Resumo Executivo

04 de maio de 2026

Personal branding e marketing jurídico: autoridade e posicionamento

Juliana Malinowski; Vinicius Costa Fagundes

Resumo elaborado pela ferramenta ResumeAI, solução de inteligência artificial desenvolvida pelo Instituto Pecege voltada à síntese e redação.

O mercado jurídico atravessa um período de intensas transformações estruturais, impulsionadas pela digitalização acelerada dos serviços e pelo aumento exponencial da competitividade entre profissionais. Em um cenário onde a oferta de serviços jurídicos se torna cada vez mais vasta, o estabelecimento de um posicionamento estratégico deixa de ser um diferencial para se tornar uma necessidade de sobrevivência institucional. A construção de uma presença sólida e reconhecida no mercado exige que o profissional vá além do domínio do conhecimento técnico, buscando consolidar uma autoridade que seja percebida de forma clara pelo público-alvo. A publicidade e o marketing na advocacia, entretanto, operam sob um regime de regulamentação rigoroso, ditado pelas normas do Código de Ética da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O Provimento 205/2021 estabelece que a publicidade deve possuir caráter meramente informativo, pautando-se pela discrição e sobriedade, de modo a evitar a mercantilização da profissão e a captação indevida de clientela (OAB, 2021). Nesse contexto, o marketing jurídico não deve ser interpretado como uma ferramenta de venda direta, mas como um conjunto de estratégias que reforçam a credibilidade e a imagem do advogado.

A relevância do marketing jurídico digital manifesta-se na capacidade de gerar conteúdo de valor, garantindo visibilidade em ambientes virtuais e participação em eventos que influenciam a tomada de decisão do cliente. Além da presença digital, fatores como o ambiente físico de atendimento e a apresentação pessoal, incluindo vestimenta e postura, exercem influência direta na percepção do público. Em áreas onde a intangibilidade do serviço é elevada, como no Direito, o ambiente de prestação de serviços atua como um mecanismo de reforço da confiança, criando vantagens competitivas significativas (Bitner, 1992). A aparência dos profissionais funciona como uma modalidade de comunicação não verbal, transmitindo mensagens de profissionalismo e autoridade antes mesmo do início de qualquer interação verbal (Thornton, 2015). O conceito de personal branding no campo jurídico integra, portanto, a aparência, o ambiente e a conduta, transformando a apresentação individual em um componente indissociável da marca profissional. Quando essas práticas são alinhadas a estratégias de marketing digital, o posicionamento do advogado é consolidado, ampliando o alcance junto a um público qualificado. O marketing digital intensificou a necessidade de adaptação constante para garantir a relevância no mercado contemporâneo (Kotler et al., 2017). O personal branding não deve ser confundido com mera autopromoção, mas sim compreendido como um processo estratégico que fortalece a diferenciação e a visibilidade (Golini e Arruda, 2023).

A transição para o ambiente digital exige que o advogado compreenda a marca pessoal como um ativo de expertise. Em profissões baseadas em conhecimento especializado, a reputação individual frequentemente possui um peso superior à reputação organizacional do escritório, fazendo com que o profissional seja a personificação da própria instituição (Parmentier e Fischer, 2012). A integração entre a identidade visual e a comunicação não verbal é fundamental, pois elementos como logomarcas, paletas de cores e a estrutura visual das redes sociais reforçam a coerência estética e comunicacional. Tais recursos funcionam como sinais visuais que comunicam valores e despertam percepções capazes de influenciar a forma como o público enxerga o escritório, reforçando a credibilidade (Henderson et al., 2003). A gestão da marca pessoal envolve a definição, comunicação e manutenção da imagem que o indivíduo deseja projetar, alinhando a identidade pessoal às competências e diferenciais que pretende destacar (Montoya e Vandehey, 2002). Diante desse panorama, a análise de como o personal branding e o marketing digital contribuem para a diferenciação jurídica torna-se essencial para compreender as dinâmicas de autoridade no mercado atual, respeitando sempre os limites éticos impostos pela classe.

Para investigar essas dinâmicas, optou-se por uma abordagem metodológica quantitativa, fundamentada na aplicação de um formulário estruturado. A pesquisa quantitativa é particularmente adequada para contextos que demandam a mensuração objetiva de fenômenos sociais e a análise de relações entre variáveis específicas (Kaplan e Rosenbusch, 2020). O instrumento de coleta de dados foi desenvolvido na plataforma Google Forms e consistiu em 32 questões de múltipla escolha, organizadas para captar dados de forma prática e sistemática. A escolha dessa ferramenta permitiu o alcance de profissionais em diferentes localizações geográficas, garantindo a agilidade no processo de coleta e a integridade das respostas. A amostra da investigação foi composta por 40 advogados e advogadas atuantes nas cidades de Curitiba e São Paulo, representando um recorte de profissionais inseridos em grandes centros urbanos onde a competitividade jurídica é acentuada. O levantamento ocorreu entre os meses de maio e agosto de 2025, e todos os participantes foram devidamente informados sobre o caráter exclusivamente acadêmico da pesquisa, manifestando seu consentimento livre e esclarecido.

O questionário foi estruturado em cinco seções temáticas distintas para garantir a profundidade da análise. A primeira seção focou no perfil sociodemográfico, coletando dados sobre idade, gênero, escolaridade e tempo de atuação na advocacia. A segunda seção abordou o uso do marketing digital, identificando as plataformas utilizadas e a frequência de postagens. A terceira dimensão explorou o personal branding, avaliando o grau de consciência dos profissionais sobre a construção de sua própria marca. A quarta seção investigou a imagem profissional e o posicionamento, incluindo percepções sobre vestimenta, ambiência do escritório e critérios de precificação. Por fim, a quinta seção mapeou as barreiras e percepções de autenticidade, buscando identificar os obstáculos que dificultam a adoção de estratégias de marketing. O tratamento estatístico dos dados coletados baseou-se em análise descritiva, com a apresentação de frequências absolutas e relativas. Em etapas específicas, realizou-se o cruzamento de variáveis para observar como a faixa etária e o tempo de carreira influenciam a adoção de ferramentas digitais. A utilização da pesquisa quantitativa permitiu a identificação de padrões de comportamento e correlações de forma sistemática, atendendo aos objetivos propostos (Utsumi et al., 2007).

A operacionalização da coleta de dados seguiu um protocolo rigoroso para assegurar a fidedignidade das informações. Cada questão do formulário foi elaborada para traduzir conceitos teóricos, como o de servicescape e comunicação não verbal, em situações práticas do cotidiano jurídico. O detalhamento das etapas operacionais incluiu a validação prévia do questionário para evitar ambiguidades nas perguntas. Embora a amostra de 40 participantes apresente limitações quanto à generalização para todo o universo da advocacia brasileira, os dados obtidos permitem identificar tendências relevantes e comportamentos predominantes em mercados altamente competitivos. A análise focou na identificação de lacunas entre o reconhecimento da importância das estratégias de marketing e sua efetiva implementação prática. O processo de análise buscou compreender não apenas o que os advogados fazem, mas as motivações e os receios que moldam suas escolhas de posicionamento. A investigação detalhou minuciosamente o tipo de pesquisa, o local, o período e os instrumentos, garantindo que o passo a passo da coleta fosse transparente e replicável em estudos futuros que busquem expandir o escopo geográfico ou amostral.

Os resultados obtidos revelam um perfil de amostra com predominância do público masculino, que representa 57,50% dos respondentes, enquanto o público feminino compõe 42,50%. Esse dado oferece um contraponto interessante às tendências recentes apontadas pela Ordem dos Advogados do Brasil, que indicam um crescimento acelerado da participação feminina na advocacia brasileira, tornando-a majoritária em termos demográficos globais (OAB, 2024). No que tange à faixa etária, observou-se uma concentração significativa de profissionais entre 25 e 40 anos. Esse grupo caracteriza-se por uma familiaridade natural com ambientes digitais, uma vez que a chamada geração digital construiu sua identidade em meio ao uso constante da internet e das redes sociais (Bahriyah et al., 2023). Profissionais acima de 50 anos representaram uma parcela menor da amostra, manifestando percepções mais conservadoras e relatando maiores barreiras relacionadas à adaptação tecnológica e à gestão do tempo para a criação de conteúdo digital. Quanto ao tempo de atuação, houve uma distribuição equilibrada entre advogados iniciantes, com até cinco anos de experiência, e profissionais experientes, com mais de 10 anos de carreira, o que indica que o desafio de repensar o posicionamento de mercado atinge diferentes estágios da trajetória profissional.

A familiaridade com o marketing digital, entretanto, ainda se mostra heterogênea e, em muitos casos, superficial. Apenas 27% da amostra declarou possuir conhecimento sólido e experiência prática no uso de ferramentas digitais para fins profissionais. A utilização das redes sociais como canal de visibilidade revelou que 48% dos respondentes ainda não utilizam essas plataformas com intuito profissional, evidenciando uma lacuna considerável entre o reconhecimento da importância do ambiente digital e sua implementação estratégica. Entre os que utilizam, o LinkedIn consolidou-se como a plataforma preferida, sendo citada por 31% dos participantes, devido ao seu foco em networking corporativo e construção de autoridade intelectual. O Instagram aparece em segundo lugar, com 17%, sendo valorizado pela proximidade e linguagem visual que permite a interação direta com potenciais clientes. A produção de conteúdo relevante nessas plataformas é reconhecida como um dos pilares fundamentais para ampliar o alcance e reforçar a credibilidade (Wuicik, 2019). Contudo, a inconsistência na frequência de postagens é um problema comum, muitas vezes justificado pela falta de tempo ou pelo receio de ultrapassar os limites éticos impostos pela regulamentação da classe.

No âmbito do personal branding, os dados indicam que a maioria dos advogados reconhece a importância de construir uma marca pessoal como diferencial competitivo. Entre as ações práticas mais valorizadas para a consolidação da autoridade profissional, destacam-se a produção de conteúdo informativo (18%), publicações acadêmicas (13%), tempo de mercado (11%) e a obtenção de selos em rankings jurídicos (11%). É notável que 29% dos respondentes consideram que o conjunto de todas essas práticas é o que realmente sustenta a autoridade. O cruzamento de dados revelou que advogados iniciantes, com até cinco anos de carreira, priorizam a produção de conteúdo em redes sociais em busca de visibilidade rápida. Já profissionais com seis a 10 anos de atuação investem mais em autoridade intelectual por meio de publicações e eventos. Advogados com mais de 10 anos de experiência tendem a sustentar sua autoridade na trajetória de mercado e na reputação construída ao longo do tempo. Essa diferenciação sugere que a fase da carreira impacta diretamente as escolhas estratégicas de branding, evidenciando que a marca pessoal é um recurso dinâmico que evolui com o profissional.

A dimensão da imagem profissional e do posicionamento revelou que aproximadamente 80% dos advogados consideram a aparência e o comportamento durante a prestação do serviço como fatores decisivos para a percepção de credibilidade. A imagem pessoal, entendida como a impressão momentânea formada pelos outros, é moldada por escolhas cotidianas de postura e vestimenta (Montoya e Vandehey, 2002). Os resultados conectam-se diretamente ao conceito de servicescape, demonstrando que o ambiente de atendimento, seja ele físico ou virtual, influencia a satisfação e as expectativas do cliente (Bitner, 1992). Cerca de 75% dos participantes acreditam que uma identidade visual bem estruturada ajuda a transmitir confiança antes mesmo do primeiro contato verbal. Além disso, 70% afirmam que um ambiente de atendimento planejado fortalece a percepção de competência. A coerência entre a presença digital e o espaço físico é vista como essencial para a construção de uma marca sólida, transmitindo organização e profissionalismo (Kotler e Keller, 2012).

Apesar do reconhecimento da importância dessas estratégias, barreiras significativas impedem a plena adoção do marketing digital e do personal branding. A falta de tempo para criar conteúdos de qualidade e os custos associados à contratação de profissionais especializados são obstáculos frequentes. No entanto, a barreira mais crítica refere-se ao desconhecimento das normas éticas. A pesquisa evidenciou que apenas 37,5% dos advogados afirmam conhecer profundamente as diretrizes do Provimento 205/2021 da OAB. A maioria possui apenas alguma noção (57,5%) ou desconhece completamente as regras (5%), o que gera insegurança e inibe a experimentação de ferramentas digitais mais ousadas. Esse cenário de conservadorismo cultural limita a inovação e reforça a dependência de métodos tradicionais de prospecção. A necessidade de maior capacitação e orientação profissional é evidente, para que os recursos digitais possam ser utilizados de forma ética e planejada, consolidando a reputação sem comprometer os princípios da profissão. As mudanças nas formas de interação profissional exigem novas estratégias de visibilidade no meio virtual (Silva e Araújo, 2020).

A discussão dos resultados aponta para a necessidade de uma estratégia híbrida na advocacia contemporânea. Enquanto as ações digitais ampliam o alcance e favorecem a interação, as práticas tradicionais de reputação mantêm um peso simbólico crucial, especialmente para a consolidação da autoridade a longo prazo. O equilíbrio entre o prestígio institucional e a presença on-line define o sucesso do posicionamento competitivo. A marca pessoal ganha relevância especial em profissões baseadas em expertise, onde a confiança é o principal ativo de troca. A materialidade da marca, expressa na identidade visual e na ambiência, transmite mensagens de competência que precedem o discurso verbal. Portanto, o fortalecimento da autoridade jurídica depende da integração consciente entre a imagem projetada, a conduta ética e a entrega técnica. A investigação demonstra que o personal branding não é uma opção, mas uma realidade inerente à prática profissional, cabendo ao advogado geri-lo de forma estratégica ou permitir que o mercado o defina de forma aleatória.

As implicações práticas deste estudo sugerem que escritórios de advocacia e profissionais autônomos devem investir na padronização de sua identidade visual e no alinhamento de seus pontos de contato com o cliente. A produção regular de conteúdo de valor não apenas atende aos requisitos informativos da OAB, mas estabelece o advogado como uma referência em sua área de atuação. As limitações encontradas, como o tamanho reduzido da amostra e o recorte geográfico restrito, indicam a necessidade de pesquisas futuras que explorem as diferenças de percepção entre diversas áreas do Direito, como o Direito Criminal versus o Direito Corporativo, onde as expectativas de imagem podem variar drasticamente. Além disso, métodos qualitativos poderiam aprofundar a compreensão sobre os dilemas éticos enfrentados pelos profissionais na era digital. A evolução do marketing jurídico caminha para uma integração cada vez maior entre tecnologia e tradição, exigindo uma postura proativa na gestão da reputação.

Conclui-se que o objetivo foi atingido ao demonstrar que o personal branding e o marketing digital são ferramentas essenciais para a diferenciação e construção de autoridade na advocacia, embora sua aplicação ainda enfrente barreiras culturais e regulatórias significativas. A pesquisa evidenciou que, apesar de os profissionais reconhecerem a importância da imagem e da presença digital, existe uma lacuna considerável no conhecimento técnico sobre as normas da OAB e na execução estratégica de ações de branding. O sucesso no mercado jurídico contemporâneo depende da capacidade do advogado de integrar sua identidade pessoal a uma comunicação digital ética e consistente, transformando a percepção de autoridade em um ativo competitivo sustentável. A adaptação às novas dinâmicas de comunicação não é apenas uma resposta à modernização tecnológica, mas uma exigência para a preservação da relevância profissional em um mercado saturado, onde a confiança e a diferenciação são os pilares da escolha do cliente.

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Resumo executivo oriundo de Trabalho de Conclusão de Curso da Especialização em Marketing do MBA USP/Esalq

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