Artigo

23 de julho de 2026

Sistemas CRM e sua relação com a performance de vendas em empresas B2B

Camila Cselak; Rodrigo Médici Cândido

DOI: 10.22167/2675-6528-202600639

Artigo elaborado pela ferramenta ResumeAI, solução de inteligência artificial desenvolvida pelo Instituto Pecege voltada à síntese e redação.

Resumo

A dinâmica das vendas em ambientes Business to Business (B2B) exigiu mais do que processos estruturados, demandando compreensão das necessidades dos clientes, integração entre equipes e ferramentas para organização de informações e decisões. Desafios como a falta de visibilidade do histórico de clientes e a dificuldade de consolidar dados impactaram diretamente a performance comercial. Nesse contexto, os sistemas de Customer Relationship Management (CRM) desempenharam papel essencial ao fornecer organização, agilidade e suporte à força de vendas. O estudo objetivou compreender o impacto da utilização de sistemas de CRM na performance de vendas em empresas B2B. Para isso, realizou-se uma pesquisa descritiva, de abordagem quantitativa, que aplicou um questionário estruturado a 134 profissionais, dos quais 116 utilizavam o CRM em sua rotina. Os resultados indicaram que o sistema foi percebido como acessível e útil, especialmente por centralizar informações, favorecer o entendimento das demandas dos clientes e fortalecer a comunicação entre áreas. Concluiu-se que o uso consistente do CRM fortaleceu a maturidade comercial das organizações e contribuiu para relações mais sólidas e estratégicas com os clientes.

Palavras-chave: Gestão de Clientes; Gestão Comercial; Integração de Equipes; Maturidade Comercial; Performance Comercial.

1. Introdução

No ambiente dinâmico dos negócios “Business to Business” (B2B), que compreendem transações comerciais realizadas entre empresas (Hutt e Speh, 2021), a atividade de vendas é essencial para a sobrevivência das organizações. Contudo, essa atividade se apresenta de forma mais complexa do que aparenta (Chiavenato, 2005). As equipes de vendas já não podem se limitar à tomada de pedidos ou à mera apresentação de produtos e serviços. Exige-se a construção de relações sólidas, a oferta de propostas de valor e a manutenção de clientes no longo prazo, fatores que determinam o sucesso organizacional (Boechat, 2015). A compreensão profunda das necessidades dos clientes é fundamental, reconhecendo que cada empresa possui características únicas (Alvarez, 2015).

Em muitas organizações, a falta de visibilidade sobre o histórico dos clientes, a dificuldade de consolidar dados e a ausência de critérios claros para a priorização de oportunidades geram desafios que impactam diretamente a performance comercial. Nesse cenário, os sistemas de “Customer Relationship Management” (CRM) desempenham um papel essencial ao fornecer organização, agilidade e suporte ao trabalho diário da força de vendas. Tais sistemas configuram-se como ferramentas cruciais para aprimorar a gestão de vendas e superar barreiras operacionais e estratégicas.

O CRM pode ser entendido como uma abordagem estratégica voltada ao desenvolvimento de relacionamentos de longo prazo com os clientes, integrando tecnologias, dados e processos organizacionais para aprimorar a compreensão do comportamento do consumidor e orientar ações mais eficazes (Payne, 2005). A capacidade de estruturar e analisar informações relevantes contribui para decisões gerenciais mais assertivas e centradas no cliente (Crivellaro, 2018). A utilização adequada do CRM pode gerar melhorias significativas na retenção e satisfação dos clientes e na lucratividade (Buttle, 2006), com impacto direto sobre a performance de vendas das empresas. Esse desempenho é mensurado por meio de “Key Performance Indicators” (KPIs), que avaliam a eficiência dos processos e a saúde das relações comerciais (Kumar e Reinartz, 2022; Buttle e Maklan, 2019).

Enquanto as vendas para o consumidor final “Business to Customer” (B2C) se caracterizam por ciclos curtos e metas imediatas, as vendas B2B apresentam um ambiente complexo, profissional e marcado pela interação com múltiplos setores da organização (Kotler, 2021). Neste cenário, ferramentas novas podem ser interpretadas como burocráticas, ampliando processos ou permitindo controle excessivo sobre o vendedor, o que pode dificultar a adoção. O desafio reside em evidenciar as vantagens relativas e a facilidade de uso do CRM para a força de vendas (Rogers, 2023).

Um CRM com arquitetura robusta transforma as atividades comerciais em processos orientados por ciência de dados, proporcionando visibilidade do funil de vendas, previsibilidade de fechamento e capacidade de tratar cada conta de forma individualizada, ao permitir acesso completo ao histórico do cliente (Rackham, 2020). Isso oferece uma visão clara do desempenho individual e coletivo, favorecendo a gestão orientada por metas e baseada em dados atualizados, permitindo decisões mais assertivas e estratégias comerciais aprimoradas (Batalini, 2023). Estudos recentes indicam que o uso de sistemas de CRM se consolidou no ambiente empresarial global. Estimativas de 2026 apontam que mais de noventa por cento das empresas com mais de dez colaboradores utilizavam soluções de CRM (Salt Creative, 2026). Uma meta-análise demonstrou que a adoção consistente de sistemas de CRM está positivamente associada ao aumento da performance comercial, fortalecendo processos e melhorando indicadores-chave de desempenho (Kumari, 2024).

Apesar da crescente adoção e dos benefícios comprovados, a percepção e o impacto direto do CRM na performance de vendas, especialmente no ambiente B2B, ainda demandam investigação aprofundada para otimizar sua utilização e superar resistências. A compreensão de como essa ferramenta é percebida e utilizada pelos profissionais de vendas é crucial para maximizar seu potencial estratégico. Diante desse cenário, a presente pesquisa se justifica pela necessidade de aprofundar o entendimento sobre a relação entre a utilização de sistemas CRM e a performance da força de vendas em empresas B2B. Assim, este estudo teve como objetivo compreender de que forma a utilização de sistemas de CRM impactou a performance de vendas em empresas B2B.

2. Material e Métodos

A presente pesquisa caracterizou-se como descritiva, conforme a classificação de Gil (2010), ao buscar identificar características e fatores relacionados ao tema estudado. Adotou-se uma abordagem quantitativa, com o objetivo de mensurar numericamente os dados coletados e utilizar recursos estatísticos para a análise (Turrioni e Mello, 2012). Este tipo de abordagem permitiu a medição objetiva e a quantificação dos resultados.

O delineamento da pesquisa foi um levantamento de campo, ou “Survey”, para coletar dados e informações sobre as características e opiniões de um grupo específico de pessoas, representativo de uma população-alvo (Fonseca, 2002). O estudo focou em profissionais de vendas que atuam em empresas do tipo Business to Business (B2B) no Brasil.

A amostra foi de natureza não probabilística por conveniência, selecionada pela facilidade de acesso e disponibilidade dos participantes (Gil, 2010). Inicialmente, 175 pessoas foram alcançadas. Após um filtro inicial que verificava a atuação em vendas B2B, 134 indivíduos se qualificaram. Desses, 116 declararam utilizar sistemas de CRM em suas rotinas comerciais, sendo estes os participantes efetivos do estudo.

O instrumento de coleta de dados foi um questionário eletrônico estruturado, elaborado e aplicado por meio da ferramenta Google Forms. O questionário foi construído com base em uma revisão da literatura que abordou a influência do CRM na performance comercial, utilizando autores como Payne (2005), Buttle e Maklan (2019), Kumar e Reinartz (2022) e Kotler e Keller (2021).

O questionário era composto por 18 questões, organizadas em uma escala de concordância de cinco pontos, variando de “discordo plenamente” a “concordo plenamente”. As questões foram distribuídas em três seções distintas para captar informações relevantes ao objetivo da pesquisa.

A primeira seção do questionário destinou-se à caracterização do perfil sociodemográfico e profissional dos participantes. A segunda seção buscou mensurar o grau de utilização do CRM, abordando aspectos relacionados à finalidade e ao modo de uso da ferramenta. A terceira seção foi elaborada para captar a percepção dos participantes quanto ao impacto do CRM na performance comercial.

A coleta de dados ocorreu de forma anônima entre os dias 18 e 21 de março de 2026. O questionário foi distribuído eletronicamente por meio de um link enviado via e-mail, WhatsApp e redes sociais, incluindo LinkedIn e Instagram. A anonimidade buscou garantir maior conforto aos participantes e estimular respostas autênticas.

Os dados coletados foram analisados por meio de estatísticas descritivas. Para a caracterização da amostra, utilizaram-se frequências e percentuais. Adicionalmente, foram calculadas medidas de tendência central, como média e mediana, e de dispersão, como desvio-padrão, para as variáveis em escala Likert. O objetivo foi avaliar a intensidade das percepções dos respondentes.

Em relação aos cuidados éticos, a pesquisa foi dispensada de registro, submissão e análise pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP), conforme o parágrafo único do Artigo 1º da resolução CNS nº 510 de abril de 2016, item VII. Este item abrange pesquisas que aprofundam teoricamente situações emergentes da prática profissional, sem identificar os sujeitos.

Complementarmente, utilizou-se o Formulário de Direcionamento Ético (FDE), desenvolvido para auxiliar na decisão sobre a submissão ao CEP, com base nas diretrizes éticas brasileiras (Resolução CNS nº 466/12 e 510/16). O FDE indicou a dispensa de submissão ao CEP para este trabalho.

A participação dos indivíduos foi voluntária, e as respostas foram tratadas com anonimato e confidencialidade, sendo utilizadas exclusivamente para fins acadêmicos. O questionário seguiu as normas da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), e o prosseguimento na pesquisa implicava a leitura e concordância com o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.

3. Resultados e Discussão

A presente seção detalha os achados da pesquisa, interpretando-os à luz do objetivo de compreender o impacto da utilização de sistemas de Customer Relationship Management (CRM) na performance de vendas em empresas Business to Business (B2B). Os resultados foram obtidos por meio de um questionário estruturado aplicado a profissionais de vendas B2B, dos quais 116 utilizavam o CRM em sua rotina. A análise dos dados revelou percepções sobre a facilidade de uso, a adequação do treinamento, a funcionalidade do sistema e, principalmente, a contribuição do CRM para a performance comercial. Os achados indicam que o sistema é percebido como uma ferramenta essencial para a gestão de vendas, influenciando positivamente diversos aspectos do desempenho.

De maneira geral, a pesquisa identificou uma predominância de avaliações positivas em relação ao CRM, sugerindo que a ferramenta é amplamente aceita e valorizada pelos profissionais de vendas B2B. Essa percepção favorável se alinha com a crescente adoção de sistemas de CRM no ambiente empresarial global, conforme apontado por estudos recentes (Salt Creative, 2026). A capacidade do CRM de organizar informações e otimizar processos é um fator-chave para seu reconhecimento como um suporte estratégico, especialmente em um cenário de vendas B2B que exige complexidade e profundidade nas relações com os clientes (Hutt e Speh, 2021).

Perfil sociodemográfico e profissional

A caracterização do perfil sociodemográfico dos participantes revelou uma concentração de profissionais em faixas etárias mais maduras, com 37,9% dos respondentes entre 35 e 44 anos. As faixas etárias mais jovens, com menos de 25 anos, e as mais avançadas, com 55 anos ou mais, apresentaram menor participação, com 7,8% e 8,6%, respectivamente. Essa distribuição etária sugere que a amostra é composta por profissionais com experiência consolidada no mercado de trabalho, o que confere robustez às percepções sobre a utilização do CRM e seu impacto nas vendas B2B.

Em relação ao gênero, observou-se um equilíbrio entre os participantes, com 49,1% de homens e 49,1% de mulheres, enquanto uma parcela mínima de 1,7% optou por não informar. Essa distribuição equitativa indica que não há um viés de gênero na amostra, garantindo que as percepções coletadas representam de forma balanceada a força de trabalho em vendas B2B. Quanto ao nível de escolaridade, a maioria dos participantes possuía ensino superior completo (43,1%) ou pós-graduação (31,9%), totalizando 75% da amostra. Esse elevado nível de instrução sugere que, ao longo do tempo, os profissionais de vendas tendem a aprimorar sua formação acadêmica, o que pode influenciar a capacidade de adaptação e uso de ferramentas tecnológicas como o CRM.

A análise do tempo de atuação em vendas B2B mostrou que a maioria dos participantes possui trajetória consolidada, com 33,6% atuando entre um e cinco anos e 32,8% com mais de dez anos de experiência. Somados, esses grupos representam aproximadamente 54% da amostra, reforçando a experiência dos respondentes. Essa experiência é crucial para avaliar o impacto de uma ferramenta como o CRM, pois profissionais com maior tempo de mercado tendem a ter uma compreensão mais aprofundada dos desafios e das oportunidades no ambiente B2B, conforme destacado por Boechat (2015).

No que tange ao porte das empresas em que os participantes atuam, verificou-se uma diversidade, embora as empresas de grande porte representassem a maior parcela, com 35,3% da amostra. Empresas de micro, pequeno e médio porte apresentaram uma distribuição equilibrada, com 21,6% em cada categoria. Essa diversidade é relevante, pois demonstra que a utilidade do CRM não está restrita ao tamanho da organização, alinhando-se à tendência de expansão do uso de CRM em diferentes perfis empresariais (Salt Creative, 2026). Os resultados reforçam que o CRM é um suporte transversal às atividades de vendas B2B, beneficiando organizações de distintos portes (Payne, 2005).

Nível de utilização do CRM

A avaliação da facilidade de uso do CRM revelou que 84,5% dos participantes se posicionaram na faixa de concordância, sendo que 38,8% concordaram plenamente e 45,7% concordaram. Apenas 2,6% discordaram, enquanto 12,9% se mantiveram neutros. Esses dados indicam que a facilidade de uso está diretamente relacionada ao valor percebido pelos profissionais, reforçando que o sistema é útil e amigável. A média de 4,32, com desvio-padrão de 0,68, confirma a percepção positiva, sugerindo que sistemas intuitivos favorecem a adoção e o uso contínuo, integrando-se naturalmente às rotinas comerciais (Payne, 2025; Buttle e Maklan, 2019).

Quanto à adequação dos treinamentos para utilização do sistema CRM, 77,6% dos participantes manifestaram percepções positivas, com 36,2% concordando plenamente e 41,4% concordando. Uma parcela de 16,4% adotou uma posição neutra, e apenas 6% discordaram. Esses resultados indicam que, para a maioria da amostra, os treinamentos oferecidos são suficientes para apoiar o uso efetivo do sistema. A média de 4,10, com desvio-padrão de 0,74, corrobora essa percepção, destacando a importância da capacitação para que os vendedores compreendam o propósito do CRM e se engajem com a ferramenta (Kotler e Keller, 2021; Rogers, 2023).

Ao analisar se as funcionalidades do CRM atendem às necessidades do trabalho, 87,9% dos participantes afirmaram que as funcionalidades são satisfatórias, com 40,5% concordando plenamente e 47,4% concordando. Em contrapartida, 8,6% discordaram e 3,4% optaram pela neutralidade. Esses dados reforçam que o CRM, de maneira geral, atende às expectativas funcionais dos vendedores, pois sistemas bem configurados ampliam a eficiência da força de vendas ao oferecer visibilidade sobre clientes, histórico e oportunidades (Buttle e Maklan, 2019). A média de 4,38, com desvio-padrão de 0,61, ratifica essa percepção.

A afirmação de que os dados provenientes do CRM contribuem para o entendimento das necessidades dos clientes foi amplamente endossada, com 84,5% dos participantes concordando plenamente ou concordando. Apenas 5,2% discordaram, e 10,3% mantiveram-se neutros. Em um contexto B2B, o entendimento acurado das necessidades do cliente é fundamental para a priorização de oportunidades e para o desenvolvimento de propostas de valor (Kotler e Keller, 2021). Os resultados reforçam que o CRM cumpre seu papel de consolidar informações relevantes, possibilitando maior precisão no diagnóstico das necessidades e na qualificação do funil de vendas. A média de 4,22, com desvio-padrão de 0,75, sustenta essa interpretação.

A análise sobre a contribuição do CRM para a integração dos múltiplos setores da empresa mostrou que 84,5% dos participantes concordam plenamente ou concordam com essa proposição. Esse resultado é significativo no contexto B2B, onde decisões comerciais dependem da coordenação entre diferentes áreas, reforçando que a ferramenta desempenha um papel de suporte à integração interdepartamental, maximizando o valor gerado pelo CRM (Payne, 2005). Uma parcela de 12,1% se manteve neutra e 3,4% discordou, sugerindo que há espaço para aprimoramento nos processos de compartilhamento de dados. A média de 4,22, com desvio-padrão de 0,75, confirma a percepção positiva.

Em relação ao registro e atualização dos dados, os resultados indicam que o CRM atende de maneira altamente eficaz às demandas operacionais, com 96,6% dos participantes concordando plenamente ou concordando. Apenas 1,7% se manteve neutro e 1,7% discordou. Essa predominância de avaliações positivas sugere a existência de um ambiente tecnológico que favorece a consistência e a integridade dos dados, elementos essenciais para estratégias comerciais robustas (Buttle e Maklan, 2019). A média de 4,56, com desvio-padrão de 0,55, é a mais alta entre os indicadores de utilização, reforçando a percepção de que o sistema cumpre sua função de suporte informacional.

A afirmação de que o CRM burocratiza as atividades de vendas revelou uma distribuição mais heterogênea. Embora 30,1% dos participantes discordem e 28,4% adotem uma postura neutra, 41,4% (23,3% concordam e 18,1% concordam plenamente) percebem que o CRM pode introduzir burocracia. A obrigatoriedade de registrar informações detalhadas e padronizar etapas pode ser vista como um acréscimo de tarefas administrativas (Rackham, 2020), o que contribui para essa sensação. Esse achado destaca a necessidade de equilibrar a padronização com a flexibilidade para otimizar a aceitação da ferramenta.

Em síntese, os dados sobre o nível de utilização do CRM evidenciam uma percepção amplamente favorável dos participantes. Os elevados índices de concordância em todos os indicadores, como facilidade de uso, adequação do treinamento, atendimento das funcionalidades, contribuição para o entendimento das necessidades dos clientes, integração entre setores e facilidade de registro e atualização de dados, demonstram que o CRM é percebido como uma ferramenta eficaz. As médias elevadas, variando entre 4,10 e 4,56, e os baixos desvios-padrão reforçam a consistência das percepções positivas, indicando que o CRM apoia processos operacionais e estratégicos da força de vendas (Crivellaro, 2018).

Performance Comercial (Desempenho)

A análise sobre as decisões de venda da empresa serem direcionadas por dados do CRM indicou que 77,6% dos participantes concordam plenamente ou concordam. Esse resultado evidencia o papel relevante do CRM no suporte à tomada de decisão comercial, fortalecendo práticas de gestão orientadas por informações estruturadas (Kumar e Reinartz, 2022). Em ambientes B2B, caracterizados por maior complexidade e ciclos longos (Hutt e Speh, 2021), a gestão baseada em dados é essencial. A proporção de respostas neutras (17,2%) e discordantes (5,2%) sugere que nem todas as equipes alcançaram o mesmo nível de maturidade no uso analítico do CRM, indicando oportunidades de aprimoramento.

A afirmação de que a utilização dos dados do CRM torna os processos de vendas mais efetivos obteve uma predominância de avaliações positivas, com 90,5% dos participantes concordando plena ou parcialmente. Esse achado evidencia que o CRM amplia a eficiência dos processos ao fornecer registros estruturados, históricos completos e uma visão detalhada do cliente (Buttle e Maklan, 2019), contribuindo para decisões comerciais mais rápidas e fundamentadas. Apenas 1,7% dos participantes discordaram, e 7,8% adotaram uma posição neutra, o que reforça a percepção generalizada de efetividade. A média de 4,25, com desvio-padrão de 0,67, sustenta essa conclusão.

Em relação à efetividade das decisões comerciais com o uso do CRM, 90,5% dos participantes percebem que as decisões se tornam mais efetivas. Apenas 3,4% discordaram e 6,0% adotaram uma posição neutra. Esses resultados demonstram que o CRM não é apenas um repositório de dados, mas um instrumento capaz de transformar dados em insights que fortalecem o processo de decisão (Payne, 2005), ampliando a qualidade da escolha estratégica (Kotler e Keller, 2021). A média de 4,28, com desvio-padrão de 0,73, corrobora a percepção de que o CRM é um facilitador para decisões mais assertivas.

A análise referente à contribuição do CRM para identificar novas oportunidades de vendas indica que 87,9% dos participantes percebem que o sistema apoia esse processo. Esse resultado evidencia que o CRM é amplamente reconhecido como um recurso capaz de organizar informações e gerar visibilidade sobre padrões de comportamento, histórico de interações e potenciais demandas dos clientes, elementos essenciais para a prospecção em ambientes B2B (Rackham, 2020). Assim, o sistema demonstra contribuir para ampliar a capacidade dos vendedores em detectar oportunidades, fortalecendo a qualificação de cada etapa e a estratégia comercial (Buttle, 2006). A média de 4,24, com desvio-padrão de 0,75, confirma essa percepção.

Sobre a afirmação de que decisões com base em dados do CRM aumentam o ticket médio das vendas, 79,3% dos participantes concordam. Esse resultado sugere que o uso do CRM está associado à capacidade de alinhar as ofertas ao perfil de cada cliente, ajudando a identificar melhores oportunidades, o que resulta em um ticket médio maior (Kumar e Reinartz, 2022). Contudo, 15,5% dos participantes permaneceram neutros e 5,2% discordaram, indicando que, em alguns casos, a percepção de valor sobre o impacto do CRM no ticket médio pode variar, dependendo do nível de utilização da solução e das ferramentas analíticas disponíveis. A média de 4,09, com desvio-padrão de 0,84, reflete essa concordância majoritária.

A afirmação de que o uso do CRM melhorou a performance comercial foi endossada por 89,7% dos participantes. Esse resultado indica que o sistema é amplamente reconhecido como um instrumento que apoia a eficiência das atividades de vendas, ao facilitar o acesso a informações estruturadas (Payne, 2005), aprimorar o acompanhamento das oportunidades e fortalecer o planejamento comercial (Buttle e Maklan, 2019). Apenas 0,9% discordou e 9,5% adotou uma posição neutra, demonstrando uma percepção predominantemente favorável sobre o impacto positivo do CRM na performance comercial. A média de 4,28, com desvio-padrão de 0,67, reforça essa constatação.

A síntese geral dos resultados sobre a performance comercial percebida demonstra uma predominância de percepções positivas quanto ao impacto do CRM. Os participantes reconhecem o CRM como um instrumento estratégico capaz de apoiar a tomada de decisão (Kumar e Reinartz, 2022), qualificar as etapas de vendas (Rackham, 2020) e aprimorar a eficiência operacional (Buttle e Maklan, 2019). As médias elevadas, variando entre 4,03 e 4,28, e os baixos desvios-padrão indicam forte concordância e consistência nas percepções da amostra, reforçando a relevância do sistema no contexto de vendas B2B.

O cruzamento de dados entre escolaridade e performance de vendas revelou que, independentemente do nível de formação acadêmica, a percepção dos participantes em relação à performance gerada pelo uso do CRM é positiva, com 80% ou mais dos respondentes concordando com a hipótese. A discordância foi praticamente inexistente, sendo registrada apenas por 3% dos participantes com superior completo. Esse achado evidencia que a percepção positiva em relação ao CRM não se condiciona ao nível de formação, indicando que a ferramenta é amplamente compreendida e valorizada por profissionais com diferentes níveis de escolaridade.

Ao analisar o tempo de atuação em vendas B2B em relação à performance comercial, observou-se que os vendedores com até um ano de experiência apresentaram uma distribuição mais heterogênea, com 57,1% concordando com o aumento de performance e 42,9% se posicionando de forma neutra. Essa neutralidade pode ser justificada por uma fase inicial de adaptação ao uso do CRM e à compreensão de sua conexão direta com a performance. Não foram registrados casos de discordância nesse grupo, indicando que, mesmo em início de carreira, a ferramenta não é vista como prejudicial.

Para os profissionais com um a cinco anos de atuação, 87% concordaram que o CRM melhora a performance comercial, e 13% se mantiveram neutros, sem casos de discordância. Esse resultado indica que profissionais em fase intermediária de carreira tendem a perceber de forma bastante positiva o impacto do CRM sobre seus resultados. Entre seis e dez anos de atuação, o padrão foi semelhante, sugerindo que, à medida que o profissional acumula experiência, o CRM continua sendo percebido como um instrumento relevante para a sustentação da performance comercial, com 85,7% de concordância e 14,3% de neutralidade.

Já entre os profissionais com mais de dez anos de atuação, 84,6% concordaram com a melhoria da performance comercial, 11,5% se mantiveram neutros e 3,8% discordaram. Embora a concordância permaneça elevada, a presença de uma pequena parcela de discordantes pode indicar que parte dos profissionais mais experientes mantém preferências por práticas anteriores ou enfrenta maior resistência a mudanças de processos apoiados em sistemas. Essa nuance sugere que a experiência consolidada pode, em alguns casos, gerar uma percepção de burocratização ou menor valor agregado, como discutido por Rackham (2020).

Em síntese interpretativa, os resultados da pesquisa demonstram que a utilização de sistemas de CRM impacta positivamente a performance de vendas em empresas B2B. A ferramenta é percebida como acessível, funcional e eficaz no suporte à tomada de decisões, na otimização de processos, na identificação de oportunidades e no aumento do ticket médio. A alta concordância dos participantes, independentemente de escolaridade e, em grande parte, do tempo de atuação, reforça a maturidade comercial das organizações e a contribuição do CRM para relações mais sólidas e estratégicas com os clientes, alinhando-se ao objetivo do estudo.

4. Conclusão

A presente pesquisa objetivou compreender o impacto da utilização de sistemas de Customer Relationship Management (CRM) na performance de vendas em empresas Business to Business (B2B). Verificou-se que o CRM é amplamente percebido como uma ferramenta acessível, útil e funcional pelos profissionais de vendas. Os achados indicaram que o sistema centraliza informações, favorece o entendimento das demandas dos clientes e fortalece a comunicação entre as áreas da empresa. Observou-se que o uso do CRM apoia a tomada de decisões orientadas por dados, torna os processos de vendas mais efetivos, contribui para a identificação de novas oportunidades e está associado ao aumento do ticket médio. Essa percepção positiva foi consistente na amostra, independentemente do nível de escolaridade e, em grande parte, do tempo de atuação dos profissionais.

A principal contribuição do estudo reside em evidenciar que o uso consistente do CRM fortalece a maturidade comercial das organizações B2B, convertendo desafios operacionais em vantagens competitivas por meio de informações estruturadas e decisões mais precisas, culminando em relações mais sólidas e estratégicas com os clientes. Contudo, identificou-se que uma parcela minoritária dos participantes, especialmente alguns profissionais mais experientes, percebe o CRM como um elemento que pode burocratizar as atividades de vendas, sugerindo resistências a mudanças de processos. Além disso, a neutralidade observada entre vendedores com menor tempo de atuação aponta para uma fase de adaptação à ferramenta. Tais nuances indicam a necessidade de estudos futuros que explorem estratégias para otimizar a aceitação do CRM, equilibrando a padronização com a flexibilidade, e investiguem aprimoramentos no uso analítico do sistema para maximizar seu potencial estratégico em diferentes perfis de usuários e maturidades organizacionais.

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Artigo oriundo de Trabalho de Conclusão de Curso da Especialização em Gestão de Vendas do MBA USP/Esalq

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17 de setembro de 2026

Heterogeneidade Territorial do Bolsa Família: uma Análise por Clusters e Efeitos Fixos

O Programa Bolsa Família (PBF) representa uma das políticas de proteção social mais relevantes globalmente, o que justifica a investigação de seus efeitos diante das acentuadas e heterogêneas desigualdades regionais brasileiras. O estudo avaliou os reflexos socioeconômicos dos repasses do programa sobre a saúde, a educação e o mercado de trabalho nos municípios brasileiros, no período de 2004 a 2019. Para isso, aplicou-se a técnica de agrupamento K-means para segmentação territorial e estimaram-se modelos econométricos de dados em painel com efeitos fixos, tanto a nível nacional quanto segregados por clusters. Os resultados revelaram a natureza anticíclica do PBF no mercado de trabalho, com uma relação negativa entre repasses e vínculos empregatícios formais em quatro dos cinco clusters, sugerindo que os recursos foram mais intensos onde o mercado formal falhou. Na saúde, o programa associou-se à redução significante da mortalidade infantil evitável em municípios com maior equilíbrio socioeconômico, mas não apresentou efeito detectável em agrupamentos de maior precariedade estrutural, indicando que a transferência de renda é necessária, porém insuficiente sem infraestrutura de saúde funcional. Na educação, a análise por subperíodos mostrou atenuação progressiva do coeficiente nacional, refletindo a convergência das taxas de matrícula para um patamar de alta inércia temporal. Concluiu-se que o PBF cumpriu seu objetivo de proteção social de forma anticíclica e territorialmente focalizada, mas sua capacidade de transformar indicadores estruturais dependeu da sinergia com investimentos em infraestrutura pública.

Palavras-chave: Bolsa Família; Mortalidade Infantil; Municípios Brasileiros; Painel de Dados; Política Pública.

Gestão Tributária

17 de setembro de 2026

Limites Jurídicos e Práticos da Dedutibilidade Retroativa dos Juros sobre Capital Próprio

A gestão tributária adequada é crucial para a saúde financeira das empresas, especialmente no complexo sistema tributário brasileiro. Os Juros sobre Capital Próprio (JCP) constituem um mecanismo jurídico relevante para a remuneração do capital próprio, utilizado para otimizar a carga tributária. O estudo investigou a controvérsia sobre a dedutibilidade de JCP referentes a exercícios anteriores à deliberação societária que autoriza seu pagamento. Aplicou-se a metodologia de pesquisa e análise documental empírica, baseada em “Normative Systems”, para identificar cinco propriedades representativas dos argumentos jurídicos na jurisprudência administrativa e judicial. Analisaram-se acórdãos do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), revelando padrões decisórios predominantes, divergências interpretativas, incoerências argumentativas e significativa insegurança jurídica. Os resultados indicaram forte tendência de invalidação dos planejamentos envolvendo JCP extemporâneos na esfera administrativa. Contudo, o julgamento do Tema 1319 pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) seguiu direção oposta, consagrando tese favorável à dedutibilidade e estabelecendo um precedente paradigmático que pode influenciar a jurisprudência administrativa e redefinir os critérios decisórios.

Palavras-chave: CARF; gestão tributária; limitação temporal; lucro real; planejamento tributário.

17 de setembro de 2026

Símbolos da Moda Esportiva: Consumo, Identidade e Status entre Consumidores Brasileiros

A moda esportiva consolidou-se como linguagem simbólica de distinção social nas últimas décadas, impulsionada pela expansão do mercado de wellness e pela reconfiguração dos padrões de prestígio nas sociedades de consumo contemporâneas. O estudo objetivou compreender como os símbolos da moda esportiva influenciaram a construção de identidade e pertencimento e sua associação ao prestígio social entre consumidores brasileiros que adquiriram produtos do setor nos últimos 12 meses. Desenvolveu-se a pesquisa por meio de levantamento bibliográfico e pesquisa descritiva, com levantamento do tipo survey aplicado a uma amostra não probabilística por conveniência de 445 consumidores brasileiros de moda esportiva. Os principais resultados indicaram que a maioria dos respondentes associou marcas esportivas a percepções de status social; mais da metade reconheceu o wellness como novo símbolo de prestígio; e parcela expressiva percebeu o sportstyle como mais aceito em ambientes formais de trabalho. Em contrapartida, formas ostensivas de sinalização, como preferência por logotipos visíveis, influência de redes sociais e disposição a pagar sobrepreço, foram amplamente rejeitadas, revelando uma dissociação entre a atribuição simbólica de status e o comportamento de sinalização ostensiva. O consumidor brasileiro de moda esportiva com elevado capital cultural operou por meio de sinais simbólicos sutis e não ostensivos, compatíveis com o fenômeno do consumo inconspícuo, no qual a distinção social se manifestou de forma internalizada.

Palavras-chave: Consumo inconspícuo; Distinção; Prestígio social; Sportstyle; Wellness.

17 de setembro de 2026

Modelo Validado de Formação de Competência Técnica e Habilidades Não Técnicas em Indústrias Químicas Complexas

Analisou-se a implementação de um processo sistemático para o desenvolvimento e a atualização de competências técnicas e habilidades não técnicas em Operações Industriais e Segurança de Processo em uma indústria química de alta complexidade, pertencente a uma multinacional localizada no Polo Petroquímico de Camaçari, Bahia. O estudo objetivou implementar um processo mensurável e sustentável que assegurou a competência técnica e não técnica de 100% dos operadores, em conformidade com a legislação estadual da Bahia, diretrizes de institutos internacionais e políticas corporativas. A pesquisa caracterizou-se como um estudo de caso de abordagem mista, que envolveu diagnóstico documental, entrevistas semiestruturadas com 85 operadores experientes, análise de tarefas críticas e o desenvolvimento e aplicação piloto de um programa modular de treinamento. Este processo evidenciou a necessidade de alinhamento e atualização sistemática das competências requeridas. Os resultados obtidos indicaram a eficácia do modelo proposto, com 100% dos operadores concluindo os módulos teóricos e práticos e alcançando uma taxa de aprovação superior a 80%, além de conformidade operacional em campo. O trabalho contribuiu com um modelo estruturado de formação, incluindo matriz de competências, programas modulares de treinamento e diretrizes para certificação e recertificação, demonstrando potencial de replicação em outras unidades industriais de elevada complexidade e risco, e fortalecendo a segurança de processo e a sustentabilidade operacional.

Palavras-chave: Capacitação; Competência; Habilidades não técnicas; Segurança de processo; Treinamento.

Compliance E Esg

17 de setembro de 2026

Governança Pública Climática e Enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul

As enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul evidenciaram fragilidades estruturais na governança pública em um contexto federativo submetido a risco climático extremo. Este trabalho analisou, no recorte temporal de maio de 2024 a maio de 2025, como a atuação federal, estadual e municipal se estruturou diante da crise e em que medida a comparação com os Países Baixos ofereceu parâmetros úteis para o fortalecimento da resiliência institucional. A pesquisa adotou abordagem qualitativa, aplicada, exploratória e comparativa, com análise documental e análise de conteúdo de fontes oficiais, relatórios técnicos internacionais, atos normativos e pronunciamentos institucionais, organizados por categorias temáticas e interpretados com apoio do Modelo das Três Linhas do IIA. Os resultados mostraram que, embora os três níveis de governo tenham criado ou reestruturado instrumentos relevantes de coordenação e reconstrução após o desastre, prevaleceu uma institucionalidade reativa, posterior ao evento, com lacunas de continuidade administrativa, integração preventiva, monitoramento e accountability. Na comparação internacional, o modelo neerlandês destacou-se por combinar autoridade operacional permanente, base territorial clara, financiamento próprio e mecanismos mais robustos de monitoramento e responsabilização. Concluiu-se que os impactos das enchentes foram agravados menos pela ausência formal de normas e mais pela insuficiente articulação entre operação, gestão de riscos e controle. O fortalecimento da governança climática, no caso gaúcho, depende de institucionalizar coordenação, dados, financiamento e accountability em bases permanentes.

Palavras-chave: accountability; adaptação climática; gestão de riscos; governança multinível.

Digital Business

17 de setembro de 2026

Dados e Automação Utilizados em uma Campanha de Marketing na Engenharia Civil

A crescente utilização de dados no marketing digital impulsionou a adoção de estratégias mais orientadas por métricas e desempenho, com o Inbound Marketing em destaque. O uso de ferramentas de Business Intelligence (BI) mostrou-se fundamental para transformar dados em informações estratégicas, apoiando a tomada de decisão e a construção de bases de contatos qualificadas. Analisou-se como a ausência de integração entre sistemas de BI e plataformas de automação de marketing impactou a eficiência operacional e a efetividade das estratégias de Inbound Marketing em uma empresa de engenharia. Para isso, adotou-se uma abordagem descritiva de natureza qualitativa, baseada na análise dos processos operacionais envolvidos, desde a leitura de relatórios extraídos do BI e sua posterior transformação em mailings, até a preparação para importação no RD Station. Os resultados indicaram que o processo atual dependia de etapas manuais e empíricas, demandando tempo significativo. Identificaram-se limitações relacionadas à ausência de integração entre os sistemas, o que impactou diretamente a eficiência operacional e aumentou a dependência de atividades repetitivas. Concluiu-se que a estruturação adequada do processo de gestão de mailings e a integração entre BI e ferramentas de automação de marketing representam uma oportunidade para otimizar fluxos, melhorar a qualidade dos dados e fortalecer as estratégias de Inbound Marketing.

Palavras-chave: Automação de Marketing; Business Intelligence; Inbound Marketing; Integração de Sistemas; RD Station.

17 de setembro de 2026

Detecção de Anomalias no Monitoramento de Saúde de Pontes Usando Redes Neurais

O monitoramento da saúde estrutural de pontes tornou-se cada vez mais relevante diante do envelhecimento das infraestruturas e da intensificação de eventos extremos associados às mudanças climáticas. Nesse contexto, abordagens baseadas em dados destacaram-se como alternativas promissoras para o reconhecimento de anomalias. O estudo objetivou desenvolver e avaliar uma abordagem baseada em aprendizado de máquina para o reconhecimento de anomalias em séries temporais de aceleração estrutural. A metodologia adotada consistiu no uso de autoencoders treinados exclusivamente com dados representativos da condição íntegra, permitindo ao modelo aprender padrões associados ao estado saudável da estrutura; em seguida, o erro de reconstrução, quantificado por meio do erro quadrático médio (MSE), foi utilizado como critério para identificação de desvios em relação a essa condição. O conjunto de dados analisado foi composto por 1767 séries temporais de 1000 pontos cada, pertencentes a duas classes: íntegra (normal) e anômala (danificada). Os resultados obtidos demonstraram que o modelo proposto apresentou elevada capacidade de reconhecimento da classe anômala, com taxa de detecção superior a 90%, e desempenho global satisfatório, com área sob a curva ROC (AUC) próxima de 0,78, indicando boa capacidade discriminativa e reforçando o potencial da abordagem para aplicações em monitoramento estrutural.

Palavras-chave: Autoencoders; Detecção de Anomalias; Monitoramento de Pontes; Redes Neurais.

17 de setembro de 2026

Gestão Escolar Integrada: o Papel da Direção Administrativa na Capacitação da Equipe de Gestão Pedagógica para a Compreensão do Orçamento Escolar

A administração escolar foi abordada sob a perspectiva da integração entre gestores administrativos e pedagógicos, com foco na participação democrática, capacitação e qualificação dos atores. O objetivo geral consistiu na elaboração de um Guia de Orientações para Orçamento, direcionado à equipe de gestão pedagógica e mediado pela direção administrativa, visando instrumentalizar esses profissionais para a compreensão e participação nos processos financeiros e decisórios da instituição. Para tanto, o estudo desenvolveu-se em uma instituição particular privada, adotando uma abordagem qualitativa, descritiva e aplicada, com procedimento metodológico de estudo de caso. A pesquisa mapeou desafios práticos e dificuldades de comunicação entre os setores, analisou referenciais teóricos da gestão escolar e estruturou o instrumento formativo proposto. Os resultados demonstraram que a ausência de integração entre as áreas administrativa e pedagógica pode comprometer a efetividade da gestão escolar, evidenciando a necessidade de processos formativos contínuos que promovam entendimento mútuo, cooperação e construção coletiva de soluções. O Guia proposto fortaleceu a gestão democrática, elevou a qualificação da equipe pedagógica e melhorou os processos decisórios institucionais, destacando o papel formativo e estratégico do diretor administrativo.

Palavras-chave: Comunicação escolar; Gestão escolar participativa; Orçamento escolar.

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