15 de setembro de 2026
Tomada de Decisão e Qualidade dos Dados: Percepções sobre Acurácia, Completude, Consistência e Disponibilidade.
Lucas Rodrigues Banhete Moreno; Adriano Matos de Oliveira
DOI: 10.22167/2675-6528-202602262
Artigo derivado de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), com conteúdo baseado no trabalho original do aluno e adaptado ao formato editorial da Revista E&S com apoio da ferramenta ResumeAI, solução de inteligência artificial desenvolvida pelo Instituto Pecege para síntese e organização textual.
Resumo
O crescimento exponencial do volume de dados gerados e consumidos globalmente transformou a forma como as organizações conduziram seus processos decisórios, tornando a qualidade das informações um fator determinante para a efetividade dessas decisões. Este estudo analisou a percepção de profissionais que utilizam dados em suas funções diárias quanto à qualidade dos dados nos processos de tomada de decisão nas organizações. Adotou-se uma metodologia descritiva quantitativa, com coleta de dados realizada por meio de um survey estruturado em escala Likert de cinco pontos. A amostra foi não probabilística por conveniência, composta por profissionais de diferentes níveis hierárquicos e portes de empresa. Para a análise dos resultados, empregaram-se técnicas estatísticas descritivas e a correlação de Spearman. As análises revelaram que o uso de dados estava amplamente incorporado à rotina decisória dos participantes e que as dimensões de qualidade avaliadas foram percebidas predominantemente positivamente, com exceção da consistência, que apresentou o menor desempenho e a maior dispersão. As correlações entre as dimensões de qualidade e a confiança decisória mostraram-se positivas e estatisticamente significativas, com destaque para a acurácia como a dimensão de maior influência sobre a segurança decisória. Concluiu-se que, embora as organizações apresentem avanços na adoção de práticas orientadas por dados, persistem desafios estruturais relacionados à consistência das informações, indicando a importância do aprimoramento das práticas de integração e de governança de dados.
Palavras-chave: Confiança decisória; Governança de dados; Percepção organizacional; Qualidade de dados; Tomada de decisão.
1. Introdução
O mercado global de tecnologia tem registrado crescimento significativo nas últimas décadas (Yalli et al., 2024). Considerando apenas o Brasil, o valor movimentado nesse mercado em 2024 foi estimado em cerca de R$ 762 bilhões, o que corresponde a 6,5% do Produto Interno Bruto nacional (Brasscom, 2025). Esse avanço da tecnologia, somado à expansão dos negócios, impõe às empresas a necessidade constante de aprimorar seus processos internos, especialmente os relacionados à tomada de decisão (Rajagopal et al., 2022). Nesse cenário, o grande desafio das organizações é responder às demandas internas e externas com agilidade e eficácia, mantendo-se sempre alinhadas à estratégia da empresa (Avancha et al., 2024).
Nesse contexto, para alcançar sucesso nos negócios, as organizações precisam dispor de recursos que sustentem seus processos decisórios, uma vez que esses processos representam pontos críticos para o bom gerenciamento (Salehzadeh e Ziaeian, 2024; Kozioł-Nadolna e Beyer, 2021). Entre uma infinidade de classes de recursos, os dados ganham destaque, assumindo um papel cada vez mais estratégico nas empresas, onde já são considerados um ativo fundamental para os processos de inovação e são constantemente comparados ao petróleo em termos de valor e relevância (Sacramento, 2024). A relevância do tema intensifica-se diante do crescimento exponencial da demanda, bem como do volume de dados gerados, consumidos e compartilhados em escala global (Castro et al., 2024; Arinze, 2024). Em decorrência desse cenário e do avanço dos modelos de inteligência artificial generativa, é estimado que, até o final de 2025, esse volume atinja 81 zetabytes, o que representa um crescimento de quase três vezes em relação ao ano de 2020 (World Economic Forum, 2024). Esse crescimento de dados evidencia a necessidade de estratégias eficientes de armazenamento, análise e uso dos dados (Alsalim e Javed, 2024), reforçando a importância de estudos que abordem os desafios e as oportunidades relacionados à gestão e à aplicação de tecnologias emergentes (Adewusi et al., 2024).
Apesar de sua importância no cenário global, o uso de dados nos processos de tomada de decisão ainda enfrenta desafios significativos (Fanelli et al., 2023). Nesse contexto, muitos profissionais, ao tomarem decisões relevantes, baseiam-se na intuição e em experiências prévias (Vergara, 1993; Savioni et al., 2023), o que pode vir a ser um problema, uma vez que pode gerar resultados inferiores quando comparados a ações fundamentadas em dados. Wand e Wang (1996) e Nilashi et al. (2023) argumentam que o grande volume de dados, por si só, não garante geração de valor, uma vez que a questão central reside no nível de qualidade dos dados.
Embora o conceito de qualidade de dados não seja unânime em diversas publicações, características como acurácia, completude, consistência e disponibilidade são frequentemente reconhecidas como fundamentais (Cai e Zhu, 2015; Fox et al., 1994). Contudo, a avaliação de um dado pode ser relativa, variando conforme os diferentes contextos empresariais e níveis de decisão em que são aplicados; por exemplo, grupos de dados utilizados em funções cotidianas podem não atender aos objetivos quando aplicados a questões estratégicas (Lacagnina et al., 2023). Assim, um processo decisório confiável e eficaz depende da disponibilidade de dados de qualidade, alinhados aos propósitos organizacionais, em diversos contextos empresariais (Alabduljabbar e Alshammari, 2024).
Diante desse cenário, o presente trabalho justifica-se pela necessidade de compreender a percepção dos profissionais de mercado quanto à qualidade dos dados empregados em diversos níveis decisórios, contribuindo para aprimorar as práticas de gestão e governança de dados. Portanto, este estudo tem como objetivo geral analisar a percepção de profissionais que utilizam dados no dia a dia de suas funções quanto à qualidade dos dados nos processos de tomada de decisão nas organizações. Além disso, tem como objetivos: (I) Identificar se os dados são utilizados nos processos decisórios; (II) Avaliar a percepção dos entrevistados em relação às dimensões da qualidade dos dados (acurácia, completude, consistência e disponibilidade); (III) Analisar a correlação entre a qualidade dos dados e a confiabilidade das decisões tomadas.
2. Material e Métodos
O presente estudo caracterizou-se como uma pesquisa descritiva, de abordagem quantitativa, com o objetivo de compreender a percepção de profissionais sobre a qualidade dos dados utilizados em processos decisórios empresariais. Esse tipo de pesquisa permite descrever fenômenos e realizar análises de correlação entre variáveis (Gil, 2022). Como fundamentação do trabalho, realizou-se uma pesquisa bibliográfica em artigos acadêmicos, revistas científicas e livros para contextualizar o tema e delinear os objetivos da pesquisa (Gil, 2022).
A coleta de dados foi realizada por meio de um levantamento de campo (survey), utilizando um questionário estruturado (Apêndice A) dividido em quatro sessões: caracterização do perfil dos participantes, identificação da intensidade e meios de interação com dados, avaliação da percepção sobre dimensões de qualidade dos dados, e compreensão dos impactos na confiança decisória. O questionário, composto por catorze perguntas fechadas, majoritariamente formuladas com base na escala Likert de cinco pontos, foi elaborado na plataforma “Google Forms” e compartilhado por meio de plataformas digitais, como “WhatsApp”, “LinkedIn” e “e-mail” (Malhotra, 2019; Meireles, 2024). Antes da aplicação definitiva, um pré-teste foi conduzido com um grupo de cinco respondentes, composto por três profissionais da área de dados e dois usuários de dados, para avaliar a clareza das perguntas, a adequação das escalas de resposta e o tempo médio de preenchimento (Gil, 2022).
A amostragem adotada foi do tipo não probabilística, por conveniência, definida com base na acessibilidade dos participantes. Essa abordagem, embora não permita a generalização dos resultados para toda a população, permite reunir indivíduos com características relevantes ao fenômeno estudado, neste caso, profissionais que utilizam dados em seus processos de decisão, o que possibilita obter percepções qualificadas sobre o tema (Malhotra, 2019). A amostra compreendeu profissionais de diferentes níveis hierárquicos (operacional, tático e estratégico) e de diferentes áreas de atuação, visando ampliar a diversidade de perspectivas.
Para a análise dos dados, empregaram-se técnicas de estatística descritiva, com a apuração de medidas de tendência central (média e mediana) e de dispersão (desvio padrão) dos principais itens do levantamento. As respostas foram tabuladas e normalizadas em planilhas, o que permitiu a visualização em tabelas e gráficos (Artes, 2023). Posteriormente, foram realizadas análises de correlação por meio do coeficiente de Spearman, utilizando o software estatístico Jamovi, para examinar a associação entre variáveis de qualidade de dados e percepção de confiança nos processos decisórios (Siegel e Junior Castellan, 2006).
Em relação aos aspectos éticos, a pesquisa baseou-se na coleta anônima de percepções de participantes, sem qualquer identificação ou intervenção direta, enquadrando-se como pesquisa de opinião pública. Assim, o estudo foi considerado isento do processo de registro para submissão e análise pelo Comitê de Ética em Pesquisa [CEP] com Seres Humanos e pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa [CONEP].
3. Resultados e Discussão
Caracterização da amostra
Foram identificados 176 respondentes que interagem com dados em seus processos decisórios. A amostra foi composta predominantemente por profissionais de empresas de grande porte (66,5%), com uma distribuição equilibrada entre funções analíticas (35,2%), coordenadores (19,9%), gerentes (34,1%) e diretores (10,8%). Observou-se heterogeneidade no tempo de vínculo organizacional, com 35,8% dos participantes com mais de 7 anos de empresa e 33,5% entre 1 e 3 anos. A distribuição entre os níveis decisórios operacional (34,7%), tático (33%) e estratégico (32,4%) foi homogênea, o que permitiu uma visão abrangente das percepções organizacionais.
Tabela 1. Caracterização da amostra
| Variável | Categoria | Quantidade | % |
|---|---|---|---|
| Porte de Empresa | Micro | 17 | 9,7% |
| Porte de Empresa | Pequena | 13 | 7,4% |
| Porte de Empresa | Média | 29 | 16,5% |
| Porte de Empresa | Grande | 117 | 66,5% |
| Função | Analista | 62 | 35,2% |
| Função | Coordenador | 35 | 19,9% |
| Função | Gerente | 60 | 34,1% |
| Função | Diretor | 19 | 10,8% |
| Tempo de empresa | <1 ano | 25 | 14,2% |
| Tempo de empresa | 1-3 anos | 59 | 33,5% |
| Tempo de empresa | 4-7 anos | 29 | 16,5% |
| Tempo de empresa | >7 anos | 63 | 35,8% |
| Nível decisório | Operacional | 61 | 34,7% |
| Nível decisório | Tático | 58 | 33% |
| Nível decisório | Estratégico | 57 | 32,4% |
Fonte: Resultados originais da pesquisa
Os resultados indicaram que a utilização de dados está fortemente consolidada na rotina profissional dos participantes, com 98,3% da amostra declarando necessidade de dados para apoiar decisões, independentemente do nível hierárquico. Esse achado reforça o papel central dos dados nos modelos de gestão contemporâneos (Avancha et al., 2024). A alta frequência de uso, conforme detalhado na Figura 1, indicou um consumo contínuo de dados, caracterizando ambientes organizacionais orientados por dados e consolidando os dados como recurso estratégico (Sacramento, 2024).
Figura 1. Frequência de consulta aos dados na tomada de decisões.

Fonte: Resultados originais da pesquisa
Análise de percepções sobre qualidade dos dados e confiança nas tomadas de decisões
A análise das percepções dos participantes sobre as dimensões da qualidade dos dados revelou avaliações predominantemente positivas. A Tabela 2 apresenta as médias e desvios padrão para cada dimensão. A completude (média de 3,94), disponibilidade (média de 3,78) e acurácia (média de 3,72) foram as dimensões com melhor desempenho, sugerindo que os dados são percebidos como suficientes, acessíveis e fiéis à realidade operacional. Essa configuração indicou um certo grau de maturidade organizacional na disponibilização e uso de dados.
Tabela 2. Percepções sobre dimensões de qualidade de dados
| Dimensão | Questão | Média | Mediana | Desvio Padrão |
|---|---|---|---|---|
| Acurácia | Q8 | 3,72 | 4 | ± 0,85 |
| Completude | Q9 | 3,94 | 4 | ± 0,78 |
| Consistência | Q10 | 3,36 | 4 | ± 1,05 |
| Disponibilidade | Q11 | 3,78 | 4 | ± 0,96 |
Fonte: Resultados originais da pesquisa
Em contraste, a dimensão de consistência apresentou o menor desempenho (média de 3,36) e a maior dispersão (desvio padrão de ± 1,05) entre as dimensões avaliadas. Esse resultado indicou que, embora os dados pudessem ser fidedignos em fontes isoladas, sua coerência entre diferentes fontes ou sistemas ainda representa um desafio, apontando para limitações na integração e padronização das informações (Cai e Zhu, 2015; Fanelli et al., 2023).
A análise também abordou a confiança nas decisões baseadas em dados, o uso da intuição e o impacto dos problemas de qualidade dos dados. A Tabela 3 sumariza esses resultados. A confiança nas decisões baseadas em dados foi predominantemente positiva (média de 3,66), reconhecendo os dados como um elemento relevante no processo decisório. O uso da intuição e da experiência profissional em detrimento dos dados foi observado de forma recorrente (média de 3,15), atuando de maneira complementar às abordagens baseadas em dados (Mi et al., 2025). O impacto dos problemas de qualidade dos dados na efetividade das decisões foi percebido como moderado (média de 3,50), indicando que falhas na qualidade dos dados podem influenciar os processos estratégicos e operacionais (Khong et al., 2023).
Tabela 3. Confiança, intuições e impactos percebidos
| Variável | Questão | Média | Mediana | Desvio Padrão |
|---|---|---|---|---|
| Confiança nas decisões baseadas em dados | Q12 | 3,66 | 4 | ± 0,75 |
| Uso da intuição em detrimento de dados | Q13 | 3,15 | 3 | ± 0,77 |
| Impacto dos problemas de qualidade de dados | Q14 | 3,50 | 3 | ± 0,96 |
Fonte: Resultados originais da pesquisa
Correlações entre dimensões de qualidade e confiança nos processos decisórios
As análises de correlação de Spearman revelaram associações positivas e estatisticamente significativas entre todas as dimensões de qualidade dos dados e o nível de confiança percebido nos processos de decisão. Isso sugere que uma maior percepção da qualidade dos dados tende a aumentar a confiança e a segurança dos profissionais em suas decisões. A Tabela 4 apresenta os coeficientes de correlação.
Tabela 4. Correlação entre dimensões de qualidade x confiança nos processos de tomada de decisão baseados em dados
| Variável | Spearman | p Valor |
|---|---|---|
| Acurácia | 0,510 | <0,001 |
| Completude | 0,475 | <0,001 |
| Consistência | 0,365 | <0,001 |
| Disponibilidade | 0,451 | <0,001 |
Fonte: Resultados originais da pesquisa
A dimensão de acurácia apresentou o maior coeficiente de correlação (0,510), classificada como correlação forte segundo Cohen (1988). Isso indica que a percepção de que os dados refletem fielmente a realidade operacional é o fator mais influente na construção da confiança decisória. As dimensões de completude (0,475) e disponibilidade (0,451) apresentaram correlações moderadas, sugerindo que a existência e a acessibilidade da informação complementam a confiança decisória (Mi et al., 2025). A consistência, embora com o menor coeficiente (0,365), ainda demonstrou uma correlação moderada e estatisticamente significativa, indicando que a padronização entre fontes influencia a confiança, mesmo que de forma menos intensa que as outras dimensões. Problemas de padronização podem não ser imediatamente percebidos ou ter impacto indireto.
Em síntese, o estudo demonstrou que os dados estão amplamente incorporados à rotina decisória dos profissionais, sendo percebidos de forma predominantemente positiva em termos de completude, disponibilidade e acurácia. A dimensão de consistência, contudo, revelou fragilidades estruturais relacionadas à padronização e integração de dados. A acurácia foi identificada como a dimensão de maior influência na confiança decisória, enquanto a intuição e a experiência profissional atuam de forma complementar ao uso de dados, e problemas de qualidade de dados podem impactar a efetividade das decisões.
4. Conclusão
O estudo analisou a percepção de profissionais que utilizam dados em suas funções diárias quanto à qualidade dos dados nos processos de tomada de decisão nas organizações. Verificou-se que o uso de dados estava amplamente incorporado à rotina decisória dos participantes, sendo uma prática consolidada em diferentes níveis hierárquicos. As dimensões de qualidade dos dados, como completude, disponibilidade e acurácia, foram percebidas predominantemente de forma positiva pelos profissionais. Contudo, a consistência dos dados apresentou o menor desempenho e a maior dispersão, indicando fragilidades estruturais relacionadas à padronização e integração das informações entre diferentes fontes e sistemas. Observou-se que a confiança nas decisões baseadas em dados era positiva, e a acurácia emergiu como a dimensão de maior influência na construção dessa confiança decisória, sugerindo que a fidelidade dos dados à realidade operacional é crucial.
A principal contribuição deste estudo reside na explicitação dos desafios persistentes na gestão da qualidade dos dados, especialmente no que tange à consistência, apesar dos avanços organizacionais na adoção de práticas orientadas por dados. Isso reforça a importância do aprimoramento das práticas de integração e de governança de dados para garantir maior confiabilidade e efetividade nos processos decisórios. Entretanto, o estudo possui limitações decorrentes da utilização de uma amostra não probabilística por conveniência, o que restringe a generalização dos achados, e do uso de dados autorrelatados, que podem estar sujeitos a vieses. O caráter transversal da pesquisa também limita a análise de relações causais ao longo do tempo. Para estudos futuros, sugere-se a realização de pesquisas com amostras mais amplas e probabilísticas, a adoção de abordagens longitudinais para investigar a evolução das variáveis, e o aprofundamento da investigação sobre práticas de governança e gestão de dados, com foco na integração e consistência das informações.
Referências Bibliográficas
Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais [Brasscom]. 2025. Relatório Setorial 2024 do Macrossetor de TIC. Disponível em: . Acesso em: 11 out. 2025.
Avancha, S.; Aggarwal, A.; Goel, P. 2024. Data-Driven Decision Making in IT Service Enhancement. Journal of Quantum Science and Technology 1(3):10-24.
Rajagopal, N.K.; Qureshi, N.I.; Durga, S.; Asis, E.H.R.; Soto, R.M.H.; Gupta, S.K.; Deepak, S. 2022. Future of business culture: An artificial intelligence-driven digital framework for the organization’s decision-making process. Complexity 2022(1): 01-14.
Salehzadeh, R.; Ziaeian, M. 2024. Decision making in human resource management: a systematic review of the
Yalli, J.S.; Hasan, M.H.; Badawi, A.A. 2024. Internet of Things (IoT): origins, embedded technologies, smart applications, and its growth in the last decade. IEEE 12(): 91357-91382.
Artigo oriundo de Trabalho de Conclusão de Curso da Especialização em Gestão de Negócios do MBA USP/Esalq
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