
26 de março de 2026
Gestão de riscos para a colaboração universidade-empresa em saúde
André Cruz de Oliveira; Marcelo Antonio Percicotti Da Silva
Resumo elaborado pela ferramenta ResumeAI, solução de inteligência artificial desenvolvida pelo Instituto Pecege voltada à síntese e redação.
A complexidade dos desafios enfrentados na última década, incluindo a crise sanitária global, instabilidades econômicas, conflitos territoriais e a crise ambiental, evidenciou que o cenário contemporâneo é marcado por fragilidade, ansiedade, não linearidade e incompreensibilidade. Tais componentes formam o acrônimo BANI, que descreve o novo contexto gerencial necessário para o enfrentamento de adversidades em um mundo globalizado (Kruse, 2025). Esse panorama influencia diretamente o campo da saúde, onde a dinâmica de doenças mudou drasticamente (Hillson, 2025). No século passado, patologias de causa única, como a tuberculose, respondiam por grande parte das mortes mundiais, mas atualmente a mortalidade é dominada por doenças multifatoriais ligadas ao envelhecimento e ao estilo de vida, representando dois terços dos óbitos globais (Hong, 2019). Essas condições desafiam tratamentos tradicionais por serem heterogêneas e resultarem de interações complexas entre ambiente, expressão gênica e sistemas fisiológicos (Mohan et al., 2023).
Diante desse cenário, houve um avanço científico significativo na compreensão dessas patologias e no desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas. Exemplos de sucesso incluem vacinas à base de RNA, edição gênica para doenças imunológicas e novas perspectivas de cura para o diabetes e o HIV (Dolgin, 2021; Ledford, 2025; Kumar e Tanwar, 2024; Mallapaty, 2024). Entretanto, com raras exceções, essas tecnologias emergentes enfrentam dificuldades para superar as primeiras etapas de desenvolvimento, resultando em um descompasso onde o avanço científico não chega efetivamente aos pacientes (Subbiah, 2023). Embora exista demanda populacional e perspectiva de sucesso comercial, os investimentos industriais concentram-se em inovações incrementais de soluções já consolidadas. Para o ano de 2025, estima-se que apenas 32% dos tomadores de decisão da indústria farmacêutica nos Estados Unidos foquem em inovações não incrementais (Deloitte, 2025).
Essa realidade decorre do aumento da complexidade tecnológica e dos mecanismos envolvidos na viabilização de novas terapias (Subbiah, 2023). O desenvolvimento de um novo composto exige, em média, 15 anos e investimentos de 2,3 bilhões de dólares, com um índice de falha onde apenas 0,01% dos candidatos se tornam produtos. As incertezas ampliam-se ao longo do processo, com falhas tardias gerando impactos financeiros massivos; em 2024, cerca de 7,7 bilhões de dólares foram gastos em produtos descontinuados após testes em humanos (Fidler e Pagliarulo, 2025). Assim, a inovação nesse setor é permeada por riscos que podem gerar impactos significativos para empresas e pacientes (Hillson, 2025; PMI, 2017). Essa dinâmica exige atuação fora da curva de aprendizado organizacional, o que contribui para a aversão ao risco por parte das empresas (Krieger et al., 2022).
A aversão ao risco incentiva o setor privado a buscar alternativas estratégicas com menor exposição nas fases iniciais. Observa-se uma tendência de redução do investimento interno em descoberta e a priorização da aquisição de candidatos terapêuticos oriundos de universidades e spin-offs (Kim et al., 2021; Nayak et al., 2019). Nesse contexto, o pesquisador acadêmico torna-se figura estratégica para alinhar soluções ao apetite de risco das empresas (Birnbaum, 2016). No entanto, a relação entre academia e indústria no Brasil segue aquém do potencial, com baixa conversão de pesquisa em inovação (Vargas e Darrow, 2023). Um dos entraves é a baixa familiaridade dos pesquisadores com práticas de gestão de projetos. Enquanto a academia se orienta pela curiosidade e possui escopos pouco claros, a indústria opera com rigorosos controles de prazos e custos (Dahlin et al., 2015; Kim et al., 2023). Esse desalinhamento configura um gargalo reforçado por barreiras culturais e escassez de referências que orientem a adequação dos projetos acadêmicos às práticas de mercado (Gersdorf et al., 2019). Portanto, a identificação de melhores práticas para a gestão de riscos na pesquisa acadêmica é fundamental para atrair o interesse da indústria e impulsionar o co-desenvolvimento de produtos de saúde.
A concepção de novos produtos de saúde ocorre por meio de programas de desenvolvimento compostos por projetos interconectados (Kuchta et al., 2017). O ciclo de desenvolvimento de uma nova terapia divide-se em pesquisa básica, pré-clínica e clínica (Singh et al., 2023). A pesquisa básica e o início da pré-clínica focam na descoberta de mecanismos e compostos candidatos, ocorrendo majoritariamente em universidades com financiamento público. Com a maturidade da intervenção, o pré-clínico busca demonstrar eficácia e segurança em animais, enquanto as fases clínicas, conduzidas geralmente por empresas, atestam a segurança em humanos (Dahlin et al., 2015). Embora instituições públicas realizem fases avançadas, a indústria concentra a maior parte dos recursos (Deloitte, 2025; Krieger et al., 2022). O foco deste estudo recai sobre as fases de pesquisa básica e pré-clínica universitárias, onde o alinhamento com padrões industriais pode fortalecer colaborações.
O delineamento da investigação estruturou-se em duas fases fundamentais. Na primeira, realizou-se uma investigação sobre como o risco é definido e gerenciado e como esses processos impactam os projetos de pesquisa, influenciando decisões de licenciamento e financiamento. Na segunda fase, as informações foram integradas em um fluxo de trabalho para identificação de riscos alinhado às expectativas de investidores. A coleta de dados inicial envolveu pesquisa bibliográfica para identificar conceitos-chave sobre risco em projetos de pesquisa básica e pré-clínica. Foram utilizadas plataformas como Pubmed, Google Scholar, Portal de Periódicos CAPES e Sistemas de Bibliotecas da USP, empregando termos como “risk management”, “academic project”, “academic research” e “drug development” (Sampieri et al., 2013).
As informações obtidas subsidiaram a delimitação dos fenômenos e a operacionalização dos conceitos nos instrumentos de coleta (Gil, 2017). Foram elaborados dois instrumentos distintos: o Questionário Pesquisador e o Questionário Investidor. Ambos passaram por um pré-teste com um participante de cada grupo para avaliar a compreensão, o fluxo e a usabilidade, além do tempo de resposta. A versão final foi aplicada em campo por meio de coleta on-line, utilizando amostragem por conveniência e não probabilística (Vinuto, 2014). A amostra de pesquisadores contou com 15 respondentes, incluindo pesquisadores acadêmicos principais (33%), doutorandos (20%), pós-doutores em início de carreira (13%) e pesquisadores da indústria (33%). A maioria dos respondentes estava concentrada na região sudeste (93%) e vinculada a instituições públicas (60%), seguidas por instituições privadas (27%) e mistas (13%).
Em relação aos investidores, foram coletados seis questionários, também com predominância na região sudeste (83%). Esses participantes investem majoritariamente em projetos com fomento misto entre público e privado (83%), com apenas um investidor focado exclusivamente em fomento privado. Os dados provenientes dos questionários estruturados e abertos foram organizados em planilhas eletrônicas para facilitar a análise. A investigação priorizou a análise qualitativa, associando abordagens gerais e específicas (Creswell, 2010). As questões foram decompostas em unidades significativas por meio de análise temática para identificar os principais tópicos abordados. Posteriormente, a análise de conteúdo identificou elementos específicos e sua frequência. As unidades identificadas foram comparadas entre os grupos para verificar semelhanças e divergências (Kim et al., 2016; Kuckartz, 2019). A estatística descritiva deu suporte aos achados qualitativos, e os resultados foram utilizados para elaborar uma proposta de identificação de risco ajustada à pesquisa acadêmica (PMI, 2021).
A análise da colaboração universidade-empresa revela um descompasso entre o desenvolvimento científico e o ecossistema de negócios. Embora haja uma produção extensa de artigos e patentes, poucas inovações tornam-se produtos de saúde (Ramsey et al., 2017; Saqib et al., 2024). No Brasil, os projetos de pesquisa e desenvolvimento são executados majoritariamente nas universidades, que lideram o número de publicações e pedidos de patente (Vargas e Darrow, 2023). Enquanto nos Estados Unidos apenas 3% das patentes são depositadas por universidades, no Brasil esse número chega a 59% (Quintella et al., 2024). Contudo, grande parte dessas soluções é imatura e possui baixo apelo internacional; na biotecnologia, o Brasil colabora com apenas 0,5% das patentes internacionais. A pesquisa de campo confirmou essa baixa capilaridade, indicando que 93% dos pesquisadores nunca colaboraram com o setor privado.
Relatos de pesquisadores indicam interesse no co-desenvolvimento, mas apontam o desconhecimento do processo como barreira. Esses dados corroboram a literatura que classifica o ciclo de inovação brasileiro como ineficiente, onde a geração de conhecimento não se traduz em transferência tecnológica (Póvoa e Rapini, 2010). A relação universidade-empresa é um dos principais gargalos para o avanço das tecnologias em saúde no país (Quintella et al., 2024). Embora universidades estabeleçam programas de pesquisa translacional, 80% dos pesquisadores consideram o estímulo para colaboração inexistente ou insuficiente. Destes, 53% percebem falta de incentivo por parte da própria instituição. Entre os fatores impeditivos destacam-se a carência de mecanismos eficazes para transformar patentes em parcerias, a burocracia desalinhada às práticas de mercado, a morosidade das etapas e a divulgação inadequada de oportunidades.
As percepções dos investidores convergem com as dos pesquisadores. A maioria (66%) indicou que condições agressivas das universidades, como exigências elevadas em participações societárias e royalties, desestimulam a colaboração. Além disso, 33% apontaram a burocracia excessiva e a insegurança jurídica sobre propriedade intelectual como barreiras. Um investidor destacou o desalinhamento dos projetos com o mercado como obstáculo crítico, embora a confiabilidade científica e a força institucional das universidades sejam vistas como atrativos que conferem robustez às soluções. Esses vínculos são considerados subótimos e disfuncionais (Gersdorf et al., 2019; O’Dwyer et al., 2023). As dificuldades abrangem desde a gestão pública até relações interpessoais, incluindo riscos de apropriação indevida de tecnologia e falhas na comunicação (Birnbaum, 2016).
No gerenciamento de projetos, a pesquisa e desenvolvimento é considerada complexa devido à variação de escopo e elevados níveis de incerteza (Kuchta et al., 2017). Objetivos difusos dificultam a criação de estruturas analíticas de projeto e a previsão de resultados, justificativas frequentemente usadas para a não adoção de ferramentas de gestão na academia (Paprica, 2021). Contudo, a literatura demonstra que a adaptação de métodos pode aumentar a eficiência e as chances de sucesso (Barbosa et al., 2020; Santos, 2021). Estudos indicam que, nas universidades, mais de 80% dos projetos não utilizam ferramentas estruturadas de gerenciamento. O pesquisador principal geralmente lidera de forma improvisada, guiado pela curiosidade, sob a cultura de que o rigor gerencial tolhe o desenvolvimento científico (Dahlin et al., 2015).
Os resultados de campo corroboram essa lacuna: 67% dos pesquisadores nunca receberam treinamento em gestão. Essa ausência de preparo é mais pronunciada na academia (80%) do que na indústria (40%). Investidores percebem essa carência e a listam como fator de risco, citando a falta de experiência das equipes (66%) e falhas de comunicação entre ciência e negócios (33%). A ausência de práticas estruturadas representa um entrave à consolidação de parcerias, resultando em 67% de projetos que não alcançam objetivos iniciais. Por outro lado, quando a pesquisa é orientada a produtos, as taxas de sucesso sobem para 53% (Kuchta et al., 2017). A capacitação em gestão torna-se, portanto, crucial para atingir maturidade gerencial e maximizar o impacto das pesquisas.
A gestão de riscos é um pilar fundamental nesse contexto. A translação entre o ambiente acadêmico e o industrial requer uma abordagem estratégica para identificar e mitigar ameaças (Mustaro e Rossi, 2013). Embora seja uma das áreas mais complexas da gestão devido ao conhecimento limitado sobre os caminhos para o produto final, a identificação sistemática de riscos protege as iniciativas e permite aproveitar oportunidades (Hillson, 2025). A pesquisa indicou que 73% dos pesquisadores tentam realizar algum tipo de gestão de risco, mas apenas 30% na academia utilizam métodos estruturados, contra 60% na indústria. Metade dos pesquisadores acadêmicos realiza a identificação de forma instintiva. As ferramentas mais citadas foram o brainstorming (47%), revisão de projetos anteriores (40%) e análise SWOT (33%), sendo que o uso dessas técnicas foi impulsionado majoritariamente pelos respondentes da indústria.
A disparidade entre grupos é evidente na classificação de riscos: 80% dos acadêmicos não utilizam ferramentas para esse fim, enquanto 100% dos pesquisadores da indústria recorrem a técnicas como matrizes de probabilidade e impacto. Para os investidores, a apresentação de uma análise de risco é determinante para a decisão de investir, pois transmite segurança e maturidade. A omissão de riscos reduz a confiabilidade e demonstra despreparo. Ferramentas valorizadas por investidores incluem a revisão de contratos (83%), benchmarking (67%) e brainstorming (67%). Eles esperam encontrar clareza na avaliação de tempo e recursos, além de planos de contingência.
Os riscos em projetos de pesquisa e desenvolvimento podem ser categorizados em domínios ambientais, gerenciais, financeiros e tecnológicos (Barbosa et al., 2020; Bodea e Dascalu, 2009). Riscos ambientais envolvem a aceitação do mercado, legislação e colaboração institucional. Riscos financeiros referem-se a erros de estimativa orçamentária e interrupção de fomento. Na pesquisa de campo, 67% dos pesquisadores apontaram o orçamento insuficiente como barreira central, enquanto 53% demonstraram preocupação com custos adicionais não planejados. Investidores focam no ajuste entre produto e mercado (67%) e na capacidade de manter o financiamento (50%). Eles percebem uma alta vulnerabilidade a fatores externos que impactam a segurança financeira dos investimentos.
Riscos gerenciais englobam cronograma, comunicação e planejamento. Atrasos no cronograma foram citados por 67% dos pesquisadores, frequentemente associados a autorizações para uso de animais e humanos ou aquisição de insumos. A falta de conhecimento em gestão e o acúmulo de funções também foram destacados por 33% dos respondentes. Investidores priorizam a experiência da equipe e a clareza do escopo, refletindo uma visão estratégica voltada ao retorno do investimento. Já os riscos tecnológicos envolvem a capacidade inovativa e a qualidade dos resultados. Pesquisadores acadêmicos focam em desafios iniciais, como mecanismos de ação e prova de conceito, enquanto pesquisadores da indústria e investidores preocupam-se com eficácia, segurança e adequação regulatória (83%).
A comunicação dos riscos desempenha papel central no diálogo com a indústria. Embora a avaliação de risco seja inerente à experiência humana, percepções inatas podem conduzir a interpretações equivocadas sobre magnitude e consequências (Gigerenzer, 2014). Por isso, é necessário utilizar métodos racionais orientados por dados. A aplicação direta de métodos industriais pode enfrentar resistência na academia, exigindo adaptações que preservem a familiaridade dos pesquisadores. Uma Estrutura Analítica de Risco (EAR) expandida pode orientar a identificação sistemática, abordando temas como apoio organizacional, interesse da indústria, fomento instável, proficiência da equipe e reprodutibilidade dos dados.
No âmbito dos riscos ambientais, deve-se questionar se as estruturas burocráticas permitem a colaboração e se a legislação é favorável. No campo financeiro, a análise deve focar na possibilidade de fomento translacional e na existência de buffers para imprevistos. Gerencialmente, a proficiência em gestão e a visão orientada a produto são essenciais. Tecnologicamente, a exploração de áreas pouco utilizadas pela indústria e a validação de modelos de doença são pontos críticos. A toxicidade e os efeitos fora do alvo (off-target) devem ser mapeados precocemente para evitar falhas catastróficas em estágios avançados.
A estratégia de gestão de riscos deve ser cíclica e integrada. O processo inicia-se com a definição clara de objetivos e do apetite ao risco, seguida pela identificação participativa de eventos por meio de brainstorming e benchmarking. A classificação e priorização utilizam matrizes de probabilidade e impacto, definindo respostas de mitigação. A definição de responsabilidades pode ser estruturada via matriz RACI, garantindo que os interessados sejam informados. O monitoramento contínuo permite ajustes de rota, e o registro de lições aprendidas otimiza projetos futuros (Hillson, 2025; PMI, 2021). Essa abordagem estruturada contribui para a transparência e aumenta a confiança mútua entre universidade e empresa, criando condições favoráveis para que pesquisas se transformem em inovações.
Conclui-se que o objetivo foi atingido, uma vez que o estudo identificou as melhores práticas para a identificação de riscos na pesquisa acadêmica, destacando a necessidade de alinhar as percepções técnicas dos pesquisadores com as expectativas estratégicas e regulatórias dos investidores. A transição de uma abordagem intuitiva para uma gestão estruturada, fundamentada em domínios ambientais, financeiros, gerenciais e tecnológicos, mostrou-se essencial para superar o descompasso entre a produção científica e a inovação de mercado. A implementação de ferramentas como a Estrutura Analítica de Risco e roteiros sistemáticos de monitoramento fortalece a maturidade dos projetos acadêmicos, reduz a aversão ao risco do setor privado e potencializa a transformação de descobertas laboratoriais em soluções terapêuticas viáveis, promovendo um ambiente mais favorável à colaboração universidade-empresa no setor da saúde.
Referências Bibliográficas:
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Dolgin, E. 2021. The tangled history of mRNA vaccines. Nature 597(7876):318–324.
Fidler, B.; Pagliarulo, N. 2025. 5 questions on Sarepta, the FDA and a Duchenne gene therapy crisis. Biopharma Dive Disponível em: https://www.biopharmadive.com/news/sarepta-fda-elevidys-duchenne-gene-therapy-crisis-questions/753515/ Acesso em: 12 de agosto de 2025.
Hillson, D. 2025. Managing risk in projects. 2a ed., Routledge, Nova York, NY, Estados Unidos da América.
Hong, Y. C. 2019. The Age of Chronic and Late Chronic Diseases: A New View of Diseases. The Changing Era of Diseases 8:35–68.
Kruse, K. 2025. Forget VUCA: Why BANI Is The New Framework For Today’s World. Forbes Disponível em: https://www.forbes.com/sites/kevinkruse/2025/02/03/forget-vuca-bani-is-the-new-framework-world/ Acesso em: 15 de agosto de 2025.
Kumar, D.; Tanwar, R. 2024. World’s first: stem cell therapy reverses diabetes. Stem Cell Research & Therapy 15(1):487.
Ledford, H. 2025. World first: ultra-powerful CRISPR treatment trialled in a person. Nature 641(8065):1083–1083.
Mallapaty, S. 2024. Seventh patient ‘cured’ of HIV: why scientists are excited. Nature 6
Mohan et al., 2023 [Referência completa não encontrada no documento original]
Subbiah, 2023 [Referência completa não encontrada no documento original]
Resumo executivo oriundo de Trabalho de Conclusão de Curso de MBA em Gestão de Projetos
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