Um parque tecnológico não termina nos limites do seu terreno

Columna

Innovación

05 de noviembre de 2026

Um parque tecnológico não termina nos limites do seu terreno

Ao aproximar competências e acompanhar resultados, sua contribuição alcança também organizações que não estão fisicamente instaladas nele

Um parque tecnológico é um lugar de encontros. Nele, uma empresa pode encontrar o conhecimento necessário para desenvolver uma solução, um pesquisador pode descobrir uma aplicação para seu trabalho e um empreendedor pode conhecer o parceiro que faltava para levar uma ideia ao mercado.

Edifícios, laboratórios e espaços de convivência tornam esses encontros possíveis. O que amplia seu valor, porém, é a capacidade de transformar a proximidade entre pessoas e organizações em colaboração.

Essa é uma das contribuições mais interessantes dos parques tecnológicos para o desenvolvimento: eles ajudam a conectar recursos que um território já possui, mas que nem sempre estão trabalhando juntos. Conhecimento científico, experiência empresarial, capacidade produtiva, talento empreendedor e políticas públicas podem ganhar força quando encontram objetivos comuns.

Os parques têm diferentes origens e modelos de gestão. Alguns são ligados a universidades; outros resultam de iniciativas governamentais, empresariais ou de parcerias institucionais. Suas estruturas também variam. Essa diversidade permite que cada parque desenvolva uma atuação coerente com as características de sua região.

A International Association of Science Parks and Areas of Innovation (IASP) destaca o papel desses ambientes na circulação de conhecimento e tecnologia entre universidades, instituições de pesquisa, empresas e mercados, apoiando a criação e o crescimento de negócios inovadores.

Mas como essa missão se traduz no cotidiano? Um caminho é começar pelas perguntas certas. Em vez de pensar somente nos serviços que um parque pode oferecer, vale investigar quais desafios seu território precisa enfrentar e quem pode contribuir para resolvê-los.

Uma indústria interessada em reduzir o consumo de energia, por exemplo, pode se beneficiar de uma parceria com pesquisadores e empresas de tecnologia. Um produtor rural pode ajudar uma startup a testar uma solução em condições reais. Uma instituição de ensino pode aproximar estudantes de desafios empresariais e, com isso, criar oportunidades de aprendizagem e desenvolvimento profissional.

Conexões

Essas conexões não precisam surgir por acaso. Elas podem ser construídas de maneira organizada, a partir de três movimentos: conhecer as competências disponíveis, escutar as demandas e aproximar os participantes em torno de objetivos concretos. Um mapeamento do ecossistema ajuda a identificar quem faz o quê. A escuta revela problemas que merecem atenção. A articulação cria oportunidades para que o conhecimento encontre aplicação.

O passo seguinte é dar continuidade aos encontros. Uma conversa inicial pode evoluir para uma visita técnica, um projeto de pesquisa aplicada, um teste de solução ou uma parceria comercial. Cada iniciativa terá seu próprio ritmo, e nem todas seguirão o mesmo caminho. O importante é que o parque ofereça condições para que boas oportunidades possam amadurecer.

Essa forma de atuação também amplia o significado da infraestrutura. Uma sala de reunião pode receber a negociação de um projeto conjunto. Um laboratório pode apoiar a validação de uma tecnologia. Um espaço de convivência pode aproximar profissionais de setores diferentes. Uma praça pode acolher atividades que apresentem à comunidade soluções desenvolvidas no território. O espaço físico ganha ainda mais valor quando é utilizado para conectar pessoas, conhecimentos e oportunidades.

Piracicaba

No Parque Tecnológico Piracicaba (PTP), sob gestão do Instituto Pecege desde dezembro de 2025, essa perspectiva orienta uma atuação que combina o cuidado com a infraestrutura e a aproximação entre organizações. O território reúne instituições de ensino e pesquisa, empresas, startups e outros ambientes de inovação. Conhecer essas competências e facilitar seu encontro com demandas reais é uma maneira de ampliar as possibilidades de colaboração.

O portal oficial do PTP  reúne informações institucionais e oferece acesso aos serviços do parque. O mapeamento das organizações do território, os serviços disponibilizados pelo parque e o NEXT, programa de aceleração oferecido pelo PTP para startups, são exemplos de instrumentos que contribuem para esse trabalho. O mapeamento ajuda a reconhecer as capacidades do ecossistema e a identificar conexões possíveis.

Os serviços oferecem portas de entrada para quem procura o parque. Já o Programa NEXT apoia empreendedores no desenvolvimento de seus negócios e na aproximação com oportunidades de validação de soluções, parcerias e acesso ao mercado. A participação em articulações como o PiN – Piracicaba Innovation e o Corredor Agro amplia o diálogo com parceiros e desafios que ultrapassam os limites físicos do PTP.

A experiência de Piracicaba ilustra um aprendizado que pode ser aplicado a diferentes parques: não é necessário concentrar todas as competências em uma única instituição para produzir resultados relevantes. Um parque pode atuar em rede, valorizando aquilo que universidades, empresas, incubadoras, aceleradoras, entidades representativas e órgãos públicos já realizam. Ao conectar essas capacidades, ajuda a criar caminhos que seriam mais difíceis de percorrer isoladamente.

Aprendizagem para a gestão

Há também uma oportunidade importante de aprendizagem para a própria gestão. Acompanhar o uso dos espaços mostra como a infraestrutura atende seus públicos. Registrar demandas ajuda a compreender o que empresas e empreendedores procuram. Observar o desenvolvimento dos projetos permite identificar quais serviços e conexões estão sendo úteis. Com essas informações, o parque pode aprimorar sua atuação e comunicar seus resultados com mais clareza.

Esse acompanhamento não precisa começar com um sistema complexo. Pode começar com perguntas simples e consistentes: qual desafio foi apresentado? Quem participou da aproximação? Que encaminhamento foi definido? O projeto avançou para uma nova etapa? Que resultado já pode ser demonstrado? Ao registrar essas respostas ao longo do tempo, a gestão constrói uma visão mais completa de sua contribuição e aprende com a experiência de seus parceiros.

A literatura sobre inovação regional reforça a importância de considerar as características de cada território e fortalecer as relações entre seus participantes. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) observa que estratégias de inovação precisam reconhecer as capacidades locais e criar condições para que diferentes regiões desenvolvam suas próprias oportunidades. Para os parques tecnológicos, isso significa combinar uma missão comum, aproximar conhecimento e aplicação, com estratégias adequadas à realidade de cada lugar.

O futuro dos parques tecnológicos não depende, portanto, de escolher entre infraestrutura e articulação. As duas dimensões se fortalecem. Espaços bem administrados oferecem segurança e continuidade para as atividades; relações bem construídas ampliam as possibilidades de uso desses espaços e de desenvolvimento de projetos. Quando o parque conhece seu território, acolhe demandas, aproxima competências e acompanha resultados, sua contribuição alcança também organizações que não estão fisicamente instaladas nele. É por isso que um parque tecnológico não termina nos limites do seu terreno. Seu endereço indica onde ele está. As conexões que constrói mostram até onde seu impacto pode chegar.

Para ter acesso às referências desse texto clique aqui

Quién publicó esta columna

Pedro Chamochumbi

É diretor-presidente do Parque Tecnológico Piracicaba, gestor de inovação, agente de desenvolvimento, ESG, cidades inteligentes e governo digital. É cofundador da AiX - Agência de Inovação, consultor associado ao Instituto Pecege, membro do Conselho Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação de Piracicaba, professor, palestrante e mentor de negócios inovadores.

También te puede interesar

Mba Ejecutivo En Liderazgo Y Gestión

04 de noviembre de 2026

Financiación Sostenible en el Agronegocio: el Desafío de Escalar el CRA CRF en el Cerrado

El presente Business Case analizó la oportunidad de expansión de operaciones de financiación sostenible en el agronegocio por medio de Certificados de Ingresos del Agronegocio (CRA) vinculados al modelo Responsible Commodities Facility (RCF). El objetivo consistió en evaluar cómo el CRA RCF podría superar limitaciones operacionales, integrando monitoreo satelital, auditorías externas, criterios técnicos de elegibilidad y métricas verificables, preservando la viabilidad económica de la financiación. Para ello, se mapearon los factores causales que limitaban la expansión del programa, utilizando un diagrama de Ishikawa. Se evaluaron tres alternativas estratégicas, y una matriz de decisión indicó la más coherente. La metodología de evaluación se basó en la recolección periódica de datos operacionales, financieros y socioambientales, comparándolos con una línea de base existente. El análisis identificó que la escalabilidad del programa estaba restringida por desafíos de gobernanza de datos, monitoreo territorial y procesos de elegibilidad. Como resultado, se recomendó la implementación de un framework operacional integrado, enfocado en la estandarización de criterios socioambientales, integración de bases geoespaciales, monitoreo continuo y mejora del reporte de impacto. La solución propuesta demostró ser la alternativa más adecuada para promover el crecimiento sostenible del programa, con expectativa de ampliar el volumen financiado, reducir costos operacionales, expandir el área monitoreada bajo criterios de producción libre de conversión y fortalecer la credibilidad institucional, contribuyendo a un mercado financiero agrícola más sostenible.

Palabras clave: Agronegocio; Cerrado; CRA RCF; ESG; Financiación sostenible.

Mba Ejecutivo En Liderazgo Y Gestión

04 de noviembre de 2026

Gestión de Activos de Puesta a Tierra y SPDA: Estructuración de Modelo Aplicado a la Minería

Una mina de cobre en Marabá (PA) operaba sin un proceso formal de gestión para los sistemas de puesta a tierra y SPDA, lo que generó un pasivo de no conformidades y amenazó la certificación ISO 14001, esencial para los ingresos. El trabajo objetivó estructurar un modelo formal de gestión para estos activos, capaz de atacar las causas reales del problema. Para ello, se aplicó el Diagrama de Ishikawa para identificar las causas estructurales de las no conformidades, distribuyéndolas en categorías como métodos y materiales. Luego, se utilizó la Matriz GUT para priorizar las causas más críticas, como la ausencia de procedimiento de gestión y de plan de inspección. Cinco alternativas de solución fueron evaluadas por una matriz de decisión multicriterio y un estudio de viabilidad. La alternativa de gestión interna estructurada y faseada hasta 2030 (Alternativa 5) fue la recomendada, obteniendo la mayor puntuación (122 puntos), con el modelo híbrido sirviendo de apoyo puntual para experticia externa en fases críticas. El plan de implementación previó cinco fases hasta 2030, incluyendo mapeo y saneamiento documental, adecuación técnica prioritaria, consolidación y expansión del modelo, y madurez. La meta principal fue alcanzar el 100% de las edificaciones mapeadas y adecuadas, y eliminar señalamientos en auditorías ISO 14001. Se concluyó que el modelo propuesto transformó la gestión reactiva en un proceso proactivo, con responsabilidades definidas e indicadores de desempeño, garantizando la conformidad normativa, la previsibilidad técnica y la continuidad operacional de la planta.

Palabras clave: Puesta a tierra; Gestión de activos; ISO 14001; Minería; SPDA.

Mba Ejecutivo En Liderazgo Y Gestión

04 de noviembre de 2026

Viabilidad Económica de la Comercialización de CO2 Licuado en Biorrefinerías de Etanol de Maíz en Brasil

La búsqueda global de la descarbonización ha intensificado el interés en el aprovechamiento del CO2 biogénico, especialmente de biorrefinerías de etanol de maíz, que generan CO2 concentrado y aún poco valorizado. Este Business Case evaluó la viabilidad económico-financiera de la producción y comercialización de CO2 licuado mediante la implantación de una unidad de captura, purificación y licuefacción en una biorrefinería de etanol de maíz en Brasil. El estudio consideró una capacidad nominal de 150 t/día, analizando el mercado potencial, la inversión necesaria, los costos operacionales y los resultados económicos, utilizando indicadores como Valor Presente Neto (VPN), Tasa Interna de Retorno (TIR) y payback descontado. El proyecto exigió una inversión estimada de R$ 93,4 millones y produjo potencialmente 49.875 t/año de CO2 licuado. Bajo las premisas adoptadas, presentó un VPN de R$ 22,1 millones, una TIR de 19,5% anual, un payback descontado de 10,5 años y un precio de equilibrio de R$ 727/t. El análisis de mercado indicó una dimensión compatible con la producción propuesta, pero evidenció la necesidad de validación regional de la demanda y de contratación anticipada de una parte relevante de la capacidad. Se concluyó que el proyecto era económicamente viable, con un margen de 19,2% antes de que el VPN alcanzara cero, pero su atractivo dependía de la confirmación del precio neto de venta, de la inversión y del consumo de energía. Se recomendó avanzar hacia la validación comercial y la ingeniería básica, condicionando la decisión final de inversión a la confirmación de estas variables, aprovechando la continuidad operacional de las biorrefinerías de maíz para transformar el CO2 de fermentación en producto comercial.

Palabras clave: Biorrefinería; CO2 licuado; Etanol de maíz; Viabilidad económica.

27 de octubre de 2026

Eficacia de la política monetaria del Banco Central de Brasil y sus posibles costos sociales (1999-2024)

La conducción de la política monetaria en Brasil, particularmente bajo el Régimen de Metas de Inflación, ha sido ampliamente debatida debido a sus posibles impactos sobre la inflación y la actividad económica. El estudio tuvo como objetivo evaluar la eficacia de la política monetaria brasileña, conducida por la tasa Selic, en el control de la inflación, e investigar sus posibles costos sociales en el período de 1999 a 2024. Para ello, se utilizaron datos trimestrales de Producto Interno Bruto (PIB), Índice de Precios al Consumidor Amplio (IPCA), tasa Selic y tipo de cambio, extraídos del Banco Central de Brasil. La metodología empleó un modelo Vectorial de Corrección de Errores (VECM), precedido por pruebas de estacionariedad y cointegración, y complementado por análisis de Función de Respuesta al Impulso y Descomposición de la Varianza. Los resultados indicaron que la inflación presentó un fuerte componente inercial, siendo predominantemente explicada por su propia dinámica, mientras que los choques en la tasa de interés y en el tipo de cambio demostraron un impacto estadísticamente limitado sobre el IPCA. Adicionalmente, se verificó que el PIB no respondió de forma significativa a variaciones en la Selic, sugiriendo baja sensibilidad de la actividad económica a la política monetaria en el período analizado. En síntesis, se concluyó que la política monetaria demostró eficacia limitada en el control de la inflación, sin, sin embargo, generar costos sociales directos y significativos sobre el Producto Interno Bruto, que actúa como principal motor de la generación de empleo.

Palabras clave: Cointegración; Econometría; Inercia inflacionaria; Metas de inflación; Producto Interno Bruto.

27 de octubre de 2026

Eficiencia financiera y mitigación de riesgos en departamentos jurídicos

La investigación exploró cómo los mecanismos de gobernanza y los controles internos, aplicados a las prácticas de “Legal Operations”, pueden fortalecer la gestión financiera y la previsibilidad presupuestaria de un departamento legal en una empresa multinacional. El estudio tuvo como objetivo diagnosticar puntos críticos del ciclo presupuestario legal, desde la previsión hasta el pago, e identificar mejoras de procesos, indicadores y responsabilidades entre los departamentos legal y financiero. Para ello, se realizó una investigación aplicada de naturaleza cualitativa, configurada como estudio de caso. La recopilación de datos incluyó entrevistas con profesionales de las áreas legal y financiera, análisis documental de hojas de cálculo de costos (2022-2024) y políticas de cumplimiento, además de mapeo del flujo de gastos legales. Los resultados revelaron debilidades en la coordinación interdepartamental, especialmente en la definición de centros de costos y en la utilización de instrumentos de control presupuestario. Se observaron lagunas en el seguimiento de procesos y en la integración de información de bufetes externos, además de oportunidades para la automatización de rutinas y el perfeccionamiento de indicadores de gestión. La previsibilidad presupuestaria se vio afectada por factores exógenos, como la dinámica del Poder Judicial, y endógenos, como la calidad de la información y la gobernanza del ciclo presupuestario. Se concluyó que la previsibilidad presupuestaria depende de la madurez de la gobernanza aplicada a los procesos, datos y rutinas operativas. Se propuso un modelo de gobernanza y control para el presupuesto legal, con enfoque en la estandarización de procesos, el fortalecimiento del seguimiento y la mejora de la toma de decisiones, incluyendo mapeo de procesos, matriz de riesgos y controles, e indicadores de desempeño.

Palabras clave: Automatización; Controles internos; Gobernanza corporativa; Legal Operations; Previsibilidad presupuestaria.

27 de octubre de 2026

Comparación de modelos de riesgo de prepago en carteras de crédito a tipo fijo

El riesgo de liquidación anticipada en carteras de crédito prepagadas constituyó un desafío relevante para la Gestión de Activos y Pasivos (ALM) en instituciones financieras, por generar asimetrías de flujo de caja e ineficiencias en estrategias de cobertura. El trabajo tuvo como objetivo evaluar comparativamente el desempeño predictivo de modelos econométricos y estadísticos tradicionales frente a algoritmos de aprendizaje automático en la estimación de la Tasa de Mortalidad Mensual (SMM). Para ello, se utilizó una base de datos real de operaciones de crédito originadas entre 2016 y 2025, totalizando aproximadamente 500 millones de observaciones. Se evaluaron modelos como CPR Histórico, Regresión Beta, Regresión Cuantílica, Regresión Logística, Riesgos Proporcionales de Cox y LightGBM, con el rendimiento medido por el Error Absoluto Medio (MAE) y validado mediante validación cruzada temporal con ventana expandida. Los resultados demostraron la superioridad de los enfoques no lineales, con el modelo LightGBM presentando el mejor rendimiento en el período de prueba (ene/2024 a jul/2025), reduciendo el MAE en un 34,21% en relación con el benchmark histórico. Adicionalmente, se emplearon técnicas de interpretabilidad basadas en valores SHAP y análisis de supervivencia para identificar el spread de la tasa de contrato, la tasa de mercado y la edad del título como los principales determinantes económicos de la anticipación. La aplicación del modelo propuesto mejoró la precisión de las estimaciones de flujo de caja y ofreció evidencias favorables a la mejora del cálculo de la duración efectiva y del dimensionamiento del colchón de liquidez institucional, sugiriendo que modelos más flexibles pueden optimizar la gestión de ALM.

Palabras clave: Aprendizaje automático; Gestión de ALM; Cobertura; Modelado financiero; Riesgo de interés.

27 de octubre de 2026

Arquitectura imperativa vs. reactiva: impacto en la depuración y corrección de errores en el desarrollo móvil de iOS

El desarrollo de aplicaciones móviles para iOS puede realizarse bajo arquitecturas imperativas y reactivas, impactando directamente las prácticas de depuración y mantenimiento. El objetivo fue establecer el impacto de la elección arquitectónica en la depuración y corrección de errores en aplicaciones iOS, evaluando la detectabilidad automática de fallos, la trazabilidad de los informes y la utilidad de los logs. Se llevó a cabo una investigación experimental, en la que se desarrollaron dos aplicaciones nativas funcionalmente equivalentes con UIKit (imperativa) y SwiftUI/Combine (reactiva). Se insertaron cuatro escenarios de error controlados, clasificados en crashes explícitos y errores silenciosos. Se recopilaron datos con Firebase Crashlytics y Xcode Debugger en cuarenta sesiones, y estos fueron analizados por estadística descriptiva y análisis de contenido. Los resultados revelaron que, para inconsistencias de estado, la arquitectura UIKit generó crash inmediato y reporte automático, mientras que SwiftUI suprimió el crash y produjo una advertencia silenciosa invisible a herramientas automáticas. Para el desempaquetado forzado, la arquitectura se mostró irrelevante. En escenarios silenciosos, ninguna arquitectura ofreció observabilidad automática, lo que evidenció limitaciones de las herramientas. Se concluyó que la arquitectura reactiva, al abstraer mecanismos de control de estado, redujo errores explícitos, pero introdujo fallos silenciosos con menor trazabilidad. La decisión arquitectónica debe considerar las implicaciones para el monitoreo en producción, exigiendo instrumentación manual de logs en proyectos SwiftUI/Combine para errores que serían capturados automáticamente en UIKit.

Palabras clave: Combine; Mantenibilidad; Observabilidad; SwiftUI; UIKit.

27 de octubre de 2026

CRM EN LA RETENCIÓN DE DATOS PARA EL ANÁLISIS DEL POTENCIAL DEL CLIENTE EN EL SECTOR B2B DE SALUD

La gestión comercial en el sector B2B de la salud enfrentó desafíos constantes, exigiendo visión estratégica y atención aguda para la entrega de resultados. Se investigó cómo la implementación del sistema CRM (Customer Relationship Management) colaboró para mitigar la pérdida de información histórica y potenciar la retención de clientes frente al costo de vender. Se adoptó un enfoque cualitativo-cuantitativo, de carácter exploratorio-descriptivo, y los datos se recolectaron por medio de un cuestionario respondido por 42 profesionales del área comercial, insertos en la industria o en empresas del segmento de la salud. Los resultados revelaron que, aunque el 71,4% de los entrevistados utilizaban CRM informatizado, la cultura organizacional impuso una fuerte resistencia, confirmada por el 57,1% de los profesionales que dependían de métodos manuales, como agendas y hojas de cálculo aisladas, para el registro y la retención de los datos. Se evidenció también una brecha en la capacitación, visto que el 24,4% de los entrevistados raramente o nunca recibieron entrenamientos específicos. La investigación infirió que la subnotificación de datos no provino solo de la falta de tecnología o por falla tecnológica, sino por la existencia de una deficiencia en la gestión estratégica de personas y procesos. Se reforzó la visión de la necesidad de una gestión integrada para generar inteligencia competitiva y previsibilidad en las ventas, y se alertó sobre la necesidad de entrenamientos y capacitación más frecuentes. La mitigación del costo de vender y la potenciación de la retención de clientes dependen de la integración consistente entre capital humano y tecnología, generando activos gerenciales para aumentar la producción comercial y la retención de datos estratégicos.

Palabras clave: Capacitación; Estrategia de ventas; Gestión de clientes; Gestión estratégica; Inteligencia comercial.

27 de octubre de 2026

Evaluación de la aplicación de Scrum en la mejora de la eficiencia y adaptabilidad en proyectos de tecnología

La creciente complejidad de los proyectos de tecnología exigió enfoques capaces de equilibrar control, eficiencia y adaptabilidad a cambios constantes, dado que los modelos tradicionales de gestión presentaron limitaciones en entornos dinámicos. Se evaluó la gestión de proyectos de tecnología antes de la implementación de un método ágil, se propusieron mejoras basadas en prácticas iterativas y se reevaluó el desempeño post-implementación, buscando identificar ganancias en eficiencia operativa y adaptabilidad a lo largo del ciclo de vida del proyecto. La investigación empleó un estudio de caso descriptivo, de enfoque cualitativo, en dos empresas del sector tecnológico. Se recolectaron datos por medio de formularios estructurados aplicados antes y después de la intervención, complementados por análisis documental y observación sistemática a lo largo de noventa días de aplicación de la solución. Los resultados evidenciaron una mejora consistente en la flexibilidad de la planificación, un mayor alineamiento con las necesidades del cliente, un aumento de la previsibilidad de las entregas y un perfeccionamiento de la productividad de los equipos. Una ganancia de productividad fue el indicador más expresivo, con un 85,7% de concordancia total sobre la mejora del desempeño de los equipos tras la adopción del *framework*. Se concluyó que la implementación estructurada del método perfeccionó la gestión de los proyectos analizados, reforzando la capacidad de respuesta a cambios y promoviendo una mayor generación de valor para el negocio.

Palabras clave: Adaptación organizacional; Entrega incremental; Gestión ágil; Planificación iterativa; Productividad de equipos.