Artigo

30 de julho de 2026

Gestão de Partes Interessadas na Elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico

Gustavo Santos Madeira; Cleberson Williams Dos Santos

DOI: 10.22167/2675-6528-202600876

Artigo elaborado pela ferramenta ResumeAI, solução de inteligência artificial desenvolvida pelo Instituto Pecege voltada à síntese e redação.

Resumo

A elaboração de Planos Municipais de Saneamento Básico (PMSB) é um instrumento crucial para o planejamento e a universalização dos serviços de saneamento no Brasil. Analisou-se os desafios e oportunidades na gestão das partes interessadas durante a elaboração do PMSB em um município mineiro, inserido no Programa de Universalização do Saneamento Básico na Bacia do Paraopeba. Adotou-se um estudo de caso com abordagem quali-quantitativa, utilizando questionários semiestruturados aplicados a representantes das partes interessadas identificadas. Os dados foram analisados por escala Likert e categorização temática. Os resultados indicaram elevado interesse e posicionamento favorável ao projeto, mas revelaram desalinhamentos entre a percepção dos stakeholders e sua capacidade de influência e participação. Observou-se que limitações de tempo, qualidade das informações e integração institucional impactaram o engajamento. A análise da comunicação evidenciou a necessidade de estruturar fluxos de informação e adotar estratégias multicanais. Concluiu-se que a gestão estruturada das partes interessadas, aliada a práticas eficazes de comunicação, é determinante para o sucesso de projetos públicos complexos, fortalecendo a governança e a participação popular, e possibilitando soluções mais aderentes às necessidades locais.

Palavras-chave: Engajamento; Gestão de Projetos; Gestão Pública; Governança; Políticas Públicas.

1. Introdução

O rompimento das barragens B-I, B-IV e B-IVA da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), sob responsabilidade da empresa Vale S.A., ocasionou impactos socioambientais e socioeconômicos de grande magnitude nos municípios da bacia do rio Paraopeba. Em resposta, o Acordo Judicial de Reparação Integral (AJRI), firmado em 2021, estabeleceu obrigações à empresa, incluindo o Programa de Universalização do Saneamento Básico na Bacia do Paraopeba. Este programa prevê recursos para a elaboração de Planos Municipais de Saneamento Básico (PMSB) nos municípios afetados que manifestarem interesse (BDMG, 2024; Minas Gerais, 2021).

O Município Mineiro, foco deste estudo, é um dos beneficiados por este programa. Com uma população de 38.915 habitantes (IBGE, 2022), o município ainda não possui um PMSB formalizado. Seus indicadores de saneamento básico revelam fragilidades significativas, com apenas 79% dos domicílios atendidos pela rede de água e 52% com esgotamento sanitário por rede geral (IBGE, 2022). Esse panorama evidencia a necessidade urgente de políticas públicas estruturadas para enfrentar os desafios locais relacionados ao saneamento básico.

Nesse contexto, a elaboração do PMSB é fundamental para a estruturação do setor, sendo o principal instrumento da Política Municipal de Saneamento Básico, conforme o Decreto nº 7.217/2010 (Brasil, 2010). Essa política pública abrange o planejamento e a prestação dos serviços, submetendo-os à regulação, fiscalização e controle social. As diretrizes para sua elaboração destacam a importância do envolvimento de múltiplos atores, como comitês técnicos, representantes políticos e a sociedade civil, na construção de diagnósticos e definição de ações prioritárias (Brasil, 2010; FUNASA, 2018).

Na gestão pública, a transparência e a transmissão de informações são essenciais para a participação social em projetos complexos (Kreutz, 2018). As partes interessadas, ou stakeholders, são indivíduos, grupos ou organizações que podem afetar ou ser afetados por decisões e resultados de um projeto (Project Management Institute, 2021). O sucesso de projetos depende da qualidade da gestão dos relacionamentos entre os envolvidos, sendo o engajamento dos stakeholders um fator crucial (Da Rosa e Esteves, 2017). O Project Management Institute (2021) propõe um ciclo de engajamento que inclui identificar, compreender, analisar, priorizar, engajar e monitorar, visando o alinhamento de expectativas e o fortalecimento dos relacionamentos.

Apesar da importância teórica do engajamento, a prática na elaboração de projetos públicos complexos, como o PMSB, revela desafios. Estes incluem desalinhamentos entre a percepção dos stakeholders e sua capacidade de influência e participação, além de limitações relacionadas à disponibilidade de tempo, qualidade das informações e integração institucional. A relevância deste estudo reside na necessidade de fortalecer o envolvimento político e social nos processos de elaboração de políticas públicas de saneamento. A elaboração do PMSB exige práticas estruturadas de planejamento, gestão de riscos e engajamento de stakeholders, fundamentais para aprimorar a governança pública e construir soluções sustentáveis no setor.

Diante desse cenário, este estudo buscou responder à seguinte questão: quais são os principais desafios e oportunidades na gestão e no engajamento das partes interessadas durante a elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) em um Município Mineiro? Dessa forma, o presente estudo tem como objetivo analisar a gestão e o engajamento das partes interessadas durante a elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) em um Município Mineiro, com foco na identificação de desafios e oportunidades ao longo desse processo, buscando ainda identificar boas práticas, sensibilidades locais e oportunidades de aprimoramento na condução colaborativa do plano, contribuindo para o fortalecimento da governança pública e para a construção de soluções sustentáveis no setor.

2. Material e Métodos

A presente pesquisa foi delineada como um estudo de caso, adotando uma abordagem quali-quantitativa para analisar a gestão e o engajamento das partes interessadas na elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB). O estudo foi conduzido entre os meses de novembro de 2025 e maio de 2026, em um Município Mineiro com aproximadamente 39 mil habitantes, integrante do Programa de Universalização do Saneamento Básico na Bacia do Paraopeba.

A escolha do município justificou-se pelo contexto socioeconômico pós-rompimento, que impôs desafios à gestão pública local, e pela inexistência de procedimentos estruturados para a gestão de projetos e de stakeholders. A relevância do estudo também se deu pela necessidade de um novo PMSB e pelo momento estratégico de planejamento e implementação de ações de saneamento básico, além da disponibilidade de dados institucionais e operacionais.

A metodologia de gestão de partes interessadas, conforme apresentada pelo Project Management Institute (2021) no PMBOK® Guide – 7ª edição, serviu como referência. O ciclo de engajamento proposto, composto pelas etapas de identificar, compreender, analisar, priorizar, engajar e monitorar, orientou os procedimentos de coleta e análise de dados aplicados ao projeto em estudo.

A etapa de identificação das partes interessadas iniciou-se com a coleta de opinião especializada e a análise documental do projeto. Foram utilizados como norteadores o Termo de Referência da FUNASA (2018) e o Edital do Programa de Universalização do Saneamento Básico na Bacia do Paraopeba, que forneceram diretrizes sobre os atores relevantes a serem considerados no processo.

Para compreender e analisar, após a identificação, levantaram-se características específicas de cada parte interessada, como setor de atuação, grau de influência, interesses e expectativas em relação ao projeto. Considerou-se que uma parte interessada poderia ser um conjunto de indivíduos ou representantes institucionais, como o Poder Público Municipal.

Na etapa de priorização, utilizou-se a matriz de poder e interesse, ferramenta que classificou os atores segundo seu nível de interesse e poder de influência sobre o projeto. O poder foi associado à capacidade de influência, controle ou regulação e à posição institucional (Ferreirinha, 2010), enquanto o interesse referiu-se à preocupação com os resultados (PMI, 2017). Essa matriz subsidiou a definição de estratégias de gestão.

As estratégias de gestão classificaram os stakeholders nas categorias de monitorar, manter informado, manter satisfeito e gerenciar de perto. A comunicação foi definida com base nos quadrantes da matriz, considerando tipo de informação, frequência, confidencialidade, meio de envio e controle de distribuição, visando o engajamento efetivo.

Desenvolveu-se também uma matriz de avaliação do nível de engajamento das partes interessadas, que permitiu comparar os níveis atuais e desejados. Os níveis de interesse, conforme o PMI (2017), foram categorizados como Desinformado, Resistente, Neutro, Apoiador e Líder, orientando a avaliação do envolvimento dos atores no projeto.

As estratégias de monitoramento foram estruturadas para mensurar o entendimento das partes interessadas sobre o projeto, a satisfação com as informações recebidas, o grau de interesse nas ações realizadas e as preferências quanto aos canais de comunicação. Essa etapa visou acompanhar a evolução do engajamento e a eficácia das ações de comunicação ao longo do processo.

Para a coleta de informações, aplicaram-se questionários semiestruturados a representantes das partes interessadas diretamente envolvidas na elaboração do PMSB. Adotou-se uma amostragem não probabilística por julgamento, selecionando membros da população capazes de fornecer dados qualificados e precisos (Oliveira, 2001), considerando entes institucionais como unidades de análise.

Os critérios de seleção dos participantes basearam-se na participação direta na elaboração do PMSB, na representatividade institucional ou comunitária e na disponibilidade. Excluíram-se pessoas não envolvidas diretamente na rotina do projeto ou que não integrassem as partes interessadas identificadas, assegurando o alinhamento dos dados aos objetivos da pesquisa.

Os questionários foram aplicados por meio da plataforma Google Forms, acessível por dispositivos móveis e computadores. Informações introdutórias sobre a contextualização, identificação do autor, vínculo institucional, objetivos da pesquisa e tempo estimado de resposta foram incluídas. Para garantir o anonimato, não foram solicitadas informações pessoais dos participantes.

A aplicação dos questionários ocorreu durante 33 dias, resultando em 17 respostas válidas. Os participantes incluíram representantes dos poderes públicos Municipal e Estadual, do Prestador de Serviços de Saneamento, da Sociedade Civil Organizada e da Equipe de Gerenciamento do Projeto, todos classificados como integrantes das partes interessadas no projeto.

Os dados coletados foram tratados por meio de uma abordagem quali-quantitativa. A análise descritiva foi empregada para os dados quantitativos, enquanto a análise qualitativa das respostas abertas foi conduzida por meio da análise temática, conforme proposta por Braun (2019). O processo analítico iniciou-se com a familiarização e leitura aprofundada das respostas.

Posteriormente, realizou-se a codificação e o agrupamento das informações em categorias temáticas, que foram revisadas e interpretadas à luz dos objetivos da pesquisa. As respostas fechadas foram organizadas em planilhas eletrônicas (Microsoft Excel), permitindo a sistematização e a identificação de padrões de resposta.

A análise descritiva dos resultados foi segmentada por parte interessada, utilizando a escala Likert, onde o nível 5 representou o maior peso e o nível 1 o menor. Essa abordagem permitiu a conversão de percepções qualitativas em valores quantitativos comparáveis, com pontuação atribuída a cada eixo temático, respeitando a lógica de intensidade.

Os eixos temáticos analisados incluíram a avaliação do interesse sobre questões relacionadas ao PMSB (Eixo 1), o nível de poder dos stakeholders (Eixo 2), o nível de engajamento dos participantes (Eixo 3) e o posicionamento em relação ao projeto (Eixo 4). Para cada eixo, calculou-se um índice contínuo, classificado em cinco faixas: muito baixo, baixo, médio, alto e muito alto.

O Eixo 5, referente à análise da comunicação, teve caráter qualitativo para as questões 18 e 19, com categorização temática para identificar padrões, desafios e propostas de melhoria. As questões 20 e 21 foram tratadas quantitativamente e descritivamente, visando identificar demandas informacionais e canais de comunicação eficazes.

Os índices finais de cada parte interessada, em cada eixo, foram calculados pela média aritmética simples e classificados em faixas padronizadas. A partir desses índices, construíram-se a Matriz Poder x Interesse e a Matriz de avaliação do nível de engajamento, que relacionaram o nível de interesse ao nível de engajamento, identificando lacunas com base na percepção dos participantes.

Em relação aos cuidados éticos, o Formulário de Direcionamento Ético (FDE) indicou a dispensa de submissão ao Comitê de Ética em Pesquisa (CEP). A pesquisa foi realizada com participantes no exercício de suas funções institucionais, caracterizando-se como investigação de opinião no âmbito institucional, sem a coleta de dados pessoais sensíveis ou informações que possibilitassem a identificação individual dos respondentes.

Os dados obtidos foram tratados de forma agregada e anonimizada, assegurando a confidencialidade das informações. Os participantes foram devidamente informados sobre os objetivos da pesquisa, a identidade do pesquisador e o vínculo institucional do estudo, sendo garantido o caráter voluntário da participação, com consentimento tácito mediante o preenchimento do instrumento, respaldado pela Resolução CNS n° 510/2016 (Brasil, 2016).

3. Resultados e Discussão

A análise da gestão e do engajamento das partes interessadas na elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) no Município Mineiro revelou um cenário complexo, caracterizado por elevado interesse e posicionamento favorável ao projeto, mas também por desafios significativos relacionados à comunicação, disponibilidade de tempo e articulação institucional. Os resultados obtidos, por meio de questionários semiestruturados aplicados a representantes das partes interessadas, permitiram identificar e classificar os atores envolvidos, bem como avaliar seus níveis de poder, interesse e engajamento, conforme a metodologia proposta pelo Project Management Institute (PMI, 2021).

Inicialmente, o estudo procedeu à identificação e compreensão dos papéis desempenhados pelas partes interessadas no projeto do PMSB. Foram mapeados o Poder Público Municipal, o Poder Público Estadual, o Prestador de Serviço de Saneamento, o Agente Financeiro, a Sociedade Civil Organizada, a Equipe de Gerenciamento do Projeto, o Comitê Executivo, o Comitê de Coordenação e a Gerência do Programa Paraopeba. Cada um desses atores possui atribuições específicas, desde a definição de prioridades e alocação de recursos pelo Poder Público Municipal até a aprovação de produtos e direcionamentos estratégicos pelo Comitê de Coordenação, evidenciando a diversidade de responsabilidades e a complexidade inerente a projetos públicos de grande porte, como ressaltado por Kreutz (2018).

Identificação e Papéis das Partes Interessadas

O Poder Público Municipal, por exemplo, atua na definição de prioridades e na alocação de recursos, enquanto o Poder Público Estadual é responsável pela coordenação institucional e gestão do Programa de Universalização do Saneamento Básico na Bacia do Paraopeba. O Prestador de Serviço de Saneamento tem a incumbência direta da elaboração do PMSB. O Agente Financeiro, por sua vez, avalia a viabilidade técnico-financeira e repassa os recursos necessários para a execução do projeto. A Sociedade Civil Organizada representa a parte diretamente impactada pelos resultados, participando da validação e aprovação final do plano, um aspecto crucial para a legitimidade e aderência às necessidades locais (FUNASA, 2018).

A Equipe de Gerenciamento do Projeto é encarregada do planejamento, execução, monitoramento, controle e encerramento das atividades. O Comitê Executivo oferece apoio técnico na elaboração dos produtos, e o Comitê de Coordenação é responsável pela aprovação dos produtos e pelos direcionamentos estratégicos na gestão do projeto. Por fim, a Gerência do Programa Paraopeba acompanha os projetos executados com os recursos do programa. Essa estrutura multifacetada de atores e responsabilidades sublinha a necessidade de uma gestão de partes interessadas robusta e bem articulada para garantir a coesão e o sucesso do empreendimento.

Análise de Poder e Interesse

A matriz de poder e interesse, construída a partir das percepções dos respondentes, indicou que a maioria das partes interessadas se percebe com níveis elevados de poder e interesse no projeto. Exceção notável foi a Sociedade Civil Organizada, que se posicionou com poder médio, embora seu interesse seja alto, o que é consistente com seu papel de validação e aprovação final, mas sem participação direta nas decisões cotidianas. Os representantes do Comitê de Coordenação e da Gerência do Programa Paraopeba foram os que apresentaram os maiores níveis de poder e interesse, refletindo suas posições estratégicas na gestão e acompanhamento do programa.

Observou-se também que o Poder Público Estadual foi percebido com maior poder do que o Poder Público Municipal neste projeto, embora o Município Mineiro demonstre ser o maior interessado na elaboração do PMSB, dada a sua necessidade de estruturação do saneamento básico e a captação de recursos (FUNASA, 2018). Essa distinção na percepção de poder, mesmo com o elevado interesse municipal, aponta para a importância de estratégias de comunicação e alinhamento institucional que garantam o protagonismo do ente municipal. Nenhum dos atores se classificou com baixos níveis de poder e interesse, o que sugere um ambiente geral de envolvimento favorável ao projeto.

A ausência de respostas de representantes do Agente Financeiro constituiu uma limitação relevante para a análise completa da matriz. Contudo, a literatura e o edital do programa (BDMG, 2024) indicam que este stakeholder possui um elevado poder e interesse, dada sua função de aprovação e financiamento do projeto. A percepção generalizada de alto poder e interesse entre os demais atores, embora positiva, exige atenção da gestão do projeto, pois nem sempre se alinha à capacidade real de influência formal e ao histórico de participação efetiva, um desalinhamento que pode ser explicado pela natureza dinâmica do poder, conforme Ferreirinha (2010).

Avaliação do Nível de Engajamento

A matriz de avaliação do nível de engajamento revelou que a maioria das partes interessadas se classifica como apoiadora ou líder do projeto, o que, em termos teóricos, representa um cenário ideal para a condução de projetos complexos. No entanto, a prática observada mostrou que esse engajamento nem sempre se concretiza efetivamente. O Poder Público Municipal, o Comitê de Coordenação e o Comitê Executivo, por exemplo, apresentaram um nível atual de engajamento classificado como apoiador, sendo o nível desejado para esses atores o de liderança. Essa lacuna indica a necessidade de estratégias direcionadas para ampliar o protagonismo desses entes, especialmente do município, que tem um papel central na institucionalização do PMSB.

Em contraste, os representantes do Poder Público Estadual, o Prestador de Serviço de Saneamento, a Equipe de Gerenciamento do Projeto e a Gerência do Programa Paraopeba demonstraram níveis de engajamento atuais compatíveis com os níveis desejados. A Sociedade Civil Organizada, por sua vez, exibiu um nível de engajamento superior ao esperado, o que é um indicativo positivo de sua mobilização e interesse. A discrepância entre o engajamento percebido e o efetivo, especialmente em instrumentos de autorrelato, pode ser influenciada por um viés de desejabilidade social, onde os respondentes tendem a favorecer informações acerca de si mesmos (Gouveia, 2009). Isso reforça a importância do monitoramento contínuo do engajamento, conforme recomendado pelo PMI (2021), para identificar e corrigir desalinhamentos.

O alto nível de apoio identificado entre os participantes em relação à elaboração do PMSB pode ser atribuído à compreensão dos desafios locais e à expectativa de que o plano contribuirá para a ampliação do acesso aos serviços de saneamento. Essa expectativa está em consonância com as metas estabelecidas pelo novo marco legal do saneamento básico (Lei nº 14.026/2020), que prevê a universalização do acesso à água potável e ao esgotamento sanitário até 2033, com níveis de atendimento de 99% e 90%, respectivamente (Brasil, 2020). A ausência de respostas do Agente Financeiro, novamente, impediu uma avaliação completa de seu engajamento, mas seu papel estratégico como financiador e aprovador sugere que um nível de engajamento de apoiador seria o ideal para facilitar o desenvolvimento e a aprovação do PMSB.

Desafios e Oportunidades na Comunicação

A análise da comunicação durante o desenvolvimento do projeto revelou que os principais desafios não residem na resistência dos atores, mas em limitações estruturais que impactam o engajamento. A dimensão mais recorrente foi a das limitações de tempo e disponibilidade, com muitos respondentes destacando a dificuldade de conciliar a participação no PMSB com outras demandas profissionais. Termos como “compatibilidade de agenda”, “disponibilidade” e “conciliar demandas operacionais” foram frequentemente citados, indicando que, apesar do elevado interesse, a participação efetiva é condicionada por fatores externos à gestão do projeto. As sugestões de melhoria incluíram maior organização das agendas, definição prévia de pautas, respeito aos horários estabelecidos e estruturação de cronogramas integrados de trabalho.

Outra dimensão crítica identificada foi a das fragilidades no acesso e na qualidade das informações. Os participantes apontaram dificuldades relacionadas à ausência de dados atualizados, inconsistências nas informações disponíveis e falhas na comunicação institucional, incluindo a insuficiência de informações fornecidas por atores estratégicos. Para mitigar esses problemas, foram sugeridas ações que viabilizem a validação e o cruzamento de dados entre diferentes atores, maior frequência de atualização das informações e ampliação dos canais de comunicação. A transparência e a qualidade das informações são fundamentais para a participação social em projetos públicos, conforme destacado por Kreutz (2018) e Mendanha (2009).

Os desafios de integração e articulação institucional também foram proeminentes, com respostas indicando dificuldades na comunicação entre setores da administração pública, equipes técnicas e sociedade civil, bem como a ausência de um fluxo estruturado de troca de informações. As sugestões para aprimoramento incluíram o fortalecimento da articulação interinstitucional, maior alinhamento entre as secretarias e a criação de mecanismos que promovam a comunicação contínua entre os envolvidos. Essa necessidade de coordenação é vital para a governança de projetos complexos, onde múltiplos atores precisam colaborar de forma sinérgica para alcançar os objetivos do plano.

Por fim, foram observadas barreiras relacionadas à inserção e ao nível de conhecimento dos participantes sobre o projeto, especialmente entre aqueles que ingressaram após o início das atividades. Como medidas de mitigação, foram sugeridas o acompanhamento mais próximo das atividades, o acesso facilitado a materiais e registros das reuniões, e a concessão de tempo para adaptação. O tipo de informação que os stakeholders desejam receber foi agrupado em cinco categorias: informações estratégicas, técnicas, sobre participação e decisões, sobre impactos e benefícios, e voltadas ao acompanhamento e controle social. As informações estratégicas e técnicas foram as mais recorrentes, indicando o interesse dos participantes em compreender diretrizes, metas e prioridades do plano, e em obter subsídios qualificados para sua participação.

Em relação aos meios de comunicação mais eficientes, as reuniões presenciais foram consideradas o canal mais eficaz pelos stakeholders. Outros canais complementares mencionados incluíram audiências públicas, site institucional, WhatsApp e e-mail. A demanda por diferentes tipos de informação e a indicação de diversos meios de comunicação reforçam a necessidade de um sistema de comunicação diversificado e estruturado, que considere o público-alvo, os conteúdos a serem direcionados e a frequência mais adequada para a disseminação (PMI, 2017). Essa abordagem é crucial para superar os desafios de comunicação identificados e garantir o engajamento efetivo dos atores.

Implicações e Boas Práticas de Gestão

A percepção elevada de poder por parte do Comitê Executivo e da Equipe de Gerenciamento do Projeto sugere possíveis distorções relacionadas ao entendimento das atribuições institucionais, indicando a importância de maior clareza na definição de responsabilidades e hierarquias dentro do projeto. Como boa prática, o PMI (2017) recomenda a utilização de uma Matriz de Responsabilidades, que detalha quem é responsável, quem deve prestar contas, quem deve ser consultado e quem deve ser informado sobre as atividades, decisões e entregas do projeto. Tal ferramenta pode reduzir ambiguidades e alinhar expectativas, fortalecendo a governança do projeto.

A análise dos resultados demonstra que, apesar do elevado interesse e apoio dos envolvidos na elaboração do PMSB, o engajamento efetivo é frequentemente comprometido por limitações estruturais e de comunicação. O desalinhamento entre a percepção de poder e interesse dos respondentes e a realidade observada pela gestão do projeto, bem como a lacuna entre o engajamento atual e o desejado para atores como o Poder Público Municipal, reforçam a necessidade de um gerenciamento de partes interessadas mais proativo e adaptativo. A ausência de participação do Agente Financeiro, um ator com papel estratégico no financiamento e aprovação, também representa uma limitação que deve ser abordada com estratégias específicas de engajamento.

Em síntese, os achados deste estudo demonstram que a gestão das partes interessadas na elaboração do PMSB no Município Mineiro é influenciada por uma complexa interação de fatores, incluindo a percepção de poder e interesse, os níveis de engajamento e os desafios de comunicação. A pesquisa evidenciou que, embora haja um forte apoio ao projeto, a efetividade da participação é limitada por questões de tempo, qualidade da informação e articulação interinstitucional. A superação desses desafios requer a implementação de práticas de gestão de projetos mais estruturadas, com foco em comunicação estratégica e monitoramento contínuo, para garantir que o elevado interesse se traduza em engajamento efetivo e contribua para soluções de saneamento mais sustentáveis e aderentes às necessidades locais.

4. Conclusão

O presente estudo buscou analisar a gestão e o engajamento das partes interessadas durante a elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) em um Município Mineiro, com foco na identificação de desafios e oportunidades. Verificou-se um elevado interesse e posicionamento favorável da maioria dos atores envolvidos no projeto, o que indica um ambiente propício para a sua execução. Contudo, observou-se um desalinhamento entre a percepção de poder e interesse dos stakeholders e sua capacidade real de influência e participação efetiva. Identificou-se que limitações de tempo e disponibilidade, fragilidades no acesso e na qualidade das informações, e desafios de integração e articulação institucional impactaram o engajamento ao longo do processo. A análise da comunicação evidenciou a necessidade de estruturar fluxos de informação e adotar estratégias multicanais para atender às diversas demandas dos atores.

A principal contribuição deste trabalho reside na demonstração de que a gestão estruturada das partes interessadas, aliada a práticas eficazes de comunicação e monitoramento contínuo, é determinante para o sucesso de projetos públicos complexos, como o PMSB. A institucionalização de rotinas de monitoramento e o fortalecimento de mecanismos de participação social são cruciais para ampliar a legitimidade das decisões e a aderência das soluções às necessidades locais, fortalecendo a governança pública. Como limitações do estudo, destaca-se a amostragem não probabilística por julgamento, que restringe a generalização estatística dos resultados, e a ausência de respostas de um agente financeiro estratégico, o que impediu uma análise completa de seu engajamento. Sugere-se que estudos futuros avaliem a implementação de instrumentos formais de gestão de stakeholders e planos de comunicação estruturados, a fim de mensurar seu impacto na efetividade do engajamento e na governança de projetos de saneamento.

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Artigo oriundo de Trabalho de Conclusão de Curso da Especialização em Gestão de Projetos do MBA USP/Esalq

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17 de setembro de 2026

Limites Jurídicos e Práticos da Dedutibilidade Retroativa dos Juros sobre Capital Próprio

A gestão tributária adequada é crucial para a saúde financeira das empresas, especialmente no complexo sistema tributário brasileiro. Os Juros sobre Capital Próprio (JCP) constituem um mecanismo jurídico relevante para a remuneração do capital próprio, utilizado para otimizar a carga tributária. O estudo investigou a controvérsia sobre a dedutibilidade de JCP referentes a exercícios anteriores à deliberação societária que autoriza seu pagamento. Aplicou-se a metodologia de pesquisa e análise documental empírica, baseada em “Normative Systems”, para identificar cinco propriedades representativas dos argumentos jurídicos na jurisprudência administrativa e judicial. Analisaram-se acórdãos do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), revelando padrões decisórios predominantes, divergências interpretativas, incoerências argumentativas e significativa insegurança jurídica. Os resultados indicaram forte tendência de invalidação dos planejamentos envolvendo JCP extemporâneos na esfera administrativa. Contudo, o julgamento do Tema 1319 pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) seguiu direção oposta, consagrando tese favorável à dedutibilidade e estabelecendo um precedente paradigmático que pode influenciar a jurisprudência administrativa e redefinir os critérios decisórios.

Palavras-chave: CARF; gestão tributária; limitação temporal; lucro real; planejamento tributário.

17 de setembro de 2026

Símbolos da Moda Esportiva: Consumo, Identidade e Status entre Consumidores Brasileiros

A moda esportiva consolidou-se como linguagem simbólica de distinção social nas últimas décadas, impulsionada pela expansão do mercado de wellness e pela reconfiguração dos padrões de prestígio nas sociedades de consumo contemporâneas. O estudo objetivou compreender como os símbolos da moda esportiva influenciaram a construção de identidade e pertencimento e sua associação ao prestígio social entre consumidores brasileiros que adquiriram produtos do setor nos últimos 12 meses. Desenvolveu-se a pesquisa por meio de levantamento bibliográfico e pesquisa descritiva, com levantamento do tipo survey aplicado a uma amostra não probabilística por conveniência de 445 consumidores brasileiros de moda esportiva. Os principais resultados indicaram que a maioria dos respondentes associou marcas esportivas a percepções de status social; mais da metade reconheceu o wellness como novo símbolo de prestígio; e parcela expressiva percebeu o sportstyle como mais aceito em ambientes formais de trabalho. Em contrapartida, formas ostensivas de sinalização, como preferência por logotipos visíveis, influência de redes sociais e disposição a pagar sobrepreço, foram amplamente rejeitadas, revelando uma dissociação entre a atribuição simbólica de status e o comportamento de sinalização ostensiva. O consumidor brasileiro de moda esportiva com elevado capital cultural operou por meio de sinais simbólicos sutis e não ostensivos, compatíveis com o fenômeno do consumo inconspícuo, no qual a distinção social se manifestou de forma internalizada.

Palavras-chave: Consumo inconspícuo; Distinção; Prestígio social; Sportstyle; Wellness.

17 de setembro de 2026

Modelo Validado de Formação de Competência Técnica e Habilidades Não Técnicas em Indústrias Químicas Complexas

Analisou-se a implementação de um processo sistemático para o desenvolvimento e a atualização de competências técnicas e habilidades não técnicas em Operações Industriais e Segurança de Processo em uma indústria química de alta complexidade, pertencente a uma multinacional localizada no Polo Petroquímico de Camaçari, Bahia. O estudo objetivou implementar um processo mensurável e sustentável que assegurou a competência técnica e não técnica de 100% dos operadores, em conformidade com a legislação estadual da Bahia, diretrizes de institutos internacionais e políticas corporativas. A pesquisa caracterizou-se como um estudo de caso de abordagem mista, que envolveu diagnóstico documental, entrevistas semiestruturadas com 85 operadores experientes, análise de tarefas críticas e o desenvolvimento e aplicação piloto de um programa modular de treinamento. Este processo evidenciou a necessidade de alinhamento e atualização sistemática das competências requeridas. Os resultados obtidos indicaram a eficácia do modelo proposto, com 100% dos operadores concluindo os módulos teóricos e práticos e alcançando uma taxa de aprovação superior a 80%, além de conformidade operacional em campo. O trabalho contribuiu com um modelo estruturado de formação, incluindo matriz de competências, programas modulares de treinamento e diretrizes para certificação e recertificação, demonstrando potencial de replicação em outras unidades industriais de elevada complexidade e risco, e fortalecendo a segurança de processo e a sustentabilidade operacional.

Palavras-chave: Capacitação; Competência; Habilidades não técnicas; Segurança de processo; Treinamento.

Compliance E Esg

17 de setembro de 2026

Governança Pública Climática e Enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul

As enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul evidenciaram fragilidades estruturais na governança pública em um contexto federativo submetido a risco climático extremo. Este trabalho analisou, no recorte temporal de maio de 2024 a maio de 2025, como a atuação federal, estadual e municipal se estruturou diante da crise e em que medida a comparação com os Países Baixos ofereceu parâmetros úteis para o fortalecimento da resiliência institucional. A pesquisa adotou abordagem qualitativa, aplicada, exploratória e comparativa, com análise documental e análise de conteúdo de fontes oficiais, relatórios técnicos internacionais, atos normativos e pronunciamentos institucionais, organizados por categorias temáticas e interpretados com apoio do Modelo das Três Linhas do IIA. Os resultados mostraram que, embora os três níveis de governo tenham criado ou reestruturado instrumentos relevantes de coordenação e reconstrução após o desastre, prevaleceu uma institucionalidade reativa, posterior ao evento, com lacunas de continuidade administrativa, integração preventiva, monitoramento e accountability. Na comparação internacional, o modelo neerlandês destacou-se por combinar autoridade operacional permanente, base territorial clara, financiamento próprio e mecanismos mais robustos de monitoramento e responsabilização. Concluiu-se que os impactos das enchentes foram agravados menos pela ausência formal de normas e mais pela insuficiente articulação entre operação, gestão de riscos e controle. O fortalecimento da governança climática, no caso gaúcho, depende de institucionalizar coordenação, dados, financiamento e accountability em bases permanentes.

Palavras-chave: accountability; adaptação climática; gestão de riscos; governança multinível.

Digital Business

17 de setembro de 2026

Dados e Automação Utilizados em uma Campanha de Marketing na Engenharia Civil

A crescente utilização de dados no marketing digital impulsionou a adoção de estratégias mais orientadas por métricas e desempenho, com o Inbound Marketing em destaque. O uso de ferramentas de Business Intelligence (BI) mostrou-se fundamental para transformar dados em informações estratégicas, apoiando a tomada de decisão e a construção de bases de contatos qualificadas. Analisou-se como a ausência de integração entre sistemas de BI e plataformas de automação de marketing impactou a eficiência operacional e a efetividade das estratégias de Inbound Marketing em uma empresa de engenharia. Para isso, adotou-se uma abordagem descritiva de natureza qualitativa, baseada na análise dos processos operacionais envolvidos, desde a leitura de relatórios extraídos do BI e sua posterior transformação em mailings, até a preparação para importação no RD Station. Os resultados indicaram que o processo atual dependia de etapas manuais e empíricas, demandando tempo significativo. Identificaram-se limitações relacionadas à ausência de integração entre os sistemas, o que impactou diretamente a eficiência operacional e aumentou a dependência de atividades repetitivas. Concluiu-se que a estruturação adequada do processo de gestão de mailings e a integração entre BI e ferramentas de automação de marketing representam uma oportunidade para otimizar fluxos, melhorar a qualidade dos dados e fortalecer as estratégias de Inbound Marketing.

Palavras-chave: Automação de Marketing; Business Intelligence; Inbound Marketing; Integração de Sistemas; RD Station.

17 de setembro de 2026

Detecção de Anomalias no Monitoramento de Saúde de Pontes Usando Redes Neurais

O monitoramento da saúde estrutural de pontes tornou-se cada vez mais relevante diante do envelhecimento das infraestruturas e da intensificação de eventos extremos associados às mudanças climáticas. Nesse contexto, abordagens baseadas em dados destacaram-se como alternativas promissoras para o reconhecimento de anomalias. O estudo objetivou desenvolver e avaliar uma abordagem baseada em aprendizado de máquina para o reconhecimento de anomalias em séries temporais de aceleração estrutural. A metodologia adotada consistiu no uso de autoencoders treinados exclusivamente com dados representativos da condição íntegra, permitindo ao modelo aprender padrões associados ao estado saudável da estrutura; em seguida, o erro de reconstrução, quantificado por meio do erro quadrático médio (MSE), foi utilizado como critério para identificação de desvios em relação a essa condição. O conjunto de dados analisado foi composto por 1767 séries temporais de 1000 pontos cada, pertencentes a duas classes: íntegra (normal) e anômala (danificada). Os resultados obtidos demonstraram que o modelo proposto apresentou elevada capacidade de reconhecimento da classe anômala, com taxa de detecção superior a 90%, e desempenho global satisfatório, com área sob a curva ROC (AUC) próxima de 0,78, indicando boa capacidade discriminativa e reforçando o potencial da abordagem para aplicações em monitoramento estrutural.

Palavras-chave: Autoencoders; Detecção de Anomalias; Monitoramento de Pontes; Redes Neurais.

17 de setembro de 2026

Gestão Escolar Integrada: o Papel da Direção Administrativa na Capacitação da Equipe de Gestão Pedagógica para a Compreensão do Orçamento Escolar

A administração escolar foi abordada sob a perspectiva da integração entre gestores administrativos e pedagógicos, com foco na participação democrática, capacitação e qualificação dos atores. O objetivo geral consistiu na elaboração de um Guia de Orientações para Orçamento, direcionado à equipe de gestão pedagógica e mediado pela direção administrativa, visando instrumentalizar esses profissionais para a compreensão e participação nos processos financeiros e decisórios da instituição. Para tanto, o estudo desenvolveu-se em uma instituição particular privada, adotando uma abordagem qualitativa, descritiva e aplicada, com procedimento metodológico de estudo de caso. A pesquisa mapeou desafios práticos e dificuldades de comunicação entre os setores, analisou referenciais teóricos da gestão escolar e estruturou o instrumento formativo proposto. Os resultados demonstraram que a ausência de integração entre as áreas administrativa e pedagógica pode comprometer a efetividade da gestão escolar, evidenciando a necessidade de processos formativos contínuos que promovam entendimento mútuo, cooperação e construção coletiva de soluções. O Guia proposto fortaleceu a gestão democrática, elevou a qualificação da equipe pedagógica e melhorou os processos decisórios institucionais, destacando o papel formativo e estratégico do diretor administrativo.

Palavras-chave: Comunicação escolar; Gestão escolar participativa; Orçamento escolar.

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