Artigo

Escolar

07 de outubro de 2026

Plano de negócio: Espanhol Fácil

Plano de Negócio: Espanhol Fácil

Jenny Ana María Toro Gómez; José Vaidergorn

DOI: 10.22167/2675-6528-202603033

Artigo derivado de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), com conteúdo baseado no trabalho original do aluno e adaptado ao formato editorial da Revista E&S com apoio da ferramenta ResumeAI, solução de inteligência artificial desenvolvida pelo Instituto Pecege para síntese e organização textual.

Resumo

O presente estudo desenvolveu um plano de negócio para um modelo inovador de ensino de espanhol como língua estrangeira no Brasil. O objetivo foi criar uma proposta flexível e personalizada, que promovesse a autonomia do estudante e o rigor acadêmico. Para isso, utilizou-se um estudo de caso múltiplo com abordagem qualitativa, aplicando benchmarking unilateral das empresas Open English, SMART Academia de Idiomas e Uber. A metodologia seguiu as diretrizes do Manual do Benchmarking. Na fase inicial, propôs-se um Produto Mínimo Viável (PMV) com ferramentas digitais de baixo custo para agendamento, comunicação e gestão pedagógica. Os resultados indicaram que a viabilidade do projeto reside na combinação de materiais didáticos próprios, padronização metodológica, acompanhamento pós-venda e uso estratégico da tecnologia. O modelo se configurou como um intermediador entre professores e estudantes, inspirado na lógica operacional da Uber, e incorporou o rigor pedagógico da SMART Academia de Idiomas, com aulas estruturadas por níveis e avaliações contínuas. Concluiu-se que a proposta apresenta viabilidade inicial e potencial de diferenciação, articulando flexibilidade operacional, diversidade de perfis docentes e autonomia do estudante. A implementação via PMV mostrou-se adequada para testar a aceitação e reduzir riscos, com potencial de escalabilidade internacional e futura busca por investidores.

Palavras-chave: Benchmarking; Ensino de espanhol; Inovação educacional; Plataforma digital; Plano de negócio.

1. Introdução

A língua espanhola possui um valor estratégico crescente em contextos acadêmicos, profissionais e culturais na América Latina. Considerando a posição geográfica, econômica e política do Brasil na região, o domínio do espanhol representa uma ferramenta relevante para a ampliação de oportunidades de formação, trabalho e integração internacional. Este cenário evidencia uma demanda cada vez maior por soluções eficazes e acessíveis para o aprendizado do idioma.

Contudo, os modelos tradicionais de ensino de idiomas frequentemente apresentam limitações significativas, especialmente no que tange à flexibilidade e à personalização. Tais modelos restringem a disponibilidade de estudantes e professores, resultando em cancelamentos de aulas devido a compromissos profissionais, familiares ou de saúde, o que eleva os custos e impacta todas as partes envolvidas. Soma-se a isso a escassez de professores de espanhol que transcendem o ensino estritamente gramatical, deixando de integrar a dimensão cultural da língua, essencial para o desenvolvimento de competências comunicativas eficazes com falantes nativos.

Para abordar essas limitações e desenvolver uma proposta educacional inovadora, este trabalho adota o benchmarking unilateral como estratégia fundamental. Conforme Albertin, Kohl e Barbosa (2015), o benchmarking é uma abordagem para identificar as melhores práticas de outras organizações e, a partir delas, construir uma estratégia de ação que gere vantagem competitiva. A análise comparativa de modelos de sucesso, como os da Open English, SMART Academia de Idiomas e Uber, permite a identificação de elementos-chave em robustez tecnológica, intermediação entre oferta e demanda e rigor pedagógico, que podem ser adaptados para a criação de um novo modelo.

A lógica operacional da Uber, caracterizada pela conexão entre oferta e demanda de serviços por meio de uma plataforma tecnológica, serve de inspiração central para a concepção de um modelo que visa reduzir custos fixos e ampliar a disponibilidade do serviço. Essa abordagem permite a oferta de aulas de espanhol em regime contínuo, sem a necessidade de contratação direta de um grande contingente de professores. Adicionalmente, para mitigar os altos investimentos iniciais em desenvolvimento tecnológico, propõe-se a implementação por meio de um Produto Mínimo Viável (PMV). De acordo com Ries (2012), um PMV é uma versão inicial de um produto que permite a validação junto aos clientes e a coleta de informações cruciais com o menor esforço possível, orientando futuras etapas de desenvolvimento.

A justificativa para este estudo reside na necessidade de superar as barreiras impostas pelos métodos tradicionais de ensino de idiomas, oferecendo uma solução que promova flexibilidade, autonomia e rigor acadêmico, alinhada às demandas contemporâneas dos estudantes brasileiros. Diante desse cenário, o presente trabalho busca desenvolver um plano de negócio para um modelo de ensino de espanhol inovador, flexível e personalizado, que se adapte às diferentes características e necessidades dos estudantes, promovendo sua autonomia no processo de aprendizagem sem comprometer o rigor acadêmico, a partir da análise dos modelos de atuação e estratégias de sucesso das empresas Open English, SMART Academia de Idiomas e Uber.

2. Material e Métodos

O presente estudo adotou uma abordagem qualitativa, configurando-se como um estudo de caso múltiplo. O objetivo foi compreender os modelos de negócio de empresas selecionadas, explorando, descrevendo e comparando suas características como referenciais nos âmbitos educacional, de prestação de serviços e de inovação, visando o desenvolvimento de um plano de negócio.

A estratégia metodológica central foi o benchmarking unilateral, conforme as diretrizes do Manual do Benchmarking: Um guia para a implantação bem-sucedida, de Albertin, Kohl e Barbosa (2015). Essa modalidade foi escolhida pela sua viabilidade em termos de custo e rapidez na obtenção de informações, reconhecendo-se que a ausência de acesso direto a fontes primárias implicaria uma análise e não uma comparação direta.

As unidades de análise foram as empresas Open English, SMART Academia de Idiomas e Uber. A seleção da Open English baseou-se em seu sucesso global no ensino de idiomas. A SMART Academia de Idiomas foi incluída pela sua metodologia de aulas agendadas e pela experiência prévia da autora com a instituição.

A Uber foi selecionada pelo seu êxito global no modelo de intermediação entre oferta e demanda de serviços por meio de uma plataforma tecnológica. Essa análise comparativa visou identificar as forças e fragilidades de cada modelo, buscando elementos que pudessem ser adaptados e integrados para a concepção de uma nova proposta educacional.

A coleta de dados realizou-se por meio de observação sistemática, utilizando fontes públicas e oficiais. Consultaram-se os sites institucionais da Open English, SMART Academia de Idiomas e Uber, além de materiais corporativos e estudos setoriais disponíveis publicamente, conforme indicado nas referências do trabalho.

Um registro analítico foi estruturado a partir de indicadores predefinidos, que permitiram observar sistematicamente aspectos como modelo de negócio, estratégias de marketing, uso de tecnologias digitais, proposta de valor e práticas de gestão educacional de cada empresa. Essa organização dos dados facilitou a identificação de elementos relevantes para o projeto.

O processo de pesquisa foi dividido em duas fases. Na primeira, dedicou-se à análise das três empresas, buscando identificar seus modelos de atuação e estratégias de sucesso. Na segunda fase, a partir dessa análise, definiram-se os elementos necessários para a construção da proposta de valor, da metodologia pedagógica, das estratégias de gestão e marketing, e das necessidades tecnológicas do plano de negócio.

A técnica de análise dos dados consistiu na identificação das melhores práticas e elementos relevantes de cada modelo de negócio estudado. Esses elementos foram selecionados e adaptados aos objetivos do presente projeto, visando a construção de um modelo de ensino de espanhol inovador, flexível e personalizado, conforme o propósito do trabalho.

Para auxiliar nos processos de tradução e revisão linguística do documento, utilizou-se o apoio de ferramentas de inteligência artificial. Essa aplicação foi conduzida com rigor ético e cuidado acadêmico, garantindo a fidelidade do conteúdo, a clareza conceitual e a adequação às normas acadêmicas exigidas para a elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso.

3. Resultados e Discussão

A análise comparativa, realizada por meio do benchmarking unilateral das empresas Open English, SMART Academia de Idiomas e Uber, revelou elementos cruciais para a concepção de um modelo inovador de ensino de espanhol. Verificou-se que o sucesso da Open English e da Uber reside na robustez de suas plataformas digitais, que atuam como intermediadoras eficientes, promovendo escalabilidade e otimização operacional. Em contraste, a SMART Academia de Idiomas destacou-se pelo rigor acadêmico de seus processos de ensino e aprendizagem, um aspecto fundamental que o presente modelo de negócio busca integrar e assegurar. Essa combinação de eficiência tecnológica e solidez pedagógica constitui a base para a proposta de valor do projeto.

Um dos achados centrais para a viabilidade do projeto é o desenvolvimento de materiais didáticos próprios, que serão utilizados tanto por professores quanto por estudantes. Esses materiais desempenham um papel essencial na garantia da continuidade pedagógica, na padronização dos processos de ensino e na manutenção da rigorosidade metodológica, elementos considerados indispensáveis para a consolidação do modelo de negócio proposto. A criação de conteúdo original permite uma adaptação precisa às necessidades dos estudantes brasileiros e à abordagem pedagógica específica do projeto, diferenciando-o de soluções genéricas.

A pesquisa identificou uma fragilidade comum nos modelos da Open English e da SMART Academia de Idiomas: o sucesso do processo de ensino e aprendizagem depende significativamente do nível de comprometimento do estudante, um fator externo ao controle direto da instituição. Para mitigar esse risco, o plano de negócio do projeto Español Fácil prevê a atuação estratégica de uma equipe de pós-venda. Essa equipe terá como foco o acompanhamento contínuo do estudante, oferecendo suporte ao seu percurso formativo e fortalecendo o engajamento ao longo do processo, visando reduzir as taxas de evasão e promover resultados de aprendizagem mais consistentes.

A lógica operacional da Uber, que conecta oferta e demanda de serviços por meio de uma plataforma tecnológica, serviu de inspiração para o projeto Español Fácil. Essa abordagem permite a oferta de aulas de espanhol em regime contínuo, 24 horas por dia, sete dias por semana, sem a necessidade de contratação direta de um grande contingente de professores. Ao atuar como intermediador entre docentes e estudantes, o modelo reduz custos fixos e amplia a disponibilidade do serviço, garantindo a sustentabilidade econômica do negócio, especialmente diante da demanda pelo ensino de espanhol, que não atinge a mesma escala do inglês.

A implementação desse modelo de intermediação, contudo, exige assessoria jurídica especializada. É fundamental a adequada formalização dos contratos de prestação de serviços, assegurando a conformidade com a legislação trabalhista e fiscal dos países onde os professores atuam. Além disso, a assessoria jurídica é crucial para a mitigação de riscos legais associados à operação da plataforma, incluindo questões de registro de marca e direitos autorais dos materiais didáticos, garantindo a solidez e a proteção do negócio em sua expansão.

A experiência da Uber também revelou o risco de que experiências negativas dos usuários possam afetar a reputação da marca, um desafio igualmente relevante para o projeto Español Fácil. Para mitigar esse risco, propõe-se um sistema de avaliações bilaterais, onde os estudantes avaliam os professores após cada aula em uma escala de um a cinco. Professores com pontuação acumulada inferior a quatro são submetidos a um acompanhamento personalizado e, se não houver melhoria em um mês, podem ser desligados da plataforma, garantindo a qualidade do serviço.

Adicionalmente, o estudante tem a autonomia para escolher o professor com base em critérios como afinidade temática, perfil profissional, avaliações de outros estudantes e disponibilidade de horário. Essa estratégia não apenas melhora a experiência do usuário, mas também contribui para o fortalecimento do vínculo pedagógico. A diversidade de perfis docentes, que inclui falantes nativos e não nativos com alto domínio do idioma e conhecimentos em diversas áreas, enriquece o aprendizado, oferecendo um vocabulário mais amplo e contextualizado, superando as limitações dos cursos tradicionais.

A SMART Academia de Idiomas contribuiu com o referencial de rigor pedagógico, especialmente na estruturação das aulas por níveis de acordo com o Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas (QECR), abrangendo os níveis A1 a C1. Cada nível é composto por aproximadamente setenta aulas coletivas de noventa minutos, apoiadas por materiais didáticos estruturados. O modelo também inclui clubes de conversação, avaliações periódicas a cada duas unidades e uma avaliação final, além de tutoriais para sanar dúvidas, consolidando o processo de aprendizagem e assegurando a progressão do estudante.

Para o projeto Español Fácil, foram retomadas duas dimensões centrais da SMART Academia de Idiomas: o agendamento autônomo das aulas e a estruturação numerada das aulas por níveis. O estudante assume a responsabilidade pelo agendamento e comparecimento, utilizando uma plataforma onde cada professor registra sua disponibilidade. A numeração das aulas é essencial para garantir que diferentes professores possam conduzir um mesmo percurso formativo, mantendo a continuidade e a rigorosidade pedagógica, mesmo em aulas individuais, que são a proposta inicial do projeto.

A metodologia pedagógica do curso é orientada por um material previamente disponibilizado a estudantes e professores, organizado em doze livros digitais, dois para cada nível do QECR. Cada nível descreve as competências esperadas, promovendo um desenvolvimento progressivo. As aulas são ministradas integralmente em espanhol, adaptadas para brasileiros lusófonos, com foco na comunicação e transição gradual do “portunhol” para o espanhol, priorizando o desenvolvimento das quatro habilidades linguísticas: compreensão auditiva, leitura, produção escrita e expressão oral.

A cada quatro aulas, o projeto prevê um momento de revisão e avaliação, com a possibilidade de tutoria pós-avaliação para reforço de conteúdos. Para o acompanhamento pedagógico, os professores recebem capacitação inicial e continuada, não remunerada, sobre a metodologia da instituição e o uso das ferramentas digitais. Reuniões institucionais trimestrais, também não remuneradas, visam alinhar os docentes à proposta pedagógica e organizacional, garantindo a padronização e a qualidade do ensino oferecido.

A seleção de professores considera dois perfis: falantes nativos, para os quais não se exige experiência prévia, compensada por capacitação contínua; e professores não nativos com alto domínio da língua, comprovado por certificação e entrevista. Valoriza-se a formação técnica ou profissional em diversas áreas para ambos os perfis, o que contribui para a heterogeneidade do corpo docente e permite atender às variadas necessidades dos estudantes, oferecendo um ensino mais rico e contextualizado.

Para a fase inicial do projeto, propõe-se a implementação por meio de um Produto Mínimo Viável (PMV), conforme a abordagem de Ries (2012). O PMV utiliza ferramentas digitais gratuitas ou de baixo custo, como Calendly para agendamento flexível, Google Drive para perfis de professores e materiais didáticos, Google Meet para videoconferências, Google Sheets para registro sucinto das aulas e WhatsApp para comunicação. Essa estratégia permite validar a proposta junto aos clientes, coletar informações cruciais e reduzir riscos antes de investimentos significativos em uma plataforma própria.

O PMV aborda oito necessidades básicas: agendamento de aulas com adaptação de fusos horários via Calendly; caracterização de professores com perfis no Canva e Google Drive; realização de videoconferências pelo Google Meet; material-guia próprio baseado no QECR, com design no Canva; registro de aulas em Google Sheets para continuidade pedagógica; comunicação eficiente via WhatsApp; estratégias de vendas com profissional de marketing e redes sociais; e gestão de pagamentos por meio de produtos financeiros do Banco do Brasil. A validação do PMV orientará as etapas futuras de desenvolvimento e a busca por investidores.

A estrutura de precificação inicial do projeto prevê a subdivisão dos seis níveis do QECR em doze níveis mais curtos, cada um composto por quinze aulas de uma hora. Essa reorganização visa reduzir o custo operacional por etapa e tornar a aquisição mais acessível aos estudantes, além de proporcionar uma percepção de progresso contínuo. Estima-se um total de vinte e cinco horas de estudo por nível, incluindo interação direta com o professor, trabalho autônomo e avaliações, totalizando aproximadamente trezentas horas para o curso completo.

Financeiramente, o valor de venda de cada aula individual foi estabelecido em R$ 120,00, dos quais R$ 60,00 são destinados à remuneração do professor, R$ 30,00 cobrem os custos operacionais e R$ 30,00 correspondem à margem de lucro projetada. Assim, um nível completo, com quinze aulas, totaliza R$ 1.800,00, gerando uma margem de contribuição de R$ 450,00 por aluno. Para recuperar o investimento inicial estimado em R$ 4.500,00, seriam necessárias aproximadamente dez matrículas em um nível completo, indicando uma viabilidade inicial do projeto.

Em termos contratuais, definiu-se que os professores atuarão como prestadores autônomos de serviços, sem vínculo empregatício, sendo responsáveis por suas obrigações fiscais e previdenciárias. Os contratos preveem alinhamento à metodologia, atualização de agenda, preparação das aulas e registro das sessões. Uma cláusula de não concorrência impede que professores estabeleçam relações comerciais diretas com estudantes da instituição por um ano após o desligamento, protegendo o modelo de negócio. Para os estudantes, o contrato também incluirá uma cláusula similar, impedindo a contratação direta de professores fora da plataforma.

Em síntese, os resultados da pesquisa demonstram a viabilidade de um plano de negócio para o ensino de espanhol que integra a flexibilidade e escalabilidade tecnológica da Open English e Uber com o rigor pedagógico da SMART Academia de Idiomas. A proposta se diferencia pela autonomia do estudante na escolha do professor e agendamento, pela padronização metodológica com materiais próprios e pelo acompanhamento contínuo. A implementação via Produto Mínimo Viável permite testar a aceitação do mercado e reduzir riscos, posicionando o projeto para futura escalabilidade internacional e atração de investidores, respondendo assim ao objetivo de criar um modelo inovador, flexível e personalizado.

4. Conclusão

O presente estudo buscou desenvolver um plano de negócio para um modelo de ensino de espanhol inovador, flexível e personalizado no Brasil, visando adaptar-se às necessidades dos estudantes e promover sua autonomia sem comprometer o rigor acadêmico. Para tanto, realizou-se um benchmarking unilateral que identificou a robustez tecnológica e a eficiência na intermediação da Open English e da Uber, bem como o rigor pedagógico da SMART Academia de Idiomas. Verificou-se que a viabilidade do projeto reside na combinação estratégica de materiais didáticos próprios, padronização metodológica, acompanhamento pós-venda e uso inteligente da tecnologia. A proposta se configurou como um intermediador entre professores e estudantes, inspirado na lógica operacional da Uber, e incorporou a solidez pedagógica da SMART, com aulas estruturadas por níveis e avaliações contínuas. A implementação inicial por meio de um Produto Mínimo Viável (PMV) demonstrou ser uma abordagem adequada para testar a aceitação do mercado e mitigar riscos, articulando flexibilidade operacional, diversidade de perfis docentes e autonomia do estudante.

Contudo, identificou-se que o sucesso do processo de ensino e aprendizagem depende significativamente do comprometimento do estudante, um fator que exige a atuação estratégica de uma equipe de pós-venda para fortalecer o engajamento. A complexidade do modelo de intermediação também demandou a necessidade de assessoria jurídica especializada para a formalização de contratos e a mitigação de riscos legais, incluindo questões de reputação da marca, gerenciadas por um sistema de avaliações bilaterais. Para o futuro, o projeto apresenta potencial de escalabilidade internacional e de consolidação, desde que haja a busca por investidores para o desenvolvimento de uma plataforma tecnológica própria, permitindo o aperfeiçoamento contínuo dos processos institucionais e a expansão da proposta educacional alinhada às demandas contemporâneas de formação e integração na América Latina.

Referências Bibliográficas

ALBERTIN, Marcos Ronaldo; KOHL, Holger; BARBOSA ELIAS, Sérgio José. Manual do benchmarking. Fortaleza: Imprensa Universitária, 2015. 180 p. (Estudos da Pós-Graduação). Disponível em: https://pt.scribd.com/document/520955586/Manual-do-Benchmarking. [Arquivo digital em PDF, baixado em 16 out. 2025].

RIES, Eric. A startup enxuta. São Paulo: Leya, 2012.

Artigo oriundo de Trabalho de Conclusão de Curso da Especialização em Gestão Escolar do MBA USP/Esalq

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