Artigo

22 de julho de 2026

Geração Z no mercado de trabalho: impactos da segurança psicológica na rotatividade organizacional

Bárbara Mazinini Pimentel; Ranyery Segui de Souza Lima

DOI: 10.22167/2675-6528-202600590

Artigo elaborado pela ferramenta ResumeAI, solução de inteligência artificial desenvolvida pelo Instituto Pecege voltada à síntese e redação.

Resumo

A inserção da Geração Z no mercado de trabalho apresenta desafios significativos para as organizações, especialmente no que tange à satisfação e retenção de talentos, com a rotatividade organizacional refletindo insatisfação e gerando prejuízos. Este estudo, de caráter descritivo e abordagem quantitativa, objetivou mensurar a associação entre a segurança psicológica percebida no ambiente organizacional e a intenção de rotatividade entre trabalhadores da Geração Z. Participaram 63 voluntários da Geração Z, com vínculo empregatício ativo há pelo menos um ano. Os dados foram coletados por meio de questionário sociodemográfico, da Escala de Segurança Psicológica e da Escala de Intenção de Turnover e Busca de Emprego, e analisados pelo coeficiente de correlação de Spearman. Os resultados indicaram uma correlação positiva e estatisticamente significativa entre a segurança psicológica e a intenção de rotatividade, sugerindo que a decisão de permanecer na organização é influenciada por múltiplos fatores, para além da segurança psicológica. Concluiu-se que a retenção de trabalhadores da Geração Z requer estratégias integradas de Gestão de Pessoas, que considerem aspectos relacionais, estruturais e de desenvolvimento profissional.

Palavras-chave: Atitudes organizacionais; Bem-estar ocupacional; Comportamento organizacional; Dinâmicas geracionais; Gestão de pessoas.

1. Introdução

A inserção de novas gerações no mercado de trabalho frequentemente acompanha desafios e especificidades para as organizações, especialmente no que tange à satisfação e à permanência dos colaboradores. No Brasil, o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2022) indicou a presença de aproximadamente 45 milhões de indivíduos nascidos entre os anos de 1995 e 2010. Essa coorte demográfica é amplamente reconhecida como Geração Z, o grupo geracional mais recente a integrar a força de trabalho.

Uma geração, conforme definido por Mannheim (1970), compreende indivíduos que nasceram em um período específico e, por essa razão, compartilham valores, interesses e comportamentos semelhantes, moldados pelo contexto social de seu desenvolvimento. As particularidades de cada geração são explicadas por fatores histórico-sociais relevantes que influenciam o desenvolvimento individual (Rudolph et al., 2021). Assim, é natural que a Geração Z apresente expectativas e exigências distintas ao se inserir no ambiente laboral.

Os membros da Geração Z vivenciaram diretamente o rápido avanço tecnológico, o aumento das preocupações com as crises climáticas e ambientais, e a intensificação dos movimentos em prol de causas sociais. Essa vivência molda sua visão de mundo e de futuro, caracterizada por uma postura mais questionadora, um forte direcionamento para a promoção da justiça social, a sustentabilidade e a busca por propósitos (Deloitte, 2025). O trabalho, que para muitos agrega sentido à vida e constitui parte essencial do senso de identidade (Jacques, 1999; Ronchi, 2015), é intrinsecamente influenciado pelos valores pessoais de cada indivíduo, impactando as variáveis consideradas cruciais para um ambiente de trabalho atrativo e para a retenção de talentos.

As experiências no ambiente de trabalho podem influenciar significativamente a intenção de um colaborador de permanecer ou não na organização. O fenômeno do “turnover”, ou rotatividade organizacional, é compreendido como um comportamento que resulta da insatisfação do indivíduo com seu ambiente de trabalho, culminando em baixos níveis de comprometimento e produtividade (Robbins e Judge, 2020). O desligamento pode ser voluntário, por iniciativa do colaborador, ou involuntário, por decisão da empresa. Altos índices de rotatividade podem indicar um clima organizacional negativo e a ausência de percepção de apoio por parte da liderança (Robbins e Judge, 2020). Em contraste, um ambiente organizacional marcado por relações interpessoais de confiança e pela redução do medo da punição tende a diminuir a intenção de saída dos colaboradores.

Diante desse cenário, torna-se crucial identificar quais variáveis organizacionais contribuem efetivamente para a retenção de trabalhadores, tanto em nível interpessoal quanto institucional. Para a Geração Z, a percepção de um ambiente de trabalho alegre e positivo, o apoio intraequipe e dos gestores (Lassleben e Hofmann, 2023), e o reconhecimento do desempenho (Pataki-Bittó e Kapusy, 2021) são fatores de grande relevância. Além disso, estudos como o de Benati e Fischer (2021) revelam que essa geração demonstra uma preocupação particular com sua saúde psicológica, refletindo a importância de gerenciar o estresse e as exigências da jornada de trabalho.

Considerando que a alta rotatividade pode ser um reflexo de baixa satisfação e bem-estar psicológico, é fundamental explorar fatores que tornam o ambiente organizacional mais convidativo e que promovem o engajamento dos colaboradores, contribuindo para a redução do “turnover”. Nesse contexto, o conceito de “segurança psicológica” foi consolidado por Edmondson (1999) no âmbito organizacional. Ele se refere à crença compartilhada de que o ambiente é seguro para assumir riscos interpessoais, onde erros, processos de aprendizagem, pedidos de ajuda e a expressão de opiniões são acolhidos e reconhecidos como parte do desenvolvimento e da contribuição do colaborador, em vez de serem tratados de forma punitiva ou invalidante (Edmondson, 2020).

A literatura corrobora a importância da segurança psicológica. Kim e Sohn (2024) evidenciam que ela atua como mediadora entre a satisfação no trabalho, o comprometimento com as atividades do cargo e a menor intenção de rotatividade. Um relatório do Boston Consulting Group (BCG, 2024) também indicou que uma maior segurança psicológica percebida no ambiente organizacional está associada a um menor risco de rotatividade, além de maiores índices de motivação, satisfação e desempenho dos colaboradores.

A entrada da Geração Z no mercado de trabalho impõe novos desafios às organizações, uma vez que essa geração traz consigo valores e expectativas específicas, com forte ênfase no bem-estar laboral e na qualidade das relações interpessoais. A construção de um ambiente organizacional psicologicamente seguro pode, portanto, favorecer o aumento do engajamento, da satisfação e da confiança dos colaboradores, e, consequentemente, reduzir sua intenção de deixar a organização. Assim, torna-se cada vez mais relevante a realização de estudos que busquem identificar estratégias organizacionais capazes de desenvolver contextos laborais alinhados às particularidades dos indivíduos pertencentes a essa nova geração. A partir do contexto exposto, o objetivo deste estudo é mensurar a associação entre o nível de segurança psicológica percebida no ambiente organizacional e a intenção de rotatividade apresentada por trabalhadores da Geração Z.

2. Material e Métodos

A pesquisa realizada caracterizou-se por uma natureza descritiva, com abordagem quantitativa, conforme os preceitos de Gil (2002). O objetivo foi descrever as características de uma população específica e estabelecer relações entre as variáveis estudadas. O delineamento adotado foi o de “survey” ou estudo de campo, que permitiu o levantamento de informações dentro de um grupo amostral pré-definido. Os dados foram representados numericamente, a partir da aplicação de questionários como instrumento de coleta.

Participaram do estudo 63 voluntários, todos pertencentes à Geração Z. A amostra populacional foi selecionada de forma não-probabilística por conveniência. Os critérios de inclusão para os participantes foram: (1) pertencer à faixa etária da Geração Z, (2) possuir contrato de trabalho ativo sob regime CLT em território brasileiro e (3) ter, no mínimo, 1 ano de atuação na organização atual.

Para a coleta de dados, utilizaram-se três instrumentos principais. O primeiro foi um questionário sociodemográfico, elaborado pela autora, destinado a caracterizar o perfil dos participantes. O segundo instrumento foi a Escala de Segurança Psicológica, e o terceiro, a Escala de Intenção de Turnover e Busca de Emprego (EITBE).

O questionário sociodemográfico (Apêndice II) incluiu variáveis como idade, gênero, estado civil, filhos/dependentes, escolaridade e tempo de atuação na organização atual. Essas informações foram coletadas para traçar o perfil da amostra estudada, sem aprofundar em análises que não fossem estritamente descritivas.

A Escala de Segurança Psicológica, desenvolvida por Edmondson (1999) e validada para o contexto brasileiro por Ramalho e Porto (2021), foi empregada para avaliar a percepção dos respondentes sobre a segurança e confiança para se expressarem e aprenderem em seu grupo de trabalho (Edmondson, 2020). Este instrumento é composto por sete itens, com respostas em uma escala Likert de 1 (concordo plenamente) a 7 (discordo plenamente).

A Escala de Intenção de Turnover e Busca de Emprego (EITBE) foi utilizada para mensurar a intenção de rotatividade no ambiente organizacional. Este instrumento, desenvolvido por Mobley et al. (1978) e validado para o Brasil por Silva et al. (2018), é composto por 10 itens, com respostas em uma escala Likert de 1 (nenhuma chance) a 5 (100% de chance). O acesso à EITBE foi obtido mediante contato por e-mail com a autora correspondente do estudo em setembro de 2025.

A coleta de dados ocorreu por meio de um formulário eletrônico, desenvolvido na plataforma Google Forms®. O formulário continha os três instrumentos e foi divulgado virtualmente em redes sociais como LinkedIn®, Facebook® e Instagram®, além de grupos de trabalho no WhatsApp®, buscando-se alcançar o maior número de respondentes possível, sem restrições geográficas.

Antes de iniciar a pesquisa, os participantes tiveram acesso ao Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) (Apêndice I) no próprio formulário eletrônico. Nele, foram informados sobre o objetivo do estudo, seus riscos mínimos, o caráter anônimo e voluntário da participação, e a possibilidade de interrupção a qualquer momento. Houve dispensa de submissão ao Comitê de Ética em Pesquisa (CEP), pois a coleta não envolveu interação direta com os participantes nem dados pessoais identificáveis.

Os dados coletados foram organizados e tabulados, item a item das escalas, em uma planilha eletrônica. Para a Escala de Segurança Psicológica, realizou-se a inversão dos resultados dos itens 1, 3 e 5, conforme as instruções de análise (Edmondson, 2020). Em seguida, calcularam-se os escores médios da Escala de Segurança Psicológica e da EITBE para cada respondente.

A análise estatística dos dados, considerando a natureza ordinal das escalas Likert e o tamanho da amostra, foi realizada por meio do coeficiente de correlação de Spearman (p). Este coeficiente é considerado apropriado para a análise de associação monotônica de variáveis que não atendem ao pressuposto da normalidade, como construtos psicológicos (Dancey e Reidy, 2017). O cálculo foi efetuado utilizando o software Jamovi® (The Jamovi Project, versão 2.6, 2024), com um nível de significância de 5% (p ≤ 0,05).

3. Resultados e Discussão

A pesquisa realizada envolveu 63 voluntários, todos pertencentes à Geração Z, com contrato de trabalho ativo sob o regime da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) no Brasil e com pelo menos um ano de atuação na empresa atual. A caracterização sociodemográfica da amostra revelou um perfil predominante de indivíduos com idade entre 28 e 30 anos, representando 66,7% dos participantes. As faixas etárias de 25 a 27 anos e de 22 a 24 anos seguiram com 17,5% e 12,7%, respectivamente, enquanto as faixas de 19 a 21 anos e de 16 a 18 anos foram menos representativas, ambas com 1,6% dos voluntários. Essa distribuição etária é relevante para compreender as características e expectativas da Geração Z no ambiente de trabalho.

No que concerne ao gênero, a amostra apresentou uma predominância feminina, com 79,4% dos participantes, em contraste com 20,6% de participantes masculinos. Em relação ao estado civil, a maioria dos voluntários (77,8%) declarou-se solteira, 19% casada e 3,2% divorciada. A presença de filhos foi baixa, com 95,2% dos participantes sem filhos e apenas 4,8% relatando ter um filho. Esses dados sociodemográficos fornecem um panorama inicial da composição do grupo estudado, permitindo contextualizar as percepções sobre segurança psicológica e intenção de rotatividade.

A escolaridade dos participantes foi notavelmente elevada, com 55,6% possuindo pós-graduação ou especialização. Em seguida, 30,2% tinham ensino superior completo e 11,1% ensino superior incompleto. Os níveis de ensino médio completo e mestrado/doutorado foram menos frequentes, ambos com 1,6%. Quanto ao tempo de trabalho na organização atual, a maior parte dos participantes (28,6%) estava há dois anos na empresa, seguida por três anos (23,8%), um ano (17,5%), cinco anos ou mais (15,9%) e quatro anos (14,3%). Esses dados indicam uma amostra com alto nível educacional e, em geral, com tempo de permanência relativamente curto nas organizações.

O perfil sociodemográfico observado na amostra, caracterizado por elevado nível de escolaridade, ausência de filhos e menor tempo de trabalho na organização atual, alinha-se às tendências da Geração Z identificadas na literatura. O relatório da Deloitte (2025) aponta que essa geração valoriza fortemente a qualificação profissional, buscando estabilidade e progressão de carreira. Essa priorização pode influenciar decisões pessoais, como a de adiar a constituição familiar, o que explica a baixa porcentagem de participantes com filhos na pesquisa. Além disso, a Geração Z demonstra maior mobilidade profissional em comparação com gerações anteriores, tendendo a permanecer por períodos mais curtos nas organizações, especialmente quando há desalinhamento entre valores pessoais e organizacionais, um cenário que se mostrou coerente com o perfil da amostra estudada.

A análise da percepção de segurança psicológica dos participantes, medida pela Escala de Segurança Psicológica, revelou que os itens “É seguro assumir riscos nesta equipe” (média de 4,15) e “Ninguém desta equipe agiria deliberadamente de forma a minar meus esforços” (média de 4,14) apresentaram as médias mais elevadas. Isso sugere uma percepção relativamente maior de segurança para assumir riscos interpessoais e de apoio no ambiente de trabalho. Em contrapartida, o item “É difícil pedir ajuda para outras pessoas nesta equipe” obteve a menor média (2,74), indicando uma dificuldade percebida em solicitar auxílio aos colegas. De modo geral, as médias dos itens da escala situaram-se em níveis moderados, o que aponta para uma percepção intermediária de segurança psicológica entre os trabalhadores da Geração Z investigados.

Em relação à intenção de rotatividade, avaliada pela Escala de Intenção de Turnover e Busca de Emprego (EITBE), os resultados indicaram que os itens associados à reflexão sobre buscar novas oportunidades de emprego e à intenção de deixar o emprego atual apresentaram as médias mais elevadas. Especificamente, “Quais são as chances de você procurar outra ocupação (outro emprego, voltar a estudar em tempo integral, etc.) e deixar seu emprego atual nos próximos 12 meses?” (média de 3,31) e “Durante os próximos meses eu pretendo procurar outra ocupação (outro emprego, voltar a estudar em tempo integral, etc.) e deixar meu emprego atual” (média de 3,17) destacaram-se. Da mesma forma, “Quais são as chances de você deixar esta organização nos próximos 12 meses?” (média de 3,22) e “Eu pretendo deixar esta organização nos próximos 12 meses” (média de 3,03) também registraram médias elevadas.

Por outro lado, os itens que se referem a um comportamento de busca ativa por outros empregos e a reflexões mais concretas sobre o pedido de demissão apresentaram médias mais baixas. Por exemplo, “Eu tenho procurado outros empregos desde que eu entrei nesta organização” (média de 2,68) e “Eu estou procurando ativamente outro trabalho ou outra ocupação (uma atividade diferente do meu emprego atual)” (média de 2,66) tiveram médias inferiores. Similarmente, “Eu pretendo pedir demissão de meu emprego atual” (média de 2,49) e “Eu estou pensando em pedir demissão de meu emprego atual” (média de 2,42) também registraram médias reduzidas. Esses achados sugerem que, embora os participantes demonstrem interesse em novas oportunidades e considerem a possibilidade de deixar o emprego atual, não há uma busca ativa por essas oportunidades nem planos de ação concretos para a demissão, indicando um estágio inicial do processo de rotatividade.

A análise estatística, utilizando o coeficiente de correlação de Spearman, revelou uma associação positiva e estatisticamente significativa entre a segurança psicológica percebida e a intenção de rotatividade (ρ=0,381; gl=61; p=0,002; n=63). Esse resultado sugere que, na amostra investigada, níveis mais elevados de segurança psicológica estiveram relacionados a maiores níveis de intenção de saída. A magnitude dessa correlação foi classificada como fraca a moderada, conforme os parâmetros convencionais de interpretação de coeficientes correlacionais (Dancey e Reidy, 2017). Este achado contrasta com parte da literatura que associa a segurança psicológica à redução do “turnover” (Kim e Sohn, 2024; Boston Consulting Group [BCG], 2024), indicando que, no contexto específico deste estudo, outros fatores podem influenciar a decisão dos trabalhadores da Geração Z em buscar um novo emprego.

A aparente contradição com a literatura pode ser compreendida ao considerar as particularidades da Geração Z. Essa geração valoriza a mobilidade profissional, o desenvolvimento e a progressão de carreira (Pataki-Bittó e Kapusy, 2021; Deloitte, 2025). Assim, um ambiente psicologicamente seguro, que promove autonomia, autoconfiança e senso de capacidade profissional, pode paradoxalmente fortalecer a disposição do trabalhador em buscar novas oportunidades quando percebe limitações de desenvolvimento no emprego atual. A segurança psicológica, ao criar um ambiente onde erros e pedidos de ajuda são acolhidos (Edmondson, 2020), pode empoderar os indivíduos a avaliar suas opções de carreira com mais clareza e confiança, inclusive buscando desafios externos que melhor se alinhem às suas aspirações de crescimento.

Os resultados da EITBE, que indicam uma intenção de rotatividade sem busca ativa de emprego ou planos concretos de demissão, podem ser interpretados como um estágio inicial do fenômeno de rotatividade organizacional, um comportamento complexo que envolve fatores cognitivos, emocionais e motivacionais (Mobley, 1977). A intenção de sair do emprego é um processo gradual, onde fatores atitudinais antecedem o comportamento efetivo de desligamento (Lee et al., 2018; Rubenstein et al., 2018). A segurança psicológica, ao fortalecer a comunicação assertiva e o clima interpessoal (Edmondson, 2020), pode permitir que a organização identifique e intervenha nos estágios iniciais da intenção de rotatividade, buscando atender às necessidades dos colaboradores e aumentar a probabilidade de sua permanência.

Em uma perspectiva prática, os achados deste estudo reforçam a necessidade de estratégias de Gestão de Pessoas que transcendam fatores puramente estruturais, incorporando aspectos subjetivos e relacionais do trabalho. O conceito de “Employer Branding”, ou marca empregadora, é fundamental nesse cenário, pois busca conectar valores pessoais e organizacionais, construindo uma cultura com sentido para os colaboradores e fortalecendo o vínculo com a empresa (Singh et al., 2024; Fakhruddin e Ratnawati, 2025). A coerência entre as expectativas dos trabalhadores, especialmente quanto a propósito, desenvolvimento profissional e qualidade das relações, e a proposta da organização, tende a gerar maior engajamento e permanência.

Relatórios recentes, como o do Great Place to Work (GPTW, 2025), indicam que fatores como feedback contínuo, transparência na comunicação, oportunidades de crescimento, flexibilidade e uma cultura organizacional aberta ao diálogo são determinantes para a permanência da Geração Z no emprego. Práticas que promovem autonomia, feedback sistemático, formação continuada e trilhas de carreira, juntamente com a comunicação clara e transparente, podem fortalecer a segurança psicológica e atuar como mecanismos protetivos contra a intenção de rotatividade, especialmente para jovens que valorizam o desenvolvimento e a mobilidade profissional (Fakhruddin e Ratnawati, 2025). A decisão de permanecer ou deixar uma organização é, portanto, multifatorial, abrangendo remuneração, benefícios e perspectivas de progressão profissional, além dos aspectos relacionais.

A percepção de valor do empregador influencia diretamente a atração e a retenção de talentos, sublinhando a importância de integrar políticas de clima organizacional, desenvolvimento e reconhecimento em uma estratégia consistente de gestão de pessoas (Singh et al., 2024; GPTW, 2025). A construção de ambientes psicologicamente seguros deve ser vista como parte de um conjunto mais amplo de práticas de gestão, onde cultura, liderança, desenvolvimento profissional e reconhecimento atuam de forma integrada para favorecer o engajamento e reduzir a intenção de rotatividade. A segurança psicológica, embora relevante, deve ser analisada em articulação com outras práticas de Gestão de Pessoas, como as estratégias de “Employer Branding”, que influenciam a permanência dos trabalhadores da Geração Z no contexto organizacional.

Em síntese, os resultados deste estudo, embora não confirmem a correlação negativa entre segurança psicológica e rotatividade organizacional amplamente apontada pela literatura, evidenciaram a multifatorialidade associada à intenção de rotatividade entre trabalhadores da Geração Z. A segurança psicológica é um elemento relevante para a dinâmica interpessoal, mas sua presença isolada pode não ser suficiente para reduzir a intenção de saída do emprego, especialmente quando expectativas de desenvolvimento profissional, reconhecimento, alinhamento de valores e perspectivas de carreira não são plenamente atendidas. Isso reforça a importância de estratégias integradas de Gestão de Pessoas que articulem cultura organizacional, comunicação, desenvolvimento e valorização profissional, contribuindo para a construção de ambientes de trabalho significativos e atrativos para os trabalhadores jovens, respondendo ao objetivo de mensurar a associação entre as variáveis e fornecendo insights sobre a complexidade da retenção de talentos da Geração Z.

4. Conclusão

O presente estudo objetivou mensurar a associação entre a segurança psicológica percebida no ambiente organizacional e a intenção de rotatividade entre trabalhadores da Geração Z. Verificou-se uma correlação positiva e estatisticamente significativa entre as variáveis, indicando que níveis mais elevados de segurança psicológica estiveram relacionados a uma maior intenção de saída na amostra investigada. Esse achado, embora contrastante com parte da literatura que associa a segurança psicológica à redução do turnover, sugere que um ambiente psicologicamente seguro, ao promover autonomia e autoconfiança, pode paradoxalmente fortalecer a disposição dos trabalhadores da Geração Z em buscar novas oportunidades quando percebem limitações de desenvolvimento no emprego atual. Observou-se que a intenção de rotatividade se manifestou mais como uma reflexão sobre novas oportunidades do que como uma busca ativa ou planos concretos de demissão, caracterizando um estágio inicial do processo de desligamento. A principal contribuição do estudo reside no reforço da necessidade de estratégias integradas de Gestão de Pessoas, como o Employer Branding, que articulem cultura organizacional, comunicação, desenvolvimento e valorização profissional. Tais estratégias são cruciais para construir ambientes de trabalho significativos e atrativos, alinhados às expectativas de propósito e crescimento de carreira da Geração Z, influenciando sua permanência.

Contudo, o estudo apresenta limitações importantes. A utilização de uma amostra não-probabilística por conveniência, com predominância feminina e alto nível de escolaridade, restringe a generalização dos resultados para uma população mais ampla de trabalhadores da Geração Z. Ademais, o delineamento transversal não permitiu estabelecer relações de causalidade entre as variáveis investigadas, tampouco acompanhar possíveis mudanças na intenção de rotatividade ao longo do tempo. Sugere-se que pesquisas futuras ampliem o tamanho e a diversidade da amostra, e adotem delineamentos longitudinais para investigar a evolução da intenção de rotatividade. Recomenda-se também explorar o papel de variáveis mediadoras, como liderança, oportunidades de carreira, práticas de reconhecimento e benefícios, na relação entre segurança psicológica e permanência organizacional, a fim de aprofundar a compreensão sobre a complexidade da retenção de talentos da Geração Z no mercado de trabalho.

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Artigo oriundo de Trabalho de Conclusão de Curso da Especialização em Gestão de Pessoas do MBA USP/Esalq

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11 de setembro de 2026

Rituais de Verificação sob Pressão: Categorias de Ação ESG Relatadas por Grande Grupo Frigorífico Antes e Após Operação Deflagrada Pela Polícia Federal e Seus Desdobramentos, em Passado Recente

Relatórios de sustentabilidade são amplamente empregados como instrumentos de gestão da legitimidade corporativa, mas sua função como mecanismo de reorganização cognitiva em contextos de crise reputacional permaneceu subexplorada na literatura. O estudo analisou as transformações nas categorias de ação ESG reportadas pela Empresa JBS em seus relatórios anuais de sustentabilidade de 2015 a 2018, período que compreendeu dois anos anteriores e dois anos posteriores à Operação Carne Fraca e seus desdobramentos. O objetivo foi investigar como a organização alterou sua estrutura cognitiva após a crise reputacional, por meio de um de seus sistemas de reporte. Empregou-se um processo de catalogação sistemática de 1.088 práticas relatadas, classificadas por pilar ESG, tema material e categoria de ação. O referencial teórico mobilizou Mary Douglas (1986), Michael Power (1997), Meyer e Rowan (1977) e Edelman (2016) para interpretar os fenômenos observados. Os resultados evidenciaram um crescimento exigido em governança, que coexistiu com o colapso do pilar social, o desaparecimento de categorias substantivas e a substituição de ações voltadas a prêmios por ações que ressignificaram as relações da organização e seu posicionamento no mercado. Além disso, treinamentos de liderança migraram do tema de cultura para compliance, campanhas de comunicação cederam lugar a canais estruturais permanentes, e investidores tornaram-se a audiência de maior crescimento proporcional. Concluiu-se que a sofisticação do esforço de legitimação residiu não no que a empresa necessariamente fez, mas na consistência com que reorganizou quem ela diz ser e para quem, a partir das categorias de ação que relatou.

Palavras-chave: Crise reputacional; ESG; Pensamento institucional; Relatórios de sustentabilidade; Estratégia organizacional.

Gestão Escolar

11 de setembro de 2026

Liderança Escolar à Luz da Teoria U: um Diálogo com as Lideranças Transformacional e Servidora.

A integração de diferentes modelos de liderança mostrou-se um caminho relevante para instituições de ensino que buscaram inovar e alcançar excelência em suas práticas educacionais. Contudo, foram escassas as pesquisas empíricas que investigaram a aplicação da Teoria U na gestão escolar associada às abordagens Transformacional e Servidora, o que configurou uma lacuna na literatura. Este estudo buscou compreender como gestores educacionais perceberam e aplicaram princípios da Teoria U — escuta generativa, presencing e cocriação — em diálogo com as abordagens teóricas da Liderança Transformacional e da Liderança Servidora em suas práticas de gestão. A pesquisa, de natureza qualitativa e exploratória, foi realizada em uma instituição de ensino privada, localizada na cidade de São Paulo, que abrangeu desde a Educação Básica até a Pós-Graduação. Os dados foram coletados por meio de um roteiro de perguntas semiestruturadas, aplicado a sete gestores educacionais, e foram analisados com base na Análise de Conteúdo de Bardin. Os resultados evidenciaram aproximações entre as práticas observadas e os pressupostos teóricos dos modelos estudados, com a escuta destacando-se como a competência que melhor articulou as três abordagens no contexto investigado. Também foram identificadas algumas tensões entre os referenciais teóricos e o cotidiano da gestão. O estudo contribuiu para uma reflexão crítica sobre as possibilidades e os limites da integração desses diferentes modelos de liderança em ambientes escolares, ampliando o debate e oferecendo subsídios relevantes para o fortalecimento do campo da gestão educacional.

Palavras-chave: Análise de Conteúdo; Escuta Generativa; Estudo de Caso; Gestão Escolar; Liderança.

10 de setembro de 2026

Desempenho de Modelos de Machine Learning na Seleção de Ações da Bolsa de Valores Brasileira

O mercado acionário brasileiro, caracterizado por elevada volatilidade e restrições de liquidez, impõe desafios à aplicação de modelos de aprendizado de máquina na previsão de retornos e na construção de estratégias de investimento. O estudo comparou o desempenho preditivo e econômico de modelos de aprendizado de máquina e métodos estatísticos tradicionais na estimação de retornos futuros e na formação de carteiras baseadas em ranking de ativos. Utilizaram-se dados históricos de ações da B3, com variáveis técnicas e financeiras derivadas de preços e volume. Avaliaram-se modelos lineares (Regressão Linear, Ridge, LASSO, Elastic Net), de ensemble (Random Forest, XGBoost, LightGBM) e uma rede neural (Multilayer Perceptron). A avaliação preditiva ocorreu por métricas de erro em conjunto de teste, e a econômica por backtest de estratégias long-only, com custos operacionais baseados no turnover para análise de retornos brutos e líquidos. Os resultados revelaram baixa capacidade preditiva em todos os modelos, com R² negativos e erros elevados. Embora diferenças marginais nas previsões tenham gerado variações no desempenho econômico, estas foram de baixa magnitude e instáveis. O modelo LightGBM obteve o melhor desempenho econômico, mas com ganhos limitados em relação ao benchmark após a inclusão de custos operacionais. Não se observou evidência consistente de geração de retorno ajustado ao risco superior.

Palavras-chave: aprendizado de máquina; backtest; mercado acionário; previsão de retornos; seleção de ativos.

10 de setembro de 2026

Precificação Hedônica de Imóveis na Grande Florianópolis: Uso e Comparação de Modelos de “Machine Learning”

O mercado imobiliário da Grande Florianópolis tem experimentado valorização acelerada, impulsionada pelo crescimento populacional e pela demanda turística e de investimento. Este estudo analisou os determinantes do valor de imóveis residenciais e comparou o desempenho preditivo de modelos de aprendizado de máquina, especificamente Random Forest e Gradient Boosting (XGBoost), com uma regressão por Mínimos Quadrados Ordinários (MQO). Os dados foram coletados via web scraping de dois portais imobiliários em março de 2026, abrangendo os municípios de Florianópolis, São José, Palhoça e Biguaçu, resultando em 8.056 observações válidas após limpeza. Avaliou-se o desempenho dos modelos por meio das métricas R², RMSE e MAPE. O XGBoost apresentou o melhor desempenho preditivo geral (R² = 0,742, RMSE = R$ 927.113), enquanto o Random Forest obteve o menor erro relativo (MAPE = 25,69%). Os principais determinantes do preço identificados foram a área construída, a região de localização e o número de banheiros. Uma análise complementar por segmento de mercado revelou que o MQO dependeu dos valores extremos para sustentar seu ajuste, enquanto os modelos ensemble mantiveram desempenho estável. Concluiu-se que os métodos de aprendizado de máquina são mais robustos para precificação hedônica em mercados imobiliários heterogêneos, especialmente na presença de imóveis atípicos.

Palavras-chave: Ensemble; Imobiliário; Regressão; Residencial; Web Scraping.

Neurociência E Aprendizagem Na Educação

10 de setembro de 2026

A Produção de Memes como Estratégia de Formação Literária e Multiletramentos no Ensino Fundamental Ii

A leitura de obras literárias clássicas apresenta desafios no contexto escolar contemporâneo, devido ao distanciamento entre a linguagem dos textos e o repertório dos estudantes. Investigou-se como a utilização de memes contribuiu para a construção de sentidos na leitura da obra Senhora, de José de Alencar, no Ensino Fundamental II. A pesquisa adotou uma abordagem qualitativa, com caráter de pesquisa participante, e foi desenvolvida com duas turmas de 9º ano de uma escola privada em Volta Redonda, Rio de Janeiro. Os dados foram coletados por meio de questionários e das produções dos estudantes, e analisados à luz da análise de conteúdo. Os resultados indicaram que a utilização de memes favoreceu a aproximação dos alunos com o texto literário, reduziu a resistência inicial e ampliou o engajamento com a leitura. Observou-se, também, o avanço progressivo na compreensão da narrativa, evidenciado pela capacidade de interpretar fatos, analisar personagens, identificar relações implícitas e elaborar posicionamentos críticos. As produções revelaram a articulação entre o conteúdo da obra e o repertório sociocultural dos estudantes, indicando a construção de aprendizagens com significado. Concluiu-se que a integração entre literatura e cultura digital potencializou a mediação pedagógica, contribuindo para a formação de leitores mais ativos e interpretativamente autônomos.

Palavras-chave: aprendizagem significativa; cultura digital; leitura literária; multiletramentos; neurociência.

Gestão Tributária

10 de setembro de 2026

Definição de Insumos para Fins de Aproveitamento de Créditos de Pis e Cofins

O estudo analisou a interpretação e a aplicação da definição de insumos para fins de creditamento do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS) no regime não cumulativo, à luz do entendimento firmado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) no julgamento do Recurso Especial n.º 1.221.170 (Tema 779). Objetivou-se examinar os limites jurídicos da utilização desses créditos, considerando os critérios de essencialidade ou relevância estabelecidos pela jurisprudência do STJ. Realizou-se pesquisa documental e jurisprudencial, com análise de acórdãos representativos do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) e do STJ, abrangendo períodos anteriores e posteriores ao Tema 779. Complementarmente, conduziu-se pesquisa bibliográfica e estudos de dois casos concretos do CARF, com abordagem qualitativa, para verificar a aplicação prática dos critérios. Constatou-se que o STJ afastou a aplicação automática da definição de insumo do IPI, consolidando os critérios de essencialidade e relevância. Entretanto, a análise dos julgados do CARF evidenciou que, embora houvesse reconhecimento formal do precedente do STJ, sua incidência foi modulada conforme a natureza da atividade empresarial, mostrando-se mais restritiva para empresas de revenda. Os casos concretos ilustraram que creditamentos de fretes foram tratados de forma distinta, dependendo da vinculação do gasto à produção ou à revenda. Concluiu-se que a definição de insumos permanece um ponto sensível do sistema tributário, e a correta utilização dos créditos demanda análise casuística rigorosa, pautada na observância dos precedentes judiciais e dos limites normativos vigentes, para evitar glosas e penalidades.

Palavras-chave: COFINS; Creditamento; Insumos; PIS.

Gestão Tributária

10 de setembro de 2026

Fiscalização Delegada do ITR: Desestímulo aos Convênios, Reflexos na Arrecadação e Desinteresse Processual da União

O Imposto Territorial Rural (ITR), de competência da União, pode ter sua fiscalização e cobrança delegadas aos Municípios e ao Distrito Federal. Este trabalho examinou a adesão municipal a esses convênios e o impacto na arrecadação, analisou se os entraves processuais para os Municípios remeterem demandas aos órgãos federais desestimulavam a celebração de acordos, e avaliou o interesse processual da União em litígios de ITR sob delegação, à luz da Teoria Eclética da Ação, bem como a efetividade da diretriz constitucional de desestímulo a propriedades improdutivas. A pesquisa utilizou um estudo de caso, com base em dados e relatórios oficiais da Receita Federal do Brasil e referencial doutrinário jurídico. Os resultados indicaram baixa adesão municipal aos convênios, com quase 75% dos municípios sem acordo. A arrecadação do ITR, mesmo integralmente repassada, não justificou os investimentos municipais, e a manutenção da atuação processual pela União desestimulou a continuidade dos ajustes. Verificou-se que a União carecia de interesse processual nessas demandas, dada a ínfima representatividade do ITR na arrecadação federal e a ausência de proveito econômico-financeiro, o que impediu o cumprimento efetivo da diretriz constitucional de desestímulo à improdutividade rural. Concluiu-se que são necessárias modificações legislativas para que o ITR alcance seus objetivos de arrecadação e função social.

Palavras-chave: Arrecadação; Eficiência; Fiscalização; ITR; Municípios.

10 de setembro de 2026

Governança de Dados e Risco Financeiro no Setor Florestal: Evidências Empíricas em Perspectiva Brasil-Finlândia

A fragmentação informacional no setor florestal brasileiro constituiu o ponto de partida desta pesquisa, que investigou como a governança de dados impactou a capacidade analítica, o risco financeiro e a competitividade da gestão florestal, por meio de um estudo comparativo entre Brasil e Finlândia. Submeteram-se 332 documentos, incluindo 307 informativos CEPEA/Esalq/USP (2001–2025) e 25 relatórios setoriais (Bracelpa, ABRAF, Ibá, 2003–2025), a um pipeline de extração automatizado baseado em OCR, mineração de texto e expressões regulares, obtendo-se 13.059 registros estruturados. Realizou-se análise de sensibilidade do Valor Presente Líquido (VPL) e análise de sentimento léxica. Apenas 12,1% dos registros de custo continham Custo Operacional Efetivo preenchido, e nenhum apresentou margem líquida calculável. A incerteza nos dados de entrada oscilou o VPL de um projeto florestal em mais de R$ 20.000/ha, evidenciando a distorção da decisão orientada por dados quando a sofisticação algorítmica não substituiu a qualidade dos dados de origem. A análise de sentimento léxica confirmou a transição dos relatórios setoriais brasileiros de formato estatístico para promocional. Em contraste, o modelo finlandês demonstrou a viabilidade de uma governança integrada, com o inventário florestal consolidado como pilar de inteligência industrial. Os resultados indicaram que o fortalecimento da governança de dados constituiu pré-requisito para a transição do setor para um sistema de planejamento sustentado por evidências.

Palavras-chave: competitividade; fragmentação informacional; inteligência artificial; soberania digital; tomada de decisão.

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