
15 de janeiro de 2026
Influência de aspectos socioeconômicos no desempenho acadêmico em cursinho popular
Autor(a): Eduardo Marques Barcelos — Orientador(a): Kellen Jacobsen Follador
Resumo elaborado pela ferramenta ResumeAI, solução de inteligência artificial desenvolvida pelo Instituto Pecege voltada à síntese e redação.
Este trabalho avaliou a relação entre aspectos socioeconômicos e o desempenho acadêmico de alunos nos três primeiros meses de um cursinho popular em São Paulo. O estudo buscou identificar os fatores associados ao baixo rendimento, como renda familiar per capita e tipo de instituição de ensino médio frequentada. Analisou-se também a evasão discente e o engajamento em atividades avaliativas, como os simulados, para compreender as barreiras enfrentadas por esses jovens. A partir da identificação dessas dificuldades, o objetivo é subsidiar a formulação de ações pedagógicas e administrativas mais eficazes pela instituição, visando potencializar as chances dos alunos no acesso ao ensino superior.
O cenário educacional brasileiro é marcado por desigualdades estruturais que refletem a estratificação social do país. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (G1, 2024) e da Oxfam (2024) revelam uma concentração de renda extrema, onde o 1% mais rico da população detém um rendimento mensal 40 vezes superior ao dos 40% mais pobres. Essa disparidade afeta diretamente o acesso a oportunidades educacionais de qualidade. O investimento público em educação no Brasil, embora crescente, permanece aquém da média dos países da OCDE (2024), comprometendo a infraestrutura e a qualidade das escolas públicas. Essa precariedade sistêmica resulta em um abismo de desempenho entre estudantes de redes pública e privada, como evidenciado por avaliações como o Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB, 2021) e o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA, 2022).
A consequência dessa defasagem é a dificuldade de acesso de jovens de classes populares às universidades públicas. Análises do Exame Nacional do Ensino Médio (INEP, 2025) demonstram que a média de desempenho dos estudantes da rede pública é sistematicamente inferior à dos seus pares da rede privada, limitando suas chances nos vestibulares mais concorridos. Nesse contexto, a teoria do capital cultural de Pierre Bourdieu (1988) oferece uma lente analítica, argumentando que o sistema educacional valoriza saberes e posturas inerentes às classes dominantes. Alunos de camadas populares, por não possuírem esse capital cultural, enfrentam barreiras materiais e simbólicas, sentindo-se deslocados no ambiente escolar, um fenômeno discutido por autoras como Maria Helena Souza Patto (2015) e Marilena Chauí (1981).
Diante dessa exclusão estrutural, surgem os cursinhos populares como iniciativas de democratização do acesso ao ensino superior. Diferentemente dos cursinhos comerciais, que operam sob uma lógica de mercado (Whitaker, 2010; Castro, 2005), os populares são projetos sociais que oferecem preparação a baixo custo ou gratuitamente, frequentemente inspirados por pedagogias críticas como a de Paulo Freire. Essas iniciativas buscam promover a formação cidadã e o empoderamento dos estudantes (Carvalho, 2013; Pereira et al., 2010). No entanto, o sucesso desses projetos é desafiado pelas condições de vida dos alunos, que precisam conciliar os estudos com trabalho, responsabilidades domésticas e longos deslocamentos diários.
Estudos como os de Guimarães e Sampaio (2007) e Santos et al. (2020) corroboram que a carga de trabalho e a falta de tempo são os principais entraves para o rendimento e a permanência de estudantes de baixa renda em cursos preparatórios. A trajetória desses jovens é marcada por uma sobreposição de desvantagens acumuladas desde a educação básica. Compreender a magnitude dessas influências socioeconômicas é fundamental para aprimorar as estratégias de apoio e garantir que esses espaços cumpram seu papel. A presente pesquisa se insere nesse debate, buscando fornecer evidências empíricas sobre os determinantes do desempenho em um contexto específico, contribuindo para a compreensão dos desafios da educação popular no Brasil.
A metodologia empregada foi uma pesquisa quantitativa, descritiva e correlacional, realizada em uma instituição filantrópica de São Paulo. A organização, um cursinho popular desde 2011, atende egressos de escolas públicas ou bolsistas integrais de escolas particulares. A população inicial era de 500 alunos matriculados no início de 2025; ao final do período de observação de três meses (março a maio), havia 467 alunos ativos. Os dados foram coletados de fontes primárias e secundárias da própria instituição, com garantia de confidencialidade.
Para a caracterização do perfil socioeconômico, foram utilizados dados da matrícula, incluindo as variáveis: etnia, gênero, CEP, tipo de escola frequentada no ensino fundamental e médio, modalidade de conclusão do ensino médio, renda familiar per capita, condição de moradia, situação ocupacional e escolaridade dos pais. Essa gama de variáveis permitiu uma análise multifacetada das condições de vida dos estudantes.
O engajamento e o desempenho acadêmico foram mensurados por diferentes indicadores. A evasão foi calculada como o percentual de alunos que se desligaram do curso no período, com os motivos coletados por meio de um breve relato. O engajamento foi avaliado pela taxa de participação nos simulados online. O desempenho acadêmico foi obtido a partir das notas de seis simulados aplicados entre fevereiro e maio de 2025. Para permitir a comparabilidade, o rendimento foi padronizado como o percentual de acertos, e para alunos que realizaram mais de um simulado, calculou-se a média percentual.
A análise da relação entre desempenho e aspectos socioeconômicos foi conduzida em duas etapas. Primeiro, realizou-se um tratamento dos dados, com a exclusão de 70 alunos que não participaram de nenhum simulado. Em seguida, foram aplicados modelos de regressão linear simples para investigar a influência individual da renda familiar per capita e do tipo de escola cursada no ensino médio sobre o desempenho, variáveis selecionadas com base na literatura (Pazeto e Freguglia, 2016; Siqueira, 2017).
A análise do perfil socioeconômico revela um quadro de vulnerabilidade. A distribuição geográfica dos alunos mostra uma concentração na Zona Leste de São Paulo (59,91%), com destaque para distritos periféricos como Cidade Tiradentes e Itaquera. Essa localização impõe barreiras como longos tempos de deslocamento, o que se correlaciona com menor tempo de estudo (Torres et al., 2003). Esses bairros, como apontado por Pedrosa et al. (2015), apresentam altos índices de “patologias educacionais”, como evasão, indicando uma desvantagem educacional preexistente.
A análise da renda familiar per capita reforça esse perfil, com a maioria dos estudantes pertencendo a famílias com renda de até 1,5 salário mínimo por pessoa, enquadrando-se nas classes D e E (Neri, 2019). Essa condição material limita o acesso a bens e serviços e se sobrepõe à desvantagem geográfica. A falta de recursos dificulta a manutenção dos estudos, seja pelos custos de transporte, seja pela necessidade de trabalhar. Essa realidade material se soma a uma barreira simbólica, como teorizado por Bourdieu (1988), pois a escola tradicional, ao valorizar o capital cultural das elites, pode gerar um sentimento de não pertencimento nos alunos de classes populares (Patto, 2015).
O histórico escolar dos alunos, majoritariamente oriundos de escolas estaduais (52,86%), adiciona outra camada de complexidade. A precariedade da educação pública em São Paulo resulta em uma formação deficiente. Estudos como os de Nascimento (2007) e Soares e Sátyro (2008) demonstram a correlação entre investimento em infraestrutura escolar e o rendimento dos alunos. A falta desses investimentos gera um ciclo de desmotivação que contribui para altas taxas de evasão (Knüppe, 2006). Assim, os alunos chegam ao cursinho com lacunas de conteúdo e o peso de uma trajetória escolar marcada pela precariedade.
A análise da evasão e do engajamento materializa o impacto dessas condições. A taxa de evasão de 6,1% no período é significativa para um trimestre. Os motivos relatados para a desistência estão ligados à vulnerabilidade social: necessidade de trabalhar (36,4%), dificuldades financeiras (18,2%), problemas de saúde mental (18,2%) e dificuldade de deslocamento (12,1%). Esses dados corroboram outras pesquisas sobre cursinhos populares (Santos et al., 2020) e evasão na educação pública (Ramos e Gonçalves Junior, 2024). A saúde mental emerge como um fator crítico, refletindo o estresse desses estudantes (Frescura et al., 2023).
O engajamento nos simulados foi extremamente baixo, com a participação caindo de 84,8% no simulado de entrada (obrigatório) para uma média inferior a 6% nos simulados online subsequentes (voluntários). Esse dado pode refletir a dificuldade prática de conciliar uma rotina exaustiva com a realização de uma prova longa. Também pode indicar desmotivação, ligada à percepção de que suas chances de sucesso são mínimas, uma constatação já apontada por estudos como o de Leon e Menezes-Filho (2002).
O desempenho acadêmico médio dos estudantes, majoritariamente abaixo de 50% de acertos, é um reflexo da defasagem educacional acumulada. Esse rendimento reproduz, no microcosmo do cursinho, a discrepância de performance observada entre escolas públicas e privadas no SAEB e no ENEM (Klein, 2019; INEP, 2025). Estudos baseados em microdados do ENEM (Justiniano e Queiroz, 2021; Silva et al., 2020) já haviam identificado uma forte correlação entre baixa renda, origem em escola estadual e notas mais baixas. Os alunos do cursinho analisado se encaixam nesse perfil, e seus resultados confirmam o desafio que enfrentam.
A análise de regressão linear mostrou que a renda familiar per capita não foi um preditor estatisticamente significativo do desempenho acadêmico (p = 0,341). A ausência de correlação pode ser explicada pela relativa homogeneidade socioeconômica da amostra, onde as pequenas variações de renda não são suficientes para gerar diferenças significativas no desempenho, achado consistente com o de Justiniano e Queiroz (2021).
Em contrapartida, o tipo de escola cursada no ensino médio emergiu como um fator de diferenciação estatisticamente significativo. O modelo de regressão, que explicou 7,5% da variação no desempenho, mostrou que estudantes egressos de escolas técnicas (ETECs e IFs) e de escolas particulares com bolsa integral tiveram um rendimento notavelmente superior ao dos alunos de escolas estaduais regulares. Alunos de escolas técnicas apresentaram um desempenho, em média, 17,6% superior, enquanto os de escolas particulares com bolsa tiveram um rendimento 15,8% maior. Este resultado sugere que, mesmo em um contexto de vulnerabilidade, a qualidade da formação na educação básica é um diferencial crucial, como já apontado por Garcia et al. (2021) e Marangoni (2016).
A pesquisa demonstrou que o público do cursinho popular é majoritariamente composto por jovens de classes D e E, residentes em áreas periféricas e egressos de escolas públicas estaduais, configurando um perfil de múltipla vulnerabilidade. Fatores como a necessidade de trabalhar, dificuldades financeiras e problemas de deslocamento e saúde mental impulsionam a evasão e limitam o engajamento em atividades preparatórias. O baixo rendimento acadêmico inicial reflete a defasagem educacional, mas a análise revelou que, dentro desse grupo, a qualidade da escola de origem é um fator determinante. Alunos de escolas técnicas e particulares com bolsa apresentam um desempenho significativamente superior, indicando que o acesso a uma educação básica de melhor qualidade pode mitigar parte das desvantagens. Os cursinhos populares, portanto, atuam em um terreno complexo, onde as limitações impostas pela realidade socioeconômica e pela formação prévia dos alunos restringem o alcance de suas ações pedagógicas.
Os resultados deste estudo oferecem subsídios para que os cursinhos populares aprimorem suas estratégias, desenvolvendo acompanhamentos mais personalizados que considerem o histórico escolar e as dificuldades individuais. No entanto, é crucial reconhecer as limitações desta pesquisa, como o curto período de análise de três meses e o viés de seleção nos dados de desempenho, provenientes de simulados com baixa e voluntária participação. Estudos futuros com acompanhamento longitudinal e metodologias mistas poderiam aprofundar a compreensão da causalidade entre as variáveis. Conclui-se que o objetivo foi atingido: demonstrou-se que, dentro de um grupo socioeconomicamente vulnerável, as condições acadêmicas prévias, especificamente o tipo de escola cursada no ensino médio, exercem uma influência significativa no desempenho inicial dos estudantes no cursinho popular, sobrepondo-se a variações na renda familiar.
Referências:
Bourdieu, P. 1998. Os três estados do capital cultural. p. 71-79. In: Nogueira, M. A.; Catani, A. (orgs.). Escritos de educação. Vozes, Petrópolis, RJ, Brasil.
Carvalho, J. M. 2014. Cidadania no Brasil: o longo caminho. 18ed. Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
Carvalho, M. F. 2013. A educação popular como princípio dos cursinhos populares. Cadernos CIMEAC 3(2): 73-82.
Castro, C. A. 2005. Cursinhos alternativos e populares: movimentos territoriais de luta pelo acesso ao ensino público superior no Brasil. Dissertação de Mestrado em Educação. Universidade Estadual Paulista, Presidente Prudente, SP, Brasil. 110 f.
Chaui, M. 1981. Cultura e democracia. Moderna, São Paulo, SP, Brasil.
Exame. 2023. As cidades mais caras para viver no Brasil. Disponível em: https://exame. com/brasil/as-cidades-mais-caras-para-viver-no-brasil-2/ . Acesso em: 18 mar. 2024.
Folha de S. Paulo – Estúdio Folha. 2024. Cidade de São Paulo tem a menor taxa de abandono escolar da década. Estúdio Folha – Prefeitura de São Paulo. Disponível em: https://estudio. folha. uol. com. br/prefeitura-de-saopaulo/2024/12/cidade-de-sao-paulo-tem-a-menor-taxa-de-abandono-escolar-da-decada. shtml . Acesso em: 4 set. 2025.
Frescura, E. F.; Rodrigues, G. N.; Conti, M. J.; Nazar, T. C. G. 2023. Sintomas e fatores associados à depressão e à ansiedade em estudantes adolescentes de escolas públicas. Cuadernos de Educación y Desarrollo 15(12): 17239-17263.
G1. 2024. Brasil é 6ª economia que mais cresceu no mundo em 2024. Disponível em: https://g1. globo. com/economia/noticia/2024/09/03/brasil-e-6a-economia-que-mais-cresceu-no-mundo-em-2024. ghtml . Acesso em: 19 fev. 2025.
G1. 2024. Desigualdade no Brasil: rendimento mensal do 1% mais rico é 40 vezes maior que dos 40% mais pobres. Disponível em: https://g1. globo. com/economia/noticia/2024/04/19/desigualdade-no-brasil-rendimento-mensal-do-1percent-mais-rico-e-40-vezes-maior-que-dos-40percent-mais-pobres. ghtml . Acesso em: 19 fev. 2025.
Garcia, R. A.; Rios-Neto, E. L. G.; Miranda-Ribeiro, A. 2021. Efeitos rendimento escolar, infraestrutura e prática docente na qualidade do ensino médio no Brasil. Revista Brasileira de Estudos de População 38: 1-32.
Guimarães, J. F.; Sampaio, B. 2007. The influence of family background and individual characteristics on entrance tests scores of Brazilian university students. In: Encontro Nacional de Economia, 35., Recife. Anais… ANPEC, Recife, PE, Brasil.
Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira [INEP]. 2025. Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Disponível em: https://www. gov. br/inep/pt-br/areas-de-atuacao/avaliacao-e-exames-educacionais/enem . Acesso em: 24 fev. 2025.
Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira [INEP]. 2025. Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA). Disponível em: https://www. gov. br/inep/pt-br/areas-de-atuacao/avaliacao-e-exames-educacionais/pisa . Acesso em: 24 fev. 2025.
Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira [INEP]. 2025. Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB). Disponível em: https://www. gov. br/inep/pt-br/areas-de-atuacao/avaliacao-e-exames-educacionais/saeb . Acesso em: 27 fev. 2025.
Justiniano, E. F.; Queiroz, A. P. 2021. Renda, participação e desempenho no ENEM em São Paulo: uma abordagem espacial (2012-2018). Confins 51. Disponível em: http://journals. openedition. org/confins/38804 . Acesso em: 8 set. 2025.
Kato, D. S. 2011. O papel dos cursinhos populares nos acessos e mudanças de perspectivas de seus participantes. Cadernos CIMEAC 1(1): 5-24.
Klein, R. 2019. Uma solução para a divergência de diferentes padrões no SAEB. Ensaio: Avaliação de Políticas Públicas em Educação 27(103): 229-249.
Knuppe, L. 2006. Motivação e desmotivação: desafio para as professoras do Ensino Fundamental. Educação em Revista 27: 277-290.
Leon, F. L. L.; Menezes-Filho, N. A. 2002. Reprovação, avanço e evasão escolar no Brasil. Pesquisa e Planejamento Econômico 32(3): 417-451.
Marangoni, A. M. 2016. Indicadores de gestão e Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM: um estudo nos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia. Dissertação de Mestrado em Administração. Fundação Universidade Regional de Blumenau, Blumenau, SC, Brasil. 132 f.
Nascimento, P. A. M. M. 2007. Recursos destinados à educação e desempenho escolar: uma revisão na literatura internacional. Estudos em Avaliação Educacional 18(36): 115-138.
Neri, M. C. 2019. Classe média brasileira: ascensão social e nova configuração de classes. FGV Social, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
Oxfam International. 2024. Desigualdade S. A.: como o poder das grandes empresas divide o nosso mundo e a necessidade de uma nova era de ação pública. 1ed. Oxfam International, Oxford, Reino Unido. 55 p. Disponível em: https://oxfam. org . Acesso em: 19 fev. 2025.
Patto, M. H. S. 2015. A produção do fracasso escolar: histórias de submissão e rebeldia. 4ed. Casa do Psicólogo, São Paulo, SP, Brasil. 424 p.
Pazeto, L. S.; Freguglia, R. S. 2016. Recursos destinados à educação e desempenho escolar: uma revisão na literatura internacional. Ipea, Brasília, DF, Brasil. (Texto para Discussão, n. 2173). Disponível em: https://www. ipea. gov. br/portal/index. php? option=com_content&view=article&
Resumo executivo oriundo de Trabalho de Conclusão de Curso de Especialização em Gestão Escolar do MBA USP/Esalq
Saiba mais sobre o curso; clique aqui:





































