Mba Executivo Em Liderança E Gestão
17 de junho de 2026
Liderança e Clima: Gestão Geracional em Cooperativa de Crédito
Fernanda Lopes Scannavino; Thiago Fernando Pires Alves
Resumo elaborado pela ferramenta ResumeAI, solução de inteligência artificial desenvolvida pelo Instituto Pecege voltada à síntese e redação.
O clima organizacional representa um indicador fundamental da qualidade das relações internas e da eficácia das práticas de gestão de pessoas nas organizações. Este conceito reflete a percepção coletiva dos colaboradores sobre o ambiente de trabalho, as interações interpessoais, o estilo de liderança e o alinhamento entre os valores organizacionais e as práticas institucionais. A satisfação dos colaboradores, diretamente influenciada pelo clima, impacta as condições oferecidas para o desempenho de suas atividades (Chiavenato, 2014). Em instituições financeiras cooperativas, onde a atuação se baseia em princípios como colaboração, confiança e proximidade com os associados, a gestão do clima organizacional assume um papel ainda mais estratégico para a sustentabilidade do negócio. Um clima organizacional positivo contribui para o aumento da produtividade, a retenção de talentos e o fortalecimento da cultura organizacional (Luz, 2003). A relevância de um ambiente de trabalho saudável e engajador é amplificada em contextos cooperativistas, onde o capital humano é o principal ativo e a coesão da equipe impulsiona o sucesso coletivo.
Nesse contexto, a liderança emerge como um elemento central na construção de ambientes organizacionais positivos e no desenvolvimento de equipes de alto desempenho. A liderança eficaz não se limita à gestão operacional das atividades cotidianas, mas envolve a capacidade de mobilizar pessoas em torno de uma visão compartilhada, estimulando o engajamento, o comprometimento e o desenvolvimento coletivo (Kotter, 2002). Complementarmente, a liderança está associada à capacidade de influenciar indivíduos e mobilizar equipes para a realização de objetivos comuns, transcendendo a mera supervisão para inspirar e guiar (Bergamini, 2009). A qualidade da liderança, portanto, é um pilar para a construção de um ambiente de trabalho que promova a satisfação e o bem-estar dos colaboradores, refletindo-se diretamente na performance organizacional.
Um desafio relevante enfrentado pelas organizações contemporâneas refere-se à gestão de equipes compostas por diferentes gerações. Atualmente, muitas organizações contam com colaboradores pertencentes a distintas fases geracionais, que apresentam valores, expectativas e estilos de comunicação diversos. A diversidade geracional, quando bem gerenciada, pode ampliar a capacidade de inovação e aprendizagem organizacional, trazendo diferentes perspectivas e experiências para a resolução de problemas (Vergara, 2016). Contudo, quando negligenciada, essa diversidade pode gerar conflitos, desalinhamento de expectativas e redução do engajamento da equipe, comprometendo a coesão e a produtividade. As gerações Baby Boomers (nascidos entre 1946 e 1964) são caracterizadas por forte comprometimento organizacional, valorização da estabilidade e grande experiência acumulada. A Geração X (1965-1980) possui um perfil autônomo, pragmático e orientado para resultados, valorizando o equilíbrio entre vida pessoal e profissional. A Geração Y, ou Millennials (1981-1996), demonstra alta familiaridade com tecnologia, busca por propósito no trabalho e valoriza feedback constante e oportunidades de desenvolvimento. Por fim, a Geração Z (1997 em diante) apresenta forte presença digital, comunicação ágil e expectativa de crescimento profissional acelerado. A coexistência desses perfis exige uma abordagem adaptativa da liderança, capaz de conciliar estilos de trabalho e expectativas profissionais distintas (Robbins, Judge e Sobral, 2010).
Diante desse cenário complexo, que envolve a intersecção entre clima organizacional, liderança e diversidade geracional, surgiu a necessidade de investigar como a atuação da liderança pode contribuir para melhorar o clima organizacional em equipes compostas por diferentes gerações em uma cooperativa de crédito. A agência analisada enfrentava um desafio significativo na gestão de uma equipe com idades entre dezoito e sessenta e dois anos, onde sinais de insatisfação em relação à liderança eram evidentes, especialmente em aspectos como comunicação, alinhamento de expectativas e reconhecimento. Essa situação indicava a urgência de revisar as práticas de gestão para garantir a sustentabilidade e o crescimento da agência. O presente estudo teve como objetivo analisar de que forma práticas estruturadas de liderança e comunicação puderam contribuir para melhorar o clima organizacional, fortalecer o engajamento dos colaboradores e impulsionar o desempenho institucional de uma agência de cooperativa de crédito caracterizada pela diversidade geracional de sua equipe, sem antecipar os resultados específicos das intervenções.
O estudo foi conduzido como um Business Case, uma abordagem de pesquisa que se concentra na análise aprofundada de uma situação real em uma organização específica, visando identificar problemas, propor soluções e avaliar seus impactos. Este tipo de pesquisa é predominantemente descritivo e exploratório, com elementos qualitativos na fase de diagnóstico e quantitativos na avaliação dos resultados. A investigação ocorreu em uma agência de cooperativa de crédito, denominada Aliança, localizada no Brasil, e abrangeu o período compreendido entre o final de dois mil e vinte e quatro e o período atual, permitindo a observação das mudanças após a implementação das intervenções. A amostra do estudo consistiu na equipe de colaboradores da agência, que inicialmente contava com vinte profissionais no final de dois mil e vinte e quatro e expandiu para vinte e oito colaboradores no período atual, caracterizando um ambiente organizacional com diversidade geracional, com idades variando entre dezoito e sessenta e dois anos.
Para a coleta de dados e o diagnóstico da situação inicial, foram empregados diversos instrumentos e metodologias. Inicialmente, realizou-se uma análise diagnóstica para compreender as causas da insatisfação da equipe em relação à liderança. Utilizou-se a ferramenta de qualidade Diagrama de Ishikawa, também conhecido como Espinha de Peixe, para estruturar a identificação das causas-raiz do problema central: “insatisfação da equipe com a liderança e fragilidade no clima organizacional”. As causas foram categorizadas em seis grupos principais: comunicação, liderança, pessoas, processos, cultura organizacional e baixo impacto. Na categoria de comunicação, foram identificadas a falta de alinhamento claro sobre metas, ausência de feedback estruturado, dificuldade na comunicação entre diferentes gerações e baixa transparência em decisões operacionais. Em liderança, o estilo de gestão foi percebido como pouco participativo, havia falta de reconhecimento estruturado do desempenho da equipe e necessidade de maior proximidade entre liderança e colaboradores. Na categoria pessoas, as diferenças geracionais na forma de trabalhar, expectativas profissionais distintas e diferentes níveis de maturidade profissional foram apontadas. Em processos, destacou-se a ausência de ferramentas formais de acompanhamento de desempenho, reuniões de alinhamento realizadas de forma irregular e falta de estruturação de indicadores de performance. Na cultura organizacional, a necessidade de reforçar valores de cooperação e desenvolvimento e o desalinhamento entre a cultura desejada e as práticas percebidas foram observados. Por fim, em baixo impacto, foram listadas pequenas falhas pontuais de comunicação, ajustes simples em rotinas de trabalho, preferências individuais e ruídos operacionais esporádicos. A coleta de dados para o Ishikawa envolveu entrevistas com colaboradores e líderes, análise de documentos internos e observação participante.
Complementarmente ao diagnóstico, foi realizada uma análise SWOT (Strengths, Weaknesses, Opportunities, Threats), uma ferramenta estratégica que permitiu avaliar os fatores internos (Forças e Fraquezas) e externos (Oportunidades e Ameaças) que influenciavam o desempenho da organização. As Forças incluíam uma equipe com diversidade de experiências profissionais, forte cultura cooperativista e proximidade com os associados, bom relacionamento interpessoal entre os colaboradores e potencial de troca de conhecimento entre diferentes gerações. As Fraquezas identificadas foram dificuldades iniciais de comunicação entre liderança e equipe, ausência inicial de ferramentas estruturadas de gestão de desempenho, diferenças geracionais que impactavam estilos de trabalho e a percepção inicial de insatisfação com a liderança. As Oportunidades englobavam o desenvolvimento da liderança e melhoria do clima, a implementação de ferramentas de gestão como OKRs e indicadores de desempenho, o fortalecimento da cultura organizacional e o aumento do engajamento da equipe. As Ameaças consistiam no risco de desmotivação da equipe caso o clima organizacional não fosse trabalhado, a possibilidade de aumento de rotatividade de colaboradores, o impacto negativo na produtividade da equipe e os reflexos no atendimento aos associados. A análise SWOT foi construída a partir de discussões em grupo com a liderança e representantes da equipe, consolidando as percepções sobre o ambiente interno e externo.
Com base nos diagnósticos, foram propostas e implementadas ações estruturadas. As intervenções focaram no fortalecimento da comunicação estratégica, com a realização de reuniões periódicas de alinhamento estratégico com a equipe, utilizando canais digitais para comunicação ágil de questões operacionais e a implementação de feedbacks individuais estruturados, voltados ao desenvolvimento profissional. A adoção de ferramentas de gestão de desempenho, como o modelo OKR (Objectives and Key Results), permitiu traduzir a estratégia organizacional em objetivos claros e resultados mensuráveis. Para apoiar a implementação do modelo de gestão por objetivos, foram definidos indicadores de desempenho para monitorar o progresso das iniciativas estratégicas, incluindo a evolução do quadro de colaboradores, indicadores de produtividade da equipe e os resultados da pesquisa de clima organizacional GPTW (Great Place to Work). Além disso, investiu-se no desenvolvimento contínuo das lideranças da agência, por meio de programas de capacitação em comunicação, gestão de pessoas e liderança de equipes diversas.
A avaliação da efetividade das recomendações foi realizada por meio do monitoramento contínuo dos indicadores de desempenho. O Índice de Clima Organizacional, medido anualmente pela pesquisa GPTW, avaliou a percepção dos colaboradores sobre o ambiente de trabalho e a atuação da liderança. O Nível de Engajamento da Equipe foi verificado trimestralmente por meio de feedbacks e participação nas reuniões de alinhamento. O Cumprimento de Metas Operacionais foi monitorado mensalmente por indicadores de desempenho da agência, relacionados aos objetivos institucionais. A Evolução do Quadro de Colaboradores foi acompanhada semestralmente, verificando o número de colaboradores ativos e a capacidade da agência de atrair e reter talentos. A Qualidade da Comunicação Interna foi avaliada trimestralmente pela percepção dos colaboradores em feedbacks e reuniões de alinhamento. O processo de avaliação foi conduzido com base no ciclo PDCA (Plan, Do, Check, Act), garantindo um planejamento (Plan) das iniciativas, execução (Do) das ações pela liderança e equipe, monitoramento (Check) dos resultados por meio dos indicadores e ajustes (Act) nas práticas de gestão adotadas. Os softwares utilizados para a gestão dos OKRs e o acompanhamento dos indicadores foram plataformas internas da cooperativa, que permitiram a visualização e o monitoramento em tempo real do progresso das metas e do desempenho da equipe.
A agência analisada, composta por colaboradores com idades entre dezoito e sessenta e dois anos, inicialmente enfrentava um cenário de insatisfação da equipe em relação à liderança. As percepções críticas estavam ligadas à comunicação, ao alinhamento de expectativas e ao reconhecimento do trabalho, conforme evidenciado pela análise diagnóstica. A ausência de feedback estruturado e a comunicação inadequada, especialmente entre as diferentes gerações, geravam desalinhamento e conflitos, impactando negativamente o engajamento (Robbins, Judge e Sobral, 2010). Quando os colaboradores percebem falta de reconhecimento ou comunicação deficiente, o clima organizacional tende a se deteriorar, afetando diretamente o desempenho (Chiavenato, 2014). A fragilidade na confiança entre equipe e liderança, observada no diagnóstico, representava um risco de redução da produtividade e aumento de conflitos internos, corroborando a visão de Luz (2003) de que ambientes onde colaboradores não se sentem valorizados apresentam baixa motivação.
A implementação de práticas estruturadas de liderança e gestão de pessoas gerou avanços positivos no ambiente organizacional da agência. As reuniões periódicas de alinhamento, por exemplo, foram estabelecidas com frequência quinzenal, resultando em uma percepção de clareza de objetivos de oitenta e cinco por cento entre os colaboradores. Essa melhoria na comunicação estratégica, que incluiu o uso de canais digitais para informações operacionais e feedbacks individuais estruturados, contribuiu para reduzir desalinhamentos de expectativas e fortalecer a confiança, conforme recomendado por Dutra (2017) para a gestão de equipes diversas. A adoção do modelo OKR (Objectives and Key Results) permitiu que a estratégia organizacional fosse traduzida em objetivos claros e resultados mensuráveis, facilitando o acompanhamento sistemático do progresso. Por exemplo, a meta de aumento de vinte por cento na satisfação do cliente, um dos OKRs definidos, foi alcançada em seis meses, demonstrando o impacto direto da clareza de objetivos no desempenho.
Os resultados da pesquisa de clima organizacional GPTW apresentaram uma evolução positiva. A percepção de justiça no ambiente de trabalho, que inicialmente era de sessenta por cento, elevou-se para oitenta e dois por cento após as intervenções. Similarmente, a percepção de que a liderança se preocupa com o desenvolvimento dos colaboradores aumentou de cinquenta e cinco por cento para setenta e oito por cento. Essa melhoria nos indicadores do GPTW alinha-se com as proposições de Chiavenato (2014) sobre a importância do reconhecimento e da comunicação para um clima organizacional saudável. O investimento no desenvolvimento das lideranças, por meio de programas de capacitação em comunicação e gestão de equipes diversas, foi crucial. A liderança, ao adotar uma comunicação adaptativa e participativa, conseguiu integrar os diferentes perfis profissionais e garantir o alinhamento estratégico, conforme sugerido por Vergara (2016) para a gestão da diversidade geracional.
Um resultado quantitativo significativo foi o crescimento do quadro de colaboradores da agência, que passou de vinte profissionais no final de dois mil e vinte e quatro para vinte e oito colaboradores no período atual, representando um aumento aproximado de quarenta por cento. Esse crescimento não apenas demonstrou a capacidade de atração e retenção de talentos da agência, mas também refletiu a melhoria do ambiente de trabalho, conforme destacado por Luz (2003) como um fator crucial para a sustentabilidade organizacional. A capacidade de reter e atrair talentos é um indicativo direto de um clima organizacional positivo e de práticas de liderança eficazes. A produtividade da equipe também apresentou melhorias, com um aumento médio de quinze por cento no cumprimento de metas operacionais mensais, atribuído à maior clareza dos OKRs e ao feedback contínuo.
A discussão dos resultados revela que a insatisfação inicial da equipe não era um fator isolado, mas um conjunto de elementos inter-relacionados que impactavam a qualidade do ambiente organizacional. As falhas de comunicação, a ausência de feedback estruturado e as limitações nas práticas de acompanhamento do desempenho, identificadas no Diagrama de Ishikawa, foram diretamente abordadas pelas ações implementadas. A análise SWOT, ao identificar as fraquezas e ameaças, como o risco de desmotivação e aumento da rotatividade, reforçou a urgência das intervenções. As ações transformaram essas fraquezas em oportunidades, como o desenvolvimento da liderança e a melhoria do clima. A capacidade de mobilizar pessoas em torno de uma visão compartilhada, característica de uma liderança eficaz (Kotter, 2002), foi fortalecida pelas práticas de alinhamento e comunicação.
As implicações práticas e sociais desses resultados são vastas. Para a cooperativa de crédito, um clima organizacional positivo e uma liderança estruturada significam maior engajamento dos colaboradores, menor rotatividade, aumento da produtividade e, consequentemente, melhor atendimento aos associados. A capacidade de gerenciar equipes multigeracionais de forma eficaz, promovendo a integração e o desenvolvimento de todos, é um diferencial competitivo no mercado atual. Socialmente, um ambiente de trabalho saudável contribui para o bem-estar dos indivíduos, impactando positivamente suas vidas e a comunidade em que a cooperativa está inserida. A valorização do capital humano e o investimento em seu desenvolvimento são pilares para a construção de uma organização sustentável e socialmente responsável.
Contudo, o estudo possui limitações inerentes à sua natureza de Business Case, focado em uma única agência. A generalização dos resultados para outras cooperativas ou setores deve ser feita com cautela, pois cada contexto organizacional possui suas particularidades. A dependência de dados auto-relatados em pesquisas de clima, embora padronizados, pode introduzir vieses de percepção. Além disso, o período de observação, embora suficiente para identificar tendências iniciais, pode não capturar todos os impactos de longo prazo das intervenções. Para pesquisas futuras, sugere-se a realização de estudos longitudinais que acompanhem a evolução dos indicadores por um período mais extenso, permitindo uma análise mais aprofundada da sustentabilidade das mudanças. Também seria relevante conduzir estudos comparativos entre diferentes agências ou cooperativas, a fim de identificar as melhores práticas e os fatores de sucesso em diversos contextos. Uma investigação mais detalhada sobre o impacto específico de cada geração nas dinâmicas de equipe e nas respostas às práticas de liderança poderia enriquecer ainda mais o campo de estudo.
Conclui-se que o objetivo foi atingido, demonstrando que a implementação de práticas estruturadas de liderança e comunicação contribuiu significativamente para a melhoria do clima organizacional, o fortalecimento do engajamento dos colaboradores e o impulsionamento do desempenho institucional da agência de cooperativa de crédito. O fortalecimento da liderança e a gestão estratégica do clima organizacional constituíram elementos essenciais para o desenvolvimento sustentável da organização, especialmente em um contexto de equipe multigeracional.
Referências Bibliográficas:
BERGAMINI, Cecília Whitaker. 2009. Psicologia aplicada à administração. 1. ed. Atlas, São Paulo, SP, Brasil.
CHIAVENATO, Idalberto. 2014. Gestão de pessoas: o novo papel dos recursos humanos nas organizações. 4. ed. Elsevier, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
DUTRA, Joel Souza. 2017. Gestão de pessoas: modelo, processos, tendências e perspectivas. 1. ed. Atlas, São Paulo, SP, Brasil.
KOTTER, John P. 2002. O coração da mudança: como administrar e sustentar a mudança em sua empresa. 1. ed. Elsevier, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
LUZ, Ricardo. 2003. Gestão do clima organizacional. 1. ed. Qualitymark, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
ROBBINS, Stephen P.; JUDGE, Timothy A.; SOBRAL, Filipe. 2010. Comportamento organizacional. 14. ed. Pearson, São Paulo, SP, Brasil.
VERGARA, Sylvia Constant. 2016. Gestão de pessoas. 1. ed. Atlas, São Paulo, SP, Brasil.
Resumo executivo oriundo de Trabalho de Conclusão de Curso da Especialização em Executivo em Liderança e Gestão do MBA USP/Esalq
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