Resumo Executivo

05 de maio de 2026

Gestão de cronograma na reabilitação de tubulações pluviais

Lucas Castro Roza de Faria; Bruno de Lima Santoro

Resumo elaborado pela ferramenta ResumeAI, solução de inteligência artificial desenvolvida pelo Instituto Pecege voltada à síntese e redação.

A gestão do cronograma em projetos de engenharia manifesta-se como um pilar determinante para o sucesso operacional e financeiro de empreendimentos contemporâneos. A assertividade na elaboração de um planejamento temporal reflete diretamente na capacidade de execução, uma vez que falhas nessa etapa preliminar costumam desencadear aumentos progressivos nos prazos e, consequentemente, nos custos totais. É comum observar no setor de engenharia a iniciação de projetos com bases de planejamento frágeis, muitas vezes motivada por necessidades de urgência que levam à delegação da gestão ao profissional responsável pela execução direta em campo. Tal negligência ou deficiência no planejamento estruturado acarreta problemas sistêmicos para a organização e para os profissionais envolvidos, colocando em risco a viabilidade do sucesso do projeto (Mattos, 2019). O desempenho satisfatório nos setores produtivos depende da definição clara de metas e objetivos, do alinhamento rigoroso entre recursos humanos e físicos, e do acompanhamento contínuo das atividades para a identificação e correção de desvios (Meira et al., 1998).

De acordo com as diretrizes estabelecidas pelo Project Management Institute, a base de um cronograma eficiente exige a definição precisa de metas e atividades para cada entrega, o sequenciamento lógico dessas tarefas, a determinação dos recursos necessários e a estimativa de durações fundamentada em dados técnicos (PMI, 2019). A ampliação do acesso à informação e a crescente complexidade dos mercados tornam indispensável a utilização de ferramentas e processos de gestão em ambientes organizacionais para que os resultados esperados sejam alcançados (Kerzner, 2006). O avanço da área de gerenciamento de projetos permitiu que profissionais de diversos níveis adotassem a gestão projetizada, o que trouxe benefícios estratégicos tanto para organizações tradicionais quanto para aquelas já estruturadas por projetos (Prado, 2009). O gerenciamento do cronograma compreende, portanto, o conjunto de processos necessários para garantir que as entregas ocorram de forma pontual, servindo como referência para avaliações de desempenho e para a gestão da comunicação entre as partes interessadas (PMI, 2017).

Os projetos de engenharia são entendidos como serviços ou atividades que contemplam processos organizados, documentados e compartilhados, envolvendo elementos físicos e tecnológicos específicos (Melhado, 1994). Nesse contexto, o gerenciamento de projetos desempenha um papel fundamental na coordenação de recursos humanos e materiais ao longo de todo o ciclo de vida do empreendimento, utilizando técnicas modernas para atingir objetivos de escopo, custo, prazo e qualidade (Alencar e Santana, 2010). A ausência de ferramentas de gestão representa uma escolha arriscada, dada a falta de otimização e velocidade nos processos atuais. Atualmente, o suporte de tecnologias avançadas e sistemas de inteligência artificial integrados às plataformas de gestão oferece oportunidades para prevenir desperdícios de tempo e trabalho em atividades organizacionais (Kunnathur, 2020).

Diversas soluções de software disponíveis no mercado mostram-se eficientes no suporte à construção de cronogramas, permitindo o planejamento estruturado e o acompanhamento contínuo de tarefas e alocação de recursos. No entanto, o processo de planejamento exige uma postura gerencial estratégica que vai além da simples aplicação de normas formais. A não utilização dessas ferramentas pode conduzir a falhas operacionais graves, como a alocação inadequada de equipes e a definição incorreta da sequência de atividades, gerando atrasos e desperdícios financeiros que comprometem o sucesso do empreendimento (Dantas e David, 2006). O foco deste estudo reside no desenvolvimento de um plano de gestão do cronograma para a reabilitação de tubulações de redes de drenagem pluvial, fundamentado nas boas práticas internacionais de gerenciamento.

A metodologia adotada para a estruturação deste plano baseia-se em um estudo de caso detalhado, que permite a análise minuciosa das atividades realizadas em um projeto de engenharia localizado no Estado do Rio de Janeiro. A atividade principal consiste na reabilitação de tubulações de drenagem de águas pluviais com 600 mm de diâmetro, utilizando a tecnologia de reparo pontual. O escopo abrange a execução de dez reparos localizados nas junções de manilhas de concreto que apresentavam vazamentos intensos. A gestão do cronograma surge como um dos maiores desafios para empresas de engenharia na região, especialmente devido à carência cultural de manutenções preventivas em redes hídricas, o que resulta em solicitações de urgência para manutenções corretivas. Tais projetos, iniciados de forma instantânea, frequentemente carecem de planejamento adequado, resultando em erros, atrasos no fornecimento de materiais e falta de integração entre as equipes de planejamento e execução.

O processo operacional de gerenciamento do cronograma foi estruturado em seis etapas principais. A primeira etapa, o planejamento do gerenciamento do cronograma, iniciou-se com a elaboração do Termo de Abertura do Projeto, documento que formalizou o início dos trabalhos com base em informações contratuais e foi autorizado pelos stakeholders em reunião técnica. Esse processo envolveu entrevistas com o gerente de projetos e o diretor das empresas envolvidas para identificar objetivos estratégicos, restrições e premissas. A análise de documentos internos e lições aprendidas de projetos anteriores forneceu a base para alinhar o plano às expectativas organizacionais.

A segunda etapa consistiu na definição das atividades, realizada por meio de reuniões entre engenheiros especialistas em reabilitação de tubulações e fornecedores da tecnologia de reparo pontual. Utilizou-se a técnica de brainstorming para decompor os pacotes de trabalho da Estrutura Analítica do Projeto em tarefas detalhadas. A criação da lista de atividades permitiu uma visão clara das ações necessárias para o cumprimento dos objetivos, proporcionando precisão ao planejamento subsequente. Na terceira etapa, o sequenciamento das atividades, utilizou-se o software Microsoft Project para criar o diagrama de rede do projeto. Esse diagrama organizou as tarefas em uma sequência lógica, identificando as interdependências e relações de precedência, o que garantiu a identificação do caminho crítico e das dependências que poderiam impactar o prazo global.

A quarta etapa envolveu a estimativa da duração das atividades, fundamentada em dados históricos fornecidos pela empresa detentora da tecnologia. Utilizaram-se técnicas de análise de três pontos e estimativas paramétricas, adaptadas à realidade do projeto. Questionários aplicados aos engenheiros responsáveis permitiram a coleta de estimativas otimistas, pessimistas e mais prováveis para cada tarefa, possibilitando o cálculo de durações precisas que considerassem incertezas inerentes ao processo de reabilitação. Na quinta etapa, o desenvolvimento do cronograma, as informações de sequenciamento e duração foram integradas no software de gestão, resultando em um modelo inicial submetido à validação dos gestores. Ajustes foram realizados com base no feedback recebido, considerando restrições de recursos e prazos críticos, consolidando um cronograma detalhado pronto para o monitoramento.

A sexta e última etapa, o controle do cronograma, foi conduzida por meio de duas técnicas principais: a análise da curva S e a análise de valor agregado. A curva S funcionou como uma ferramenta visual para acompanhar o progresso acumulado de variáveis como esforço e quantidade de trabalho em função do tempo, permitindo a comparação entre o planejado e o realizado. Já a análise de valor agregado integrou escopo, prazo e custo, utilizando métricas como o valor planejado, o valor executado e o custo real para calcular indicadores de desempenho, como o índice de desempenho de prazo. Essas técnicas permitiram prever tendências, antecipar problemas e apoiar decisões corretivas baseadas em dados objetivos, garantindo o controle rigoroso sobre a evolução do projeto.

Os resultados obtidos demonstram que a elaboração do termo de abertura foi essencial para estruturar o planejamento, documentando o escopo inicial e as restrições operacionais. O documento definiu como justificativa a garantia de uma solução inovadora e menos invasiva ao meio ambiente, reduzindo o tempo de interrupção e os custos associados às escavações tradicionais. As premissas estabelecidas incluíram a disponibilidade imediata de materiais e equipes, enquanto as restrições focaram em prazos fixos e disponibilidade limitada de recursos. A estrutura analítica do projeto, derivada desse escopo, organizou o trabalho de forma hierárquica em níveis de iniciação, planejamento, execução, monitoramento e controle, e encerramento. Essa decomposição garantiu transparência sobre os limites do projeto e facilitou a comunicação entre os envolvidos, servindo de base para o planejamento de prazos e recursos (Kerzner, 2017).

A lista de atividades detalhou processos técnicos fundamentais, como o levantamento técnico da tubulação em dez pontos, que incluiu inspeção robotizada, identificação de pontos críticos e obtenção de licenças. A etapa de limpeza da tubulação envolveu lavagem interna e remoção de obstruções. A aplicação do reparo pontual foi replicada para cada um dos dez pontos, seguindo um ciclo de preparo do local, isolamento do trecho, inspeção pré-aplicação, inserção da tecnologia, cura da resinagem e inspeção pós-aplicação. O encerramento do projeto previu a desmobilização de equipamentos e a entrega de relatórios técnicos divididos em duas etapas de 50% cada. A definição detalhada dessas ações permitiu transformar o trabalho em partes mensuráveis, favorecendo o controle durante a execução (PMI, 2017).

No sequenciamento das atividades, observou-se a predominância de relações do tipo término-início, indicando uma estrutura linear onde as tarefas são realizadas de forma sequencial pela mesma equipe. Essa abordagem é comum em projetos de engenharia civil e favorece a clareza na execução, reduzindo conflitos de recursos e evitando retrabalhos. A dependência do tipo término-início proporciona maior previsibilidade ao cronograma e facilita o controle das etapas planejadas, reforçando a importância do sequenciamento adequado para a consistência das estimativas de prazos (Xavier, 2018). O uso do método do diagrama de precedência no software de gestão permitiu identificar que a produtividade da equipe de limpeza era aproximadamente duas vezes superior à da equipe de aplicação, o que exigiu uma coordenação precisa para garantir a fluidez do caminho crítico.

As estimativas de duração, calculadas via técnica PERT, ofereceram uma visão probabilística do projeto, tornando as previsões mais confiáveis em um cenário de incertezas. Para a inspeção robotizada de dez pontos, estimou-se uma duração de quatro dias, enquanto a limpeza da tubulação demandou cinco dias. Cada ciclo de aplicação de reparo pontual teve uma duração estimada de 0,88 dia. A utilização de estimativas variáveis permitiu lidar com os riscos inerentes a atividades inéditas ou que não possuíam referências diretas de experiências anteriores (Barcaui, 2010). O cronograma final estipulou o início das atividades para o dia dois de fevereiro de 2026, com uma duração total projetada de 17 dias úteis, respeitando o calendário de segunda a sexta-feira e atendendo ao prazo máximo de 20 dias úteis acordado com os stakeholders.

Durante o acompanhamento do projeto, a análise da curva S até o marco de 50% do tempo total revelou um desempenho superior ao planejado. Em 12 de fevereiro de 2026, o avanço real acumulado era de 70%, enquanto o planejado para a mesma data era de 63%. Esse adiantamento foi impulsionado pela eficiência da equipe de limpeza e remoção de obstruções, que concluiu suas tarefas em prazo inferior ao previsto. Esse resultado positivo gerou um valor agregado superior ao projetado, permitindo antecipar etapas subsequentes e ampliar a margem de segurança em relação ao prazo final. A análise de valor agregado confirmou essa tendência, apresentando um índice de desempenho de prazo de 1,03 e uma variação de prazo positiva de 1,2 pontos. Tais indicadores evidenciaram que o projeto não apenas seguia a linha de base, mas apresentava ganhos de desempenho decorrentes da eficiência operacional inicial.

Entretanto, o monitoramento contínuo até a conclusão do projeto mostrou que, entre os dias 12 e 13 de execução, o cronograma foi impactado por fortes chuvas que dificultaram a continuidade dos trabalhos. Como o imprevisto ocorreu próximo ao final de semana e não havia previsão de trabalho aos sábados e domingos, o impacto sobre o cronograma foi ampliado. Diante desse cenário, medidas de contingência foram aplicadas, incluindo a suspensão das atividades por motivos de segurança e a posterior compensação do tempo perdido por meio de horas extras. Essas manobras permitiram reduzir o impacto negativo e garantiram o cumprimento do prazo final. A flexibilidade no gerenciamento da execução e o uso da curva S foram essenciais para identificar o desvio e apoiar a definição de medidas corretivas (Kerzner, 2017).

A análise final do valor agregado, realizada ao atingir aproximadamente 85% do tempo total de execução, mostrou que o projeto estava ligeiramente à frente do planejado, com um valor executado de 84,3 contra um valor planejado de 83,9. O índice de desempenho de prazo estabilizou-se em 1,00, indicando que o projeto estava sendo finalizado exatamente conforme o cronograma previsto, sem atrasos significativos. O percentual concluído global de 84,3% alinhou-se à linha de base de 83,9%, reforçando a consistência da gestão. O êxito do projeto esteve diretamente relacionado à capacidade de atingir os objetivos propostos respeitando os parâmetros de tempo, qualidade e utilização de recursos, evitando paralisações desnecessárias (Vargas, 2002).

A integração entre planejamento, monitoramento e controle proporcionou uma visão abrangente e fundamentada da execução, reforçando a aplicabilidade das boas práticas do guia PMBOK. A experiência evidenciou que a organização não apenas atingiu os objetivos dentro dos prazos acordados, mas também obteve ganhos de maturidade na gestão de projetos de reabilitação de tubulações. A utilização do Microsoft Project como ferramenta de apoio contínuo permitiu a visualização clara da sequência de atividades e a identificação de impactos de possíveis atrasos, consolidando uma metodologia robusta para futuros empreendimentos da empresa. A adoção de técnicas de análise quantitativa, como a análise de valor agregado, mostrou-se indispensável para fundamentar decisões com base em dados concretos, garantindo a aderência ao plano previamente estabelecido.

Conclui-se que o objetivo foi atingido por meio da implementação de um plano de gestão de cronograma rigoroso, fundamentado nas diretrizes do PMBOK 6ª edição, que permitiu a execução bem-sucedida da reabilitação das tubulações de drenagem pluvial dentro do prazo de 17 dias úteis. A aplicação de ferramentas como a Estrutura Analítica do Projeto, a técnica PERT para estimativas de duração e o monitoramento via Curva S e Análise de Valor Agregado garantiu a identificação precoce de desvios e a implementação eficaz de medidas corretivas diante de intempéries climáticas. A eficiência operacional, evidenciada pelo índice de desempenho de prazo superior à unidade em marcos intermediários e pela estabilização final conforme o planejado, confirmou que a estruturação técnica do cronograma é um fator crítico para mitigar riscos de atrasos e custos excedentes em projetos de manutenção corretiva de urgência. O estudo de caso demonstrou que a maturidade na gestão de projetos, aliada ao uso de softwares especializados, proporciona a previsibilidade necessária para o sucesso de intervenções de engenharia em infraestruturas urbanas complexas.

Referências Bibliográficas:

Alencar, L. H; Santana, M. O. 2010. Análise do gerenciamento de múltiplos projetos na construção civil. Revista de Gestão e Projetos 1(1): 74-92

Barcaui, A. B. 2010. Gerenciamento do tempo em projetos. 3.ed. Editora FGV, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

Dantas, B. T.; David, J. M. N. [UNYRUI]. 2006. WGPMS: Uma abordagem de inteligência artificial na gestão colaborativa de projetos na web. Disponível em: https://www.researchgate.net/profile/Jose-Maria%20David/publication/267994687_WGPMS_UMA_ABORDAGEM_DE_INTELIGENCIA_ARTIFICIAL_NA_GESTAO_COLABORATIVA_DE_PROJETOS_NA_WEB/links/568ab0f408aebccc4e1a14d7/WGPMS-UMA-ABORDAGEM-DE-INTELIGENCIA-ARTIFICIAL-NA-GESTAO-COLABORATIVA-DE-PROJETOS-NA-WEB.pdf. Acesso em: 25/07/2025.

Kerzner, H. 2006. Gestão de Projetos: as melhores práticas. 2.ed. Bookman, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil.

Kerzner, H. 2017. Project Management Metrics, KPIs, and Dashboards: A Guide to Measuring and Monitoring Project Performance. John Wiley & Sons. Hoboken, NJ, EUA.

Kunnathur, U. 2020. Aplicando técnicas de Inteligência Artificial em Gerenciamento de Projetos. Tese de Mestrado em Engenharia e Gestão. Universidade Politécnica de Turim, Turim, Piemonte, Itália.

Mattos, A. D. 2019. Planejamento e controle de obras. 2.ed. Oficina de Textos, São Paulo, São Paulo, Brasil.

Meira, A. R.; Librelotto, L. I.; Santos, P. L.; Heineck, L. F. M. 1998. Metodologia para redução das perdas na construção civil. In: Encontro Nacional de Engenharia de Produção, 1998, Niterói, RJ, Brasil. Anais… p. 1-18.

Melhado, S. B. 1994. Qualidade do projeto na construção de edifícios: aplicação ao caso das empresas de incorporação e construção. Tese de Doutorado em Engenharia de Construção Civil e Urbana. Escola Politécnica, Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil.

Prado D. S. 2009. Gerenciamento de portfólios, programas e projetos nas organizações. v.1. 5.ed. INDG Tecnologia e serviços Ltda, Nova Lima, Minas Gerais, Brasil.

Project Management Institute [PMI]. 2017. Um guia do conhecimento em gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK). 6ed. Project Management Institute, Newtown Square, PA, EUA.

Project Management Institute [PMI]. 2019a. Practice Standard for Scheduling. 3ed. Project Management Institute, Newtown Square, PA, EUA.

Vargas, R. V. 2002. Análise de Valor Agregado em projetos. Brasport. Rio de Janeiro, Brasil.

Xavier, C. M. S. 2018. Gerenciamento de projetos: como definir e controlar o escopo do projeto. 4.ed. Editora Saraiva, São Paulo, SP, Brasil.

Resumo executivo oriundo de Trabalho de Conclusão de Curso da Especialização em Gestão de Projetos do MBA USP/Esalq

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