Artigo

Gestão Escolar

09 de outubro de 2026

Tecnologia na Gestão Escolar: Automação e Qualidade nos Planos de Ensino do SENAI São Paulo

Tecnologia na Gestão Escolar: Automação e Qualidade nos Planos de Ensino do Senai São Paulo

Lucas Tadeu Monteiro Guedes Fernandes Salomão; Flávia Pierrotti De Castro

DOI: 10.22167/2675-6528-202603182

Artigo derivado de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), com conteúdo baseado no trabalho original do aluno e adaptado ao formato editorial da Revista E&S com apoio da ferramenta ResumeAI, solução de inteligência artificial desenvolvida pelo Instituto Pecege para síntese e organização textual.

Resumo

A elaboração de documentos pedagógicos, como Planos de Ensino e instrumentos de avaliação, alinhados à Metodologia SENAI de Educação Profissional (MSEP), demanda rigor técnico e frequentemente resulta em sobrecarga de trabalho para o corpo docente. Diante desse desafio, analisou-se a eficácia do “Assistente da MSEP”, um assistente virtual baseado em Inteligência Artificial Generativa (LLM), desenvolvido para otimizar o planejamento escolar. O objetivo foi avaliar sua eficácia em duas dimensões complementares: a eficiência operacional, mensurada pela redução do tempo de planejamento, e a qualidade pedagógica, validada por meio de ciclos temáticos que analisaram a fidelidade curricular e a usabilidade do sistema. A pesquisa aplicada foi conduzida em duas fases distintas: um diagnóstico quantitativo de eficiência e uma validação qualitativa estruturada em quatro ciclos temáticos, utilizando o Google Classroom. Os resultados da primeira fase indicaram uma redução de até 90% no tempo de elaboração de documentos. Na segunda fase, observou-se que a ferramenta garantiu a padronização metodológica, com 100% de fidelidade, e elevou a qualidade dos critérios de avaliação, embora tenha demandado revisão humana para cálculos de carga horária. Concluiu-se que a integração da Inteligência Artificial na gestão escolar promoveu robusta eficiência operacional e devolveu aos docentes o foco nas estratégias pedagógicas e na mediação humana do conhecimento.

Palavras-chave: Eficiência Educacional; Inteligência Artificial Generativa; Metodologia SENAI de Educação Profissional; Planejamento Pedagógico.

1. Introdução

A Educação Profissional exige um alinhamento rigoroso entre as demandas do mercado de trabalho e a prática pedagógica em sala de aula. Nesse contexto, a Metodologia SENAI de Educação Profissional (MSEP) estabelece diretrizes precisas para o planejamento docente, estruturando o ensino por meio do desenvolvimento de competências profissionais em situações de aprendizagem desafiadoras e contextualizadas, com foco em cenários reais de trabalho (SENAI, 2019).

A elaboração de documentos pedagógicos, como Planos de Ensino e instrumentos de avaliação, demanda rigor técnico e impacta significativamente a gestão do tempo do corpo docente. A complexidade técnica inerente a esses processos frequentemente resulta em uma sobrecarga de trabalho. O modelo organizacional tradicional, muitas vezes focado em uma burocracia de controle excessivo, tende a priorizar o cumprimento de formulários, o que pode diminuir a autonomia e a criatividade do educador (Libâneo, 2001).

O tempo dedicado à formatação metodológica compete diretamente com o tempo para a estratégia pedagógica, gerando um gargalo na gestão escolar. Essa intensificação do trabalho docente, caracterizada pela multiplicidade de tarefas administrativas e pela compressão do tempo, é apontada na literatura sociológica e de saúde ocupacional como um dos principais vetores do mal-estar e da desprofissionalização (Nóvoa, 1992). A sobrecarga contínua atua como um fator estressor crônico, contribuindo para o desenvolvimento da Síndrome de Burnout na categoria (Carlotto, 2002).

Em contrapartida, a gestão escolar contemporânea busca superar a visão administrativa fragmentada, mobilizando a equipe e a tecnologia para otimizar processos e garantir a qualidade do ensino (Lück, 2000). O avanço da Inteligência Artificial Generativa (LLM) abre novas possibilidades para o suporte ao trabalho docente, atuando como um apoio pedagógico versátil e eficiente na automação de tarefas repetitivas (Vogel, 2025).

Este trabalho apresenta o estudo de caso de um assistente virtual, denominado “Assistente da MSEP”, desenvolvido especificamente para auxiliar professores na construção de documentos alinhados à MSEP. A ferramenta atua guiando o docente na seleção de capacidades técnicas e socioemocionais, sugerindo contextos industriais e estruturando os critérios de avaliação, funcionando como um suporte tecnológico à coordenação pedagógica.

A justificativa para esta pesquisa reside na necessidade premente de modernizar as práticas de gestão pedagógica, buscando ferramentas que não apenas padronizem os processos, mas que também promovam a saúde ocupacional e a eficiência da equipe escolar. Ao mitigar a burocracia excessiva, um dos fatores patogênicos de estresse docente (Carlotto, 2002), a introdução de assistentes virtuais visa devolver ao professor o tempo para focar na mediação do conhecimento e no relacionamento humano, que são essenciais e insubstituíveis (Vogel, 2025). Portanto, o objetivo deste trabalho é analisar a eficácia do uso de um assistente virtual baseado em inteligência artificial na otimização do planejamento docente, avaliando sua eficácia em duas dimensões complementares: a eficiência operacional, mensurada pela redução do tempo de planejamento (Fase 1), e a qualidade pedagógica, validada por meio de ciclos temáticos que analisaram desde a fidelidade curricular até a usabilidade do sistema (Fase 2).

2. Material e Métodos

A presente pesquisa caracterizou-se como um estudo de caso, método essencial para investigações que exigem uma análise aprofundada de fenômenos contemporâneos inseridos em seu contexto real de vida (Yin, 2015). De natureza aplicada, a investigação fundamentou-se nos princípios da Design Science Research (DSR), uma abordagem metodológica voltada para a resolução de problemas práticos organizacionais por meio do desenvolvimento, da testagem iterativa e da validação de artefatos tecnológicos inovadores (Wieringa, 2014).

Para garantir a robustez na avaliação da eficiência operacional e pedagógica do artefato, adotou-se a pesquisa de métodos mistos (quanti-qualitativa). Essa escolha baseou-se na premissa de que a associação sistemática e o cruzamento de dados quantitativos com análises narrativas qualitativas proporcionam uma compreensão metodológica superior e complementar do objeto de estudo (Creswell, 2010).

O estudo foi conduzido em várias unidades de ensino profissionalizante situadas no estado de São Paulo, que atendem aproximadamente 73 mil alunos nos segmentos de Aprendizagem Industrial e Cursos Técnicos. Participaram do estudo 28 docentes da instituição, selecionados por adesão voluntária e abrangendo diversas áreas tecnológicas.

Destes participantes, 11 integraram a Fase 1, focada no diagnóstico de eficiência, e 17 participaram da Fase 2, dedicada à validação qualitativa em ciclos. Todos os participantes foram informados sobre os objetivos da pesquisa, garantindo-se o anonimato e a confidencialidade das respostas individuais, em conformidade com as diretrizes éticas para pesquisas envolvendo seres humanos.

Para a realização do experimento, desenvolveu-se um assistente virtual, denominado “Assistente da MSEP”, especificamente para auxiliar professores na elaboração de planos de ensino conforme a Metodologia SENAI de Educação Profissional (MSEP). A ferramenta atua guiando o docente na seleção de capacidades técnicas e socioemocionais, sugerindo contextos industriais e estruturando os critérios de avaliação.

A arquitetura do assistente virtual não se fundamentou no treinamento de um modelo próprio, mas na técnica de fundamentação por contexto (grounding). Um Grande Modelo de Linguagem (LLM) de propósito geral, o Google Gemini, foi condicionado, a cada interação, por uma base documental específica para a geração dos Planos de Ensino e das Situações de Aprendizagem.

Essa base documental incluiu o documento integral da Metodologia SENAI de Educação Profissional (SENAI, 2019), incorporado às instruções de sistema do modelo como referência normativa permanente. Adicionalmente, o Plano de Curso da unidade curricular selecionada pelo docente constituiu a fonte primária dos dados curriculares, sendo fornecido em formato PDF e convertido em texto estruturado.

A coleta de dados foi estruturada em um Ambiente Virtual de Aprendizagem, o Google Classroom, onde o delineamento experimental foi organizado em duas fases distintas, permitindo uma análise evolutiva da ferramenta. Essa abordagem visou avaliar a eficácia do assistente virtual em duas dimensões complementares.

A Fase 1, denominada Diagnóstico de Eficiência, ocorreu entre março e abril de 2025. Esta etapa exploratória focou na mensuração quantitativa, realizando a comparação do tempo médio de elaboração manual de documentos pedagógicos versus a elaboração assistida por Inteligência Artificial, com o objetivo de identificar os principais gargalos operacionais do processo tradicional.

A Fase 2, Validação Qualitativa em Ciclos, foi realizada entre novembro e dezembro de 2025. Nesta etapa de aprofundamento, a ferramenta, já ajustada após a Fase 1, foi submetida a quatro ciclos temáticos de validação, também conduzidos via Google Classroom, para analisar a qualidade pedagógica do conteúdo gerado.

O Ciclo 1 da Fase 2 avaliou a fidelidade ao Plano de Curso, verificando a capacidade do assistente em selecionar corretamente as Capacidades Técnicas, Sociais e Organizativas previstas no plano de curso escolhido. O Ciclo 2 focou na qualidade da Situação de Aprendizagem, analisando se o cenário gerado pela IA apresentava contextualização adequada e se a Estratégia de Aprendizagem Desafiadora proposta era exequível e pertinente ao nível profissional.

O Ciclo 3 verificou a capacidade da ferramenta em desdobrar as capacidades em indicadores de avaliação mensuráveis e objetivos, facilitando a construção dos instrumentos avaliativos. Por fim, o Ciclo 4 avaliou a experiência do usuário (UX) e o impacto na redução do estresse docente, mensurando o nível de facilidade de uso da interface e a percepção de diminuição do tempo dedicado a tarefas burocráticas.

A coleta de dados ocorreu por meio de formulários eletrônicos aplicados ao final de cada ciclo. Cada ciclo, com seu respectivo formulário, estava estruturado e publicado no Google Classroom. Para a análise quantitativa, utilizou-se a escala Likert (de 1 a 5 ou 1 a 4) para mensurar o grau de concordância e satisfação dos docentes.

Os dados quantitativos foram tabulados e processados para a geração de estatísticas descritivas. Para a análise qualitativa, consideraram-se as respostas em campos abertos, as quais foram submetidas à análise de conteúdo (Bardin, 2016) para identificar padrões, sugestões de melhoria e percepções sobre o impacto da tecnologia na rotina docente.

3. Resultados e Discussão

Os resultados da pesquisa foram estruturados em duas fases complementares, refletindo o delineamento metodológico adotado para avaliar a eficácia do assistente virtual. A primeira fase, de natureza quantitativa, focou no diagnóstico da eficiência operacional e na aceitação inicial da ferramenta pelos docentes. A segunda fase, de caráter qualitativo, aprofundou-se na validação pedagógica do artefato, explorando a fidelidade curricular, a qualidade das situações de aprendizagem, a precisão dos critérios de avaliação e a usabilidade do sistema, conforme os ciclos temáticos estabelecidos.

Diagnóstico Inicial (Fase 1 – Mar a Abr/2025)

A fase inicial de validação contou com a participação de onze docentes, todos com alto nível de proficiência na Metodologia SENAI de Educação Profissional (MSEP). Essa seleção de participantes foi estratégica para assegurar uma análise crítica e aprofundada da fidelidade pedagógica do conteúdo gerado pelo assistente virtual. A experiência dos professores permitiu uma avaliação robusta da ferramenta, identificando tanto seus pontos fortes quanto as áreas que demandavam aprimoramento, contribuindo para o refinamento dos modelos de instrução (prompts) utilizados pela inteligência artificial.

Os resultados quantitativos desta fase evidenciaram uma alta aderência da ferramenta aos requisitos da metodologia SENAI. Observou-se uma assertividade notável na sugestão de Critérios de Avaliação, com uma média de 4,55 em uma escala de 1 a 5. Da mesma forma, a integração das Capacidades Socioemocionais também alcançou uma média de 4,55, indicando que a ferramenta conseguiu otimizar aspectos historicamente complexos na elaboração manual de documentos pedagógicos. As Capacidades Técnicas também apresentaram uma média elevada de 4,45, superando a meta de qualidade de 4,00 estabelecida para o projeto.

A clareza do desafio proposto obteve uma média de 4,27, e a clareza geral do resultado gerado pela ferramenta foi avaliada com uma média de 4,00. No entanto, o diagnóstico inicial revelou uma oportunidade de melhoria específica na definição do Resultado Esperado do Desafio, que obteve uma média de 4,00. Os docentes apontaram que, embora o texto gerado pela inteligência artificial fosse correto, ele carecia de maior especificidade quanto aos entregáveis técnicos. Este feedback foi fundamental para o refinamento dos prompts, direcionando ajustes para a segunda bateria de testes e garantindo maior precisão.

Em termos de aceitação e satisfação do usuário, a solução obteve um Net Promoter Score (NPS) elevado. Dez dos onze docentes atribuíram nota dez, e um docente atribuiu nota nove, indicando que, mesmo em fase de piloto, a ferramenta foi percebida como um valor agregado significativo à rotina docente. Este alto índice de recomendação sugere que o assistente virtual tem grande potencial para ser amplamente adotado e integrado às práticas de planejamento pedagógico, facilitando o trabalho e promovendo a eficiência na gestão escolar.

A análise detalhada dos dados coletados permitiu identificar os gargalos específicos do processo de planejamento manual. A etapa de “Consolidação Final”, que envolve a formatação do documento e a adequação às normas técnicas, consumia, em média, 250 minutos no processo tradicional. Com o uso do Assistente Virtual, essa etapa foi drasticamente reduzida para apenas 16 minutos, uma vez que a ferramenta gera o documento já padronizado, exigindo do docente apenas a revisão final. Essa redução representa uma economia de tempo de aproximadamente 93,6% nessa tarefa.

Outro ganho expressivo de eficiência foi observado na etapa de “Elaboração da Situação de Aprendizagem”. O tempo dedicado a essa tarefa, que antes era de 46 minutos para criação do zero, foi reduzido para 10 minutos com o uso do assistente, que gera sugestões para validação. Essa diminuição de 78,3% no tempo de elaboração demonstra a capacidade da ferramenta em eliminar o trabalho operacional de digitação e formatação, liberando o docente para focar na validação pedagógica e na estratégia de ensino, conforme apontado por Vogel (2025) sobre o potencial da IA no suporte ao trabalho docente.

A decomposição do tempo por tarefa revelou que o tempo médio total de planejamento manual era de 359 minutos, enquanto com o assistente de inteligência artificial, esse tempo foi reduzido para 43 minutos. Essa redução de aproximadamente 88% no tempo total de elaboração de documentos pedagógicos reforça a robustez da ferramenta em otimizar a eficiência operacional. Os dados confirmam que a tecnologia é especialmente eficaz em automatizar tarefas repetitivas, permitindo que os educadores dediquem mais tempo a atividades de maior valor pedagógico e estratégico.

Uma análise cruzada entre o nível de experiência dos docentes e o índice de satisfação (NPS) revelou que a ferramenta obteve aprovação máxima (NPS 10,0) entre os “Especialistas em MSEP”, ou seja, docentes com formação completa na metodologia. Esse achado sugere que o assistente virtual não apenas simplifica o trabalho, mas também respeita o rigor técnico exigido pelos profissionais mais qualificados, o que é crucial para a aceitação e integração da tecnologia no ambiente educacional. Adicionalmente, o indicador de robustez técnica apontou que em 100% das interações, a inteligência artificial reproduziu fielmente as Capacidades do Plano de Curso, sem gerar dados falsos ou “alucinações”, garantindo a segurança jurídica e pedagógica do documento.

Diagnóstico final (Fase 2 – Nov a Dez/2025)

Fidelidade e Coerência da Extração de Dados (Ciclo 1)

O primeiro ciclo da segunda fase, com a participação de dezessete docentes, focou na fidelidade e coerência da extração de dados. O objetivo principal era assegurar que a inteligência artificial interpretasse corretamente o Plano de Curso (PC), sem distorcer ou alterar os dados curriculares obrigatórios. Os resultados demonstraram que a ferramenta atingiu um nível de excelência na captura de dados estruturados, confirmando a capacidade da IA em realizar a “leitura burocrática” do currículo com precisão superior à humana, eliminando erros de cópia e garantindo a padronização metodológica.

Em 100% dos casos, a inteligência artificial identificou corretamente as Unidades Curriculares (UCs) e as Capacidades Técnicas e Socioemocionais, com apenas apontamentos menores sobre a ordenação visual da lista, mas sem comprometer o conteúdo. A fidelidade das Informações do Curso, como Nome do Curso, Carga Horária e Datas, também foi de 100%, com pequenas solicitações de ajustes de formatação. Esses resultados validam a hipótese de que a IA pode otimizar tarefas administrativas repetitivas, liberando os docentes para se concentrarem em aspectos mais estratégicos do ensino, conforme a perspectiva de Lück (2000) sobre a gestão escolar contemporânea.

Qualidade da Situação de Aprendizagem (Ciclo 2)

O maior desafio para a inteligência artificial não se restringiu à cópia de dados, mas sim à sua integração em uma narrativa pedagógica coesa e contextualizada. Na avaliação da criação das Situações de Aprendizagem (SA), 70% das SAs geradas (doze de dezessete) apresentaram integração “Exemplar” ou “Boa”, onde as capacidades socioemocionais foram organicamente inseridas no desafio técnico. Isso indica uma capacidade significativa da ferramenta em contextualizar o ensino, um pilar da Metodologia SENAI (SENAI, 2019).

No entanto, 30% das integrações foram consideradas “Forçadas” ou “Teóricas”, onde a inteligência artificial citou a capacidade (por exemplo, “Trabalho em Equipe”) mas não conseguiu criar uma atividade prática correspondente. Essa limitação reforça a necessidade da curadoria docente para garantir a profundidade e a aplicabilidade pedagógica. Os comentários abertos dos docentes revelaram percepções críticas sobre o comportamento da IA, destacando a importância do “Papel do Prompt”, onde a qualidade da descrição inicial do professor impacta diretamente a qualidade do plano gerado, confirmando que a ferramenta potencializa o professor, mas não substitui sua intencionalidade pedagógica.

Foram identificados erros de “Lógica Matemática”, como horários invertidos (aula das 22h às 20h) e somatória incorreta de carga horária, indicando que a inteligência artificial generativa ainda apresenta dificuldades com cálculos exatos. O “Teste do Bolo de Chocolate”, onde a IA obedeceu a um pedido para incluir uma receita de bolo em um plano de eletricidade, demonstrou a ausência de “julgamento de mérito” ou “guardrails” (travas de segurança) contra conteúdos absurdos. Este achado é crucial para a discussão ética, pois evidencia que, embora eficiente, a IA exige revisão humana obrigatória para assegurar a pertinência e a segurança pedagógica do conteúdo gerado, um aspecto que Vogel (2025) aponta como limitação dos LLMs.

Avaliações das Situações de Aprendizagem Geradas

O Ciclo 2 avaliou a capacidade criativa da inteligência artificial em gerar Situações de Aprendizagem (SA) contextualizadas, focando em três pilares da MSEP: fidelidade à estratégia de ensino solicitada, qualidade do contexto industrial e clareza do produto final (entregável). A ferramenta obteve médias superiores a 4,0 em todos os quesitos, superando a meta de qualidade estabelecida para o Produto Mínimo Viável (MVP). A clareza do Resultado Esperado foi o ponto mais forte, com média de 4,30, onde os docentes relataram que a ferramenta é extremamente precisa em definir o que o aluno deve entregar, facilitando a avaliação posterior.

A qualidade do contexto industrial obteve média de 4,15, demonstrando a alta capacidade da inteligência artificial em criar narrativas envolventes e realistas, com um docente citando que “o texto coloca o estudante dentro do problema”. A fidelidade à estratégia pedagógica, embora positiva, obteve a menor nota, com média de 4,09, indicando uma leve dificuldade da IA em diferenciar nuances de estratégias mais complexas. Isso sugere que, para abordagens pedagógicas mais refinadas, como o Projeto-Integrador, a curadoria do professor ainda é indispensável para garantir o rigor do formato e a profundidade necessária.

A análise dos comentários abertos permitiu identificar limitações específicas em certas estratégias pedagógicas. Houve confusão entre “Projeto” e “Situação-Problema”, onde a IA gerou um desafio que se assemelhava mais a uma situação-problema estendida, sem as etapas progressivas típicas de um projeto. Na “Pesquisa Aplicada”, o conteúdo gerado foi considerado superficial e deixou de integrar algumas capacidades técnicas selecionadas. Além disso, a IA demonstrou “excesso de zelo” em um caso, sugerindo uma “Apresentação de Slides” como entregável extra, mesmo sem haver uma capacidade de comunicação oral selecionada, indicando que a ferramenta, por vezes, tenta “enfeitar” a entrega além do solicitado.

Critérios de Avaliação e Planejamentos (Ciclo 3)

O terceiro ciclo avaliou a capacidade da ferramenta em estruturar os Critérios de Avaliação, fundamentais para a MSEP, e manter a coerência interna do Plano de Ensino, incluindo a distribuição de carga horária e conteúdo. A geração dos Critérios de Avaliação foi o ponto alto deste ciclo, com uma média de 4,38. A ferramenta demonstrou alta competência em desdobrar capacidades (por exemplo, “Analisar…”) em critérios observáveis e mensuráveis, uma tarefa que costuma ser desafiadora para docentes iniciantes. A adequação do modelo de avaliação também foi positiva, com média de 4,00, indicando que a IA acertou na escolha entre avaliação dicotômica (Sim/Não) para tarefas simples e gradual (Rubricas) para competências socioemocionais complexas.

Contudo, o indicador de Carga Horária e Cronograma foi o único a ficar na zona crítica, com uma média de 2,92. A maioria das falhas envolveu inconsistências matemáticas, como erros de soma, onde a IA frequentemente gerou planos com carga horária total inferior ou superior à disponível na Unidade Curricular. Houve também desrespeito ao calendário, com a ferramenta ignorando datas de término ou dias letivos em vários testes. Além disso, docentes relataram truncamento de texto em tabelas longas, onde a IA tendia a resumir textos usando reticências, o que é inadequado para um documento oficial.

Esses resultados confirmam uma limitação conhecida dos Grandes Modelos de Linguagem (LLMs), que são modelos probabilísticos de texto e não calculadoras lógicas. Para este estudo, esse achado é valioso, pois prova que a ferramenta atua como um “Assistente Criativo”, mas não dispensa a revisão humana para a validação lógica e cronológica de dados. A necessidade de curadoria humana para corrigir esses erros matemáticos e de formatação é um ponto crucial que delimita o papel da tecnologia, reforçando que a inteligência artificial é um suporte, mas não um substituto para o julgamento e a expertise do educador.

Avaliação de Usabilidade (Ciclo 4)

O último ciclo de validação focou na interação humano-computador, avaliando a fluidez do processo, a estética da interface e a robustez do sistema contra erros. O design da interface foi amplamente elogiado, com média de 4,50, sendo considerado limpo, profissional e intuitivo pelos usuários. No entanto, o fluxo de trabalho obteve uma média de 3,00, indicando problemas de usabilidade. O principal ponto de atrito foi a falta de feedback do sistema, onde botões ficavam “desabilitados” sem explicar ao usuário qual campo obrigatório estava faltando, gerando frustração e comprometendo a experiência do usuário.

No quesito estabilidade, o sistema obteve uma média de 3,60, mostrando-se robusto no sentido de “não travar” (crash), mas falhou na validação lógica de dados. Foram encontrados bugs significativos, como a capacidade dos docentes de gerar planos com datas retroativas (ano passado) e horários impossíveis (início às 22h e término às 20h). O sistema aceitou esses dados sem emitir alertas, o que compromete a confiabilidade se não houver revisão humana. A funcionalidade de exportação para .docx obteve média de 3,70 e foi considerada funcional, mas com ressalvas, pois a formatação de tabelas complexas às vezes “quebrava” ao tentar fazer ajustes finos. Uma sugestão recorrente foi a inclusão automática da somatória de horas da Situação de Aprendizagem, que atualmente precisa ser calculada manualmente.

Em síntese, a pesquisa demonstrou que o assistente virtual baseado em inteligência artificial é uma ferramenta eficaz na otimização do planejamento docente, comprovando sua capacidade de reduzir drasticamente o tempo dedicado a tarefas burocráticas e de formatação. Na dimensão pedagógica, a ferramenta garantiu aderência total às normativas curriculares da MSEP e elevou o nível técnico na estruturação de aulas e critérios de avaliação, gerando propostas claras e contextualizadas. Contudo, as inconsistências identificadas nas lógicas de carga horária e cronograma, bem como a necessidade de curadoria humana para garantir o julgamento de mérito e a correção de erros matemáticos, delimitam o papel da tecnologia, reforçando que a inteligência artificial atua como um suporte avançado, mas não substitui a intencionalidade pedagógica e a mediação humana do educador.

4. Conclusão

O presente estudo buscou analisar a eficácia do uso de um assistente virtual baseado em inteligência artificial na otimização do planejamento docente, avaliando sua eficiência operacional e qualidade pedagógica. Verificou-se uma robusta otimização da eficiência operacional, com a ferramenta reduzindo significativamente o tempo dedicado à elaboração de documentos pedagógicos. Observou-se uma diminuição de até 88% no tempo total de planejamento, liberando os docentes de tarefas burocráticas e de formatação. Na dimensão da qualidade pedagógica, identificou-se que o assistente garantiu 100% de fidelidade às normativas curriculares da Metodologia SENAI de Educação Profissional, elevando o nível técnico na estruturação de aulas e na definição de critérios de avaliação claros e contextualizados. A principal contribuição reside na capacidade da tecnologia de absorver o trabalho exaustivo, devolvendo aos educadores o foco na intencionalidade pedagógica, na mediação humana do conhecimento e na estratégia de ensino, o que impacta positivamente a saúde ocupacional e a eficiência da gestão escolar.

Contudo, o estudo revelou limitações importantes que delimitam o papel da inteligência artificial. Foram identificadas inconsistências em lógicas matemáticas, como erros na somatória de carga horária e desrespeito a cronogramas, além da ausência de julgamento de mérito em certos contextos, o que exigiu revisão humana obrigatória. Observaram-se também desafios na usabilidade do sistema, especialmente na falta de feedback claro ao usuário e na formatação de documentos complexos. Sugere-se, para estudos futuros e aprimoramentos da ferramenta, a implementação de validações lógicas mais robustas para cálculos de carga horária e cronogramas, aprimoramento do fluxo de trabalho com feedback interativo e a inclusão de funcionalidades como a somatória automática de horas. Esses achados reforçam que a inteligência artificial atua como um suporte avançado e criativo, mas não substitui a expertise, a sensibilidade e a curadoria humana do educador, que permanecem essenciais para a garantia da pertinência e segurança pedagógica.

Referências Bibliográficas

Bardin, L. 2016. Análise de conteúdo. Edições 70, São Paulo, SP, Brasil.

Carlotto, M.S. 2002. A síndrome de burnout e o trabalho docente. Psicologia em Estudo 7(1): 21-29.

Creswell, J.W. 2010. Projeto de pesquisa: métodos qualitativo, quantitativo e misto. 3ed. Artmed, Porto Alegre, RS, Brasil.

Libâneo, J.C. 2001. Organização e Gestão da Escola: teoria e prática. 4ed. Alternativa, Goiânia, GO, Brasil.

Lück, H. 2000. Perspectivas da gestão escolar e implicações quanto à formação de seus gestores. Em Aberto 17(72): 11-33.

Nóvoa, A. 1992. Os professores e as histórias da sua vida. In: Nóvoa, A. Vidas de professores. 2ed. Porto Editora, Porto, Portugal.

Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. 2019. Metodologia SENAI de educação profissional. SENAI/DN, Brasília, DF, Brasil.

Vogel, D. 2025. Transformando a educação com Large Language Models (LLMs): benefícios, limitações e perspectivas. Revista Caderno Pedagógico 22(4): 1-20.

Wieringa, R.J. 2014. Design science methodology for information systems and software engineering. Springer, Berlin, Alemanha.

Yin, R.K. 2015. Estudo de caso: planejamento e métodos. 5ed. Bookman, Porto Alegre, RS, Brasil.

Artigo oriundo de Trabalho de Conclusão de Curso da Especialização em Gestão Escolar do MBA USP/Esalq

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09 de outubro de 2026

Políticas públicas como um elemento motivacional para estudantes: O caso do Programa de Iniciação Científica Jr. OBMEP

Políticas públicas buscam promover ações que garantam direitos e melhorias em serviços essenciais, como a educação. A pesquisa analisou o impacto da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) na trajetória de estudantes premiados, considerando efeitos imediatos no engajamento e resultados de longo prazo em suas formações e carreiras. Para isso, realizou-se uma análise documental qualitativa de 54 depoimentos de egressos do Programa de Iniciação Científica Jr. (PIC Jr.) que atuaram como tutores em 2025. Os relatos foram coletados por meio de um formulário Google, onde os participantes descreveram suas experiências mais marcantes como alunos do PIC Jr. Os resultados indicaram que o PIC Jr. funcionou como um elemento propulsor da motivação intrínseca, fortalecendo os sentimentos de competência, autonomia e pertencimento dos estudantes. Essa influência direcionou a decisão dos egressos em seguir carreiras na área de exatas. O papel do professor e o suporte da gestão escolar mostraram-se fundamentais para a manutenção do engajamento no ambiente escolar. Concluiu-se que o PIC Jr. consolidou-se como uma política pública eficaz na construção de projetos de vida e no fortalecimento do vínculo com o conhecimento científico.

Palavras-chave: Autodeterminação; Ensino de Matemática; Gestão Escolar; Motivação Intrínseca; Programa de Governo.

Gestão Escolar

08 de outubro de 2026

Educação, território e colapso socioambiental: análise crítica do Plano Municipal de Educação de São José dos Campos (2015-2025)

Diante das demandas impostas pelo colapso socioambiental e pelas especificidades dos territórios rurais, analisou-se a forma como o Plano Municipal de Educação (PME) de São José dos Campos (2015-2025) incorporou ou negligenciou a urgência da educação ambiental no cenário de crise climática. O estudo teve como objetivo analisar como as políticas educacionais do município contemplaram a promoção da educação ambiental crítica nos territórios rurais, à luz de categorias gramscianas que permitiram evidenciar disputas de hegemonia e processos de invisibilização territorial. Realizou-se pesquisa documental, concentrada na análise de conteúdo do PME, fundamentada em referenciais da educação ambiental crítica, da educação do campo e do debate sobre o colapso socioambiental. Os resultados indicaram limites na incorporação das especificidades territoriais e socioambientais no planejamento educacional, evidenciando a predominância de uma abordagem universalizante que tendeu a invisibilizar as realidades do campo. A pesquisa revelou possibilidades de tensionamento e reorientação das políticas públicas a partir de perspectivas críticas e territorializadas.

Palavras-chave: Colapso socioambiental; Educação ambiental; Educação do campo; Políticas educacionais; Territórios rurais.

Gestão Escolar

08 de outubro de 2026

A metodologia CLIL e suas implicações no desenvolvimento das funções executivas no Ensino Bilíngue

A relevância do ensino bilíngue nos anos iniciais do Ensino Fundamental para a formação discente e o desenvolvimento de habilidades cognitivas, como as funções executivas, motivou este estudo. Analisou-se sequências didáticas elaboradas com a metodologia Content and Language Integrated Learning (CLIL), verificou-se sua estrutura e a relação com as funções executivas trabalhadas nas práticas pedagógicas de um programa bilíngue em língua inglesa. A pesquisa caracterizou-se como qualitativa e de natureza documental. Utilizaram-se como fonte de dados matrizes curriculares e sequências didáticas de uma instituição, com foco nas habilidades de controle inibitório, memória de trabalho e flexibilidade cognitiva. Os resultados evidenciaram que as sequências didáticas analisadas apresentaram organização pedagógica alinhada aos princípios do CLIL, integrando conteúdos curriculares e língua adicional. As propostas contemplaram situações didáticas que mobilizaram diferentes funções executivas no planejamento docente. Concluiu-se que a análise das propostas didáticas permitiu compreender como o CLIL pode ser estruturado no planejamento pedagógico para favorecer práticas de ensino intencionalmente voltadas ao trabalho com funções executivas em contextos bilíngues.

Palavras-chave: CLIL; Contexto bilíngue; Funções executivas; Habilidades cognitivas; Propostas didáticas.

Gestão Escolar

08 de outubro de 2026

Percepções de professores sobre o princípio da gestão democrática na escola

A gestão democrática constitui um princípio estruturante da educação brasileira, com previsão normativa e dependência da participação ativa da comunidade escolar. O estudo analisou a percepção de professores em exercício sobre a gestão democrática em suas realidades, buscando contribuir para a reflexão crítica do tema. Adotou-se uma abordagem qualitativa e descritiva, por meio de pesquisa de levantamento. A coleta de dados ocorreu com 48 professores, predominantemente da rede pública, utilizando um questionário eletrônico com questões fechadas e abertas, aplicado de forma voluntária e anônima. Os dados foram tratados por análise estatística descritiva e análise de conteúdo. Os resultados revelaram que os participantes reconheceram e valorizaram a gestão democrática em suas práticas e contextos escolares, identificando estruturas participativas. No entanto, a efetivação do princípio mostrou-se parcial, limitada por condições estruturais, como a precarização do trabalho e a falta de tempo para diálogo. Observou-se uma compreensão parcial do papel docente na construção da gestão democrática, com professores se percebendo mais como sujeitos a serem ouvidos do que como agentes corresponsáveis. Concluiu-se que, apesar de amplamente valorizada, a gestão democrática se materializa de forma incompleta no cotidiano escolar, evidenciando uma tensão entre sua previsão normativa, sua desejabilidade discursiva e sua concretização prática.

Palavras-chave: administração escolar; democracia; docentes; participação.

Gestão Escolar

08 de outubro de 2026

Lei do Novo Ensino Médio: monitoramento e avaliação da qualidade após a reforma

A qualidade do Ensino Médio no Brasil tem sido objeto de debates diante das mudanças iniciadas pela Lei nº 13.415/2017 e reestruturadas pela Lei nº 14.945/2024. Analisou-se a evolução de indicadores associados à qualidade do Ensino Médio entre 2017 e 2024, considerando aprendizagem, fluxo, permanência e equidade, e discutiram-se as implicações dos mecanismos federais de monitoramento para a gestão escolar. Realizou-se estudo exploratório e descritivo, de abordagem quantitativa e natureza documental, com dados secundários do Inep sistematizados pela plataforma QEdu e documentos oficiais do Ministério da Educação. Examinaram-se taxas de aprovação, reprovação e abandono, distorção idade-série, aprendizagem adequada no Saeb e desigualdades por rede de ensino, nível socioeconômico e unidade federativa. Os resultados mostraram melhora do fluxo e redução da distorção idade-série, mas permanência de baixos níveis de aprendizagem e desigualdades expressivas. A análise documental indicou maior estruturação da governança e do monitoramento da política, ainda sem avaliação consolidada de seus efeitos sobre a aprendizagem. Para a gestão escolar, os achados orientaram o acompanhamento da transição para a 1ª série, a identificação de riscos de abandono, a recomposição das aprendizagens e a priorização de grupos mais vulneráveis. Concluiu-se que a qualidade exige a leitura articulada de indicadores e decisões contextualizadas, sem atribuir exclusivamente ao Novo Ensino Médio relações causais que o desenho desta pesquisa não permite estabelecer.

Palavras-chave: Aprendizagem; Equidade educacional; Gestão escolar; Permanência escolar; Política educacional.

Gestão Escolar

08 de outubro de 2026

Ferramentas de Gestão da Qualidade no Contexto de Prática Docente como Gestão Escolar

A proficiência leitora constitui um desafio central na educação básica contemporânea, exigindo da gestão escolar a implementação de estratégias sistemáticas para superar defasagens históricas de aprendizagem. Investigou-se o uso de ferramentas de gestão da qualidade na prática docente, com o propósito de aprimorar o processo de ensino-aprendizagem e subsidiar gestores escolares na melhoria da qualidade do ensino em escolas de educação básica. A pesquisa foi conduzida como um Relato de Experiência, fundamentado nos pressupostos teórico-metodológicos de Mussi, Flores e Almeida (2021), o que permitiu uma reflexão crítica sobre a prática pedagógica. Inicialmente, utilizou-se o Diagrama de Ishikawa para identificar as causas-raiz do baixo desempenho dos estudantes. Em seguida, o Ciclo PDCA guiou o planejamento, a execução, o monitoramento e o ajuste das ações pedagógicas, focando no desenvolvimento da habilidade de estabelecer relações lógico-discursivas. Os resultados, aferidos na terceira aplicação da avaliação da aprendizagem, revelaram a progressão de 50% da turma para o Nível 3 de proficiência, superando a concentração anterior de alunos no Nível 2. Constatou-se que a corresponsabilidade na gestão, a ressignificação das práticas avaliativas e o suporte institucional ao docente foram decisivos para a melhoria do desempenho. Concluiu-se que a sistematização de processos gerenciais fortaleceu a autonomia docente e converteu diagnósticos em resultados educacionais concretos, consolidando uma abordagem baseada em evidências.

Palavras-chave: Gestão da Sala de Aula; Língua Portuguesa; Relato de Experiência.

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