Imagem Impacto da ausência de educação financeira na gestão do crédito pessoal brasileiro

10 de fevereiro de 2026

Impacto da ausência de educação financeira na gestão do crédito pessoal brasileiro

Stefany dos Santos de Oliveira; Rogiene Batista dos Santos

Resumo elaborado pela ferramenta ResumeAI, solução de inteligência artificial desenvolvida pelo Instituto Pecege voltada à síntese e redação.

Dados do Serasa indicam que, em dezembro de 2024, o país registrou 73,5 milhões de endividados, um número alarmante que não apenas representa uma estatística, mas sinaliza uma profunda lacuna na capacidade da população de gerir seus recursos financeiros de forma sustentável. (2018), é um modelo de aprendizagem multifacetado, focado no planejamento e na gestão de recursos, que capacita os indivíduos a fazerem escolhas mais conscientes, a prevenirem o endividamento excessivo e a construírem um futuro financeiramente estável e seguro. Historicamente, a abordagem da educação financeira no Brasil foi limitada e elitista, frequentemente direcionada a orientações de investimento para um público que já possuía estabilidade e capital excedente (Araujo e Calife, 2014).

(2024) argumentam que a introdução precoce de conceitos como poupança, orçamento e o valor do dinheiro não apenas ensina matemática, mas internaliza comportamentos e valores responsáveis que se solidificam e guiam as decisões financeiras na vida adulta. Ele envolve o desenvolvimento de competências e habilidades práticas que familiarizam os estudantes com o universo financeiro, promovendo uma compreensão aprofundada sobre o funcionamento da economia, a importância da gestão de recursos pessoais e os princípios de um consumo consciente (Silva e Powell, 2013). Conforme destacam Lakatos e Eva (2021), a utilização de múltiplas fontes de dados secundários fornece um embasamento teórico robusto e previne a repetição de esforços de pesquisa já consolidados. A abordagem exploratória, por sua vez, foi fundamental para aprofundar o entendimento do tema e formular as questões centrais da pesquisa de campo (Lozada e Nunes, 2019).

A coleta ocorreu durante o período de 14 a 17 de abril de 2025. A dispensa de submissão ao Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) foi justificada pela natureza da coleta de dados, que garantiu o anonimato completo dos respondentes, não coletando informações pessoais identificáveis como nome, e-mail ou CPF, e assegurando a participação voluntária. O questionário foi metodicamente estruturado em cinco dimensões temáticas, cada uma projetada para investigar um aspecto específico do problema. A primeira dimensão, “perfil socioeconômico”, coletou dados demográficos essenciais como faixa etária e renda familiar mensal, permitindo a segmentação e a correlação dos resultados. A segunda, “falta de noções financeiras”, buscou avaliar o nível de letramento financeiro dos participantes, questionando sobre o contato prévio com o tema e, crucialmente, sobre a compreensão do conceito de juros compostos, um indicador chave de conhecimento financeiro.

A terceira dimensão, “hábitos financeiros”, investigou comportamentos práticos, como a existência de um controle de gastos e a capacidade de formar uma reserva de emergência. A quarta, “uso do crédito”, mapeou a relação dos indivíduos com as ferramentas de crédito, como a posse de cartão e a solicitação de empréstimos. Por fim, a quinta dimensão, “endividamento e inadimplência”, aferiu o histórico de negativação e as experiências com a negação de acesso ao crédito, fornecendo um panorama direto sobre a saúde financeira dos respondentes. Os resultados da pesquisa revelaram um perfil de respondentes predominantemente concentrado na faixa etária de 28 a 43 anos, que correspondeu a 45,83% da amostra.

Esta fase da vida é particularmente crítica para a aplicação de conceitos financeiros, pois é nela que ocorrem decisões de grande impacto, como a consolidação da carreira, a formação de família, a aquisição de imóveis e veículos, que frequentemente envolvem a contratação de crédito de longo prazo e afetam diretamente a saúde financeira futura (Junqueira, 2025).

A análise de inadimplência corroborou essa vulnerabilidade de forma contundente: 62,86% dos respondentes que já tiveram o nome negativado pertencem a este grupo etário. Essa concentração é notavelmente superior à observada em dados nacionais do Serasa (2025), que, embora também apontem a vulnerabilidade dessa faixa, a posicionam como a segunda mais afetada, geralmente após os mais jovens. Isso pode sugerir que, na amostra estudada, as pressões financeiras da vida adulta intermediária se manifestam de forma ainda mais intensa. A literatura acadêmica oferece suporte robusto a esses achados, indicando que a percepção e o comportamento em relação às dívidas variam significativamente com a idade.

Indivíduos mais jovens, no início de sua vida financeira, tendem a ser menos preocupados com o endividamento futuro, enquanto aqueles com mais de 45 anos demonstram uma maior propensão a acumular compromissos financeiros de valor mais elevado, muitas vezes relacionados a investimentos de longo prazo (Daud et al., 2023; Keese, 2010). Em contrapartida, idosos geralmente demonstram menor propensão a contrair novas dívidas, adotando uma postura mais conservadora (Ponchio, 2006). Adicionalmente, a literatura aponta que um baixo nível de escolaridade está consistentemente associado a uma maior probabilidade de endividamento, o que evidencia a formação educacional como um importante fator de proteção e resiliência financeira (Greig et al., 2019).

A análise de renda dos participantes mostrou que a grande maioria, 70,83%, possui uma renda familiar de até quatro salários-mínimos, com a maior concentração (37,50%) na faixa entre dois e quatro salários. Este dado é crucial, pois reflete a maior exposição de grupos de baixa e média-baixa renda à instabilidade financeira e ao risco de inadimplência (Campbell, 2006). O bem-estar financeiro é diretamente influenciado pela delicada relação entre a renda auferida e as despesas correntes (Fraga et al., 2017), e as escolhas de consumo são, em última análise, determinadas pela renda disponível após os gastos essenciais (Blanchard, 2004). A pesquisa revelou uma correlação direta e preocupante: a inadimplência se concentra de forma desproporcional nos grupos de menor renda.

Dos participantes que já foram negativados, 42,86% pertencem à faixa de 2 a 4 salários-mínimos e 34,29% à faixa de 4 a 10 salários, confirmando que a vulnerabilidade econômica se traduz diretamente em maior dificuldade para honrar compromissos financeiros. Dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC, 2025) corroboram essa tendência em escala nacional, confirmando um aumento do endividamento em todas as faixas de renda no período entre abril de 2024 e abril de 2025. A forte correlação com os achados desta pesquisa sugere que, embora o endividamento seja um fenômeno generalizado que afeta a sociedade como um todo, a sua consequência mais grave, a inadimplência, é mais acentuada e persistente nos grupos de menor poder aquisitivo.

Para essa parcela da população, a margem para imprevistos é mínima, e fatores como a impulsividade no consumo (Santos et al., 2023) ou a perda de uma fonte de renda devido ao desemprego (Souza, 2017) atuam como gatilhos que rapidamente agravam a situação financeira, transformando dívidas controláveis em um quadro de superendividamento. Um dos achados mais preocupantes do estudo foi a profunda lacuna no conhecimento sobre juros compostos: 58,3% dos participantes declararam abertamente não compreender ou ter grande dificuldade em aplicar o conceito em situações práticas. Essa falta de compreensão é alarmante, pois os juros compostos são o principal mecanismo financeiro que acelera exponencialmente o crescimento de uma dívida, transformando pequenos débitos em valores impagáveis em um curto espaço de tempo (Serasa, 2024).

Indivíduos com baixa educação financeira frequentemente utilizam esse poderoso mecanismo de forma desfavorável, tornando-se vítimas dos juros no crédito rotativo do cartão ou no cheque especial, em vez de aproveitá-lo a seu favor em investimentos de longo prazo (Oliveira, 2022). Essa assimetria de conhecimento dificulta enormemente a saída do ciclo de inadimplência e a construção de patrimônio. O uso do cartão de crédito revelou-se central na rotina financeira dos respondentes: 88,89% possuem ao menos um cartão e quase 80% afirmaram utilizá-lo “sempre” ou “frequentemente”. O dado está perfeitamente alinhado a relatórios nacionais que apontam o cartão de crédito como o principal tipo de endividamento das famílias brasileiras (Perfil e Comportamento do Endividamento Brasileiro, 2022; CNC, 2025). A cultura de consumo, fortemente impulsionada pela aparente facilidade do parcelamento “sem juros”, muitas vezes leva à aquisição de produtos e serviços desnecessários ou que extrapolam a capacidade de pagamento (Copetti, 2018).

Nesse cenário, o cartão deixa de ser um meio de pagamento e funciona como uma perigosa extensão da renda, gerando dívidas com encargos e taxas de juros entre as mais altas do mercado (Aquino, 2025). A facilidade de obtenção de cartões contrasta drasticamente com as altas taxas de juros do crédito rotativo, expondo consumidores despreparados a riscos elevados de superendividamento (Donadio et al., 2012). A busca por outras formas de crédito também foi uma prática observada na amostra, com 37,5% dos participantes tendo solicitado empréstimos ou financiamentos nos últimos 12 meses. Embora o acesso ao crédito seja um componente importante para o desenvolvimento financeiro individual e coletivo (Levine et al., 2000), uma parcela significativa da amostra enfrenta barreiras para obtê-lo: 43,1% dos entrevistados já tiveram um pedido de crédito negado.

Este dado evidencia a complexidade da concessão de crédito responsável, que deve buscar um equilíbrio delicado entre garantir o acesso a recursos para quem precisa e prevenir o endividamento excessivo de quem não possui condições de arcar com novas dívidas (Marchi e Barreto, 2022). A negativa de crédito, embora frustrante para o consumidor, pode funcionar como um mecanismo de proteção contra um endividamento ainda maior. No que tange à educação financeira formal, 56,9% dos participantes afirmaram ter tido algum contato com o tema na escola ou na faculdade. Este número é surpreendentemente superior à média nacional de 35% apontada pela pesquisa “S&P Global Financial Literacy Survey” (Klapper et al., 2014), o que pode ser um reflexo do perfil da amostra. Contudo, a investigação aprofundada revelou que esse contato é frequentemente superficial e, mais importante, não se traduz em práticas financeiras consistentes e saudáveis.

Embora 88,9% dos respondentes tenham buscado informações sobre finanças por conta própria, demonstrando interesse no assunto, 62,5% o fizeram de forma esporádica, sem uma rotina de aprendizado. Isso se reflete diretamente nos hábitos cotidianos: apenas 52,8% registram sempre seus gastos e somente 26,4% conseguem poupar alguma quantia mensalmente, enquanto outros 26,4% admitem não poupar absolutamente nada. Os dados reforçam a tese de que a falta de controle financeiro é uma causa primária da inadimplência (Carmo, 2012) e sublinham a necessidade de uma educação que vá além da teoria, focando na aplicação prática e na mudança de comportamento (Alves e Carvalho, 2020).

A análise integrada dos dados permitiu identificar uma forte e clara correlação entre a falta de educação financeira e a propensão ao endividamento. A dificuldade em compreender conceitos fundamentais como juros compostos, aliada a hábitos de consumo impulsionados pela facilidade do crédito e pela pressão social, cria um cenário de alta vulnerabilidade. Essa vulnerabilidade é especialmente acentuada para a população de menor renda e para o grupo etário entre 28 e 43 anos, que se encontra no epicentro das pressões financeiras da vida adulta. O aprendizado esporádico e a busca pontual por informações mostraram-se insuficientes para promover mudanças comportamentais duradouras, como o controle sistemático de gastos e a formação de uma poupança para emergências. A utilização do crédito como um complemento da renda, e não como uma ferramenta estratégica para investimentos planejados, perpetua o ciclo de dívidas e impede a mobilidade social.

Conclui-se que a falta de conhecimento financeiro afeta de maneira decisiva o gerenciamento de recursos pessoais, favorecendo decisões precipitadas, o uso impróprio das ferramentas de crédito e, consequentemente, o crescimento do endividamento na população adulta brasileira. Este efeito é acentuado e mais danoso entre os grupos de menor renda, que possuem menos margem para erros e imprevistos. Os achados desta pesquisa reforçam a necessidade urgente de políticas públicas e ações governamentais que promovam uma educação financeira contínua, acessível e de qualidade, desde a base escolar até a vida adulta, com um foco especial na aplicação prática dos conhecimentos no dia a dia. Ao mesmo tempo, destaca-se a importância insubstituível do esforço individual no desenvolvimento de disciplina, planejamento e controle financeiro como mecanismos de prevenção ao superendividamento e como caminho para a melhoria da qualidade de vida e a conquista da estabilidade.

Conclui-se que o objetivo foi atingido: demonstrou-se que a falta de conhecimento financeiro interfere negativamente na forma como as pessoas lidam com o crédito, contribuindo para o descontrole financeiro, o endividamento e a inadimplência na população adulta brasileira.

Referências:
Alves, Mylena Barreiros Epifânio; Carvalho, Ana Barreiros. “Finanças pessoais: um estudo sobre a relação entre o conhecimento de gestão financeira e o nível de endividamento pessoal.” Revista Valore 5 (2020): 340-354.
Aquino, Lohana Andrade de Araújo. “Conhecimento e comportamento dos acadêmicos: prática de educação financeira e modalidades de investimentos.” (2025).
Araujo, Fernando Cosenza; Calife, Flavio Estevez. “A história não contada da Educação Financeira no Brasil.” Roque, JRR Otimização na recuperação de ativos financeiros (2014): 1-11.
Blanchard, Oliver. Macroeconomia. 3ª Edição. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2004.
CNC. Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) – abril de 2025. Portal do Comércio CNC, 2024. Disponível em: <https://portaldocomercio. org. br/publicacoesposts/pesquisa-de-endividamento-e-inadimplencia-do-consumidor-peic-abril-de-2025/> Acesso em: 22 mai. 2025.
Cordeiro, Nilton José Neves; Costa, Manoel Guto Vasconcelos; Silva, Márcio Nascimento. “Educação Financeira no Brasil: uma perspectiva panorâmica.” Ensino da Matemática em Debate 5.1 (2018): 69-84.
de Vasconcelos, Gabriela; Silva, Ingrid Conceição. “Finanças comportamentais: um estudo exploratório com consumidores inadimplentes residentes em cidades do interior de Pernambuco.” Revista Controladoria e Gestão 2.2 (2021): 561-577.
FEBRABAN. O desenvolvimento do indicador e os principais achados da pesquisa nacional utilizada em sua construção. 2021. Disponível em: <https://pefmbddiag. blob. core. windows. net/cdn/downloads/Relatorio
Febraban_v1. pdf.> Acesso em: 22 mai. 2025.
Fraga, Luana Santos; Vieira, Kelmara Mendes; Ceretta, Paulo Sérgio; Paraboni, Ana Luiza. Bem-estar financeiro: Uma análise sob a perspectiva da renda. Revista de Finanças Aplicadas, 2017. 1-28.
Junqueira, Juliana Gomes. “Educação financeira: Uma abordagem no contexto empresarial e individual.” (2025).
Lakatos, Eva M. Fundamentos de Metodologia Científica. 9. ed. Rio de Janeiro: Atlas, 2021. E-book. p.202. ISBN 9788597026580. Disponível em: <https://integrada. minhabiblioteca. com. br/reader/books/9788597026580/>. Acesso em: 22 fev. 2025.
Lazaretti Jr, Roberto Carlos; Da Silva Castanheira, Giulia; Maschio, Patrícia Aparecida Scherite. A Importância da Educação Financeira No Brasil. RECIMA21 -Revista Científica Multidisciplinar -ISSN 2675-6218, v. 5, n. 12, p. e5126104-e5126104, 2024.
Lozada, Gisele; Nunes, Karina S. Metodologia científica. Porto Alegre: SAGAH, 2019. E-book. p.153. ISBN 9788595029576. Disponível em: <https://integrada. minhabiblioteca. com. br/reader/books/9788595029576/> Acesso em: 22 fev. 2025.
Moreira, A. S. Valores e dinheiros: um estudo transcultural das relações entre prioridades de valores e significado do dinheiro para indivíduos. 228f. Tese (Doutorado em Psicologia) – Universidade de Brasília, Brasília, 2000.
Oliveira, João Lucas de Castro. “Uma nova abordagem para a educação financeira: analisando o perfil de conhecimento dos discentes da FEAAC.” (2022).
Oliveira, Polyana R. D. Educação Financeira: Comportamento das Pessoas. biblioteca digital de trabalhos de conclusão de curso, mariana, 2021. disponível em: <http://www. monografias. ufop. br/handle/35400000/3873> Acesso em: 22 mai. 2025.
Santos, Emanuel H. da Silva; Santos, Fernanda F. dos; Santos, Lucas Fabrício; Moreira, Paula J. P. Costa; Barbosa, Rafael Alves; Carvalho, Vinicius Ribeiro; Viana, Vitor Fernandes; Pilenghy, Marlene M. Oliveira. Causas do endividamento familiar no Brasil. Forum Rondoniense de Pesquisa, 2023. Disponível em: <https://jiparana. emnuvens. com. br/foruns/article/view/1036> Acesso em: 22 mai. 2025
Silva, Adriana Cristina; Souza, Iracema C. de; Bueno, Miriam Pinheiro; Almeida, Antônio L. de; Silva, Rodrigo Henrique. Qualidade de vida e endividamento. Desafio Online, 8, n. 2, 2020. 353-377.
Silva, José Pereira da. Gestão e Análise de Risco de Crédito – 9ª edição revista e atualizada. 9. ed. Porto Alegre: +A Educação – Cengage Learning Brasil, 2018. E-book. p.349. ISBN 9788522126750. Disponível em: <https://app. minhabiblioteca. com. br/reader/books/9788522126750/> Acesso em: 16 fev. 2025.
Silva, Raiana da. “A Importância da Educação Financeira em Famílias Brasileiras.” (2024).
Silva, Raissa Mayara Tôca da. “Bolsa Família, endividamento e inadimplência de pessoas físicas: uma análise para os Estados Brasileiros, 2016 a 2021.” (2024).
Souza, Renata Kelli de. “Fatores demográficos determinantes da inadimplência entre os estados brasileiros.” (2017).


Resumo executivo oriundo de Trabalho de Conclusão de Curso de Especialização em Finanças e Controladoria do MBA USP/Esalq

Saiba mais sobre o curso; clique aqui:

Quem editou este artigo

Você também pode gostar

Quer ficar por dentro das nossas últimas publicações? Inscreva-se em nossa newsletter!

Receba conteúdos e fique sempre atualizado sobre as novidades em gestão, liderança e carreira com a Revista E&S.

Ao preencher o formulário você está ciente de que podemos enviar comunicações e conteúdos da Revista E&S. Confira nossa Política de Privacidade