

Gestão Escolar
06 de outubro de 2026
Por que, para determinados estudantes, a escola consegue oferecer tão poucas experiências de conquista? A Copa do Mundo acabou. O Brasil deixou a competição, vieram as férias escolares, a final foi disputada e o calendário do futebol seguiu adiante. Seria razoável imaginar que, com o fim do torneio e o retorno às aulas, também começasse […]
Roberto Munhoz

Transição Energética
30 de setembro de 2026
Brasil precisa investir na capacidade de transformar recursos naturais em inovação, produtividade e desenvolvimento Falar sobre energia é falar sobre desenvolvimento. Por trás da indústria, dos transportes, dos serviços, das cidades e, cada vez mais, da inteligência artificial, existe uma infraestrutura energética que sustenta a economia. Compreender a matriz energética de um país é compreender […]
Rodrigo Thomaz

Análise De Dados
30 de setembro de 2026
Análise de quase 20 milhões de vínculos-ano docentes entre 2020 e 2025 mostra como mudanças na composição da população e na produção dos registros podem alterar a interpretação de série histórica Entre 2020 e 2025, o número de vínculos formais de trabalho docente identificados na RAIS (Relação Anual de Informações Sociais), do Ministério do Trabalho, […]
José Erasmo Silva
Videocasts
Gestão Tributária
01 de setembro de 2026
Eficiência para gerenciar os impostos facilita a governança e permite organizar a sucessão familiar A organização patrimonial rural virou uma medida estratégica diante da reforma tributária no Brasil, que entrou em vigor neste ano. O planejamento das atividades e da gestão do patrimônio rural, por meio de ferramentas como a transição da Pessoa Física para […]
Renata de Gaspari Valdejão Almeida

Inteligência Artificial
05 de agosto de 2026
Segundo a Microsoft, 75% dos profissionais já utilizam inteligência artificial no trabalho sem homologação da empresa O uso da inteligência artificial generativa já faz parte da rotina corporativa. Ferramentas como ChatGPT, Copilot e outras plataformas ajudam profissionais a produzir textos, analisar dados, criar apresentações e acelerar tarefas em praticamente todos os setores. Mas esse avanço […]
Renata de Gaspari Valdejão Almeida

Estrategia
02 de julho de 2026
Interesse acadêmico reforça a projeção de cenários como ferramenta essencial para a tomada de decisões Enquanto algumas empresas ainda tentam acertar o próximo passo, outras já trabalham com múltiplos futuros possíveis — e se preparam para todos eles. Mas afinal, o que significa “pensar o futuro”? É tendência, é estratégia ou uma nova competência que […]
Renata de Gaspari Valdejão Almeida







