Artigo

Neurociência E Aprendizagem Na Educação

30 de setembro de 2026

Neurodiversidade no Ambiente Corporativo: Identificando as Barreiras e Oportunidades para Mulheres Autistas

Neurodiversidade no Ambiente Corporativo: Identificando as Barreiras e Oportunidades para Mulheres Autistas

Caroline Franco Carbuloni; Larissa Paula Stachio

DOI: 10.22167/2675-6528-202602764

Artigo derivado de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), com conteúdo baseado no trabalho original do aluno e adaptado ao formato editorial da Revista E&S com apoio da ferramenta ResumeAI, solução de inteligência artificial desenvolvida pelo Instituto Pecege para síntese e organização textual.

Resumo

A ascensão profissional de mulheres autistas no mercado de trabalho constituiu um tema emergente e vital para as estratégias de Diversidade e Inclusão (D&I) e para o pilar social do ESG. O estudo objetivou investigar a intersecção entre gênero e neurodiversidade, identificando os obstáculos à progressão de carreira e as estratégias para uma inclusão efetiva. A metodologia adotada foi uma pesquisa qualitativa de natureza exploratória, realizada por meio de um questionário aplicado a 15 mulheres autistas. Os resultados principais revelaram um cenário de “invisibilidade competente”, onde 60% da amostra possuía pós-graduação, mas a maioria permaneceu estagnada em cargos técnicos devido a uma “régua neurotípica” que privilegiava a autopromoção e normas sociais implícitas. Confirmou-se, ainda, o uso da camuflagem social “masking” como estratégia de sobrevivência e o papel crucial do trabalho híbrido e remoto no gerenciamento sensorial e na sustentabilidade ocupacional. Concluiu-se que a equidade real exige uma mudança de paradigma na gestão de talentos, substituindo critérios subjetivos por resultados objetivos. A verdadeira inclusão pressupõe a capacitação de colegas e líderes para acolher a funcionalidade divergente como valor estratégico organizacional.

Palavras-chave: Ascensão profissional; Diversidade e inclusão; ESG; Gênero.

1. Introdução

A sigla ESG, introduzida em 2004 na publicação “Who Cares Wins” pelo Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU) em parceria com o Banco Mundial, representa um conjunto de práticas de sustentabilidade e gestão organizacional (Pacto Global – Rede Brasil, 2026). Os pilares Environmental, Social e Governance orientam a atuação corporativa, com a dimensão Social (S) ganhando destaque ao abordar questões como igualdade de gênero e redução das desigualdades, alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU (Nações Unidas Brasil, 2026).

Nesse contexto, a Diversidade e Inclusão (D&I) transcende um compromisso ético e se estabelece como um pilar estratégico para o desempenho organizacional. Um estudo da McKinsey & Company (2020), que analisou dados de aproximadamente 700 empresas de capital aberto na América Latina, demonstrou que organizações com medidas efetivas de D&I apresentam maior probabilidade de alcançar melhor performance organizacional e financeira.

Apesar da crescente valorização da D&I, o mesmo estudo da McKinsey & Company (2020) aponta uma persistente lacuna: mulheres e grupos minorizados continuam sub-representados em posições de liderança. A diversidade, por sua vez, abrange a multiplicidade de características únicas de cada indivíduo, sejam elas físicas ou não (Renner e Gomes, 2020), incluindo dimensões como raça, etnia, idade, gênero, orientação sexual e deficiência/neurodiversidade.

No que se refere à dimensão de gênero, a ascensão profissional de mulheres a cargos de liderança ainda é marcada por barreiras estruturais e culturais, como discriminação, estereótipos e a própria cultura organizacional. Evidências indicam que, mesmo com alto nível de preparo, mulheres não alcançam a liderança na mesma proporção que homens (Gagliardi e Hansch, 2022). Essa complexidade aumenta quando outras dimensões da diversidade, como a neurodiversidade, se somam à experiência feminina no ambiente corporativo.

A neurodiversidade, conceito cunhado pela socióloga australiana Judy Singer na década de 1990, reconhece a diversidade das funções cerebrais humanas como algo natural (Singer, 2016). Este conceito abrange tanto pessoas neurotípicas, com funcionamento cerebral considerado comum, quanto neurodivergentes, cujo funcionamento cerebral diverge do típico.

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição de neurodesenvolvimento caracterizada por déficits persistentes na comunicação e interação social, além de padrões repetitivos e restritivos de comportamento (American Psychiatric Association, 2014). O termo “espectro” indica a variabilidade das manifestações clínicas em severidade e nível de desenvolvimento, com o diagnóstico sendo estritamente clínico e baseado na observação comportamental (Oliveira e Vargas, 2025).

As manifestações clínicas do autismo em mulheres podem ser diferentes, apresentando menores déficits de comunicação e interação social, o que contribui para um diagnóstico tardio ou para a subnotificação (American Psychiatric Association, 2014). Diante desse cenário de invisibilidade e das barreiras enfrentadas por mulheres autistas no ambiente corporativo, torna-se crucial investigar os fatores que impedem sua progressão de carreira.

A compreensão dessas dinâmicas é fundamental para promover ambientes de trabalho mais equitativos e inclusivos. Assim, o presente trabalho tem o objetivo de investigar a intersecção entre as dimensões de gênero e neurodiversidade no ambiente corporativo, buscando identificar as barreiras que dificultam a ascensão profissional e as estratégias necessárias para uma inclusão que seja, de fato, efetiva e acessível.

2. Material e Métodos

A presente pesquisa adotou uma abordagem de cunho qualitativo, buscando a compreensão aprofundada de fenômenos complexos que não podem ser integralmente quantificados por ferramentas estatísticas (Zambello et al., 2018). Este delineamento metodológico permitiu uma visão holística da realidade investigada, considerando a totalidade dos componentes e suas interações mútuas. O estudo teve natureza exploratória, visando identificar as barreiras que dificultam a ascensão profissional de mulheres autistas e as estratégias para uma inclusão efetiva no ambiente corporativo.

A unidade de análise foi composta por 15 mulheres autistas, selecionadas por meio de amostragem por conveniência. A escolha desse método visou alcançar um público-alvo específico e qualificado para os objetivos do estudo. A participação das respondentes foi voluntária, garantindo a liberdade de adesão e a confidencialidade das informações fornecidas.

Para a coleta de dados, utilizou-se um questionário estruturado, conforme detalhado no Apêndice A do trabalho original. O instrumento foi aplicado de forma anônima e exclusivamente online, sem a intervenção direta do pesquisador durante o preenchimento (Marconi e Lakatos, 2017). Essa modalidade de aplicação assegurou a privacidade das participantes e a espontaneidade das respostas.

A elaboração das questões do formulário teve como objetivo principal mapear o perfil sociodemográfico das participantes e identificar a tipologia do diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA), considerando a fase da vida em que ocorreu. O foco central da investigação incidiu sobre a identificação das barreiras à ascensão profissional e a natureza desses obstáculos no contexto corporativo.

Adicionalmente, o questionário incluiu uma questão aberta, que solicitava às participantes que descrevessem, com suas próprias palavras, as falhas ou vieses identificados nos processos de avaliação de desempenho e promoção em suas respectivas empresas. Essa abordagem permitiu a coleta de relatos subjetivos, essenciais para compreender as percepções individuais sobre os desafios enfrentados na progressão de carreira.

A coleta de dados foi realizada durante o período de 13 de dezembro de 2025 a 13 de março de 2026. O link de acesso ao formulário foi divulgado em ambiente virtual, utilizando-se a amostragem por conveniência. A disseminação ocorreu em grupos de “WhatsApp” específicos para pessoas autistas e em grupos de afinidade de uma organização de grande porte, visando alcançar o público-alvo qualificado.

Após a coleta, os dados foram organizados para permitir a análise qualitativa das informações. As respostas foram examinadas para identificar padrões, temas recorrentes e percepções comuns relacionadas às barreiras de ascensão profissional e às experiências das mulheres autistas no ambiente corporativo. Buscou-se compreender as dinâmicas subjacentes aos relatos, alinhando-os ao objetivo de investigar a intersecção entre gênero e neurodiversidade.

A análise dos relatos subjetivos, obtidos por meio da questão aberta, concentrou-se na identificação de elementos que pudessem explicar os obstáculos percebidos nos processos de avaliação e promoção. Esse procedimento visou aprofundar a compreensão sobre os mecanismos que dificultam uma progressão de carreira equitativa e acessível, sem, contudo, apresentar os achados empíricos neste momento da pesquisa.

3. Resultados e Discussão

A investigação sobre a intersecção entre gênero e neurodiversidade no ambiente corporativo revelou um panorama complexo, marcado por desafios significativos à ascensão profissional de mulheres autistas. Os achados da pesquisa, fundamentados em dados coletados de quinze participantes, evidenciam que, apesar de um alto nível de qualificação, essas profissionais enfrentam barreiras estruturais e sociais que limitam seu desenvolvimento de carreira. A análise dos resultados foi estruturada em eixos temáticos que abordam o perfil sociodemográfico das participantes, as características de seus diagnósticos, o panorama profissional e as barreiras percebidas na trajetória de ascensão, culminando em uma discussão sobre as implicações desses achados para a gestão de talentos e as políticas de inclusão.

Perfil Sociodemográfico

Os dados sociodemográficos das participantes indicaram uma concentração geográfica nas regiões Sudeste e Sul do Brasil, com 40,0% e 53,3% da amostra, respectivamente. Todas as quinze mulheres se identificaram como cisgênero. Em relação à faixa etária, a maioria das respondentes, 66,5%, situava-se entre 25 e 34 anos, com apenas uma participante no intervalo de 55 a 64 anos. Quanto à composição familiar, verificou-se que somente duas das quinze mulheres possuíam filhos, representando 13,3% da amostra. O nível de escolaridade destacou-se pela alta qualificação, com 60,0% das participantes possuindo pós-graduação e 6,7% com doutorado, enquanto 26,6% tinham ensino superior completo. Essa predominância de profissionais com formação acadêmica avançada é um indicativo da capacidade intelectual e do preparo técnico do grupo estudado.

Características do Diagnóstico

A análise do histórico de neurodivergência revelou que a totalidade das quinze participantes possuía diagnóstico formal de Transtorno do Espectro Autista (TEA), e todas elas receberam o laudo na vida adulta, a partir dos dezoito anos. Esse achado corrobora a literatura que aponta para a prevalência do diagnóstico tardio em mulheres, muitas vezes devido à camuflagem social das manifestações do espectro (Bidart e Santos, 2021). A camuflagem, ou “masking”, é um processo compensatório pelo qual indivíduos autistas simulam comportamentos neurotípicos para se integrar socialmente e evitar estigmas, o que dificulta o reconhecimento clínico precoce e a obtenção de suporte especializado (Rosa, 2024).

Embora o “masking” funcione como uma estratégia de inserção social, ele acarreta um custo significativo para a saúde mental e física das mulheres autistas. O esforço contínuo de automonitoramento e a supressão de desconfortos sensoriais e sociais resultam em exaustão, impactando diretamente a sustentabilidade ocupacional e o bem-estar geral (Bidart e Santos, 2021). Essa dinâmica sublinha a importância de ambientes corporativos que não exijam a camuflagem, permitindo que as profissionais autistas atuem de forma autêntica e com menor desgaste, o que é crucial para sua permanência e desenvolvimento no mercado de trabalho.

Panorama Profissional

O panorama profissional das participantes demonstrou que 93,3% delas possuíam vínculo empregatício formal, enquanto 6,7% atuavam como autônomas informais. Em relação ao modelo de trabalho, observou-se uma distribuição equitativa entre o formato presencial e o híbrido, ambos com 40,0% das respostas, e o modelo remoto representou 20,0% da amostra. Quanto à hierarquia dos cargos, houve uma concentração notável nos níveis de analistas (40,0%) e especialistas (26,5%), indicando que a maioria das participantes ocupava posições técnicas. Apenas uma participante (6,7%) alcançou o cargo de diretora, e outra (6,7%) estava desempregada. Essa inserção expressiva no mercado formal de trabalho ressalta a funcionalidade profissional das mulheres autistas e sua busca por autonomia, conforme discutido por Leopoldino (2015).

Apesar da alta qualificação e da inserção formal, a concentração em cargos técnicos e a baixa representatividade em posições de liderança, com apenas uma diretora, evocam o conceito de “teto de vidro” ou “glass ceiling” (Carneiro et al., 2022). Esse fenômeno sugere que, embora as competências técnicas permitam a entrada no mercado, a progressão para cargos de gestão é frequentemente impedida por fatores como estereótipos de gênero, discriminação e critérios de avaliação que privilegiam competências sociais neurotípicas. O baixo índice de desocupação, por sua vez, reafirma o potencial produtivo e a qualificação do grupo, reforçando a necessidade de que a inclusão corporativa vá além da contratação inicial, estendendo-se ao desenvolvimento equitativo de carreira (Das et al., 2021).

A sustentabilidade da inclusão dessas profissionais está intrinsecamente ligada às condições ambientais e à flexibilidade oferecidas pelas organizações. Embora o trabalho remoto tenha sido o modelo menos prevalente na amostra, a literatura destaca sua importância como ferramenta de acessibilidade, pois permite o gerenciamento sensorial de variáveis como luminosidade e ruídos, além de viabilizar pausas estratégicas para autorregulação. A eliminação do deslocamento diário também contribui para a redução da ansiedade e da sobrecarga de socialização, mitigando o esgotamento e preservando os recursos cognitivos necessários para interações sociais e comunicação eficazes no ambiente corporativo (Das et al., 2021).

Barreiras Percebidas na Trajetória para a Ascensão de Carreira

A investigação das barreiras vivenciadas pelas participantes no ambiente corporativo revelou que os principais obstáculos à ascensão profissional são predominantemente de natureza social e comunicacional. A barreira mais frequentemente apontada, por 80,0% da amostra, foi a dificuldade com normas sociais e expectativas interpessoais implícitas no ambiente de trabalho. Em seguida, 66,7% das respondentes identificaram a necessidade de exposição e autopromoção como critérios de reconhecimento profissional. A comunicação organizacional pouco clara ou implícita e a falta de acessibilidade organizacional, que inclui a ausência de previsibilidade e processos antecipados, foram citadas por 53,3% das participantes como entraves significativos.

Adicionalmente, 33,3% das mulheres autistas relataram enfrentar capacitismo e estigmas relacionados ao autismo, o que adiciona uma camada de exclusão baseada no preconceito contra a funcionalidade divergente. Esse estigma pode preceder a avaliação técnica, rotulando a profissional autista e negligenciando seu potencial antes mesmo que a qualidade de suas entregas seja devidamente analisada. Apenas uma participante, representando 6,7% da amostra, afirmou nunca ter enfrentado uma barreira para ascender profissionalmente, o que reforça a prevalência dessas dificuldades no contexto corporativo.

Percepções sobre Falhas e Vieses nos Processos de Avaliação e Promoção

Os relatos qualitativos das participantes aprofundaram a compreensão das barreiras, evidenciando que a exclusão ocorre de forma sutil e estrutural, sem a necessidade de um ambiente explicitamente hostil. A alta incidência de dificuldades com o “não dito” e a exigência de autopromoção sugerem que, embora o domínio técnico facilite o ingresso no mercado, a falta de clareza organizacional e a valorização de habilidades políticas atuam como filtros que impedem o desenvolvimento de carreira das mulheres autistas. Uma das participantes destacou que a principal falha é a utilização de uma “régua neurotípica” para avaliar pessoas autistas, com cobranças indevidas que desconsideram a falta de acessibilidade institucional.

Outros relatos apontaram que a leitura social no meio neurodivergente pode comprometer o relacionamento interpessoal, dificultando a projeção de expectativas e a atuação em realidades concretas e previsíveis. Houve também menções à discriminação de gênero, com a distribuição desigual de tarefas, onde mulheres eram direcionadas a trabalhos manuais ou de suporte, enquanto homens recebiam tarefas de maior “foco”. A necessidade de autopromoção e exposição excessiva, somada ao viés de gênero e capacitismo, foi identificada como um fator de esgotamento, especialmente no trabalho presencial, que não deixa espaço para vida pessoal ou cursos.

A análise desses depoimentos reforça que a barreira para a ascensão profissional das mulheres autistas não reside na incapacidade técnica, mas na persistência de uma “régua neurotípica” que molda os processos de avaliação. Critérios subjetivos como extroversão, “networking” e capacidade de autopromoção atuam como filtros excludentes, marginalizando colaboradoras com formas distintas de processar e expressar ideias. Essa dinâmica cria um cenário de “invisibilidade competente”, onde profissionais entregam resultados de alta qualidade, mas suas contribuições passam despercebidas por não se enquadrarem nos padrões de sociabilidade convencionais (Dantas e Almeida, 2025).

Para mitigar esses filtros invisíveis e assegurar a permanência e o desenvolvimento de carreira das profissionais autistas, faz-se necessária uma mudança de paradigma nas políticas de gestão de talentos. A literatura sugere uma reestruturação das práticas de acolhimento que transcenda as adequações físicas, focando na capacitação de gestores e equipes sobre as especificidades sensoriais e as dinâmicas de comunicação neurodivergente. A criação de zonas de autorregulação em ambientes presenciais também é uma medida estratégica para minimizar o esgotamento, garantindo a sustentabilidade da trajetória profissional dessas colaboradoras (Dantas e Almeida, 2025).

Em síntese, os resultados desta pesquisa revelaram que mulheres autistas no ambiente corporativo, apesar de sua alta qualificação e inserção formal, enfrentam um “teto de vidro” imposto por barreiras sociais e comunicacionais. A prevalência do diagnóstico tardio, o uso exaustivo da camuflagem social e a predominância de uma “régua neurotípica” nos processos de avaliação e promoção, que valoriza a autopromoção e normas sociais implícitas em detrimento da competência técnica, culminam em um cenário de “invisibilidade competente”. A verdadeira equidade e inclusão, portanto, demandam uma mudança de paradigma na gestão de talentos, com foco em resultados objetivos, flexibilidade no modelo de trabalho e capacitação institucional para acolher a neurodiversidade como um valor estratégico.

4. Conclusão

O presente estudo objetivou investigar a intersecção entre gênero e neurodiversidade no ambiente corporativo, buscando identificar as barreiras que dificultam a ascensão profissional e as estratégias necessárias para uma inclusão efetiva e acessível. Verificou-se que mulheres autistas, apesar de possuírem alta qualificação, com 60% da amostra detendo pós-graduação, enfrentam um cenário de “invisibilidade competente”. Observou-se que a progressão de carreira é impedida por uma “régua neurotípica” que privilegia a autopromoção e normas sociais implícitas, em detrimento da competência técnica. A camuflagem social, ou “masking”, foi identificada como uma estratégia de sobrevivência que acarreta exaustão, enquanto o trabalho híbrido e remoto emergiu como crucial para o gerenciamento sensorial e a sustentabilidade ocupacional. Assim, a equidade real demanda uma mudança de paradigma na gestão de talentos, substituindo critérios subjetivos por resultados objetivos, e a capacitação de líderes e equipes para acolher a funcionalidade divergente como valor estratégico organizacional.

Contudo, o estudo possui limitações metodológicas que merecem atenção. O questionário não mapeou explicitamente o nível de suporte das participantes, embora o perfil sociodemográfico sugira uma predominância de mulheres autistas de nível 1. Adicionalmente, a ausência da variável “tempo de permanência no cargo atual” impediu a confirmação exata se a estagnação em cargos técnicos reflete uma barreira deliberada ou diagnósticos recentes. Para investigações futuras, recomenda-se explorar as vivências de mulheres autistas de níveis 2 e 3 de suporte no ambiente corporativo, dada a variação de suas demandas de acessibilidade. Sugere-se também a realização de um estudo comparativo de gênero, analisando as trajetórias de ascensão profissional de homens e mulheres autistas em funções equivalentes, a fim de isolar o impacto do “pedágio de gênero” das barreiras puramente ligadas à neurodiversidade, aprofundando a compreensão da equidade no ambiente corporativo.

Referências Bibliográficas

American Psychiatric Association. 2014. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais. 5ed. Artmed, Porto Alegre, RS, Brasil.

Bidart, H. T.; Santos, C. A. S. 2021. Autismo e mercado de trabalho: a percepção do autista sobre suas competências profissionais. E&G Economia e Gestão 21(60): 114-141.

Carneiro, L. B.; Gomes, D. G.; Cruz, A. P. C.; Frare, A. B. 2022. Glass ceiling: a study on the factors of this phenomenon in Brazil from the perception of women managers. Sinergia 26(1): 173-185.

Dantas, A. A.; Almeida, S. T. 2025. Autismo: os desafios para a inserção de adultos com TEA no mercado de trabalho no Brasil. 1ed. Arché, São Paulo, SP, Brasil.

Das, M.; Tang, J.; Ringland, K. E.; Piper, A. M. 2021. Towards accessible remote work: understanding work-from-home practices of neurodivergent professionals. ACM Journals 5(CSCW1): 183-214.

Gagliardi, V.; Hansch, R. M. 2022. Diversidade de gênero: as barreiras à ascensão das mulheres nas organizações. Monografia em Gestão de Pessoas. Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz – USP, Piracicaba, SP, Brasil.

Leopoldino, C. B. 2015. Inclusão de autistas no mercado de trabalho: uma nova questão de pesquisa. Gestão & Sociedade 9(22): 853-868.

Marconi, M. A.; Lakatos, E. M. 2017. Fundamentos de metodologia científica. 8ed. Atlas, São Paulo, SP, Brasil.

McKinsey & Company. 2020. Diversity Matters: América Latina. Disponível em: <https://www.mckinsey.com/br/our-insights/diversity-matters-america-latina>. Acesso em: 23 out. 2025.

Nações Unidas Brasil. 2026. Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Disponível em: <https://brasil.un.org/pt-br/sdgs>. Acesso em: 26 fev. 2026.

Oliveira, L. R.; Vargas, P. R. 2025. A invisibilidade do transtorno do espectro autista em meninas e mulheres: uma revisão de literatura. Cadernos de Psicologia 7(12): 873-894.

Pacto Global – Rede Brasil. 2026. Disponível em: <https://www.pactoglobal.org.br/esg/>. Acesso em: 26 fev. 2026.

Renner, J. S.; Gomes, G. 2020. Diversidade nas organizações: da ação afirmativa para o processo de gestão. Conhecimento & Diversidade 12(27): 27-38.

Rosa, N. A. L. 2024. Mulheres autistas e diagnóstico tardio: um estudo sobre juventudes de mulheres autistas e ocorrências de subdiagnósticos. Revista Contraponto 11(143784): 1-21.

Singer, J. 2016. Neurodiversity: the birth of an idea. 2ed.

Zambello, A. V.; Soares, A. G.; Tauil, C. E.; Donzelli, C. A.; Fontana, F.; Mazucato, T. P. S.; Chotolli, W. P. 2018. Metodologia de pesquisa e do trabalho científico. 1ed. FUNEPE, Penápolis, SP, Brasil.

Artigo oriundo de Trabalho de Conclusão de Curso da Especialização em Compliance e ESG do MBA USP/Esalq

Para saber mais sobre o curso, clique aqui e acesse a plataforma MBX Academy

Você também pode gostar

Neurociência E Aprendizagem Na Educação

09 de outubro de 2026

Fundamentos para estruturação de currículos baseados em habilidades de raciocínio

Nas últimas décadas, observou-se uma transição educacional de modelos focados em conteúdo para o desenvolvimento de competências, impulsionada pela ubiquidade da informação. Nesse contexto, as habilidades de raciocínio tornaram-se pedagogicamente cruciais por embasarem a compreensão, relação e adaptação de conteúdos em cenários complexos. Com base nessa perspectiva, buscou-se consolidar um modelo detalhado das habilidades que compõem o raciocínio cognitivo, visando servir de base para a elaboração de currículos e programas pedagógicos. Para tanto, realizou-se uma pesquisa qualitativa e exploratória, que envolveu uma síntese multidisciplinar de conhecimentos da filosofia da mente, epistemologia, semiótica, psicologia cognitiva e neurociência. Essa abordagem proporcionou uma visão abrangente da natureza e das funções do raciocínio humano. O modelo resultante classificou as habilidades em quatro funções cognitivas principais, subdivididas em níveis crescentes de complexidade, que acompanharam o desenvolvimento cognitivo humano. A estrutura final mostrou-se bem fundamentada e aplicável à elaboração de currículos e programas pedagógicos, oferecendo uma taxonomia de habilidades do raciocínio diretamente utilizável no sequenciamento instrucional e na avaliação de competências cognitivas.

Palavras-chave: Currículo baseado em competências; Desenvolvimento cognitivo; Habilidades cognitivas; Pensamento crítico; Raciocínio cognitivo.

Neurociência E Aprendizagem Na Educação

09 de outubro de 2026

A inclusão da pessoa com deficiência visual nas escolas regulares: desafios e possibilidades

A inclusão escolar de estudantes com deficiência visual representa um desafio persistente nas instituições de ensino brasileiras, apesar dos avanços legislativos. Barreiras pedagógicas, atitudinais, estruturais e formativas ainda comprometem o acesso pleno desses alunos à educação regular, especialmente em escolas particulares, onde há resistência à matrícula e ao acolhimento. O estudo teve por objetivo analisar como ocorre a inclusão de estudantes com deficiência visual em uma escola regular, identificando desafios, recursos disponíveis e práticas bem-sucedidas. Para isso, observou-se o cotidiano de uma escola particular em Fortaleza [CE], que atende da educação infantil ao ensino fundamental I. A pesquisa contemplou visitas sistemáticas à instituição ao longo de três meses, visando compreender a atuação dos profissionais, a infraestrutura escolar, as estratégias pedagógicas e o uso de recursos tecnológicos e assistivos, destacando possibilidades e caminhos para uma inclusão efetiva. Identificaram-se os principais entraves enfrentados por docentes e gestão escolar, bem como práticas que favoreceram o desenvolvimento, a autonomia e o pertencimento dos alunos com deficiência visual. Concluiu-se que a inclusão, quando planejada e contextualizada, beneficia não apenas o aluno com deficiência, mas toda a comunidade escolar, promovendo uma educação mais humana, equitativa e colaborativa.

Palavras-chave: acessibilidade; deficiência visual; educação inclusiva; inclusão escolar; práticas pedagógicas.

Neurociência E Aprendizagem Na Educação

09 de outubro de 2026

Deficiência intelectual, sistema de apoios e o desenvolvimento de funções executivas

A presença de estudantes com deficiência intelectual (DI) em classes de ensino comum apresenta desafios significativos para os docentes na promoção de ensino e aprendizagem eficazes. Este cenário motivou a articulação de três eixos: a aprendizagem da pessoa com DI, o modelo de sistema de apoios da “Association of Intellectual and Developmental Disabilities” (AAIDD) e o desenvolvimento de funções executivas, conforme estudos das neurociências. Buscou-se compreender se planos educacionais individualizados (PEIs) continham a intenção de promover o desenvolvimento de funções executivas nucleares (memória de trabalho, controle inibitório e flexibilidade cognitiva) por meio de planejamento intencional. O objetivo foi identificar essa intenção em planejamentos de ensino, explicitada por objetivos, estratégias ou recursos para o desenvolvimento das funções executivas. A investigação delineou-se como uma pesquisa qualitativa de análise documental, que apreciou onze PEIs anônimos, elaborados em duas escolas públicas do ensino fundamental 1. Os resultados principais indicaram a existência de propostas didáticas que envolviam a promoção do desenvolvimento de funções executivas. Contudo, não foi possível determinar se os docentes tinham consciência desse objetivo. Para aprofundar essa questão, seriam necessárias entrevistas e observações das práticas de ensino, sugerindo novas investigações.

Palavras-chave: Deficiência intelectual; Funções executivas; Plano educacional individualizado.

Neurociência E Aprendizagem Na Educação

09 de outubro de 2026

Neuroplasticidade, memória e aprendizagem: análise sobre o desenvolvimento cognitivo no Ensino Fundamental II

O estudo analisou o impacto de atividades lúdicas e cognitivas na estimulação da memória e no desenvolvimento cognitivo de estudantes do Ensino Fundamental II. O objetivo foi investigar os efeitos dessas atividades na memória operacional e de longo prazo, mapear estratégias de memorização, avaliar o engajamento e as reações emocionais dos alunos durante oficinas, e produzir recomendações pedagógicas baseadas em evidências neurocientíficas, a partir da percepção de fragilidades no aprendizado. A pesquisa fundamentou-se em contribuições teóricas da psicologia do desenvolvimento, da pedagogia e da neurociência, com destaque para autores como Piaget, Vygotsky, Lent, Kandel e Izquierdo. Metodologicamente, adotou-se uma abordagem mista, articulando procedimentos quantitativos e qualitativos, por meio da realização de oficinas pedagógicas baseadas em jogos cognitivos aplicados a estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental II de uma escola pública em Vitória da Conquista – BA. Os resultados revelaram possíveis fragilidades relacionadas à memória de trabalho e à atenção dos estudantes, e as oficinas demonstraram potencial para estimular funções cognitivas e fornecer indicadores para o planejamento pedagógico. Concluiu-se que práticas pedagógicas fundamentadas em princípios da neurociência, que integram cognição, emoção e interação social, podem favorecer o aprendizado e contribuir para o desenvolvimento cognitivo e socioemocional dos estudantes, reforçando a necessidade de ampliar o diálogo entre educação e neurociência.

Palavras-chave: Cognição; Emoções; Estratégias de memorização; Funções executivas; Neurociência educacional.

Neurociência E Aprendizagem Na Educação

09 de outubro de 2026

Entre autonomia e dependência: impactos da inteligência artificial nos processos cognitivos de alunos de MBA online

A Inteligência Artificial tem transformado significativamente os processos de aprendizagem e produção de conhecimento, suscitando dilemas éticos e questionamentos sobre seu uso educacional. Investigou-se os efeitos do uso de ferramentas de Inteligência Artificial generativa sobre os processos cognitivos de estudantes de MBA na modalidade online, com foco na relação entre autonomia e dependência tecnológica. A pesquisa caracterizou-se como exploratória e utilizou dados secundários de um questionário aplicado por uma instituição de ensino, que buscou compreender a relação dos estudantes com tecnologias digitais. Os resultados indicaram elevada utilização das ferramentas generativas (81,5% dos mais de 2000 respondentes, com 50,5% de uso diário), acompanhada da percepção de dependência em tarefas que poderiam ser realizadas de forma autônoma. Observaram-se efeitos positivos, como aumento da autonomia nos estudos e estímulo à curiosidade, mas também indícios de redução do esforço mental e da confiança nas próprias habilidades cognitivas. Mais da metade dos participantes (57,3%) afirmou sempre verificar as informações geradas pela IA. Infere-se que a Inteligência Artificial na educação demanda abordagens pedagógicas que promovam o uso crítico, ético e equilibrado dessas tecnologias, especialmente por meio do desenvolvimento do letramento em IA, posicionando-a como apoio e não substituta das capacidades intelectuais.

Palavras-chave: Dependência Tecnológica; Educação Digital; Inteligência Artificial Generativa; Neurociência.

Neurociência E Aprendizagem Na Educação

09 de outubro de 2026

Estratégias Pedagógicas para Alunos com TDAH na Educação Básica

O estudo analisou o perfil e as dificuldades de alunos com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) no Ensino Fundamental II e Ensino Médio de uma escola privada em Barretos, São Paulo, e propôs estratégias pedagógicas fundamentadas em neurociência, psicologia e pedagogia para favorecer o ensino e a aprendizagem. Realizou-se uma pesquisa qualitativa, descritivo-analítica, por meio da análise documental de registros institucionais de 15 alunos com diagnóstico de TDAH ou em investigação, muitos com comorbidades como dislexia, ansiedade, Transtorno do Espectro Autista, Transtorno do Processamento Auditivo Central e discalculia. Os dados foram analisados por técnica de análise de conteúdo temática. Os resultados evidenciaram que os alunos com TDAH apresentaram dificuldades significativas na atenção, organização, planejamento e controle comportamental, impactando diretamente a aprendizagem e associadas a alterações nas funções executivas. As estratégias propostas, como fragmentação de tarefas, uso de recursos visuais, organização do ambiente, metodologias ativas e feedback contínuo, demonstraram potencial para favorecer o desenvolvimento cognitivo, emocional e acadêmico dos estudantes. Concluiu-se que práticas pedagógicas baseadas em evidências científicas contribuem para uma educação mais inclusiva, promovendo autonomia, engajamento e melhoria no desempenho escolar de alunos com TDAH.

Palavras-chave: Aprendizagem; Educação básica; Inclusão; Práticas pedagógicas; TDAH.

Neurociência E Aprendizagem Na Educação

09 de outubro de 2026

Neurociência, Desenhos e a Formação Docente: Presenças e Lacunas nas Ementas

A neurociência aplicada à educação oferece ferramentas essenciais para a compreensão do desenvolvimento cognitivo, mas observou-se um distanciamento entre esses conhecimentos teóricos e a prática pedagógica. O estudo objetivou diagnosticar a presença de conteúdos de neurociência e grafismo infantil em currículos de cursos de Pedagogia, propondo a elaboração de um material digital de divulgação científica para apoio docente. A metodologia caracterizou-se como pesquisa documental, com análise sistematizada, de caráter exploratório e abordagem quali-quantitativa. Realizou-se um levantamento bibliográfico e uma busca por matrizes curriculares e ementas em páginas oficiais de instituições de ensino superior. Para o tratamento dos dados, utilizou-se o mapeamento de metadados em planilhas eletrônicas, o que permitiu a análise de frequências e a identificação de lacunas curriculares. Os resultados indicaram uma escassez de disciplinas que integrassem diretamente o neurodesenvolvimento ao estudo do grafismo, embora temas gerais de neurociência tenham sido identificados em parte das ementas analisadas. Como produto final, desenvolveu-se um guia digital com orientações práticas fundamentadas nas etapas de desenvolvimento propostas por Luquet, Lowenfeld e Derdyk. O estudo proporcionou um diagnóstico atualizado das grades curriculares e ofereceu uma ferramenta pedagógica para aproximar a ciência da rotina escolar.

Palavras-chave: Desenho infantil; Educação; Matrizes curriculares; Neuroeducação; Pedagogia.

Neurociência E Aprendizagem Na Educação

09 de outubro de 2026

Leitura fragmentada: o efeito das mídias sociais na leitura e compreensão textual

Os impactos das mídias sociais na prática da leitura e compreensão textual têm gerado preocupações entre professores, especialmente na área de linguagens, nos ambientes familiar e educacional. O estudo objetivou refletir sobre a prática leitora, com foco na leitura fragmentada, a partir das percepções de pais e responsáveis. A metodologia empregou uma abordagem qualitativa e descritiva, coletando dados por meio de questionário aplicado via Google Forms a responsáveis por alunos de uma escola de Educação Básica, da rede privada, em Camaçari, Bahia. A análise dos dados foi realizada por meio da técnica de análise de conteúdo. Os resultados revelaram que, apesar do avanço tecnológico e da facilidade de acesso a livros digitais, os responsáveis demonstraram preferência pelo livro físico. Além disso, constatou-se que o uso frequente das mídias sociais foi percebido como um fator que dificultou a concentração em textos longos e contribuiu para a leitura fragmentada. Concluiu-se que a leitura fragmentada representa um desafio crescente no ambiente escolar, e que as mídias sociais, embora influenciaram os hábitos de leitura, puderam ser utilizadas como suporte pedagógico, desde que acompanhadas de estratégias que estimulem a reflexão e a compreensão profunda dos textos.

Palavras-chave: Aprendizagem; Educação Básica; Ensino-aprendizagem; Leitura; Tecnologia digital.

Neurociência E Aprendizagem Na Educação

09 de outubro de 2026

Marco referencial de competências em IA e uma proposta para formação de professores

A articulação entre neurociência e educação para o desenvolvimento humano, aliada à relevância dos textos prescritivos na formação de professores no ensino superior brasileiro, motivou a investigação. O estudo objetivou investigar a potencialidade do documento Marco referencial de competências em IA para professores (MRCP-IA) da UNESCO para uma formação docente que priorize o desenvolvimento humano e, a partir dessa análise, apresentar uma proposta para sua implementação no contexto brasileiro, articulada aos princípios da neurociência. A pesquisa caracterizou-se como descritiva, qualitativa e de análise documental. Para a análise do MRCP-IA, empregou-se o quadro teórico-metodológico do Interacionismo Sociodiscursivo. A interpretação dos resultados fundamentou-se nas discussões das Ciências do Trabalho, do Interacionismo Sociodiscursivo, de Vygotsky e nos 12 princípios da neurociência elencados por Amaral e Guerra (2022). Os resultados indicaram que o MRCP-IA posiciona a Inteligência Artificial como protagonista, atribuindo ao professor a responsabilidade de lidar com ela de forma ética e crítica, mas sem detalhar a formação docente. Diante disso, formulou-se uma proposta de formação de professores para cursos de Pedagogia que considera os princípios da neurociência e a perspectiva histórico-cultural de Vygotsky, enfatizando a interação social e o engajamento integral do professor. Concluiu-se que uma formação continuada, que respeite a individualidade cerebral e promova a interação social com engajamento corporal e emocional do professor, pode efetivamente impulsionar o desenvolvimento humano.

Palavras-chave: Competências; IA; Neurociência; Pedagogia; Trabalho docente.

Inscreva-se em nossa newsletter!

Receba conteúdos e fique sempre atualizado sobre as novidades em gestão, liderança e carreira com a Revista E&S.

Ao preencher o formulário você está ciente de que podemos enviar comunicações e conteúdos da Revista E&S. Confira nossa Política de Privacidade