Artigo

03 de agosto de 2026

A Segurança Psicológica como Fator de Sucesso na Gestão de Projetos em Obras de Grande Porte

Giovane de Oliveira Ramos; Maria do Carmo Assis Todorov

DOI: 10.22167/2675-6528-202600852

Artigo elaborado pela ferramenta ResumeAI, solução de inteligência artificial desenvolvida pelo Instituto Pecege voltada à síntese e redação.

Resumo

A segurança psicológica emergiu como um fator crucial para o sucesso de projetos, influenciando a comunicação, o bem-estar das equipes, o desempenho, a tomada de decisão e a gestão de riscos. O estudo avaliou a percepção de colaboradores, em diversos níveis hierárquicos, sobre a importância da segurança psicológica em obras de grande porte e sua influência como fator de sucesso nesses empreendimentos. Além disso, identificou áreas com níveis reduzidos de segurança psicológica para subsidiar a atuação de gestores de projetos. A pesquisa, de campo e com abordagem quantitativa, utilizou um formulário online que incluiu a Escala de Segurança Psicológica de Edmondson (1999) e uma escala complementar, aplicado a profissionais atuantes em obras de grande porte. Os resultados revelaram que os participantes perceberam o ambiente de trabalho como moderadamente seguro, com uma média geral de 3,54. Contudo, atribuíram alta importância à segurança psicológica para o desempenho da gestão de projetos, com uma média de 4,48, evidenciando uma lacuna entre a percepção da importância e a aplicação prática. A percepção da segurança psicológica variou conforme o nível hierárquico, sendo mais elevada em cargos de gestão. Concluiu-se que a segurança psicológica é um elemento estratégico para o sucesso em obras de grande porte, impactando positivamente a comunicação, a tomada de decisão, a gestão de riscos e o desempenho da equipe, e sua promoção pela liderança é fundamental para reduzir falhas e aumentar a colaboração.

Palavras-chave: Comunicação eficaz; Desempenho de equipes; Gestão de obras; Liderança.

1. Introdução

O sucesso na gestão de projetos é um tema de crescente relevância no cenário contemporâneo, impulsionado pela complexidade e dinamismo dos empreendimentos. Dentre os múltiplos fatores que contribuem para o êxito de um projeto, a segurança psicológica emerge como um elemento crucial, influenciando diretamente o desempenho das equipes e a consecução dos objetivos. A segurança psicológica pode ser compreendida como um ambiente no qual os indivíduos se sentem à vontade para expressar suas ideias, dúvidas, preocupações, erros e falhas, sem o receio de constrangimento ou represália (Edmondson, 2020).

Em contextos onde a segurança psicológica é presente, a comunicação se torna mais eficaz, os erros são reportados com rapidez, e as intervenções e tomadas de ação são realizadas de forma proativa. Além disso, observa-se um aumento na confiança mútua e no respeito entre os colegas de equipe (Edmondson, 2020). O conceito foi amplamente explorado por Amy C. Edmondson (2020) em sua obra “A organização sem medo”, e sua importância foi corroborada pelo Projeto Aristóteles do Google, que demonstrou a segurança psicológica como um fator determinante para o sucesso de um grupo, superando até mesmo as habilidades individuais de seus membros (Almeida et al., 2023). Essa perspectiva sublinha a influência direta dos fatores comportamentais e relacionais do ambiente de trabalho sobre o desempenho coletivo, aspecto fundamental em projetos que exigem forte interação e colaboração.

A atualidade impõe desafios constantes às relações humanas e questões interpessoais no mercado de trabalho, o que tem levado a uma crescente preocupação com a saúde mental no ambiente laboral. Iniciativas para a prevenção de transtornos mentais têm se tornado cada vez mais presentes nas organizações. No Brasil, o ano de 2024 registrou o maior número de afastamentos por questões de saúde mental, como depressão e ansiedade (Meneses, 2025), evidenciando a urgência de ambientes de trabalho que promovam o bem-estar dos colaboradores.

Diante deste cenário, medidas governamentais têm sido propostas para endereçar a questão, como a atualização da Norma Regulamentadora 1 (NR-1) em agosto de 2024. Esta atualização inseriu os riscos psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) (Brasil, 2024). Embora a norma não aborde diretamente a segurança psicológica, suas diretrizes reforçam a necessidade de ambientes que incentivem a comunicação, o reporte de riscos e a cooperação entre os trabalhadores. As organizações, por sua vez, são incumbidas de identificar, avaliar e controlar riscos relacionados à saúde mental, como estresse ocupacional, assédio moral e sexual, e sobrecarga de trabalho.

No setor de obras de grande porte, a complexidade é acentuada pela presença de equipes multidisciplinares, pela necessidade de tomada de decisão rápida e pelo trabalho sob pressão. Nesses projetos, falhas de comunicação e a não percepção de riscos podem comprometer gravemente o cronograma, aumentar custos, afetar a qualidade e impactar a segurança operacional. A gestão de projetos, conforme o Project Management Institute (PMI, 2021), associa o sucesso ao desempenho da equipe, à comunicação eficaz e à confiança entre os envolvidos. Esses elementos são diretamente influenciados pelo nível de segurança psicológica percebido, que por sua vez afeta a tomada de decisão e a gestão de riscos.

Investigar como os trabalhadores percebem seu ambiente psicológico torna-se, portanto, fundamental para propor melhorias na gestão de equipes e no sucesso do projeto. Existe uma lacuna na compreensão da aplicação prática da segurança psicológica em ambientes de obras de grande porte, apesar do reconhecimento de sua importância. Assim, o presente estudo justifica-se pela necessidade de avaliar a percepção de colaboradores, em diferentes níveis hierárquicos, acerca da importância da segurança psicológica em projetos de obras de grande porte, bem como sua influência como fator de sucesso nesses empreendimentos, e identificar áreas com baixos níveis de segurança psicológica para evidenciar pontos que necessitam de atenção e melhoria, contribuindo para a atuação dos gestores de projetos.

2. Material e Métodos

A presente pesquisa caracterizou-se como um estudo de campo, adotando uma abordagem quantitativa para investigar a percepção da segurança psicológica. O objetivo foi medir e compreender a segurança psicológica em um grupo de trabalhadores de obras de grande porte, bem como a percepção geral desses profissionais sobre a temática. A estratégia de pesquisa envolveu a aplicação de um formulário online, desenhado para coletar dados de forma padronizada.

A unidade de análise do estudo consistiu na percepção da segurança psicológica por parte de trabalhadores atuantes em projetos de obras de grande porte. Os participantes foram profissionais que exerciam ou haviam exercido funções em obras de grande porte em qualquer estado brasileiro. A seleção dos participantes ocorreu por amostragem por conveniência, buscando alcançar uma diversidade de experiências e níveis hierárquicos.

A coleta de dados foi realizada por meio de um formulário online, desenvolvido na plataforma Google Forms. O link para acesso ao formulário foi divulgado diretamente pelo pesquisador em redes sociais e grupos de interesse, convidando os profissionais a participarem voluntariamente. O período de coleta estendeu-se de 19 de janeiro de 2026 a 25 de janeiro de 2026.

O formulário de coleta de dados foi estruturado em três seções. Inicialmente, apresentou-se um termo de responsabilidade da pesquisa, detalhando os objetivos do estudo e os direitos dos participantes. Em seguida, incluiu-se um questionário sociodemográfico, destinado a coletar informações sobre o perfil dos respondentes, como faixa etária, escolaridade, formação acadêmica, setor de atuação, tempo de formação, nível ocupacional, porte e tipo de vínculo da empresa.

A seção seguinte do formulário incorporou a Escala de Segurança Psicológica de Edmondson (1999), composta por sete itens. As respostas a esses itens foram avaliadas por meio de uma escala de concordância do tipo Likert, variando de 1 (Discordo totalmente) a 5 (Concordo totalmente). Para uma interpretação consistente, os itens com formulação negativa foram recodificados, invertendo a escala de valor, de modo que 1 passou a equivaler a 5, 2 a 4, e assim sucessivamente.

Adicionalmente, utilizou-se uma escala complementar, elaborada pelo autor com o apoio da orientadora, para avaliar a relação entre segurança psicológica e gestão de projetos. Este instrumento foi composto por oito itens, divididos em dois blocos. O primeiro bloco focou na avaliação da relação entre segurança psicológica e o desempenho na gestão de projetos, enquanto o segundo bloco buscou mensurar a percepção geral dos participantes quanto à satisfação com o ambiente de trabalho.

Os procedimentos éticos foram rigorosamente observados. A participação no estudo foi voluntária e gratuita, e o anonimato dos respondentes foi integralmente garantido. Não foram solicitados nomes dos participantes nem informações que pudessem identificar as empresas em que atuavam, assegurando a confidencialidade dos dados coletados. O termo de responsabilidade da pesquisa foi apresentado antes do início do questionário, garantindo o consentimento informado.

Para a análise dos dados, empregou-se a técnica de análise descritiva. As respostas obtidas foram organizadas e processadas para identificar padrões e tendências. A consistência interna dos itens das escalas foi avaliada por meio do coeficiente Alfa de Cronbach, um indicador estatístico que verificou a fidedignidade do conjunto de itens. Este procedimento assegurou a confiabilidade das medidas utilizadas no estudo.

A interpretação dos dados da Escala de Segurança Psicológica de Edmondson (1999) baseou-se em uma referência que classificou os níveis de segurança psicológica em categorias como baixa, moderada-baixa, moderada-alta e alta, conforme as médias obtidas. Similarmente, a percepção da relação entre segurança psicológica e gestão de projetos, bem como o grau de satisfação com o ambiente de trabalho, foram interpretados utilizando escalas de classificação análogas, que categorizaram as médias em níveis de relação ou satisfação.

Os dados foram organizados de forma a permitir a visualização da distribuição das respostas para cada item das escalas. A recodificação dos itens negativos da escala de Edmondson foi um passo crucial para a padronização e a correta interpretação dos resultados, alinhando todas as respostas a uma mesma direção de percepção da segurança psicológica. A análise buscou, portanto, descrever como os profissionais percebem a segurança psicológica e sua influência no contexto de obras de grande porte.

3. Resultados e Discussão

Os resultados da pesquisa oferecem uma visão abrangente sobre a percepção da segurança psicológica em ambientes de obras de grande porte, revelando tanto o nível atual de segurança percebida quanto sua influência no sucesso da gestão de projetos. Inicialmente, a caracterização da amostra permitiu traçar o perfil dos participantes, predominantemente profissionais com formação em engenharia, representando 72% dos respondentes. A atuação em funções de gestão e planejamento foi significativa, com 28% e 22% respectivamente, indicando uma amostra relevante para a temática. Observou-se também que 52% dos participantes possuíam até cinco anos de formação e 61% atuavam em empresas de grande porte, o que confere pertinência aos dados coletados no contexto estudado.

A avaliação da segurança psicológica, utilizando a Escala de Edmondson (1999), revelou uma média geral de 3,54, com um desvio padrão de 1,24. Este valor, interpretado com base na escala de referência, indica que os participantes percebem o ambiente de obras de grande porte como moderadamente seguro psicologicamente. Essa percepção sugere a existência de barreiras que ainda precisam ser superadas para fomentar uma comunicação mais aberta entre as equipes. Em projetos de grande porte, onde diversas equipes operam simultaneamente, a presença dessas barreiras pode comprometer o reporte eficaz de problemas e riscos, impactando negativamente a capacidade de resposta da equipe e aumentando a probabilidade de desvios em prazos, custos e qualidade.

Ao analisar os itens específicos da escala de segurança psicológica, verificou-se que a facilidade de pedir ajuda apresentou a menor média (3,17), acompanhada de uma maior dispersão (1,48). Este dado é particularmente relevante, pois evidencia que, na prática, os colaboradores podem enfrentar obstáculos interpessoais ou culturais ao buscar auxílio de seus colegas. Tal achado aponta para uma área crítica que os gestores de projetos devem priorizar em obras de grande porte, buscando criar um ambiente que minimize o receio de pedir ajuda e promova a colaboração. Em contraste, a afirmação sobre a liberdade para trazer problemas e dúvidas obteve uma média superior (3,92) e menor dispersão (1,05), indicando uma percepção mais positiva quanto à comunicação operacional para questões complexas.

A percepção da relação entre segurança psicológica e gestão de projetos foi avaliada por meio de uma escala complementar, que buscou compreender a influência desse fator em aspectos como comunicação, tomada de decisão, gestão de riscos e desempenho das equipes. A média geral obtida para essa escala foi de 4,48, com um desvio padrão de 0,79, indicando uma alta percepção da importância da segurança psicológica para o sucesso na gestão de projetos. Esse resultado sugere que os participantes reconhecem que ambientes caracterizados por boa comunicação, confiança e segurança psicológica são propícios a práticas colaborativas e ao alcance dos objetivos do projeto.

Contudo, mesmo com a alta percepção da importância, os itens relacionados à comunicação aberta sobre falhas e ao alerta de riscos apresentaram médias ligeiramente menores, com 3,83 e 4,14, respectivamente. Isso indica que, apesar do reconhecimento geral da relevância da segurança psicológica, ainda persistem limitações na comunicação aberta, especialmente no que tange ao reporte de riscos e falhas. Por outro lado, os itens que associam a segurança psicológica à qualidade das entregas, ao cumprimento de metas e marcos, e ao aumento da probabilidade de o projeto atingir seus objetivos de prazo, custo, escopo e qualidade, obtiveram as maiores médias, todas acima de 4,75. Esses resultados demonstram uma forte associação entre a segurança psicológica e os indicadores de sucesso do projeto.

A consistência interna dos itens da escala complementar foi verificada por meio do coeficiente Alfa de Cronbach, que resultou em 0,75. Este valor é considerado aceitável, conferindo confiabilidade à escala utilizada para analisar a relação entre segurança psicológica e gestão de projetos. A aceitabilidade da confiabilidade interna reforça a validade dos achados e a robustez das inferências extraídas a partir dos dados coletados, permitindo uma análise segura sobre a percepção dos profissionais.

A avaliação da satisfação geral dos participantes com o ambiente de trabalho atual, por sua vez, apresentou uma média de 4,03, com desvio padrão de 1,08. Este resultado indica uma percepção moderada-alta de satisfação, sugerindo que, embora o ambiente de trabalho seja visto de forma positiva, ainda existem oportunidades de melhoria para alcançar níveis mais elevados de bem-estar e engajamento dos trabalhadores em obras de grande porte. A promoção de um ambiente psicologicamente seguro, conforme Edmondson (2020), favorece uma zona de aprendizado e alto desempenho, essenciais para o crescimento da equipe e o fortalecimento da liderança.

Ao correlacionar os resultados, observou-se uma diferença significativa entre a percepção do nível de segurança psicológica no ambiente de trabalho (média de 3,54) e a percepção da sua influência no sucesso da gestão de projetos (média de 4,48). Essa lacuna evidencia que, embora os profissionais reconheçam a importância da segurança psicológica para o êxito dos empreendimentos, a aplicação prática desse conceito ainda não está plenamente desenvolvida nos ambientes de obras de grande porte. Tal desalinhamento sugere a necessidade de uma atuação mais estruturada da liderança para fomentar ambientes com maior segurança psicológica, potencializando a comunicação, a gestão de riscos e a eficiência na tomada de decisão, aspectos cruciais para o cumprimento de cronogramas, controle de custos e garantia da qualidade.

A importância da liderança na promoção da segurança psicológica foi corroborada por uma análise cruzada entre o nível ocupacional e a percepção da segurança psicológica. Verificou-se que cargos de gestão, como site/residente e gestor de projetos, apresentaram uma média mais elevada (3,70) na percepção de segurança psicológica, em comparação com cargos mais operacionais, como analista/engenheiro, assistente, técnicos e encarregado, que obtiveram uma média inferior (3,48). Esse achado sugere que a percepção da segurança psicológica pode variar conforme o nível hierárquico e o grau de autonomia no ambiente de trabalho, mesmo que os níveis observados permaneçam moderados em todas as categorias.

Esses dados estão alinhados com a perspectiva de Schein (2022), que enfatiza o papel central da liderança na construção da cultura organizacional. O fortalecimento da segurança psicológica, portanto, deve partir dos gestores, cujos comportamentos e práticas são replicados pelos demais colaboradores. A criação de uma atmosfera de confiança, onde as pessoas se sintam motivadas a compartilhar conhecimentos e a colaborar, é um dos papéis fundamentais do gestor de obras de grande porte, conforme também destacado pelo Project Management Institute (PMI, 2021). Essa dinâmica, que Simon Sinek (2020) descreve como o “círculo de segurança”, favorece a colaboração, o reporte de erros e a proposição de soluções, impactando positivamente a tomada de decisão.

Em síntese, os resultados do estudo indicam que a segurança psicológica é um fator estratégico e não meramente comportamental para o sucesso em obras de grande porte. Embora os profissionais reconheçam sua alta importância para o desempenho da gestão de projetos, a percepção do ambiente de trabalho como moderadamente seguro revela uma lacuna significativa entre o ideal e a prática. A variação da percepção entre diferentes níveis hierárquicos e a necessidade de aprimoramento na comunicação de riscos e falhas reforçam o papel crucial da liderança na criação de um ambiente de confiança e abertura, essencial para a redução de falhas, a melhoria na identificação de riscos e o aumento da eficiência e colaboração entre as equipes.

4. Conclusão

O presente estudo buscou avaliar a percepção de colaboradores, em diferentes níveis hierárquicos, sobre a importância da segurança psicológica em obras de grande porte e sua influência como fator de sucesso nesses empreendimentos, além de identificar áreas com níveis reduzidos de segurança psicológica. Verificou-se que os participantes percebem o ambiente de trabalho como moderadamente seguro psicologicamente, com uma média geral de 3,54. Contudo, atribuiu-se alta importância à segurança psicológica para o desempenho da gestão de projetos, com uma média de 4,48, evidenciando uma lacuna significativa entre a percepção da importância e a aplicação prática desse conceito. Observou-se que a facilidade de pedir ajuda apresentou a menor média na escala de segurança psicológica, indicando uma barreira interpessoal ou cultural. A percepção da segurança psicológica variou conforme o nível hierárquico, sendo mais elevada em cargos de gestão, o que reforça o papel central da liderança na construção de um ambiente de confiança. Esses achados indicam que a segurança psicológica é um elemento estratégico, e não meramente comportamental, para o sucesso em obras de grande porte, impactando positivamente a comunicação, a tomada de decisão, a gestão de riscos e o desempenho da equipe.

A principal contribuição deste estudo reside em propor que a segurança psicológica seja tratada como um fator estratégico na gestão de projetos de grande porte, oferecendo um direcionamento prático para gestores ao evidenciar a necessidade de promover um ambiente de confiança, incentivar a comunicação aberta e estimular o reporte de erros para potencializar a colaboração e a eficiência. A pesquisa, ao integrar o conceito de segurança psicológica ao contexto da gestão de obras de grande porte, amplia a discussão sobre fatores humanos e comportamentais como elementos cruciais para o êxito dos projetos. Como limitações, destaca-se o uso da amostragem por conveniência e o caráter perceptivo da pesquisa, baseada em autoavaliação dos participantes. Sugere-se para estudos futuros a aplicação do formulário em uma obra específica para análise aprofundada, a realização de pesquisas longitudinais com reaplicações do instrumento e a restrição de cargos para ampliar o número de participantes, permitindo uma compreensão mais detalhada da evolução da segurança psicológica ao longo do tempo.

Referências Bibliográficas

Almeida, Ana Júlia Jesus, Vargas, Stella Oliveira, Santucci, Kareem Tathyany Teixeira. 2023. Segurança Psicológica no Ambiente Organizacional. In: Anais do 21º Encontro Científico Cultural Interinstitucional. FAG, Cascavel, PR, Brasil.

Brasil. Ministério do Trabalho e Emprego. 2024. Portaria nº 1.419, de 27 de agosto de 2024. Altera a Norma Regulamentadora nº 1 – Disposições Gerais e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais. Diário Oficial da União: Seção 1, Brasília, DF.

Edmondson, Amy C. 2020. A Organização Sem Medo: Criando Segurança Psicológica no Local de Trabalho para Aprendizado, Inovação e Crescimento / Amy C. Edmondson; traduzido por Thais Cots – Rio de Janeiro: Alta Books, 2020.

Meneses, Bárbara Letícia Almeida. 2025. Nova NR-1 e o Impacto Multinível das Exigências Legais sobre Saúde Mental nas Empresas Brasileiras: Da Conformidade à Cultura de Cuidado. Journal of Convergent Scientific Inquiry (ISSN 3085-8356), 1(1): 34-48.

Project Management Institute (PMI). 2021. Guia PMBOK®: um guia do conhecimento em gerenciamento de projetos. 7ed. Project Management Institute: Newtown Square, PA, EUA.

Schein, Edgar H. Organizational Culture and Leadership. 5. ed. Hoboken: John Wiley & Sons, 2022.

Artigo oriundo de Trabalho de Conclusão de Curso da Especialização em Gestão de Projetos do MBA USP/Esalq

Para saber mais sobre o curso, clique aqui e acesse a plataforma MBX Academy

Você também pode gostar

Inscreva-se em nossa newsletter!

Receba conteúdos e fique sempre atualizado sobre as novidades em gestão, liderança e carreira com a Revista E&S.

Ao preencher o formulário você está ciente de que podemos enviar comunicações e conteúdos da Revista E&S. Confira nossa Política de Privacidade