A força dos memes: do entretenimento à estratégia de marketing

Coluna

Digital

Estrategia

Inovação

Marketing

03 de outubro de 2024

A força dos memes: do entretenimento à estratégia de marketing

O que começou como uma maneira divertida de se comunicar evoluiu para uma ferramenta de negócio

Você abre o celular e eles estão lá, no WhatsApp ou nas redes sociais. Os memes têm um poder incrível de chamar a atenção e de nos conectar com os contextos social e pessoal. Produto da cultura digital, um meme pode só nos distrair ou nos vincular a uma marca.

Esse tipo de comunicação se tornou uma linguagem poderosa na internet. O que começou como uma maneira divertida de se comunicar evoluiu para uma ferramenta de marketing. As redes sociais, que se constituem fortemente em uma arena onde acontece uma competição pela atenção dos usuários, tornaram-se palco para a disseminação de memes.

Nesse sentido, as empresas estão descobrindo o valor estratégico dos memes para chegar até o público-alvo e se conectar com ele de uma maneira mais leve, autêntica e envolvente, sem necessariamente vender um produto de forma direta. Entretanto, é importante ressaltar que capitalizar a cultura do meme sem parecer forçado ou desconectado é um grande desafio.

Os memes trazem protagonistas que vão desde pessoas reais até personagens inventadas. Entre os primeiros figuram a cantora Gretchen (talvez a rainha dos memes brasileiros), a apresentadora Ana Maria Braga, o cantor Chico Buarque, a cantora Joelma e diversos participantes de reality shows, além de personagens de novelas, filmes, desenhos animados e programas de televisão.

Shows também podem render ótimos memes, a exemplo da turnê The Eras Tour, da cantora Taylor Swift, que veio ao Brasil em novembro passado. O primeiro show no Rio de Janeiro foi marcado por uma série de problemas, e o público não perdoou. Taylor foi parar nos memes brasileiros, e a turnê foi rebatizada de “Já Eras Tour”.

As retrospectivas do Spotify, lançadas sempre no final de cada ano, rapidamente inundam a internet com memes, e os usuários brasileiros compartilham várias mensagens engraçadas sobre o evento promovido pela plataforma de streaming de música. Tudo acontece muito rapidamente; aliás, a velocidade é uma das características mais importantes dessa estratégia de comunicação, tanto na concepção do meme quanto na disseminação, e existem algumas razões para isso:

  • Atualidade: muitas vezes, o meme reflete algo que está acontecendo naquele momento, um evento ou tendência. Ser rápido na criação permite capturar aquilo que é mais recente. Esse é um dos motivos que tornam o meme compartilhável. Nesse aspecto, a rede X (antigo Twitter), sempre saiu na frente. Usuários postam memes numa velocidade inexplicável. Um exemplo disso são os eventos esportivos, como a Copa do Mundo de Futebol;
  • Engajamento imediato: nas redes sociais, a disputa pela atenção do usuário é acirrada, e o público pode se dispersar. A rapidez na criação dos memes envolve as pessoas quando um assunto está em alta e faz com que elas parem para ler e compartilhar. Trata-se de aproveitar o momento e deslocar a atenção para algo novo. Além disso, memes permitem que os usuários participem das conversas;
  • Viralização: um meme pode se tornar viral, e isso está ligado à sua propagação rápida. Memes que capturam a essência de um momento e são facilmente compartilháveis têm mais chances de se espalhar rapidamente pela internet;
  • Prazo de validade: na maioria das vezes, memes têm ciclo de vida curto. Com isso, sua popularidade pode ser efêmera, e o interesse do público pode ir diminuindo à medida que outros memes vão surgindo. A velocidade na criação possibilita que os criadores aproveitem ao máximo o momento.

É importante ressaltar que a geração rápida de memes deve ser acompanhada por uma consideração cuidadosa, para evitar a disseminação de informações falsas ou ofensas e impedir que o meme contribua para criar um ambiente on-line hostil.

O que são os memes

O termo meme remonta à década de 1970 e foi cunhado por Richard Dawkins, autor do livro “O gene egoísta” (2017). Dawkins definiu o termo como uma unidade de transmissão cultural ou de imitação, isso é, tudo que é repassado repetidamente, inclusive hábitos e costumes dentro de uma cultura específica.

Os memes atuais são produtos da cultura digital e da junção de dois elementos muito fortes da nossa era: conexão e escala. Têm capacidade de gerar empatia e nos fazer pensar e sentir de forma parecida com o que estamos vendo, simplesmente porque provocam identificação. São ideias contagiosas que nos fazem rir e refletir. No universo digital, fazem parte de uma linguagem própria que compartilhamos muito antes de elaborá-la.

Um meme fala mais do que mil palavras: uma imagem da personagem Nazaré Tedesco (interpretada pela atriz Renata Sorrah na novela Senhora do Destino) pode descrever muito melhor o seu mood do que um texto bem escrito. Criamos e replicamos memes para lidar com coisas que não conseguimos necessariamente dizer. É o meme que nos autoriza a falar o que não teríamos coragem através de um texto. Nesse sentido, há que se tomar um cuidado com mensagens ofensivas, preconceituosas ou falsas.

Mas não podemos negar que o meme traz leveza para assuntos complexos e difíceis. Através dele, é possível disseminar uma ideologia política (por exemplo: extrema direita ou extrema esquerda) ou vender mais produtos, a exemplo das icônicas e polêmicas mensagens da marca Balenciaga. Os desfiles esquisitos e os produtos inusitados da grife renderam muitos memes nas redes sociais e, consequentemente, muitos compartilhamentos.

No mundo das redes sociais, os memes se tornaram uma linguagem própria, uma maneira descontraída e rápida de se comunicar e expressar ideias. Marcas inteligentes estão percebendo que podem usar isso para se conectar com as pessoas de uma forma autêntica e divertida, humanizando suas mensagens e criando uma conexão mais próxima com seu público.

Os memes no Brasil

O brasileiro é uma máquina de memes e resolve tudo com eles. Afinal de contas, somos conhecidos pela nossa capacidade de rir de nós mesmos. Das tragédias aos maiores eventos esportivos, os memes se tornaram a voz irreverente e autêntica que encontra na criatividade e no humor uma maneira única de enfrentar desafios, celebrar conquistas e aceitar derrotas.

Do carnaval às eleições, da seleção brasileira de futebol aos momentos mais inusitados do cotidiano, cada ocasião é uma oportunidade para criar e compartilhar memes. É como se, ao enfrentar as adversidades, a capacidade única de rir de nós mesmos e encontrar alegria nas situações mais improváveis servisse como um consolo. Os memes não são apenas conteúdo, mas sim expressão coletiva de identidade, criatividade e resistência, tornando-se um reflexo autêntico de um povo na era digital.

O Brasil é tão “memeiro” que venceu a Primeira Guerra Memeal, em 2016, disputada contra Portugal. O palco do “conflito” foi o antigo Twitter, e a “guerra” foi a primeira batalha digital registrada na história.

Os memes e as marcas

Esse tipo de conteúdo chamou a atenção das marcas. Não é raro ver empresas como Burger King, Netflix, Magazine Luiza, McDonalds, entre muitas outras, utilizando memes em sua comunicação.  Por ser representativo e estar no cotidiano das pessoas, as empresas adotam como estratégia de marketing para gerar conexão com sua audiência. O meme torna-se uma ponte para conversa, conferindo mais humanização às marcas. A partir do momento em que uma empresa adota uma voz mais amigável, ela se aproxima do público além do tradicional.

Memes têm apelo emocional, e as marcas usam isso para provocar uma série de emoções que vão desde o humor, a alegria, a nostalgia até a empatia. As pessoas estão mais propensas a compartilhar conteúdos que as façam sentir algo – daí vem a conexão emocional.

A utilização de memes pelas empresas indica ainda que elas estão antenadas no que está acontecendo, demonstrando assim relevância e atualização. Isso permite que elas estejam no centro da conversa, ampliando visibilidade e alcance.

Entretanto, nem todo meme deve fazer parte da estratégia da marca. É fundamental adotar uma abordagem mais cuidadosa, para não parecer uma tática forçada ou que a empresa está desconectada do momento e da linguagem do público. É preciso aproveitar os memes de forma oportuna, entendendo a importância de sentir o timimg e o contexto. Para isso, é importante:

  • Entender o seu negócio: colocar o meme na estratégia de comunicação demanda compreender de maneira mais abrangente o perfil da marca, o posicionamento no mercado, seu objetivo nas redes sociais e qual é o público-alvo, para então descobrir que tipo de conteúdo faz sentido para os usuários;
  • Entender o contexto: é primordial entender a conversa para usar o meme. Compreender o contexto ajuda a evitar o uso inadequado de memes, que possam ser mal-interpretados, desviando-se de possíveis danos à reputação;
  • Interagir: esteja preparado para interagir com a comunidade em torno dos memes que você compartilha. Responda aos comentários, compartilhe memes gerados pelos usuários e demonstre que sua marca está envolvida na conversa.
  • Evitar o excesso: tenha propósito claro na sua comunicação e desenvolva um planejamento. Memes podem fazer sucesso, mas um perfil de negócios não pode viver disso. Evite ainda capitalizar eventos sensíveis ou situações delicadas. Oportunismo excessivo pode resultar em reações negativas da audiência.

Quem publicou esta coluna

Silmara Regina de Souza

Mestre em Administração, consultora pelo Sebrae SP. Palestrante, conteudista, especialista em marketing e comunicação digital. Entusiasta da produção de conteúdo e do uso estratégico das redes sociais como canais de relacionamento e comunicação.

Você também pode gostar

17 de setembro de 2026

Heterogeneidade Territorial do Bolsa Família: uma Análise por Clusters e Efeitos Fixos

O Programa Bolsa Família (PBF) representa uma das políticas de proteção social mais relevantes globalmente, o que justifica a investigação de seus efeitos diante das acentuadas e heterogêneas desigualdades regionais brasileiras. O estudo avaliou os reflexos socioeconômicos dos repasses do programa sobre a saúde, a educação e o mercado de trabalho nos municípios brasileiros, no período de 2004 a 2019. Para isso, aplicou-se a técnica de agrupamento K-means para segmentação territorial e estimaram-se modelos econométricos de dados em painel com efeitos fixos, tanto a nível nacional quanto segregados por clusters. Os resultados revelaram a natureza anticíclica do PBF no mercado de trabalho, com uma relação negativa entre repasses e vínculos empregatícios formais em quatro dos cinco clusters, sugerindo que os recursos foram mais intensos onde o mercado formal falhou. Na saúde, o programa associou-se à redução significante da mortalidade infantil evitável em municípios com maior equilíbrio socioeconômico, mas não apresentou efeito detectável em agrupamentos de maior precariedade estrutural, indicando que a transferência de renda é necessária, porém insuficiente sem infraestrutura de saúde funcional. Na educação, a análise por subperíodos mostrou atenuação progressiva do coeficiente nacional, refletindo a convergência das taxas de matrícula para um patamar de alta inércia temporal. Concluiu-se que o PBF cumpriu seu objetivo de proteção social de forma anticíclica e territorialmente focalizada, mas sua capacidade de transformar indicadores estruturais dependeu da sinergia com investimentos em infraestrutura pública.

Palavras-chave: Bolsa Família; Mortalidade Infantil; Municípios Brasileiros; Painel de Dados; Política Pública.

Gestão Tributária

17 de setembro de 2026

Limites Jurídicos e Práticos da Dedutibilidade Retroativa dos Juros sobre Capital Próprio

A gestão tributária adequada é crucial para a saúde financeira das empresas, especialmente no complexo sistema tributário brasileiro. Os Juros sobre Capital Próprio (JCP) constituem um mecanismo jurídico relevante para a remuneração do capital próprio, utilizado para otimizar a carga tributária. O estudo investigou a controvérsia sobre a dedutibilidade de JCP referentes a exercícios anteriores à deliberação societária que autoriza seu pagamento. Aplicou-se a metodologia de pesquisa e análise documental empírica, baseada em “Normative Systems”, para identificar cinco propriedades representativas dos argumentos jurídicos na jurisprudência administrativa e judicial. Analisaram-se acórdãos do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), revelando padrões decisórios predominantes, divergências interpretativas, incoerências argumentativas e significativa insegurança jurídica. Os resultados indicaram forte tendência de invalidação dos planejamentos envolvendo JCP extemporâneos na esfera administrativa. Contudo, o julgamento do Tema 1319 pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) seguiu direção oposta, consagrando tese favorável à dedutibilidade e estabelecendo um precedente paradigmático que pode influenciar a jurisprudência administrativa e redefinir os critérios decisórios.

Palavras-chave: CARF; gestão tributária; limitação temporal; lucro real; planejamento tributário.

17 de setembro de 2026

Símbolos da Moda Esportiva: Consumo, Identidade e Status entre Consumidores Brasileiros

A moda esportiva consolidou-se como linguagem simbólica de distinção social nas últimas décadas, impulsionada pela expansão do mercado de wellness e pela reconfiguração dos padrões de prestígio nas sociedades de consumo contemporâneas. O estudo objetivou compreender como os símbolos da moda esportiva influenciaram a construção de identidade e pertencimento e sua associação ao prestígio social entre consumidores brasileiros que adquiriram produtos do setor nos últimos 12 meses. Desenvolveu-se a pesquisa por meio de levantamento bibliográfico e pesquisa descritiva, com levantamento do tipo survey aplicado a uma amostra não probabilística por conveniência de 445 consumidores brasileiros de moda esportiva. Os principais resultados indicaram que a maioria dos respondentes associou marcas esportivas a percepções de status social; mais da metade reconheceu o wellness como novo símbolo de prestígio; e parcela expressiva percebeu o sportstyle como mais aceito em ambientes formais de trabalho. Em contrapartida, formas ostensivas de sinalização, como preferência por logotipos visíveis, influência de redes sociais e disposição a pagar sobrepreço, foram amplamente rejeitadas, revelando uma dissociação entre a atribuição simbólica de status e o comportamento de sinalização ostensiva. O consumidor brasileiro de moda esportiva com elevado capital cultural operou por meio de sinais simbólicos sutis e não ostensivos, compatíveis com o fenômeno do consumo inconspícuo, no qual a distinção social se manifestou de forma internalizada.

Palavras-chave: Consumo inconspícuo; Distinção; Prestígio social; Sportstyle; Wellness.

17 de setembro de 2026

Modelo Validado de Formação de Competência Técnica e Habilidades Não Técnicas em Indústrias Químicas Complexas

Analisou-se a implementação de um processo sistemático para o desenvolvimento e a atualização de competências técnicas e habilidades não técnicas em Operações Industriais e Segurança de Processo em uma indústria química de alta complexidade, pertencente a uma multinacional localizada no Polo Petroquímico de Camaçari, Bahia. O estudo objetivou implementar um processo mensurável e sustentável que assegurou a competência técnica e não técnica de 100% dos operadores, em conformidade com a legislação estadual da Bahia, diretrizes de institutos internacionais e políticas corporativas. A pesquisa caracterizou-se como um estudo de caso de abordagem mista, que envolveu diagnóstico documental, entrevistas semiestruturadas com 85 operadores experientes, análise de tarefas críticas e o desenvolvimento e aplicação piloto de um programa modular de treinamento. Este processo evidenciou a necessidade de alinhamento e atualização sistemática das competências requeridas. Os resultados obtidos indicaram a eficácia do modelo proposto, com 100% dos operadores concluindo os módulos teóricos e práticos e alcançando uma taxa de aprovação superior a 80%, além de conformidade operacional em campo. O trabalho contribuiu com um modelo estruturado de formação, incluindo matriz de competências, programas modulares de treinamento e diretrizes para certificação e recertificação, demonstrando potencial de replicação em outras unidades industriais de elevada complexidade e risco, e fortalecendo a segurança de processo e a sustentabilidade operacional.

Palavras-chave: Capacitação; Competência; Habilidades não técnicas; Segurança de processo; Treinamento.

Compliance E Esg

17 de setembro de 2026

Governança Pública Climática e Enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul

As enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul evidenciaram fragilidades estruturais na governança pública em um contexto federativo submetido a risco climático extremo. Este trabalho analisou, no recorte temporal de maio de 2024 a maio de 2025, como a atuação federal, estadual e municipal se estruturou diante da crise e em que medida a comparação com os Países Baixos ofereceu parâmetros úteis para o fortalecimento da resiliência institucional. A pesquisa adotou abordagem qualitativa, aplicada, exploratória e comparativa, com análise documental e análise de conteúdo de fontes oficiais, relatórios técnicos internacionais, atos normativos e pronunciamentos institucionais, organizados por categorias temáticas e interpretados com apoio do Modelo das Três Linhas do IIA. Os resultados mostraram que, embora os três níveis de governo tenham criado ou reestruturado instrumentos relevantes de coordenação e reconstrução após o desastre, prevaleceu uma institucionalidade reativa, posterior ao evento, com lacunas de continuidade administrativa, integração preventiva, monitoramento e accountability. Na comparação internacional, o modelo neerlandês destacou-se por combinar autoridade operacional permanente, base territorial clara, financiamento próprio e mecanismos mais robustos de monitoramento e responsabilização. Concluiu-se que os impactos das enchentes foram agravados menos pela ausência formal de normas e mais pela insuficiente articulação entre operação, gestão de riscos e controle. O fortalecimento da governança climática, no caso gaúcho, depende de institucionalizar coordenação, dados, financiamento e accountability em bases permanentes.

Palavras-chave: accountability; adaptação climática; gestão de riscos; governança multinível.

Digital Business

17 de setembro de 2026

Dados e Automação Utilizados em uma Campanha de Marketing na Engenharia Civil

A crescente utilização de dados no marketing digital impulsionou a adoção de estratégias mais orientadas por métricas e desempenho, com o Inbound Marketing em destaque. O uso de ferramentas de Business Intelligence (BI) mostrou-se fundamental para transformar dados em informações estratégicas, apoiando a tomada de decisão e a construção de bases de contatos qualificadas. Analisou-se como a ausência de integração entre sistemas de BI e plataformas de automação de marketing impactou a eficiência operacional e a efetividade das estratégias de Inbound Marketing em uma empresa de engenharia. Para isso, adotou-se uma abordagem descritiva de natureza qualitativa, baseada na análise dos processos operacionais envolvidos, desde a leitura de relatórios extraídos do BI e sua posterior transformação em mailings, até a preparação para importação no RD Station. Os resultados indicaram que o processo atual dependia de etapas manuais e empíricas, demandando tempo significativo. Identificaram-se limitações relacionadas à ausência de integração entre os sistemas, o que impactou diretamente a eficiência operacional e aumentou a dependência de atividades repetitivas. Concluiu-se que a estruturação adequada do processo de gestão de mailings e a integração entre BI e ferramentas de automação de marketing representam uma oportunidade para otimizar fluxos, melhorar a qualidade dos dados e fortalecer as estratégias de Inbound Marketing.

Palavras-chave: Automação de Marketing; Business Intelligence; Inbound Marketing; Integração de Sistemas; RD Station.

17 de setembro de 2026

Detecção de Anomalias no Monitoramento de Saúde de Pontes Usando Redes Neurais

O monitoramento da saúde estrutural de pontes tornou-se cada vez mais relevante diante do envelhecimento das infraestruturas e da intensificação de eventos extremos associados às mudanças climáticas. Nesse contexto, abordagens baseadas em dados destacaram-se como alternativas promissoras para o reconhecimento de anomalias. O estudo objetivou desenvolver e avaliar uma abordagem baseada em aprendizado de máquina para o reconhecimento de anomalias em séries temporais de aceleração estrutural. A metodologia adotada consistiu no uso de autoencoders treinados exclusivamente com dados representativos da condição íntegra, permitindo ao modelo aprender padrões associados ao estado saudável da estrutura; em seguida, o erro de reconstrução, quantificado por meio do erro quadrático médio (MSE), foi utilizado como critério para identificação de desvios em relação a essa condição. O conjunto de dados analisado foi composto por 1767 séries temporais de 1000 pontos cada, pertencentes a duas classes: íntegra (normal) e anômala (danificada). Os resultados obtidos demonstraram que o modelo proposto apresentou elevada capacidade de reconhecimento da classe anômala, com taxa de detecção superior a 90%, e desempenho global satisfatório, com área sob a curva ROC (AUC) próxima de 0,78, indicando boa capacidade discriminativa e reforçando o potencial da abordagem para aplicações em monitoramento estrutural.

Palavras-chave: Autoencoders; Detecção de Anomalias; Monitoramento de Pontes; Redes Neurais.

17 de setembro de 2026

Gestão Escolar Integrada: o Papel da Direção Administrativa na Capacitação da Equipe de Gestão Pedagógica para a Compreensão do Orçamento Escolar

A administração escolar foi abordada sob a perspectiva da integração entre gestores administrativos e pedagógicos, com foco na participação democrática, capacitação e qualificação dos atores. O objetivo geral consistiu na elaboração de um Guia de Orientações para Orçamento, direcionado à equipe de gestão pedagógica e mediado pela direção administrativa, visando instrumentalizar esses profissionais para a compreensão e participação nos processos financeiros e decisórios da instituição. Para tanto, o estudo desenvolveu-se em uma instituição particular privada, adotando uma abordagem qualitativa, descritiva e aplicada, com procedimento metodológico de estudo de caso. A pesquisa mapeou desafios práticos e dificuldades de comunicação entre os setores, analisou referenciais teóricos da gestão escolar e estruturou o instrumento formativo proposto. Os resultados demonstraram que a ausência de integração entre as áreas administrativa e pedagógica pode comprometer a efetividade da gestão escolar, evidenciando a necessidade de processos formativos contínuos que promovam entendimento mútuo, cooperação e construção coletiva de soluções. O Guia proposto fortaleceu a gestão democrática, elevou a qualificação da equipe pedagógica e melhorou os processos decisórios institucionais, destacando o papel formativo e estratégico do diretor administrativo.

Palavras-chave: Comunicação escolar; Gestão escolar participativa; Orçamento escolar.

Inscreva-se em nossa newsletter!

Receba conteúdos e fique sempre atualizado sobre as novidades em gestão, liderança e carreira com a Revista E&S.

Ao preencher o formulário você está ciente de que podemos enviar comunicações e conteúdos da Revista E&S. Confira nossa Política de Privacidade