27 de abril de 2026
Viabilidade econômica do tomate: cultivo aberto versus protegido
Gustavo Iglesias Cubo Silva; Alessandra de Cássia Romero
Resumo elaborado pela ferramenta ResumeAI, solução de inteligência artificial desenvolvida pelo Instituto Pecege voltada à síntese e redação.
A população mundial apresenta um contingente de aproximadamente oito bilhões de pessoas, e as projeções da Organização das Nações Unidas indicam que, até o ano de 2050, esse número deve oscilar entre 11 e 12 bilhões de indivíduos (ONU, 2017). Diante desse crescimento demográfico acelerado, o agronegócio assume um papel fundamental na garantia da segurança alimentar global, exigindo que produtores rurais busquem constantemente o incremento da produtividade em áreas já consolidadas. Nesse contexto, a utilização de técnicas avançadas de cultivo não visa apenas o aumento quantitativo da produção, mas também a melhoria qualitativa dos produtos ofertados ao mercado consumidor. O tomateiro, cientificamente denominado Solanum lycopersicum L., possui origem na região andina, abrangendo territórios que hoje compreendem o Equador, Colômbia, Peru, Bolívia e o norte do Chile, tendo sido domesticado originalmente no México (Almeida, 2017). A disseminação global da cultura ocorreu por intermédio dos colonizadores espanhóis e portugueses, que levaram a espécie para suas colônias ultramarinas, resultando na introdução do tomate no Brasil ao final do século XIX.
Atualmente, o tomate ocupa uma posição de destaque na horticultura mundial, consolidando-se como a segunda hortaliça mais cultivada no planeta, com uma produção anual que ultrapassa 190 milhões de toneladas, superada apenas pela batata (ATDC, 2025). No cenário brasileiro, a cultura demonstra relevância socioeconômica expressiva, sendo consumida tanto de forma in natura quanto processada pela indústria (Embrapa, 2022). Em termos de produção global, a China lidera o ranking com mais de 70 milhões de toneladas anuais, seguida pela Índia e Turquia, enquanto o Brasil ocupa a oitava posição mundial, com uma produção superior a quatro milhões de toneladas (FAOSTAT, 2023). A área destinada ao plantio de tomate no território nacional abrange cerca de 59.010 hectares, apresentando uma produtividade média de 70.598 kg por hectare, com destaque para os estados de Goiás, São Paulo e Minas Gerais como os principais polos produtores (IBGE, 2023).
A estrutura botânica do tomateiro é perene e arbustiva, permitindo diferentes formas de condução, como ereta, semi-ereta ou rasteira, a depender do objetivo comercial e da tecnologia empregada. O manejo da cultura é considerado complexo, exigindo aportes nutricionais precisos, controle fitossanitário rigoroso e um sistema de irrigação eficiente para garantir a rentabilidade do investimento (Prado, 2014). As perdas agrícolas são frequentes devido à incidência de pragas, doenças, plantas invasoras e instabilidades climáticas, o que obriga a adoção de medidas preventivas e curativas (Antunes, 2021). No cultivo a céu aberto, as estratégias de controle incluem o uso de herbicidas, métodos mecânicos e cobertura morta, porém, a exposição direta às variações ambientais eleva os riscos produtivos. Em contrapartida, o cultivo em ambiente protegido surge como uma alternativa para mitigar tais problemas, permitindo o controle de variáveis como umidade, temperatura e luminosidade, além de criar uma barreira física contra agentes bióticos (Teixeira, 2022). Essa técnica possibilita a produção de frutos com maior valor agregado e produtividade superior à observada em campo aberto, devido às condições climáticas otimizadas durante todo o ciclo de desenvolvimento (Brzezinski et al., 2017).
Para a implementação do projeto de cultivo de tomate da espécie Caniati em uma pequena propriedade no município de Vera Cruz, interior de São Paulo, estabeleceu-se uma metodologia baseada em um estudo de caso descritivo comparativo. A análise contemplou duas condições experimentais distintas em uma área total de 700 metros quadrados: a primeira sob sistema de cultivo a céu aberto e a segunda em ambiente protegido por estufa. O processo operacional foi regido por um contrato de parceria rural, no qual o parceiro outorgante disponibilizou a área física, enquanto o parceiro outorgado assumiu a responsabilidade pela mão de obra, abrangendo desde o preparo do solo até a comercialização final. Os custos operacionais e os lucros líquidos foram divididos equitativamente na proporção de 50% para cada parte envolvida. O preparo do solo seguiu os protocolos técnicos recomendados para a cultura, adotando-se um espaçamento de um metro entre linhas e 0,40 metros entre plantas.
A determinação da população de plantas por área exigiu cálculos precisos para ajustar a densidade populacional às dimensões experimentais. Inicialmente, calculou-se a população teórica para um hectare, resultando em 25.000 plantas. No entanto, para a área de 700 metros quadrados, o ajuste resultou em 1.750 plantas no sistema a céu aberto, distribuídas em 25 linhas de 28 metros de comprimento. No ambiente protegido, a necessidade de corredores operacionais e a estrutura física da estufa reduziram o espaço útil, resultando no plantio de 1.495 plantas distribuídas em 23 linhas de 26 metros. Essa configuração representou uma redução populacional de 14,57% no sistema protegido em comparação ao campo aberto. As mudas utilizadas foram da variedade Caniati, conduzidas com haste única para favorecer a produção de frutos de maior calibre e qualidade comercial.
A análise da viabilidade econômica fundamentou-se na coleta de dados reais de produção e venda durante um ciclo completo da cultura. O fluxo de caixa foi estruturado considerando as entradas financeiras provenientes da comercialização e as saídas referentes ao investimento inicial (CAPEX) e custos operacionais (OPEX). Para o cálculo do Valor Presente Líquido, utilizou-se a Taxa Selic vigente como Taxa Mínima de Atratividade, servindo de parâmetro para descontar os fluxos futuros e avaliar se o projeto gera riqueza acima do custo de oportunidade (Silva, 2017). Complementarmente, a Taxa Interna de Retorno foi calculada para identificar a rentabilidade intrínseca do projeto, enquanto o Payback indicou o tempo necessário para a recuperação do capital investido. A projeção de cenários futuros baseou-se em uma pesquisa de mercado abrangendo dez anos de histórico de preços mensais obtidos junto ao HFBrasil/CEPEA, corrigidos pela inflação para valores presentes.
A construção dos cenários econômicos considerou a volatilidade de preços e de produtividade. A partir da média histórica e do desvio padrão, definiram-se cenários otimistas (um desvio padrão acima da média) e pessimistas (um desvio padrão abaixo da média). No que tange à produtividade, simulou-se uma variação de 30% para mais e para menos, resultando em 18 combinações distintas de cenários. Essa abordagem permitiu mensurar a resiliência de cada sistema produtivo diante de adversidades de mercado e de quebras de safra. O processamento dos dados foi realizado em planilhas eletrônicas, garantindo a precisão dos indicadores financeiros e a comparabilidade entre os modelos de cultivo.
Os resultados detalhados do investimento inicial para o ambiente protegido revelaram um custo total de quarenta e seis mil seiscentos e vinte e dois reais e quarenta e quatro centavos. Os principais itens de despesa incluíram postes de eucalipto para a estrutura, arame galvanizado, plástico difusor de 150 micras, sombrite, sistema de irrigação por gotejamento, bomba d’água, caixa d’água de mil litros e mão de obra especializada para a montagem da estufa. Além disso, foram contabilizados insumos como mudas, fertilizantes, defensivos e ferramentas manuais. Em contraste, o investimento para o plantio a céu aberto foi significativamente menor, totalizando vinte e quatro mil cento e sessenta reais e oitenta e três centavos, uma vez que dispensou a estrutura física da estufa e utilizou uma quantidade reduzida de materiais de construção, embora tenha demandado um volume maior de mudas devido à maior densidade de plantio.
No que se refere aos custos operacionais variáveis a partir do segundo ciclo, observou-se uma redução substancial, visto que as estruturas de proteção e o sistema de irrigação possuem vida útil prolongada e são reutilizados. Para a produção em estufa, os custos variáveis por ciclo foram estimados em sete mil novecentos e trinta e sete reais e quarenta e quatro centavos, somados aos custos fixos de depreciação e despesas administrativas. No sistema a céu aberto, os custos variáveis totalizaram dez mil seiscentos e treze reais e sessenta e oito centavos por ciclo. A análise da produtividade evidenciou a superioridade do ambiente protegido, que alcançou uma produção total de 9.020 kg, resultando em uma média de 6,03 kg por planta. O sistema a céu aberto produziu 6.930 kg, com média de 3,96 kg por planta. Portanto, o cultivo em estufa proporcionou um aumento de 30,16% na produção total e de 52,36% na produtividade individual por planta.
A comercialização dos frutos também apresentou disparidades de preços. Os tomates produzidos em ambiente protegido, devido à melhor qualidade visual e uniformidade, foram vendidos por preços médios superiores aos obtidos no cultivo a céu aberto. Entre outubro de 2024 e fevereiro de 2025, o preço médio no sistema protegido variou de três reais e quinze centavos a quatro reais e noventa e nove centavos por quilograma. No sistema a céu aberto, os valores oscilaram entre dois reais e quinze centavos e três reais e noventa e nove centavos. Essa diferença de valorização reflete a percepção de valor do mercado em relação a produtos cultivados sob controle ambiental rigoroso.
A análise financeira do cenário base para o ambiente protegido indicou um Valor Presente Líquido de cento e seis mil seiscentos e sessenta reais e oito centavos, com uma Taxa Interna de Retorno de 64,52% e um Payback de 1,54 ciclos. Para o cultivo a céu aberto, o Valor Presente Líquido foi de vinte e oito mil duzentos e quatorze reais e noventa e oito centavos, com Taxa Interna de Retorno de 52,29% e Payback de 1,88 ciclos. Embora ambos os sistemas tenham se mostrado viáveis no cenário inicial, os indicadores do ambiente protegido demonstraram uma rentabilidade significativamente superior e um retorno de capital mais célere.
Na simulação de cenários de preços, o cenário otimista para o ambiente protegido elevou o Valor Presente Líquido para cento e noventa e dois mil novecentos e quinze reais e quarenta e sete centavos, com uma Taxa Interna de Retorno de 89,62%. No cenário pessimista de preços, o sistema protegido ainda manteve a viabilidade, com Valor Presente Líquido positivo de sessenta e seis mil quinhentos e sessenta e três reais e seis centavos e Taxa Interna de Retorno de 49,61%. Já o sistema a céu aberto, sob o cenário pessimista de preços, apresentou um Valor Presente Líquido negativo de dois mil duzentos e vinte e nove reais e vinte e nove centavos e uma Taxa Interna de Retorno de apenas 4,62%, valor este inferior à Taxa Mínima de Atratividade adotada, o que caracteriza a inviabilidade econômica do projeto nessas condições específicas.
A análise da sensibilidade em relação à produtividade reforçou a resiliência do cultivo em estufa. No cenário de produtividade otimista (aumento de 30%), o Valor Presente Líquido do ambiente protegido atingiu cento e cinquenta e três mil cento e noventa reais e cinquenta e nove centavos. Mesmo no cenário de produtividade pessimista (redução de 30%), o sistema protegido permaneceu viável, com Valor Presente Líquido de sessenta mil cento e vinte e nove reais e cinquenta e sete centavos e Taxa Interna de Retorno de 46,89%. O sistema a céu aberto, embora tenha mantido indicadores positivos na variação isolada de produtividade, apresentou margens muito mais estreitas, com Valor Presente Líquido de novecentos e vinte reais e oitenta e três centavos no cenário pessimista.
A combinação mais favorável, unindo preço e produtividade otimistas, resultou em um Valor Presente Líquido de duzentos e sessenta e cinco mil trezentos e vinte e dois reais e cinquenta e oito centavos para o ambiente protegido, com uma Taxa Interna de Retorno de 106,76%. No extremo oposto, o cenário de preço e produtividade pessimistas evidenciou a vulnerabilidade do cultivo a céu aberto, que apresentou um Valor Presente Líquido negativo de vinte mil trezentos e noventa reais e quinze centavos, tornando o investimento inviável. O ambiente protegido, mesmo na pior combinação possível de mercado e produção, conseguiu manter um Valor Presente Líquido positivo de trinta e dois mil sessenta e um reais e sessenta e quatro centavos, com Taxa Interna de Retorno de 33,24%.
A discussão dos resultados permite inferir que a adoção do ambiente protegido atua como um mecanismo de mitigação de riscos econômicos. A estabilidade produtiva proporcionada pelo controle das variáveis ambientais compensa o maior investimento inicial exigido pela estrutura física. A qualidade superior dos frutos obtidos em estufa garante não apenas preços melhores, mas também uma maior aceitação comercial, reduzindo as perdas pós-colheita. Em contrapartida, o cultivo a céu aberto, apesar de demandar menor capital inicial, expõe o produtor a uma volatilidade que pode comprometer a continuidade da atividade em anos de preços baixos ou condições climáticas adversas.
As limitações deste estudo residem no recorte temporal de um ciclo produtivo e na localização geográfica específica, o que sugere a necessidade de pesquisas futuras que contemplem múltiplos ciclos e diferentes regiões produtoras para validar a perenidade dos resultados encontrados. Além disso, a análise do manejo fitossanitário detalhado e do uso de tecnologias de agricultura de precisão dentro do ambiente protegido poderia oferecer novos insights sobre a otimização de custos operacionais. A viabilidade econômica demonstrada para o tomate Caniati em Vera Cruz reforça a tendência de profissionalização da pequena propriedade rural por meio da tecnologia.
A comparação direta entre os dois sistemas produtivos revela que, embora o custo de implantação da estufa seja aproximadamente 93% superior ao custo do plantio convencional, o retorno financeiro e a segurança do investimento justificam o aporte adicional. A capacidade do sistema protegido em gerar lucro mesmo em cenários adversos é o fator determinante para a recomendação dessa tecnologia para pequenos produtores que buscam estabilidade de renda. O modelo de parceria adotado também se mostrou eficiente, permitindo a divisão de riscos e a especialização das funções entre os parceiros, o que contribui para a eficiência operacional do projeto.
A análise dos indicadores financeiros VPL, TIR e Payback consolidou a percepção de que o agronegócio de alta tecnologia é acessível e rentável para a pequena escala, desde que fundamentado em planejamento rigoroso e análise de mercado. A utilização de dados históricos de dez anos para a projeção de cenários conferiu robustez estatística às conclusões, permitindo uma visão realista das oscilações de preços que caracterizam o mercado de hortifrutigranjeiros no Brasil. A superioridade produtiva de 52,36% por planta no sistema protegido é um dado contundente que explica a diferença nos resultados líquidos finais.
Diante do exposto, observa-se que a gestão financeira aliada ao conhecimento técnico da cultura é indispensável para o sucesso da atividade. O produtor deve estar atento não apenas aos processos biológicos de desenvolvimento da planta, mas também às ferramentas de análise de investimento que permitem antecipar cenários e tomar decisões baseadas em dados quantitativos. O cultivo de tomate Caniati em ambiente protegido em Vera Cruz apresenta-se, portanto, como um modelo de negócio sustentável e altamente atrativo do ponto de vista econômico, superando os desafios inerentes à produção agrícola convencional.
Conclui-se que o objetivo foi atingido, demonstrando que o cultivo de tomate Caniati em ambiente protegido é economicamente viável e superior ao cultivo a céu aberto na região de Vera Cruz, São Paulo. Os indicadores financeiros revelaram que a estufa proporciona maior rentabilidade, com um Valor Presente Líquido de cento e seis mil seiscentos e sessenta reais e oito centavos e uma Taxa Interna de Retorno de 64,52%, além de oferecer maior resiliência frente a cenários pessimistas de preço e produtividade. O investimento inicial mais elevado no sistema protegido é plenamente compensado pela maior produtividade por planta e pela qualidade superior dos frutos, que garantem melhores preços de mercado e reduzem os riscos de inviabilidade financeira observados no sistema a céu aberto.
Referências Bibliográficas:
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Prado, R. J. 2014.Cultivo Agroecológico de tomate cereja em ambiente protegido no estado de Roraima. Dissertação deMestrado em Agronomia/Produção Vegetal, área de concentração: Manejo de Culturas. Universidade Federal de Roraima – UFRR, Boa Vista, Roraima, Brasil.
Silva, J. S. 2017. Equações algébricas e progressões geométricas utilizadas nos métodos de decisão de investimentos baseados no VPL e TIR. Dissertação deMestrado em Matemática em Rede Nacional. Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Curitiba,PR, Brasil.
Teixeira F. M. V. 2022. Embrapa: Doenças e pragas. Disponível em:<https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/tomate/producao/doencas-e-pragas>. Acesso em 06mar.2025.
UN (United Nations) Population Division (2017). World Population Prospects: The 2017 Revision. Acesso em:04 mar. 2025.
Resumo executivo oriundo de Trabalho de Conclusão de Curso da Especialização em Agronegócios do MBA USP/Esalq
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