Imagem Análise fundamentalista de empresas brasileiras do setor de consumo não cíclico (2020-2024)

25 de fevereiro de 2026

Análise fundamentalista de empresas brasileiras do setor de consumo não cíclico (2020-2024)

Douglas Hideaki Suzuki; Ricardo de Souza

Resumo elaborado pela ferramenta ResumeAI, solução de inteligência artificial desenvolvida pelo Instituto Pecege voltada à síntese e redação.

Este trabalho analisa financeiramente as empresas do setor de consumo não cíclico BRF S. A., JBS S. A., Marfrig Global Foods S. A. e Minerva Foods S. A., listadas na B3, durante o período de 2020 a 2024. A indústria de alimentos e bebidas consolidou-se como a maior do país em valor de transformação industrial, correspondendo a 16,8% do total em 2023, e a principal geradora de empregos industriais, com mais de dois milhões de postos de trabalho no mesmo ano (IBGE, 2025). Englobando produtos essenciais, o segmento demonstra estabilidade e baixa volatilidade da demanda, mesmo em cenários adversos (Vasconcellos & Garcia, 2014).

Essa característica é acentuada pelo crescimento do consumo das famílias, que registrou aumentos de 3,2% e 4,8% em 2023 e 2024, respectivamente, e pelo crescimento do PIB nacional. A estabilidade do setor permite que as empresas agreguem valor e maximizem a riqueza de seus acionistas (Assaf, 2017). A atratividade para investidores está ligada à capacidade de gerar riqueza futura, e o segmento emerge como opção atrativa, pois ativos com retornos menos voláteis são percebidos como de menor risco (Assaf, 2014). e Minerva Foods S. A. A abordagem quantitativa é justificada pela natureza dos dados, que são numéricos e extraídos de relatórios financeiros padronizados, permitindo a aplicação de fórmulas e a comparação objetiva. O caráter descritivo se manifesta na organização e apresentação sistemática dos indicadores ao longo do tempo, enquanto a dimensão explicativa busca correlacionar as variações observadas nos indicadores com eventos macroeconômicos e estratégias corporativas específicas.

As empresas foram escolhidas por sua relevância no mercado nacional e internacional, representando diferentes nichos e estratégias dentro do setor de proteína, o que permite uma análise comparativa robusta e abrangente. A seleção do período de 2020 a 2024 é deliberada e estratégica. Este intervalo de cinco anos captura um ciclo econômico completo e extraordinário, iniciando com o choque da pandemia de COVID-19 em 2020, passando pela subsequente recuperação inflacionária de 2021, o pico do ciclo de aperto monetário com a Selic em 13,75% em 2022, e o início da flexibilização monetária em 2023 e 2024. Analisar o desempenho das empresas nesse contexto permite avaliar não apenas sua performance em condições normais, mas também sua capacidade de adaptação e resiliência em face de crises agudas e mudanças drásticas no custo de capital.

Os dados foram coletados de fontes secundárias, compreendendo os demonstrativos contábeis oficiais (Balanço Patrimonial e Demonstração de Resultados) disponibilizados nos websites de Relações com Investidores das empresas. Todos os dados foram tabulados em planilhas eletrônicas para garantir a padronização e facilitar os cálculos e a análise comparativa. – Brasil, Bolsa, Balcão.

A análise fundamentou-se na aplicação da Análise Fundamentalista, com cálculo e interpretação de indicadores financeiros selecionados com base na literatura consagrada da área de finanças corporativas e análise de balanços (Marion, 2023; Assaf, 2024). A escolha dos indicadores buscou cobrir as dimensões mais críticas da saúde financeira de uma empresa, oferecendo uma visão holística de sua situação. Os indicadores foram agrupados em quatro categorias estratégicas: endividamento, liquidez, rentabilidade e crescimento.

Para a liquidez, foram calculados os índices de Liquidez Geral, Corrente, Seca e Imediata, que avaliam a capacidade da empresa de honrar suas obrigações de curto e longo prazo. A rentabilidade foi mensurada pelo Retorno sobre o Investimento (ROI), Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) e Retorno sobre Ativos (ROA), que indicam a eficiência da empresa em gerar lucro a partir de seus ativos e do capital dos acionistas. Por fim, o crescimento foi avaliado pela variação anual do EBITDA e do Lucro Líquido, refletindo a expansão operacional e o resultado final da companhia. A interpretação desses indicadores foi realizada de forma comparativa entre as empresas e em relação ao ambiente macroeconômico, permitindo identificar tendências e a resiliência das companhias. A amostra abrange empresas com perfis distintos, o que enriquece a análise.

A BRF, resultado da fusão entre Sadia e Perdigão, é uma das maiores empresas de alimentos do mundo, com um portfólio focado em aves, suínos e alimentos processados, com forte presença no mercado doméstico brasileiro e no Oriente Médio (BRF, 2025). A JBS é a maior produtora de proteína do mundo, com operações geograficamente e setorialmente diversificadas, atuando em carne bovina, suína, de frango e processados em mais de 20 países, o que lhe confere uma resiliência única a choques regionais (JBS, 2025). A Marfrig é líder global na produção de carne bovina e a maior produtora de hambúrgueres do mundo, com forte atuação nas Américas, especialmente nos Estados Unidos, o que a expõe significativamente ao ciclo econômico norte-americano (Marfrig, 2025).

A Minerva Foods, por sua vez, é a líder em exportação de carne bovina na América do Sul, com um modelo de negócios altamente focado no mercado externo, tornando-a extremamente sensível às variações cambiais e às condições do comércio internacional (Minerva, 2025). Essa diversidade permite analisar o impacto de diferentes estratégias e escalas no desempenho financeiro. O cenário macroeconômico entre 2020 e 2024 foi marcado por uma volatilidade extrema, que testou os limites da gestão financeira das empresas. O ano de 2020 foi dominado pela pandemia de COVID-19, que provocou uma retração de 3,3% no PIB brasileiro, mas também levou o Banco Central a cortar a taxa Selic para sua mínima histórica de 2,00% ao ano, barateando o crédito.

Em 2021, a economia recuperou-se com um crescimento robusto de 4,80% do PIB, mas a inflação (IPCA) disparou para 10,06%, forçando o início de um agressivo ciclo de aperto monetário que levou a Selic a 9,25% no final do ano. O ano de 2022 continuou essa tendência, com uma desaceleração do crescimento do PIB para 3,00% e a Selic atingindo o pico de 13,75%, elevando drasticamente o custo do serviço da dívida para as empresas. Em 2023, a economia mostrou resiliência com crescimento de 3,2% do PIB e o início de um ciclo de redução da Selic, que fechou em 11,75%. Finalmente, em 2024, a recuperação se consolidou com um PIB projetado de 3,40%, mas o mercado de capitais retraiu, com o IBOVESPA caindo 10,36% e o ICON, índice setorial de consumo, sofrendo uma queda ainda mais acentuada de 22,56% (IBGE, 2025; B3, 2025).

Este panorama de instabilidade, com juros variando de 2% a 13,75%, formou o pano de fundo para o desempenho das empresas. No quesito crescimento, a Receita Líquida das empresas revelou um ciclo claro de expansão nos anos de 2020 e 2021, impulsionado pela forte demanda global por commodities e pelo câmbio favorável, seguido por uma retração ou desaceleração em 2023 e uma recuperação gradual em 2024. Em 2022, a Marfrig destacou-se com uma expansão expressiva de 53% em sua receita, beneficiada pela robusta demanda externa e pelo desempenho de suas operações nos Estados Unidos (Marfrig, 2025), enquanto a JBS, mais diversificada, apresentou um ritmo de crescimento mais moderado, porém estável. O crescimento do EBITDA, um indicador da geração de caixa operacional, acompanhou a trajetória da receita, mas com uma volatilidade significativamente maior.

Nos anos de 2022 e 2023, o setor enfrentou uma forte retração no resultado operacional, refletindo a compressão de margens causada pela elevação dos custos de insumos, como grãos e energia, e a dificuldade em repassar esses aumentos para os preços finais. O Lucro Líquido foi o indicador mais volátil de todos, fortemente impactado não apenas pela performance operacional, mas também pelas despesas financeiras crescentes e pela variação cambial. A Minerva, por exemplo, registrou um crescimento atípico de 4213% em seu lucro em 2020, impulsionado por fatores financeiros e cambiais, mas sofreu perdas expressivas em 2024, evidenciando a fragilidade de um resultado muito dependente de variáveis não operacionais.

A análise do endividamento evidenciou a alta alavancagem como uma característica estrutural e um ponto de atenção crítico para o setor. A Minerva destacou-se negativamente neste quesito, com a participação de capital de terceiros sobre os recursos totais atingindo alarmantes 99,6% em 2024, refletindo um modelo de negócios extremamente alavancado e vulnerável a choques de liquidez ou aumentos no custo da dívida. A BRF, por outro lado, demonstrou um esforço bem-sucedido de fortalecimento de sua estrutura de capital, reduzindo sua dependência de capital de terceiros de 82,2% em 2020 para 73,1% em 2024, um movimento que reduz seu risco financeiro. A JBS manteve uma estrutura mais estável ao longo do período, beneficiada por sua escala e diversificação, enquanto a Marfrig mostrou maior volatilidade em seus indicadores de dívida, refletindo aquisições e desinvestimentos estratégicos.

O indicador de garantia de capital próprio, que mede quanto do passivo total está coberto pelo patrimônio líquido, reforçou essas diferenças, com a Minerva apresentando patamares criticamente baixos durante todo o período, indicando um risco elevado para credores e acionistas. Os indicadores de liquidez revelaram desafios na gestão do capital de giro das companhias. A liquidez geral, que compara ativos totais com passivos totais, permaneceu predominantemente abaixo de 1,0 para a maioria das empresas, indicando que, em uma perspectiva de longo prazo, os ativos totais não eram suficientes para cobrir a totalidade das obrigações de curto e longo prazo. A BRF foi a exceção notável, apresentando uma melhora consistente neste indicador, alinhada à sua estratégia de desalavancagem. A liquidez corrente, que foca no curto prazo (ativos circulantes / passivos circulantes), manteve-se acima de 1,0 para todas as empresas, sugerindo solvência no horizonte de um ano.

Contudo, uma análise mais aprofundada da liquidez seca e imediata, que excluem os estoques e os ativos menos líquidos, mostrou uma forte dependência dos estoques no capital de giro. Isso representa um risco, pois estoques de proteína animal são perecíveis e sujeitos a flutuações de preço. A Minerva se destacou com os melhores índices de liquidez imediata, indicando maior prudência na gestão de caixa, embora a volatilidade de seus resultados mostre que essa posição de caixa pode se deteriorar rapidamente em cenários adversos. A rentabilidade do setor, medida pelos indicadores ROI, ROE e ROA, foi marcada por extrema volatilidade, refletindo a natureza cíclica dos preços das commodities e a sensibilidade às condições macroeconômicas. A Marfrig apresentou picos de rentabilidade em 2021 e 2022, impulsionada pelo forte desempenho de suas operações nos EUA, mas viu seus retornos caírem drasticamente em 2023 e 2024 com a virada do ciclo pecuário americano.

O ROE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido) foi particularmente volátil para empresas muito alavancadas como a Minerva. Em anos de lucro, seu ROE atingiu patamares estratosféricos, pois um pequeno lucro era dividido por uma base de patrimônio líquido mínima; contudo, em anos de prejuízo, o ROE negativo foi igualmente extremo, evidenciando o alto risco da alavancagem financeira. A JBS, devido à sua diversificação, apresentou os indicadores de rentabilidade mais estáveis do grupo, embora também tenha sofrido com a compressão de margens no período. O ROA (Retorno sobre Ativos) geral do setor mostrou uma tendência de queda a partir de 2022, indicando uma menor eficiência na utilização dos ativos para gerar lucro, um reflexo direto do aumento dos custos e da desaceleração da demanda em alguns mercados.

Em suma, a análise fundamentalista das quatro maiores empresas de proteína do Brasil entre 2020 e 2024 revela um setor resiliente em termos de receita, mas altamente vulnerável em suas estruturas de capital e rentabilidade. A alta alavancagem, a dependência de estoques e a sensibilidade a custos de insumos e taxas de juros foram os principais desafios. A JBS se destacou pela estabilidade relativa, a BRF por uma melhora consistente em sua estrutura de capital, a Marfrig pela alta rentabilidade em momentos específicos do ciclo, e a Minerva pelo alto risco associado ao seu modelo de negócios focado em exportação e alta alavancagem.

Conclui-se que o objetivo foi atingido, pois a análise detalhada dos indicadores financeiros, contextualizada pelo cenário macroeconômico, permitiu uma compreensão aprofundada do desempenho, dos riscos e das estratégias distintas de cada empresa em um período de intensa instabilidade.

Referências:
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Resumo executivo oriundo de Trabalho de Conclusão de Curso de Especialização em Finanças e Controladoria do MBA USP/Esalq

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