Resumo Executivo

05 de maio de 2026

Balanced Scorecard na Gestão de Desempenho Portuário

Lucas Gomes Avila; Aldie Trabachini

Resumo elaborado pela ferramenta ResumeAI, solução de inteligência artificial desenvolvida pelo Instituto Pecege voltada à síntese e redação.

O setor portuário desempenha um papel fundamental na economia global, atuando como elo essencial na cadeia de suprimentos logística. Com o aumento da demanda por comércio internacional, os portos emergem como pontos estratégicos que facilitam o transporte de mercadorias entre nações, influenciando diretamente o crescimento econômico e a competitividade das economias (Obasi et al., 2024). A eficiência operacional dos portos, incluindo a capacidade de manusear volumes diversificados de carga, afeta a agilidade do comércio e reflete na vantagem competitiva dos produtos no mercado mundial. No entanto, o setor enfrenta desafios significativos, como congestionamentos, limitações de infraestrutura e a urgência por modernização tecnológica. Esses obstáculos podem gerar atrasos no fluxo de mercadorias, elevando custos operacionais e comprometendo a entrega eficiente de serviços. Para mitigar esses problemas, a adoção de soluções inovadoras, como automação e tecnologias digitais, torna-se imperativa, garantindo que as operações portuárias atendam às demandas crescentes do comércio global (Martins et al., 2024). Nesse contexto, a gestão de desempenho surge como elemento crítico para o setor portuário. Ferramentas como o Balanced Scorecard (BSC) ganham relevância ao permitir uma avaliação estruturada e integrada das operações, alinhando objetivos estratégicos às necessidades do mercado. Essa abordagem não apenas otimiza o desempenho, mas também promove a transformação do setor, oferecendo respostas eficazes aos desafios e maximizando o impacto positivo na cadeia logística (Gruchmann et al., 2020).

O Balanced Scorecard é uma ferramenta estratégica de gestão que capacita organizações, incluindo portos, a monitorar e aprimorar seu desempenho de forma holística. Seus componentes principais abrangem a visão e a estratégia organizacional, traduzidas em objetivos mensuráveis e indicadores de desempenho (Obasi et al., 2024). Desenvolvido na década de 1990 por Robert Kaplan e David Norton, o framework surgiu com o propósito de avaliar o desempenho organizacional de maneira abrangente, permitindo que as empresas transcendessem o foco exclusivo em métricas financeiras e incorporassem aspectos intangíveis que geram valor a longo prazo (Kaplan & Norton, 1996). O sistema inova ao integrar indicadores em um sistema de comunicação, informação e aprendizado acessível a todos os níveis hierárquicos, estabelecendo conexões entre a formulação e a execução estratégica, promovendo equilíbrio no planejamento e controle empresarial (Sislian & Jaegler, 2020). As perspectivas clássicas incluem a financeira, a dos clientes, a dos processos internos e a de aprendizado e crescimento. Essas dimensões integram elementos financeiros e não financeiros, atendendo à necessidade crescente de estratégias multifacetadas nas organizações. No setor portuário, a metodologia oferece vantagens notáveis, como a análise estruturada de operações para identificar áreas de melhoria. Ao avaliar a satisfação do cliente e a eficiência no manuseio de cargas, as empresas podem alinhar estratégias operacionais às expectativas do mercado, fomentando comunicação interna e alinhamento de metas (Sislian & Jaegler, 2020). Ademais, facilita a definição de indicadores estratégicos cruciais, como tempo de descarregamento de navios e redução de tempos de espera, otimizando processos e preparando o setor para demandas futuras (Gruchmann et al., 2020). Esses indicadores variam de métricas financeiras a operacionais e de satisfação do cliente, devendo a seleção priorizar objetivos estratégicos específicos de cada porto para garantir o alinhamento com as prioridades organizacionais (Kaplan & Norton, 1996).

Para atingir os objetivos delineados, estabeleceu-se uma metodologia de pesquisa alinhada com as metas de investigação. O estudo caracteriza-se como descritivo e exploratório, com ênfase em uma abordagem qualitativa. Na vertente descritiva, busca-se apresentar características, fenômenos ou relações existentes, proporcionando uma compreensão minuciosa dos elementos em estudo (Creswell & Creswell, 2018). Já a abordagem exploratória visa investigar novas ideias, hipóteses ou fenômenos, proporcionando insights e aprofundando o entendimento sobre o tema, especialmente em contextos onde ferramentas de gestão estratégica ainda não foram plenamente implementadas (Yin, 2018). A posição ocupada na empresa em questão, dentro da equipe de controladores de logística, proporcionou proximidade com as informações internas e facilitou a interação direta com os colaboradores, possibilitando uma abordagem aprofundada durante o processo de elaboração do sistema de indicadores. O intuito inicial foi identificar os principais objetivos estratégicos junto à administração para desenvolver técnicas e procedimentos que auxiliem os gestores na tomada de decisão e na monitorização da estratégia a médio e longo prazo. O desenho da pesquisa adotou uma lógica qualitativa com elementos quantitativos descritivos, focando na viabilidade da implementação do modelo em uma empresa portuária. A abordagem mista permitiu combinar insights qualitativos das entrevistas com cálculos quantitativos dos indicadores de desempenho, garantindo uma visão integrada da estratégia organizacional (Creswell & Plano Clark, 2017). Os pesos atribuídos às perspectivas foram determinados com base em julgamentos especializados da administração, resultando em 30% para a perspectiva financeira, 30% para processos internos, 20% para clientes e 20% para aprendizado e crescimento, refletindo a priorização da eficiência operacional e da sustentabilidade financeira.

A coleta de dados ocorreu em duas fases de entrevistas, utilizando uma abordagem semiestruturada pela sua adaptabilidade e flexibilidade, o que facilitou a obtenção de informações adicionais para a observação de viabilidade (Bell et al., 2019). Na primeira fase, realizou-se uma entrevista com o diretor do polo de Aveiro para obter insights sobre a estratégia de curto e longo prazo, além dos sistemas existentes de avaliação de desempenho. A segunda fase envolveu os responsáveis pelos departamentos operacional, de recursos humanos, financeiro e de forwarding, visando compreender as ferramentas utilizadas, os objetivos departamentais e as melhorias necessárias. As entrevistas foram conduzidas separadamente, com duração média entre 45 e 60 minutos, sendo gravadas para posterior transcrição. Os dados quantitativos estimados para os indicadores atuais foram extraídos de relatórios internos da empresa, abrangendo o período de janeiro a dezembro de 2024. A análise dos dados qualitativos foi realizada por meio de análise temática, identificando padrões e temas recorrentes relacionados aos objetivos estratégicos e desafios (Braun & Clarke, 2006). Os transcritos foram codificados em categorias como eficiência operacional, satisfação do cliente e desenvolvimento de competências. Para os aspectos quantitativos, utilizaram-se equações específicas para calcular indicadores como o custo operacional por tonelada, a lucratividade líquida, o retorno sobre investimento (ROI) e a receita por tipo de carga. Também foram calculadas a taxa de utilização dos recursos, o tempo médio de operação, a eficiência na movimentação de cargas em TEU por hora e o índice de eficiência operacional. Na perspectiva dos clientes, as fórmulas abrangeram a taxa de retenção e o índice de reclamações, enquanto na perspectiva de aprendizado e crescimento, focou-se no treinamento por colaborador, índice de rotatividade, taxa de incidentes de segurança e promoções internas.

Para aprimorar a robustez da análise, empregaram-se estatísticas descritivas, incluindo médias, desvios padrão e percentuais de variação entre valores atuais e metas projetadas (Field, 2018). O gap percentual para cada indicador foi calculado para facilitar a identificação de desvios prioritários. Adicionalmente, desenvolveu-se um escore geral ponderado para mensurar o desempenho integrado de forma estruturada. Cada desempenho por perspectiva foi calculado como a média dos indicadores normalizados em uma escala de zero a 100%, permitindo a padronização dos resultados e uma avaliação holística que integra aspectos financeiros e não financeiros (Kaplan & Norton, 1996). Todas as análises foram realizadas com auxílio de ferramentas de planilha eletrônica para garantir transparência e reprodutibilidade, reconhecendo-se a natureza estimada de alguns dados atuais como uma limitação que sugere a necessidade de validação futura com dados reais consolidados. A elaboração do sistema baseou-se na análise da estratégia da empresa portuária e de sua proposta de valor no mercado marítimo-logístico, identificando fatores críticos de sucesso que condicionam a competitividade. O mapa estratégico desenvolvido visa facilitar a implementação da estratégia definida pela administração, assegurando uma visão integrada de como as ações de cada colaborador contribuem para os objetivos globais. No alicerce do modelo encontra-se a perspectiva de aprendizado e crescimento, reforçando que os colaboradores constituem a base do sucesso organizacional através do aumento da formação anual, redução da rotatividade e promoção da segurança. No nível subsequente, a perspectiva dos processos internos demonstra como a organização pretende atingir metas por meio da eficiência operacional, destacando a redução do tempo médio de operação por navio e a digitalização de processos.

A perspectiva dos clientes evidencia a necessidade de fortalecer a confiança e a fidelização de armadores e operadores logísticos, buscando posicionar o porto entre os três melhores da região em desempenho operacional. Finalmente, a perspectiva financeira reflete o objetivo de garantir rentabilidade, reduzir custos e maximizar o retorno sobre investimentos em infraestrutura e tecnologia, sendo considerada prioritária para a continuidade e expansão das operações (Obasi et al., 2024). O mapa estratégico explicita as relações de causalidade, onde o investimento em pessoas e inovação contribui para a produtividade, impactando a satisfação dos clientes e gerando rentabilidade sustentável (Sislian & Jaegler, 2020). A definição de planos de ação constitui etapa essencial para garantir que os objetivos sejam implementados. No contexto portuário, a execução alinhada desses planos determina a competitividade e a sustentabilidade econômica. Para a perspectiva financeira, as iniciativas incluem a automatização e revisão de processos para reduzir o custo operacional por tonelada, além da diversificação de serviços para elevar a lucratividade líquida. O comitê de investimentos deve priorizar projetos com retorno rápido para atingir a meta de ROI superior a 12% ao ano. Na perspectiva dos clientes, a implementação de um sistema de gestão de relacionamento (CRM) portuário e contratos de longo prazo visam elevar a retenção de clientes para níveis acima de 95%. A inteligência operacional e o benchmarking são propostos para melhorar o desempenho portuário, enquanto um sistema de feedback com ações corretivas rápidas deve atuar na redução drástica do índice de reclamações.

Nos processos internos, a digitalização e reengenharia de processos são fundamentais para reduzir o custo operacional total. A integração digital entre os diversos atores do porto e o agendamento eletrônico devem reduzir o tempo médio de operação de navios para menos de 12 horas. A gestão de turnos e o monitoramento por indicadores de desempenho (KPIs) visam elevar a eficiência na movimentação de cargas para mais de 75 TEU por hora. Para a perspectiva de aprendizado e crescimento, propõe-se o uso de plataformas de ensino a distância e workshops técnicos para dobrar a carga horária de treinamento por colaborador. Planos de carreira e benefícios estruturados devem atuar na redução da rotatividade, enquanto a cultura preventiva e o uso de sensores de risco visam diminuir a taxa de incidentes de segurança para menos de três por 100 mil horas trabalhadas. A análise estatística dos indicadores revela gaps significativos. Na perspectiva financeira, o custo operacional por tonelada atual, estimado entre 15 e 25 euros, excede consideravelmente a meta de 12 euros, implicando uma necessidade de redução de até 52%. Essa meta está alinhada com a literatura que enfatiza a otimização de custos para sustentar a competitividade global (Gruchmann et al., 2020). O ROI atual, situado entre 6% e 8%, sugere a necessidade de focar em investimentos mais rentáveis e no impacto de tecnologias digitais (Maydanova et al., 2022). Na perspectiva dos processos internos, o tempo médio de operação de 16 a 20 horas indica ineficiências que podem ser mitigadas por automação. A otimização é crucial, conforme demonstrado em estudos de portos internacionais onde indicadores semelhantes impulsionaram reduções em tempos de ciclo (Sislian & Jaegler, 2018).

A interdependência entre as dimensões é evidente quando se observa que a rotatividade atual de 15% a 20% e o treinamento limitado de oito a 12 horas por ano impactam diretamente a agilidade dos processos. A melhoria desses índices para uma rotatividade inferior a 10% e treinamentos superiores a 20 horas anuais é fundamental para fomentar uma cultura de inovação. Quanto aos clientes, a taxa de retenção entre 80% e 85% e o índice de reclamações de três a cinco por mil operações apontam oportunidades de melhoria para atingir a excelência regional. Isso reforça a importância da fidelização e do posicionamento estratégico, alinhando-se a pesquisas que integram conformidade regulatória e satisfação de stakeholders (Karahalios, 2020). A análise ponderada confirmou a centralidade das perspectivas financeira e de processos internos, mas demonstrou a dependência crítica em relação aos clientes e ao aprendizado organizacional. O escore geral de 61,9% indica um desempenho moderado, com um potencial de melhoria de 38,1%. A avaliação reforça que investimentos em aprendizado podem elevar o desempenho em processos, impactando positivamente as finanças e a percepção do cliente. Dados recentes do Porto de Aveiro, como a movimentação total de 5,563 milhões de toneladas em 2023, revelam um declínio de 3,77% em relação ao ano anterior. No primeiro semestre de 2024, a redução foi de 4,8%, influenciada por quedas em graneis sólidos e carga geral, embora graneis líquidos e TEUs tenham apresentado crescimento de 3,5% e 57,4%, respectivamente. Esses dados reforçam a urgência de otimizações operacionais para contrabalançar tendências negativas em segmentos tradicionais e explorar o crescimento em áreas emergentes.

A definição das metas foi estabelecida em conjunto com o corpo administrativo, considerando critérios de viabilidade e a realidade da empresa. Os indicadores não apenas refletem o estado atual, mas orientam as estratégias rumo aos objetivos operacionais e financeiros. A necessidade de reduzir custos e elevar a lucratividade para patamares superiores a 15% é crucial em um setor impactado por flutuações globais. Na perspectiva dos clientes, o potencial para atingir 95% de retenção e reduzir as reclamações para menos de uma por mil operações posicionaria a empresa no topo do ranking regional. Nos processos internos, a meta de atingir 75 TEU por hora na movimentação de cargas exige investimentos em digitalização que superem as ineficiências atuais. No âmbito do aprendizado e crescimento, os gaps em treinamento e a taxa de incidentes de segurança enfatizam a importância de investir em capacitação para reter talentos e fomentar a inovação (Sislian & Jaegler, 2020). A análise estatística validou o modelo holístico, demonstrando que a eficiência operacional e a sustentabilidade financeira são pilares que dependem diretamente do desenvolvimento interno e da satisfação do mercado (Gruchmann et al., 2020). A redução observada no movimento de contentores no início de 2025 e o declínio no cargo total nos primeiros meses do ano acentuam a necessidade de uma gestão estratégica baseada em dados precisos e indicadores em tempo real.

Conclui-se que o objetivo foi atingido, uma vez que a avaliação demonstrou a viabilidade da implementação do Balanced Scorecard como ferramenta de gestão estratégica no Porto de Aveiro, permitindo a estruturação de um sistema integrado de monitoramento que alinha as operações diárias à visão organizacional de longo prazo. Os resultados evidenciaram avanços já conquistados e identificaram lacunas prioritárias, especialmente na necessidade de redução de custos operacionais e no incremento da carga horária de treinamento técnico. A análise ponderada resultou em um escore de desempenho moderado, revelando um potencial de melhoria significativo que pode ser explorado através da digitalização de processos e do fortalecimento da cultura de segurança. O framework desenvolvido oferece uma visão equilibrada, permitindo priorizar investimentos e alinhar as equipes em torno de metas compartilhadas, o que contribui para o aumento da competitividade em um contexto global volátil. Para o futuro, recomenda-se a integração de dashboards digitais para o monitoramento em tempo real e a realização de estudos longitudinais que validem os impactos das iniciativas estratégicas ao longo do tempo, garantindo a resiliência e a sustentabilidade das operações portuárias frente às transformações tecnológicas do setor.

Referências Bibliográficas:

Bell, E., Bryman, A., & Harley, B. (2019). Business research methods (5th ed.). Oxford University Press.

Braun, V., & Clarke, V. (2006). Using thematic analysis in psychology. Qualitative Research in Psychology, 3(2), 77–101.

Creswell, J. W., & Creswell, J. D. (2018). Research design: Qualitative, quantitative, and mixed methods approaches (5th ed.). Sage Publications.

Creswell, J. W., & Plano Clark, V. L. (2017). Designing and conducting mixed methods research (3rd ed.). Sage Publications.

Field, A. (2018). Discovering statistics using IBM SPSS statistics (5th ed.). Sage.

Gruchmann, T., Pratt, N., Eiten, J., & Melkonyan, A. (2020). 4PL digital business models in sea freight logistics: The case of Freighthub. Logistics, 4(2), Article 10.

Kaplan, R. S., & Norton, D. P. (1996). The balanced scorecard: Translating strategy into action. Harvard Business Press.

Karahalios, H. (2020). Assessment of the maritime labour convention compliance using balanced scorecard and analytic hierarchy process approach. Maritime Policy & Management, 47(2), 145–162.

Martins, J., Costa, A., Campos, C., Sousa, C., & Faria, I. (2024). Strategic management control tools for the sustainability of seaports: A scoping review. Sustainability, 16(20), Article 9247.

Maydanova, S., Ilin, I., Jahn, C., Lange, A. K., & Korableva, V. (2022). Balanced scorecard for the digital transformation of global container shipping lines. Transportation Research Procedia, 63, 1303–1311.

Obasi, C., Oyakegha, S., & Okuoyibo, A. M. (2024). Port logistics and supply chain management: An empirical review. African Journal of Economics and Sustainable Development, 7(3).

Sislian, L., & Jaegler, A. (2018). A sustainable maritime balanced scorecard applied to the Egyptian Port of Alexandria. Supply Chain Forum: An International Journal, 19(2), 101–118.

Sislian, L., & Jaegler, A. (2020). ERP implementation effects on sustainable maritime balanced scorecard: Evidence from major European ports. Supply Chain Forum: An International Journal, 21(4), 237–245.

Yin, R. K. (2018). Case study research and applications: Design and methods (6th ed.). Sage Publications.

Resumo executivo oriundo de Trabalho de Conclusão de Curso da Especialização em Gestão de Negócios do MBA USP/Esalq

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