15 de setembro de 2026
Aplicação da Matriz de Eisenhower na Gestão de Prazos em Obras de Infraestrutura
José Antonio Nabero Neto; Samira Sestari do Nascimento
DOI: 10.22167/2675-6528-202602241
Artigo derivado de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), com conteúdo baseado no trabalho original do aluno e adaptado ao formato editorial da Revista E&S com apoio da ferramenta ResumeAI, solução de inteligência artificial desenvolvida pelo Instituto Pecege para síntese e organização textual.
Resumo
Este trabalho abordou a gestão de um contrato público para implantação de uma Subestação (SE) em um sistema metroferroviário de passageiros na Região Metropolitana de São Paulo. O cronograma inicial previu 36 meses para energização de duas linhas (A e B), mas uma decisão estratégica impôs a antecipação da energização da Linha A. O objetivo foi avaliar a eficácia da Matriz de Eisenhower como ferramenta de reestruturação de cronogramas em tempo real para cumprir essa meta. A pesquisa caracterizou-se como aplicada, de abordagem qualiquantitativa, desenvolvida por meio de um estudo de caso único. A metodologia focou na identificação de atividades cruciais a partir da Estrutura Analítica do Projeto (EAP), classificando as tarefas para energização da Linha A como “importantes e urgentes” e as da Linha B como “importantes, mas não urgentes”. Complementarmente, aplicaram-se técnicas de compressão de cronograma como “fast tracking” e “crashing”. A entrega parcial da subestação, com a antecipação da energização da Linha A em aproximadamente três meses, demonstrou a efetividade da matriz. Concluiu-se que a Matriz de Eisenhower se mostrou uma ferramenta eficaz de apoio à tomada de decisão em projetos complexos, contribuindo para maior eficiência na gestão de contratos e cumprimento de metas em cenários de restrição de prazos. O método apresentou-se prático e replicável para a gestão de cronogramas em obras públicas de sistemas de energia metroferroviários.
Palavras-chave: Gestão de projetos; Gestão do tempo; Matriz de Eisenhower; Priorização de atividades; Subestação de energia.
1. Introdução
A gestão de contratos em obras públicas é um campo que exige alinhamento rigoroso entre cronograma, previsão orçamentária e metas estratégicas. A complexidade inerente a esses projetos demanda grande responsabilidade, uma vez que os recursos empregados provêm da arrecadação coletiva de impostos e tributos, conforme destacado por Mendonça (2025).
No contexto da Região Metropolitana de São Paulo, o setor metroferroviário representa um dos principais modais de transporte, crucial para a mobilidade de centenas de milhares de passageiros. Nesse cenário, a demanda por transporte e a disponibilidade energética são fatores determinantes para o planejamento estratégico das empresas operadoras. As subestações de energia (SEs) desempenham um papel vital na operacionalidade dos trens, pois uma maior capacidade de fornecimento de energia ao sistema permite aumentar a quantidade de trens em circulação, reduzir o intervalo entre viagens e, consequentemente, melhorar a eficiência operacional e o conforto dos usuários, conforme dados da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (2026).
Este trabalho analisa uma situação real de gestão de um contrato público que envolveu a elaboração de projeto executivo, fornecimento e implantação de sistemas de suprimento de energia de tração para o sistema metroferroviário. O cronograma, definido pelo Project Management Institute (2021) como a representação das atividades do projeto ao longo do tempo, incluindo suas durações, sequenciamento e dependências, é uma ferramenta central nesse tipo de empreendimento.
O escopo inicial do contrato previa a readequação da infraestrutura existente, com a modernização e o aumento da capacidade do sistema de energia para atender à crescente demanda de passageiros. As obras foram planejadas para 36 meses, incluindo a implantação de uma nova SE e a energização de duas linhas operacionais, denominadas Linhas “A” e “B”, cada uma com duas vias de circulação. A previsão original era energizar ambas as linhas simultaneamente.
No entanto, durante a execução do projeto, uma decisão estratégica da empresa contratante impôs uma nova meta: antecipar a energização da Linha “A” devido à sua expansão e à necessidade de um novo trecho operacional. Essa mudança gerou uma problemática central: como reestruturar um cronograma já estabelecido e rígido para antecipar entregas parciais sem comprometer o desempenho global do projeto?
Diante da necessidade de reestruturar o planejamento da obra em tempo real e de antecipar parte da entrega, a Matriz de Eisenhower, também conhecida como Matriz do Gerenciamento do Tempo, emergiu como uma abordagem para realinhar o planejamento e reestruturar o cronograma. Essa ferramenta de gestão, conforme descrito por Covey (2015) e Tronier (2025), organiza e prioriza atividades com base em dois fatores: urgência e importância, visando aumentar a produtividade e garantir que tarefas simultaneamente urgentes e importantes recebam atenção prioritária.
A aplicação da Matriz de Eisenhower, combinada com métodos de compressão de cronogramas abordados pelo PMI (2021), permitiu classificar as atividades. As tarefas cruciais para a energização da Linha “A” foram designadas como “importantes e urgentes”, enquanto as atividades para a energização da Linha “B” foram tratadas como “importantes, mas não urgentes”. Essa classificação foi realizada pelas equipes de fiscalização e gestão do contrato, seguindo a lógica da Matriz de Eisenhower (Covey, 2015).
Este trabalho se justifica pela necessidade de desenvolver um método prático de priorização de atividades que capacite a fiscalização e a gestão do contrato a redefinir o cronograma em tempo real, assegurando o cumprimento da meta estratégica da empresa. A Matriz de Eisenhower, nesse contexto, configura-se como uma abordagem amplamente utilizada, conforme evidenciado por Silva (2020) em um estudo de caso de uma empresa multinacional. O objetivo deste trabalho é avaliar a aplicação da Matriz de Eisenhower como ferramenta de reestruturação de cronogramas, concentrando recursos nas tarefas prioritárias para cumprimento da meta estabelecida pela empresa.
2. Material e Métodos
Trata-se de uma pesquisa aplicada, de abordagem qualiquantitativa, desenvolvida por meio de um estudo de caso único focado na aplicação prática de conceitos de gestão de projetos. O trabalho analisou uma situação real de gestão de um contrato público, permitindo avaliar decisões tomadas durante a execução da obra. A abordagem combinou análises qualitativas, relacionadas ao processo de tomada de decisão, e quantitativas, voltadas à avaliação de prazos e desempenho do cronograma. A unidade de análise deste estudo correspondeu ao cronograma do contrato público de implantação de uma subestação de energia (SE) destinada ao reforço do sistema elétrico de duas linhas operacionais, identificadas como Linhas “A” e “B”.
A Figura 1 apresenta a Subestação durante o período de obras e um diagrama representativo da região do empreendimento, destacando as Linhas “A” e “B”.
Figura 1. À esquerda, a foto mostra a Subestação e as Linhas “A” e “B” por onde circulam os trens de passageiros; à direita, diagrama representativo da região da Subestação

Fonte: dados originais da pesquisa
As informações e dados que estruturaram o cronograma foram obtidos por meio de documentos e registros relacionados ao contrato. Foram utilizados dados provenientes da Estrutura Analítica do Projeto (EAP), de cronogramas em Microsoft Project, projetos executivos, documentos técnicos e administrativos, e de registros de reuniões técnicas de acompanhamento, alinhamento e tomada de decisão entre a gestão, fiscalização do contrato e as equipes técnicas de engenharia e gestores da empresa contratada. A EAP foi utilizada para decompor o projeto em partes menores, auxiliando na compreensão do escopo e das fases associadas à implantação da subestação.
A Figura 2 ilustra a EAP de Implantação da Subestação de Energia, e a Tabela 1 detalha a decomposição da EAP.
Figura 2. EAP de Implantação da Subestação de Energia

Fonte: dados originais da pesquisa
Tabela 1. Decomposição da EAP de implantação da SE
| Categoria | Atividades |
|---|---|
| Gestão e Planejamento | Mobilização e organização da equipe; Planejamento e controle do cronograma; Contratos e interfaces, riscos e mudanças; Relatórios e reuniões de acompanhamento |
| Sistemas Elétricos | Fornecimento de equipamentos; Montagem eletromecânica; Barramentos, cabos e conexões; Integração com Linhas “A” e “B” |
| Proteção e Controle | Sistemas de proteção elétrica; Sistemas de supervisão e telecomando; Integração com CCO (Centro de Controle Operacional); Testes funcionais |
| Testes e Energização | Testes isolados; Testes integrados aos sistemas em operação; Comissionamento da SE; Energização das Linhas “A” e “B” |
Fonte: dados originais da pesquisa
O cronograma original do contrato, que previa 36 meses para a implantação e energização total da subestação, foi elaborado com o software MS Project, utilizando Gráfico de Gantt para visualização de atividades, durações, marcos e relações de precedência. A Figura 3 mostra um recorte do cronograma original do empreendimento.
Figura 3. Recorte do cronograma original do empreendimento elaborado no MS Project

Fonte: dados originais da pesquisa
No decorrer das obras, uma decisão estratégica da empresa exigiu a antecipação da energização da Linha “A”, demandando a reestruturação do cronograma. As equipes técnicas analisaram o cronograma original, verificando que ele não previa entregas intermediárias e possuía forte dependência entre as atividades das duas linhas, o que impossibilitava a energização parcial. Para realinhar o planejamento e reestruturar o cronograma em tempo real, a Matriz de Eisenhower foi selecionada como ferramenta de análise, complementada por técnicas de priorização e compressão de cronograma.
Foram identificadas no cronograma base todas as atividades diretamente relacionadas à energização da Linha “A”. Essas atividades foram classificadas com base nos critérios de urgência e importância, conforme análise conjunta das equipes, utilizando julgamento técnico estruturado em reuniões com as equipes de coordenação, fiscalização e engenharia da empresa contratada. As atividades classificadas como “importantes e urgentes” foram priorizadas, concentrando a alocação de recursos, enquanto as “importantes, porém não urgentes” foram reprogramadas para etapas posteriores do contrato. A Figura 4 apresenta a Matriz de Eisenhower, e a Tabela 2 mostra sua aplicação ao projeto.
Figura 4. Matriz de Eisenhower

Fonte: IBS (2025)
Tabela 2. Matriz de Eisenhower aplicada ao projeto
| URGENTE | NÃO URGENTE | |
|---|---|---|
| IMPORTANTE | LINHA “A” Finalizar instalações Testes Energização definitiva | LINHA “B” Finalizar execução Testes Energização definitiva |
| NÃO IMPORTANTE | Sistemas auxiliares Sistemas de proteção/intertravamento Comando remoto | Sistema de monitoramento [CFTV] Treinamentos Entrega de equipamentos sobressalentes |
Fonte: adaptado de Covey (2017)
Para complementar a Matriz de Eisenhower e viabilizar a antecipação da entrega, foram aplicadas técnicas de redução de prazo como “fast tracking” (paralelismo) e “crashing” (compressão), conforme diretrizes do Guia PMBOK® (PMI, 2021). O “fast tracking” caracterizou-se pela execução paralela de atividades originalmente sequenciais, como a sobreposição entre as etapas de instalação e testes, permitindo energizar partes da subestação e iniciar os testes nos equipamentos referentes à Linha “A” enquanto outras partes da obra ainda estavam em execução. O “crashing” consistiu na redução da duração das atividades por meio da alocação adicional de recursos, como a contratação de equipes adicionais e o aumento de horas trabalhadas. Essa técnica foi aplicada principalmente às atividades do caminho crítico da energização da Linha “A”, incluindo a montagem de equipamentos relacionados à proteção e energização da Linha “A”, o lançamento e ligação de cabos, e os testes dos equipamentos, mobilizando equipes adicionais e especialistas para testes simultâneos.
3. Resultados e Discussão
Inicialmente, foi diagnosticado que o cronograma original do projeto era estruturalmente rígido, uma característica comum em projetos de infraestrutura com forte dependência entre as atividades (Limmer, 1996). Esse cronograma não previa etapas intermediárias e estabelecia uma dependência direta entre as entregas das Linhas “A” e “B”, o que resultava em um planejamento focado na conclusão integral do escopo e sem flexibilidade para entregas parciais. Tal modelo mostrou-se incompatível com abordagens modernas de gerenciamento de projetos que valorizam a flexibilidade e a adaptação a incertezas e mudanças (PMI, 2021).
A Figura 5 ilustra o recorte do cronograma original da obra, contemplando o período de desenvolvimento deste trabalho.
Figura 5. Cronograma no formato de planilha (Excel)

Fonte: dados originais da pesquisa
Diante da necessidade de reestruturação do cronograma original, impulsionada por uma mudança estratégica que visava a antecipação da energização da Linha “A”, buscou-se um alinhamento das atividades essenciais para o cumprimento dessa meta. Discussões técnicas focadas no sequenciamento das atividades de energização da Linha “A” permitiram ajustar um novo caminho crítico, que operava de forma independente da Linha “B”.
Nesse processo, a Matriz de Eisenhower foi utilizada para identificar, de maneira qualitativa, as atividades prioritárias. Essa metodologia, reconhecida como uma das principais ferramentas para priorização de atividades (Silva, 2020), orienta que tarefas consideradas importantes e urgentes recebam maior atenção e recursos. Sua aplicação prática contribuiu para a eliminação de dependências desnecessárias e para uma execução mais eficiente do projeto. A Figura 6 a seguir ilustra o cronograma após a reestruturação das atividades com base na priorização da Matriz de Eisenhower.
Figura 6. Cronograma reestruturado no formato de planilha (Excel)

Fonte: dados originais da pesquisa
Com a mudança estratégica da empresa, a energização da Linha “A” foi antecipada para o final do Mês 5. Isso representou uma antecipação de aproximadamente 3 meses em relação à previsão original de 7 meses para a energização conjunta das Linhas “A” e “B”, resultando em uma redução de cerca de 50% no prazo da atividade crítica. Os dados foram analisados por meio de uma comparação antes/depois, mensurando o impacto no prazo final a partir do momento da decisão de antecipar a entrega parcial da subestação.
A aplicação da Matriz de Eisenhower como ferramenta de apoio à redistribuição das atividades revelou-se uma tarefa desafiadora, em grande parte devido à ausência de uma cultura de uso de ferramentas de gestão na empresa e nos contratos de obras. A literatura, como Junkes (2022) aponta, sugere que a adoção de metodologias e melhores práticas de planejamento, monitoramento e controle de obras pode aprimorar o desempenho e os resultados esperados.
A antecipação da energização da Linha “A” em aproximadamente 3 meses, conforme evidenciado no cronograma da Figura 6, demonstrou a efetividade da metodologia adotada e do conceito de priorização estratégica (Covey, 2015). Estudos de gestão de projetos, como o de Moreira et al. (2010), também observaram resultados semelhantes, indicando que a reavaliação de dependências e a reorganização do sequenciamento de atividades podem gerar ganhos significativos de prazo, sem necessariamente aumentar os custos de forma proporcional. Adicionalmente, a combinação das técnicas de fast tracking (paralelismo) e crashing (compressão), conforme as recomendações do PMI (2021), mostrou-se adequada para o contexto analisado.
A aplicação dessas técnicas exigiu cautela, pois implicou um aumento de riscos operacionais, especialmente relacionados à qualidade e segurança (PMI, 2021). Foi necessário um controle rigoroso, mantido no presente estudo pela validação técnica das atividades priorizadas. O crashing demandou maior controle das equipes e um leve aumento de custos, enquanto o fast tracking introduziu riscos de retrabalho e potenciais conflitos entre as equipes, especialmente em um ambiente crítico como instalações elétricas de alta tensão.
A utilização combinada dessas técnicas, alinhada à priorização das atividades críticas por meio da Matriz de Eisenhower, foi fundamental para a reestruturação do cronograma e para o cumprimento da meta estratégica de antecipação da energização da subestação.
Do ponto de vista metodológico, a Matriz de Eisenhower demonstrou ser uma ferramenta simples, mas altamente eficaz para apoiar a tomada de decisão em ambientes complexos. Estudos de Silva (2020) e Ribeiro (2022) corroboram que ferramentas de priorização contribuem significativamente para a melhoria do desempenho em projetos, especialmente quando são necessárias respostas rápidas a mudanças estratégicas.
Contudo, o estudo apresenta algumas limitações. Primeiramente, por ser um estudo de caso único, a generalização dos resultados para outros contextos ou setores é restrita. Conforme Yin (2015), estudos de caso possuem forte validade interna, mas limitada validade externa. Além disso, parte das decisões analisadas foi baseada na experiência prática das equipes, o que pode introduzir um grau de subjetividade no processo de priorização.
Outra limitação relevante é a ausência de uma análise quantitativa mais aprofundada sobre os impactos em custos e riscos. Embora o foco principal tenha sido o prazo, a literatura em gerenciamento de projetos destaca a interdependência entre prazo, custo e escopo (PMI, 2021). Futuras pesquisas poderiam explorar esses aspectos de forma integrada para ampliar a robustez das conclusões.
Como ponto positivo, destaca-se a aplicabilidade prática da metodologia proposta. A Matriz de Eisenhower, combinada com as boas práticas do PMBOK, demonstrou ser uma abordagem viável e replicável para situações de replanejamento em tempo real. A clareza na definição de prioridades e a objetividade na tomada de decisão contribuíram para um maior alinhamento entre as equipes técnicas e a gestão do contrato.
Adicionalmente, o estudo evidencia a importância da integração entre ferramentas clássicas de planejamento, como o Gráfico de Gantt, e métodos de priorização estratégica. Essa combinação permite não apenas visualizar o cronograma, mas também atuar de forma dinâmica sobre ele, aumentando a capacidade de resposta do projeto frente a mudanças.
Em síntese, os resultados obtidos confirmam que a priorização estruturada de atividades, quando aplicada de forma consistente e alinhada aos objetivos estratégicos do projeto, pode gerar ganhos expressivos de desempenho, especialmente em termos de prazo. A abordagem adotada mostrou-se eficaz para reorientar o planejamento, reduzir dependências desnecessárias e viabilizar entregas parciais.
4. Conclusão
O presente estudo avaliou a aplicação da Matriz de Eisenhower como ferramenta para reestruturação de cronogramas, visando concentrar recursos em tarefas prioritárias para o cumprimento de uma meta estratégica em um contrato público de implantação de subestação metroferroviária. Verificou-se que o cronograma original apresentava rigidez estrutural e dependência direta entre as entregas das Linhas A e B, o que inviabilizava a antecipação da energização da Linha A. A aplicação da Matriz de Eisenhower permitiu a identificação e priorização qualitativa das atividades cruciais para a Linha A como “importantes e urgentes”, enquanto as da Linha B foram classificadas como “importantes, mas não urgentes”. Essa abordagem, combinada com técnicas de compressão de cronograma como fast tracking e crashing, possibilitou a reestruturação do planejamento, eliminando dependências desnecessárias e ajustando um novo caminho crítico. Consequentemente, observou-se a antecipação da energização da Linha A em aproximadamente três meses, demonstrando a eficácia da metodologia na gestão de prazos em projetos complexos. A principal contribuição do trabalho reside na apresentação de um método prático e replicável para a gestão de cronogramas em obras públicas de sistemas de energia metroferroviários, promovendo maior eficiência na gestão de contratos e no cumprimento de metas sob restrição de prazos.
Contudo, o estudo possui limitações inerentes à sua natureza de estudo de caso único, o que restringe a generalização dos resultados para outros contextos. Adicionalmente, parte das decisões analisadas baseou-se na experiência prática das equipes, introduzindo um grau de subjetividade no processo de priorização. Uma limitação relevante foi a ausência de uma análise quantitativa aprofundada dos impactos em custos e riscos, embora o foco tenha sido o prazo. Para estudos futuros, sugere-se a aplicação da metodologia em outros empreendimentos para validação adicional dos resultados e a realização de pesquisas que explorem de forma integrada os aspectos de prazo, custo e risco, a fim de ampliar a robustez das conclusões.
Referências Bibliográficas
Companhia Paulista de Trens Metropolitanos [CPTM]. 2025. Embarcados acumulados do mês. Disponível em: . Acesso em: 17 jan. 2026.
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Covey, S.R. 2017. Primeiro o mais importante. Sextante, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
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Junkes, 2022 [Referência completa não encontrada no documento original]
Limmer, C.V. 1996. Planejamento, Orçamentação e Controle de Projetos e Obras. Editora JC, Rio de Janeiro, Brasil.
Mendonça, J.C.S. 2025. A importância da gestão de processos em obras públicas: Apontamentos decorrentes de repercussão financeira originada de alterações de custo e prazo de execução. Revista FT. 29: 144. Disponível em: . Acesso em: 23 jan. 2026.
Moreira, A.M.; Palma, M.A.M; Silva, R.S. 2010. Análise de Gerenciamento de Tempo Aplicado a um Projeto de Petróleo. Revista de Gestão e Projetos – GeP. 01: 128-146.
Project Management Institute [PMI]. 2021. Um Guia do Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK®). 7ed. Project Management Institute, Newtown Square, PA, EUA.
Ribeiro, G.M. 2022. Desenvolvimento de um plano de ação e intervenção para as manifestações patológicas identificadas na edificação pública do município de Patos-PB. Monografia – Bacharelado em Engenharia Civil. Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Caraúbas, RN, Brasil.
Silva, H.T.M. 2020. A importância de metodologias de priorização no processo de gestão de portfólio de projetos: um estudo de caso. Monografia – Bacharelado em Administração. Universidade Federal do Maranhão, São Luís, MA, Brasil.
Tronier, R. 2025. Matriz de Eisenhower: como priorizar os seus afazeres. Disponível em: . Acesso em: 23 jan. 2026.
Yin, R.K. 2015. Estudo de Caso: Planejamento e Métodos. 2ªed. Bookman, Porto Alegre, RS, Brasil.
Artigo oriundo de Trabalho de Conclusão de Curso da Especialização em Gestão de Projetos do MBA USP/Esalq
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