Imagem O papel dos influenciadores financeiros na construção de hábitos saudáveis

28 de janeiro de 2026

O papel dos influenciadores financeiros na construção de hábitos saudáveis

Aníbal Xavier Silvério; Gisela Consolmagno Pelegrini

Resumo elaborado pela ferramenta ResumeAI, solução de inteligência artificial desenvolvida pelo Instituto Pecege voltada à síntese e redação.

Este estudo descreveu os fatores que associam o consumo de conteúdos financeiros digitais à tomada de decisões, investigando o papel de plataformas digitais e influenciadores financeiros (finfluencers). A pesquisa identificou os influenciadores de maior impacto, as mídias sociais mais relevantes e o nível de confiança do público nas informações veiculadas. A análise busca compreender como o conteúdo gerado por esses agentes pode contribuir para a construção de hábitos financeiros saudáveis no cenário de crescente digitalização da economia.

A relevância do tema está na preocupação global com a alfabetização financeira. Iniciativas internacionais da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico [OCDE], como o “Financial Education Project” e a “International Network on Financial Education” [INFE], buscam desenvolver políticas públicas para o bem-estar financeiro dos cidadãos (Soares, 2017). A OCDE (2016) definiu um quadro de competências essenciais, reconhecendo a gestão de recursos pessoais como pilar da estabilidade econômica. Essa necessidade é premente devido a mudanças estruturais, como a pressão sobre sistemas previdenciários e a complexidade dos produtos financeiros, que aumentam a vulnerabilidade de consumidores com baixo letramento financeiro (Soares, 2017).

No Brasil, a Estratégia Nacional de Educação Financeira [ENEF], instituída pelo Decreto Federal 7.397/2010, é o principal esforço governamental para alinhar o país a essas diretrizes, promovendo a educação financeira e previdenciária (Banco Central do Brasil [BACEN], 2010). Apesar da iniciativa, os desafios persistem. Dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor [PEIC] indicam que 78,5% das famílias brasileiras possuem dívidas, e 28,6% enfrentam atrasos nos pagamentos (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo [CNC], 2024). O Índice de Saúde Financeira do Brasileiro [I-SFB] corrobora essa realidade, apontando que 48,4% da população vivenciou algum aperto financeiro recente (Federação Brasileira de Bancos e Banco Central do Brasil [FEBRABAN/BACEN], 2024).

O desequilíbrio financeiro gera impactos emocionais significativos. A pesquisa Raio X do Investidor Brasileiro da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais [ANBIMA] (2024) revela que 53% dos brasileiros se sentem pressionados por seus gastos e 39% relatam dificuldades para dormir devido a preocupações financeiras. O estresse é agravado por fatores culturais, como um histórico de instabilidade econômica e hiperinflação que desestimulou a poupança e fomentou o consumo imediato (Vieira et al., 2011). Nesse cenário, os influenciadores financeiros emergem, utilizando redes sociais para desmistificar finanças e desafiar padrões culturais de aversão ao planejamento (Freitas, 2021).

A ascensão dos finfluencers ocorre em paralelo à digitalização do setor financeiro, com bancos digitais e fintechs adotando uma postura mais educativa para atrair clientes (Freitas, 2021). Esses novos atores propõem uma abordagem para a educação financeira alinhada às dinâmicas de comunicação contemporâneas. A presente pesquisa analisa a eficácia e a percepção desse movimento, investigando como a interação entre influenciadores e seguidores pode se traduzir em transformação nos comportamentos financeiros.

O estudo adotou uma metodologia descritiva para caracterizar o fenômeno e estabelecer relações entre variáveis (Gil, 2002). A pesquisa foi quantitativa, conduzida por um levantamento de campo do tipo ‘survey’, com questionamento direto dos indivíduos. Essa técnica permitiu a coleta de dados estruturados sobre percepções e hábitos de uma amostra específica.

Os dados foram coletados por um questionário digital no Google Forms, direcionado a maiores de 18 anos. A amostra foi não probabilística e por conveniência, justificada pela viabilidade e pelo caráter exploratório do estudo (Gil, 2008). O questionário foi divulgado no WhatsApp entre 17 e 21 de maio de 2025, obtendo 103 respostas válidas. A elaboração do instrumento foi precedida por uma revisão da literatura em bases como SPELL e Scielo, e relatórios de mercado (ANBIMA, BACEN), fundamentando as questões em estudos prévios (Marconi e Lakatos, 2022).

O questionário foi estruturado em três seções. A primeira, com quatro questões, traçou o perfil socioeconômico (idade, sexo, escolaridade, renda). A segunda, com seis questões, focou em aspectos comportamentais, como frequência de consumo de conteúdo financeiro, canais preferenciais e percepção de confiança. A terceira seção, com cinco questões, avaliou hábitos financeiros, como capacidade de poupança, controle de impulsos, cumprimento de metas, estresse financeiro e existência de reserva de emergência.

Para analisar os hábitos financeiros, foi desenvolvido um sistema de pontuação. As respostas da terceira seção foram organizadas em escalas categóricas com notas de 0 a 4; pontuações mais altas representavam comportamentos mais saudáveis. O somatório das notas resultou em uma escala de 0 a 20 pontos para cada participante, mensurando o nível de saúde financeira. O tratamento dos dados foi realizado com estatística descritiva no software Excel. Os procedimentos éticos foram seguidos, com a apresentação do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) garantindo confidencialidade e anonimato.

O perfil demográfico dos 103 respondentes revela predominância da Geração Y (millennials, 29-44 anos), com 48,5% da amostra, seguida pela Geração X (45-60 anos) com 30,1%. As gerações Z (18-28 anos) e baby boomers (acima de 60) representaram 9,7% e 11,7%, respectivamente. O perfil é relevante, pois as gerações Y e Z são as que mais usam mídias sociais para aconselhamento financeiro (Luan et al., 2024; Faverio e Anderson, 2022). Quanto ao gênero, 64,1% dos participantes eram mulheres, alinhado a dados sobre a maior presença feminina nas redes sociais no Brasil (We Are Social, 2024). A escolaridade da amostra é elevada: 54,4% com pós-graduação e 22,3% com ensino superior. Em relação à renda, 42,7% declararam renda familiar entre cinco e quinze salários mínimos.

Quanto aos hábitos de consumo de conteúdo, a incorporação dessa prática na rotina é limitada. Apenas 19,42% dos respondentes consomem conteúdos financeiros digitais com frequência ou muita frequência. Os canais predominantes foram Instagram e YouTube, corroborando o estudo Finfluence da ANBIMA/IBPAD (2025). O YouTube se destaca por conteúdos aprofundados que constroem autoridade (Lee e Watkins, 2016), enquanto o Instagram funciona como canal de reforço visual e comunitário; a credibilidade é potencializada por relações parassociais (Vu et al., 2024). Sites de notícias econômicas e de instituições financeiras também foram citados, indicando que a mídia tradicional mantém relevância e que bancos se reposicionam como agentes de educação financeira (Kuchciak e Wiktorowicz, 2021).

A análise dos influenciadores mais citados revela a proeminência de nomes como Thiago Nigro e Nathalia Arcuri, cuja popularidade demonstra a eficácia de estratégias como storytelling e linguagem acessível (Martinez et al., 2019). O ecossistema digital permite a ascensão de novos perfis com identificação com públicos historicamente excluídos, como Nath Finanças e Eduardo Feldberg (ANBIMA/IBPAD, 2025). Contudo, a maioria dos respondentes afirmou não seguir nenhum influenciador financeiro, o que pode indicar desinteresse ou uma oportunidade de expansão para a alfabetização financeira digital.

A percepção sobre a qualidade do conteúdo é um ponto crítico. A maioria (46,6%) classificou o conteúdo como “útil, porém exige cuidado”, e apenas 4,9% o consideraram “confiável e embasado”. Essa desconfiança levanta questões sobre credibilidade e autenticidade, fatores fundamentais para o marketing de influência (Tanwar et al., 2024; Kim e Kim, 2021). Pesquisas meta-analíticas mostram que métricas de engajamento não se traduzem em credibilidade informacional (Han e Balabanis, 2024). Estudos apontam que influenciadores com recomendações de investimento questionáveis podem gerar mais engajamento do que aqueles com qualificações formais (Kakhbod et al., 2024), expondo seguidores a riscos.

Vieses cognitivos das finanças comportamentais podem explicar essa desconexão. A racionalidade limitada (Simon, 1955) sugere que indivíduos com informações restritas optam por conselhos simplificados. As redes sociais potencializam o comportamento de manada; a popularidade de um influenciador serve como prova social (Bikhchandani e Sharma, 2001). A heurística da disponibilidade (Kahneman, 2024) faz narrativas de enriquecimento rápido parecerem mais prováveis, enquanto o viés do excesso de confiança leva criadores e seguidores a subestimarem riscos.

O conteúdo superficial ou enganoso, com apelos emocionais e conflitos de interesse não declarados (Krugell e van Rensburg, 2025), gerou um debate global sobre regulamentação. O relatório da Organização Internacional de Comissões de Valores Mobiliários [IOSCO] (2025) corrobora essa preocupação, recomendando que autoridades estabeleçam diretrizes para divulgação de patrocínios, qualificações e riscos. A IOSCO reforça a necessidade de equilibrar liberdade de expressão com proteção ao investidor. Essa visão se alinha ao marketing de Kotler et al. (2017; 2021), que defende que a influência digital deve ser acompanhada de responsabilidade social e ética.

Apesar da desconfiança, o estudo identificou um impacto concreto dos finfluencers. Questionados sobre mudanças de hábito, 39 respondentes afirmaram que mudaram sua forma de pensar sobre dinheiro, 29 cortaram gastos e 26 começaram a investir. Esses dados evidenciam o poder das redes sociais na democratização de conceitos financeiros e na inspiração para a ação, especialmente entre as gerações mais jovens, mais propensas a tomar decisões com base em conteúdos digitais (FINRA/CFA, 2023).

A análise final cruzou dados demográficos e de consumo com a pontuação de hábitos financeiros (escala de 0 a 20). A pontuação média aumenta com a idade, escolaridade e renda, sugerindo que experiência e estabilidade socioeconômica contribuem para uma melhor gestão financeira. O achado mais significativo foi a relação com o consumo de conteúdo. Observou-se uma correlação positiva e acentuada entre a frequência de consumo de informações financeiras digitais e a adoção de hábitos saudáveis. Os participantes que consomem tais conteúdos “frequentemente” e “muito frequentemente” alcançaram as maiores pontuações médias (13,05 e 16,5 pontos, respectivamente), superando as médias de todos os outros recortes demográficos. O resultado reforça a hipótese de que o consumo regular de educação financeira em canais digitais tem potencial transformador, favorecendo a mudança de comportamento (Symbiosis e Gandhi, 2024).

Este estudo demonstrou uma correlação positiva entre o consumo frequente de conteúdos financeiros digitais e a adoção de práticas financeiras prudentes, reforçando o potencial dos finfluencers para democratizar o acesso à informação. A pesquisa contribui para a literatura de finanças digitais ao integrar conceitos de marketing de influência e vieses comportamentais, oferecendo subsídios práticos para profissionais, instituições e reguladores. Contudo, revelou-se uma significativa percepção de superficialidade e desconfiança em relação à qualidade e credibilidade do conteúdo, evidenciando os riscos de informações imprecisas ou enviesadas.

Para que o potencial educativo dos finfluencers se consolide, a atividade deve ser pautada pela ética e responsabilidade social. Isso exige a adoção de boas práticas, o desenvolvimento de marcos regulatórios e o fomento da capacidade crítica dos consumidores. Sugere-se para pesquisas futuras a realização de estudos longitudinais para avaliar os efeitos de longo prazo do consumo desses conteúdos, bem como análises comparativas entre diferentes plataformas e abordagens regulatórias. Conclui-se que o objetivo foi atingido: demonstrou-se que o consumo frequente de conteúdos financeiros digitais apresenta correlação positiva com a adoção de hábitos econômicos mais saudáveis, apesar da percepção de desconfiança por parte dos consumidores. Esse potencial, entretanto, só será plenamente realizado com a atuação conjunta de influenciadores, o fortalecimento da criticidade do público e o avanço de um ambiente regulatório que equilibre inovação e proteção.

Referências:
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Resumo executivo oriundo de Trabalho de Conclusão de Curso de Especialização em Digital Business do MBA USP/Esalq

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