Artigo

Economia, Investimentos E Banking

17 de agosto de 2026

Rendimento, Volatilidade e Impacto de Taxas de Juros em Investimentos Arrojados: uma Comparação Brasil-eua

Caroline Schwaizer Silveira; Mariane Pires Batista

DOI: 10.22167/2675-6528-202601574

Artigo derivado de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), com conteúdo baseado no trabalho original do aluno e adaptado ao formato editorial da Revista E&S com apoio da ferramenta ResumeAI, solução de inteligência artificial desenvolvida pelo Instituto Pecege para síntese e organização textual.

Resumo

O ambiente macroeconômico exerce papel central na determinação do desempenho de ativos de renda variável, especialmente em contextos de ciclos monetários intensos. O presente estudo teve como objetivo comparar o desempenho de ativos com características similares que representam a renda variável nos mercados brasileiro e norte-americano entre 2015 e 2025, identificando as diferenças de risco-retorno e o impacto das taxas de juros no desempenho dos ativos. A pesquisa foi conduzida como estudo de caso com abordagem quantitativa comparativa, utilizando dados secundários de mercados financeiros. Analisaram-se o Ibovespa e o S&P 500, representando o mercado acionário, e o IFIX e o VNQ, representando os fundos imobiliários, por meio de normalização base 100, retorno médio anual, volatilidade, Sharpe Ratio e correlação com as taxas básicas de juros de cada país. Os resultados indicaram que os mercados acionários entregaram retornos acumulados similares no período, porém por trajetórias distintas, com o mercado brasileiro apresentando maior volatilidade e sensibilidade a eventos macroeconômicos. Nos fundos imobiliários, o contraste foi expressivo: o IFIX superou amplamente o VNQ, resultado atribuído a características institucionais locais, como correção inflacionária dos contratos e isenção fiscal para investidores pessoa física, mais do que ao ambiente macroeconômico. A análise de correlação indicou que a política monetária influencia os retornos dos ativos de renda variável, mas não os determina isoladamente, com múltiplos fatores macroeconômicos e estruturais atuando de forma conjunta. Os achados contribuem para o entendimento das diferenças estruturais entre mercados emergentes e desenvolvidos no contexto de investimentos arrojados.

Palavras-chave: Cenário macroeconômico; Desempenho de ativos; Fundos imobiliários; Renda variável; Risco-retorno.

1. Introdução

Investir é um processo fundamental na economia global, que envolve a alocação de recursos financeiros no presente com a expectativa de obter retornos futuros. Essa prática é caracterizada por diferentes horizontes temporais e níveis de risco, que são intrinsecamente ligados ao perfil e à tolerância do investidor. As opções de investimento são vastas, abrangendo desde empreendimentos produtivos e fundos de investimento até títulos públicos e ações, refletindo a diversidade de instrumentos disponíveis no mercado financeiro (Cardozo et al., 2019).

Os mercados financeiros globais, por sua vez, apresentam uma complexidade inerente, oferecendo uma gama diversificada de opções de investimento. As características de risco e retorno dessas aplicações variam significativamente, influenciadas tanto pelo tipo de ativo quanto pela condição econômica do país, seja ele uma economia emergente ou desenvolvida. A literatura especializada aponta que mercados emergentes, como o brasileiro, tendem a exibir maior volatilidade em comparação com mercados desenvolvidos, como o dos Estados Unidos. Apesar do potencial para prêmios de retorno mais elevados em mercados emergentes, a alta volatilidade frequentemente atua como um fator desestimulante para a alocação de capital em ações (Araújo et al., 2020).

Para investidores com um perfil mais arrojado, que possuem conhecimento aprofundado do mercado financeiro, facilidade de adaptação e, crucialmente, alta tolerância a riscos, as oportunidades de alocação de recursos financeiros são mais amplas e o potencial de retorno é significativamente maior (Teixeira, 2023). Nesse contexto, a aplicação em ações é uma escolha comum. As ações representam parcelas de propriedade de empresas, conferindo aos investidores o direito a participação nos lucros e a valorização do capital. Nos Estados Unidos, esse tipo de ativo é amplamente conhecido como “stocks” (Bekaert et al., 2001).

Além das ações, outra modalidade de investimento que atrai investidores arrojados são os fundos imobiliários, conhecidos como FIIs no Brasil e “Real Estate Investment Trusts” (REITs) nos Estados Unidos. Esses instrumentos permitem o investimento indireto no mercado imobiliário, proporcionando rendimentos provenientes de aluguéis e a valorização dos imóveis subjacentes. Embora FIIs e REITs sejam funcionalmente equivalentes em sua proposta, estudos indicam que eles apresentam diferenças estruturais e regulatórias relevantes, que refletem as particularidades de seus respectivos mercados (Passos et al., 2025).

Um elemento de extrema importância na análise de investimentos é o ambiente macroeconômico, com destaque para as taxas de juros básicas de cada país. No Brasil, a taxa Selic funciona como o principal instrumento de política monetária, sendo historicamente mantida em patamares elevados para controlar a inflação. A Selic impacta diretamente o retorno de investimentos de renda fixa e ajusta o prêmio de risco dos investimentos em renda variável (Banco Central do Brasil [BCB], 2026). Em contraste, nos Estados Unidos, a Federal Funds Rate (FFR) tem operado historicamente em patamares mais baixos e com maior estabilidade, contribuindo para uma menor volatilidade percebida na renda variável (Federal Reserve Economic Data [FRED], 2026).

A diferença entre as taxas de juros básicas do Brasil e dos Estados Unidos é crucial para compreender o comportamento distinto dos mercados de ambos os países ao longo do tempo. Essa distinção se torna ainda mais evidente em períodos de ciclos monetários intensos, como o observado entre 2021 e 2023, quando ambas as nações implementaram políticas monetárias mais restritivas como resposta à inflação elevada no período pós-pandemia (Fundo Monetário Internacional [FMI], 2022). A análise desses diferenciais é fundamental para entender as dinâmicas de risco e retorno em cada contexto.

Apesar da vasta literatura existente sobre o desempenho dos mercados financeiros, ainda há uma lacuna significativa em estudos que comparam diretamente o comportamento de ativos de renda variável entre economias emergentes e desenvolvidas, considerando métricas de risco, retorno e o impacto das taxas de juros. Essa lacuna foi apontada por Bekaert et al. (2023), que destacam a necessidade de análises comparativas abrangentes em um cenário de mercados globalizados. Portanto, este trabalho se justifica pela necessidade de aprofundar o entendimento sobre as diferenças estruturais e comportamentais desses mercados, fornecendo informações valiosas para investidores com maior tolerância ao risco.

Diante desse contexto, o presente estudo propõe uma análise quantitativa comparativa entre investimentos arrojados no Brasil e nos Estados Unidos, considerando o rendimento total, a volatilidade histórica e o impacto das taxas de juros de cada economia. O objetivo é comparar o desempenho de ativos com características similares que representam a renda variável nos mercados brasileiro e norte-americano ao longo de um mesmo período histórico, identificar as diferenças de risco-retorno e analisar o impacto das taxas de juros de cada economia, contribuindo para o entendimento de diferentes mercados no investimento com maior tolerância ao risco.

2. Material e Métodos

O estudo foi conduzido como um estudo de caso com abordagem quantitativa comparativa, visando analisar o desempenho de investimentos arrojados. Essa metodologia é adequada para investigações de caráter exploratório e descritivo, que buscam compreender fenômenos em seu contexto real e examinar as relações entre variáveis econômicas e financeiras (Gil, 2017). A abordagem de estudo de caso instrumental foi empregada para comparar investimentos de renda variável entre o Brasil e os Estados Unidos, contribuindo para o conhecimento de uma área mais ampla (Yin, 2015).

O estudo concentrou-se na análise de dados secundários provenientes dos mercados financeiros do Brasil e dos Estados Unidos. O foco empírico recaiu sobre ativos de perfil arrojado, especificamente ações e fundos imobiliários, além das taxas básicas de juros de cada país. O período de análise compreendeu os anos de 2015 a 2025, um intervalo selecionado por permitir a observação de diversos ciclos econômicos e por ser considerado apropriado para o cálculo de métricas de risco, retorno, volatilidade e correlação com as taxas de juros.

A seleção dos ativos para análise foi pautada pela representatividade de mercado e pelo histórico de negociações, critérios essenciais para assegurar a relevância da amostra. Para o mercado brasileiro, foram incluídos o índice Ibovespa (IBOV), que representa as ações das empresas mais negociadas e com ampla abrangência setorial, e o índice IFIX, considerado o principal indicador de fundos imobiliários da B3 (B3, 2026). Esses índices foram escolhidos por refletirem o comportamento agregado dos mercados acionário e imobiliário nacionais.

No contexto dos Estados Unidos, selecionou-se o S&P 500, um índice de referência global que abrange ações de diversos setores, e o Vanguard Real Estate ETF (VNQ). O VNQ foi empregado para representar o mercado de Real Estate Investment Trusts (REITs) norte-americano, dada a ausência de um índice diretamente equivalente ao IFIX, conforme observado por Ling e Naranjo (2015). A escolha do VNQ justificou-se por sua ampla diversificação setorial e geográfica, histórico de negociações superior a vinte anos e patrimônio líquido acima de US$ 30 bilhões (Vanguard, 2025).

A coleta de dados secundários foi realizada a partir de fontes públicas que disponibilizam séries históricas de preços e índices financeiros. Para os ativos brasileiros, os preços do Ibovespa e do IFIX foram obtidos da B3, enquanto a evolução da taxa Selic foi consultada no Banco Central do Brasil. Para os ativos norte-americanos, os preços do S&P 500 e dos REITs foram extraídos do site Investing.com, e a Federal Funds Rate foi acessada por meio do Federal Reserve Economic Data (FRED). O tratamento e a análise dos dados foram executados em planilhas de Excel, e as visualizações foram geradas com o auxílio do Microsoft Power BI.

Para a análise dos dados, empregaram-se métricas financeiras amplamente reconhecidas. Inicialmente, realizou-se a normalização dos índices para uma base 100, permitindo a comparação do desempenho percentual dos ativos ao longo do tempo. Nessa abordagem, todos os índices receberam o valor 100 no início do período, e as variações subsequentes indicaram o crescimento ou a queda percentual acumulada, independentemente do valor original do ativo (Bodie et al., 2015; Fabozzi, 2021). Em seguida, calculou-se o retorno médio anual, transformando os preços históricos em retornos periódicos mensais e utilizando a média geométrica para obter a taxa efetiva anual composta, conforme a literatura (Bodie et al., 2015).

A volatilidade anual foi determinada pelo desvio padrão dos retornos mensais da série histórica, anualizado por um fator de raiz quadrada de doze, para representar o risco associado à incerteza do retorno. Utilizou-se o desvio padrão amostral, considerando a série como uma amostra representativa do comportamento futuro dos ativos (Bodie et al., 2015). Adicionalmente, realizou-se a análise risco-retorno, que correlaciona o retorno médio anual de cada ativo com sua volatilidade anual. Essa abordagem permitiu avaliar o trade-off entre risco e retorno, sendo visualizada por meio de gráficos de dispersão, onde cada ponto representou o desempenho anual de um ativo em relação ao seu risco (Bodie et al., 2015).

O Sharpe Ratio foi calculado para relacionar o retorno em excesso do ativo ao risco assumido, sendo a razão entre o prêmio de risco (retorno médio do ativo acima da taxa livre de risco) e sua volatilidade. A taxa livre de risco foi definida pela média da taxa de juros de cada país no período analisado, garantindo consistência temporal (Bodie et al., 2015). Por fim, avaliou-se a correlação com as taxas de juros, calculando-se a correlação linear de Pearson anualmente, com base em doze meses de dados, para verificar o grau e a direção da associação entre a variação mensal das taxas de juros e os retornos dos ativos (Gujarati e Porter, 2011). As métricas foram calculadas com base mensal e os resultados apresentados anualmente.

3. Resultados e Discussão

O período de 2015 a 2025 foi marcado por ciclos econômicos distintos e de elevada magnitude nos mercados brasileiro e norte-americano, o que exige uma contextualização dos resultados à luz dos principais eventos macroeconômicos. No Brasil, a recessão de 2015-2016, impulsionada por crise fiscal, rebaixamento do rating soberano e processo de impeachment, gerou uma forte contração no mercado acionário, seguida por uma retomada gradual entre 2017 e 2019 (FMI, 2020; Barbosa Filho, 2017). Em contraste, os Estados Unidos experimentaram expansão econômica sustentada no mesmo período, apoiada por uma política monetária acomodatícia e pelo robusto desempenho do setor de tecnologia (FRED, 2026; Bekaert et al., 2001).

Em 2020, a pandemia de COVID-19 provocou um choque abrupto e sincronizado, resultando em quedas expressivas em todos os mercados analisados, mas foi seguida por uma recuperação igualmente rápida, impulsionada por estímulos fiscais e monetários (FMI, 2020; Alfaro et al., 2020). Entre 2021 e 2023, a inflação global elevada levou os bancos centrais a ciclos agressivos de alta de juros: a Federal Funds Rate (FFR) subiu de 0,25% para 5,50%, e a Selic atingiu 13,75%, impactando a atratividade da renda variável em relação à renda fixa (FRED, 2026; BCB, 2026; FMI, 2022). A partir de 2024, a desinflação gradual abriu espaço para cortes de juros, reacendendo o interesse por ativos de renda variável, especialmente no Brasil (FMI, 2024; BCB, 2026). Esse panorama macroeconômico é crucial para a interpretação dos resultados a seguir. Evolução dos Índices Normalizados (base 100)

Para compreender a performance histórica dos ativos e permitir a comparabilidade entre eles, a análise iniciou-se com a normalização dos dados para uma base 100, abrangendo o período de 2015 a 2025. Essa abordagem permite visualizar o crescimento ou queda percentual acumulada, independentemente do valor original do ativo, conforme proposto por Bodie et al. (2015) e Fabozzi (2021). A Figura 1 ilustra a evolução percentual acumulada dos índices Ibovespa (IBOV), S&P 500, IFIX e VNQ.

Figura 1 – Evolução dos índices normalizados (base 100) de ações e fundos imobiliários (2015-2025)

Fonte: Dados originais da pesquisa

No segmento de ações, o Ibovespa e o S&P 500 encerraram o período em patamares acumulados similares, atingindo 343,5 e 343,1 pontos na base 100, respectivamente. Contudo, essa equivalência superficial oculta uma diferença fundamental em suas trajetórias: o S&P 500 demonstrou uma evolução relativamente contínua, com oscilações significativas concentradas no período da COVID-19, enquanto o IBOV acumulou ganhos por meio de ciclos mais abruptos e quedas expressivas em diversos momentos. Essa divergência ressalta a maior sensibilidade do mercado brasileiro a crises e eventos macroeconômicos, em contraste com a estabilidade do mercado norte-americano, atribuída à resiliência das Big Techs e a políticas monetárias mais estáveis (FMI, 2020; Alfaro et al., 2020).

Os fundos imobiliários, representados pelo IFIX e pelo VNQ, apresentaram uma evolução mais moderada e uma discrepância mais acentuada entre os países. O IFIX exibiu valorização contínua e moderadamente volátil, finalizando o período com 275 pontos, ao passo que o VNQ permaneceu próximo a 100, com crescimento limitado e maior estabilidade. A trajetória do VNQ é notável, pois, após atingir seu pico no final de 2021, o índice recuou consistentemente até o final de 2023, devolvendo grande parte dos ganhos acumulados. Esse movimento coincide com o ciclo de alta da FFR, iniciado em 2022, que tornou os títulos do Tesouro norte-americano mais competitivos, desalocando capital dos REITs (Nareit, 2024).

Apesar de sua proposta similar, IFIX e VNQ possuem características estruturais e regulatórias distintas. No Brasil, os FIIs são predominantemente focados em imóveis comerciais e logísticos, com base de investidores majoritariamente local. Nos EUA, os REITs apresentam maior diversificação setorial e geográfica, atraindo capital internacional de forma mais expressiva (Fabozzi, 2021; Passos et al., 2025; Bekaert et al., 2001). Essa diferença nos fluxos de capital e na composição dos investidores contribui para o comportamento distinto observado, com os FIIs dependendo mais de investidores locais e de períodos de alta expectativa de crescimento ou ajuste macroeconômico favorável (Bekaert et al., 2001; BCB, 2026). Análise do Retorno Médio Anual

Os retornos médios anuais foram calculados a partir dos preços históricos, revelando as variações de desempenho entre os mercados brasileiro e norte-americano para ações e fundos imobiliários. Esses resultados são consistentes com os movimentos identificados na análise de base 100, reforçando o comportamento cíclico do mercado brasileiro. As Figuras 2 e 3 ilustram esses retornos médios anuais, respectivamente, para ações e fundos imobiliários, evidenciando as particularidades de cada país em resposta a eventos específicos do período.

Figura 2 – Retorno médio anual dos ativos IBOV e S&P 500 (2015–2025)

Fonte: Dados originais da pesquisa

A Figura 2 demonstra que o S&P 500 registrou um retorno negativo de -19,44% em 2022, refletindo o impacto da política monetária restritiva, com a elevação agressiva da FFR de 0,08% para 4,10% no ano, visando conter a inflação pós-pandemia. Esse movimento afetou principalmente empresas de tecnologia e setores sensíveis a juros (FMI, 2022). Em contraste, o IBOV apresentou uma alta valorização de +33,95% em 2025, impulsionada pela entrada significativa de capital estrangeiro no mercado brasileiro, que totalizou mais de R$ 25,5 bilhões em fluxos líquidos (XP Investimentos, 2025).

Figura 3 – Retorno médio anual dos ativos IFIX e VNQ (2015–2025)

Fonte: Dados originais da pesquisa

No segmento de fundos imobiliários, o IFIX apresentou retornos positivos em sete dos onze anos analisados, com quedas concentradas em 2020 e 2024, associadas, respectivamente, ao choque da pandemia e ao ciclo de alta da Selic doméstica. O VNQ, por sua vez, foi o ativo com menor consistência de retornos, registrando queda em cinco dos onze anos, com o pior resultado em 2022. O contraste entre os dois fundos imobiliários é um dos achados mais relevantes do estudo: ativos de natureza similar, operando no mesmo período, produziram retornos acumulados de 175% para o IFIX e 2% para o VNQ, uma diferença que não pode ser atribuída exclusivamente ao ambiente macroeconômico, pois a taxa de juros isoladamente não explica a divergência observada (Passos et al., 2025).

Dois fatores estruturais são mais determinantes para o desempenho superior do IFIX: os contratos de aluguel dos FIIs são corrigidos por inflação, o que preserva a receita real dos fundos, e os rendimentos distribuídos são isentos de imposto de renda para investidores pessoa física, criando uma demanda estrutural independente do ciclo de juros (Passos et al., 2025). Esse resultado desafia a percepção de que mercados mais maduros e regulados necessariamente entregam melhor desempenho, indicando que as características institucionais locais foram mais determinantes para o retorno do IFIX do que o próprio ambiente macroeconômico (Fabozzi, 2021; Passos et al., 2025). Análise da Volatilidade Média Anual

A volatilidade média anual reflete o risco associado aos ativos e permite identificar as variações nos mercados analisados, confirmando os padrões de instabilidade previamente observados. A Figura 4 apresenta essa métrica para os ativos de ações, enquanto a Figura 5 ilustra os resultados para os fundos imobiliários, permitindo uma comparação direta entre as classes de ativos e os mercados.

Figura 4 – Volatilidade média anual dos ativos IBOV e S&P 500 (2015–2025)

Fonte: Dados originais da pesquisa

Os resultados da Figura 4 destacam a elevada volatilidade do IBOV, que liderou em praticamente todos os anos, com valores extremos concentrados em 2020. Durante a crise da COVID-19, o IBOV atingiu mais de 40% de volatilidade anualizada, enquanto o S&P 500 permaneceu próximo a 26%. Esse comportamento reflete a combinação do choque da pandemia com as fragilidades estruturais do mercado brasileiro, resultando em forte aversão ao risco e elevada incerteza nos mercados emergentes (Alfaro et al., 2020).

Figura 5 – Volatilidade média anual dos ativos IFIX e VNQ (2015–2025)

Fonte: Dados originais da pesquisa

As Figuras 4 e 5, apresentadas na mesma escala para facilitar a interpretação, evidenciam a maior instabilidade das ações em comparação com os fundos imobiliários. Esse fenômeno pode ser explicado pela maior previsibilidade da receita de aluguéis em fundos imobiliários, frequentemente com contratos de longo prazo, em contraste com a volatilidade dos lucros corporativos. Isso torna o IFIX menos volátil que o IBOV, mesmo em momentos de crise. Para os REITs, a diversificação geográfica e setorial contribuiu para mitigar perdas, embora setores como hotéis e shopping centers tenham sofrido impactos significativos (Fabozzi, 2021). Análise de Risco-Retorno

A análise de risco-retorno, que relaciona o retorno médio anual de cada ativo com sua volatilidade anual, oferece uma perspectiva consolidada do comportamento dos ativos em cada período. Essa abordagem auxilia na identificação de ativos com maior retorno ajustado ao risco ou com perfil mais conservador (Bodie et al., 2015). Foram gerados gráficos de dispersão para visualizar essa métrica, apresentados nas Figuras 6 e 7, para ações e fundos imobiliários, respectivamente.

Figura 6 – Relação risco-retorno dos ativos IBOV e S&P 500 (2015–2025)

Fonte: Dados originais da pesquisa

A análise de risco-retorno revela perfis distintos entre os ativos. O IBOV, como mostra a Figura 6, apresentou o maior retorno médio anual entre todos os ativos, mas também a maior volatilidade média, característica frequentemente associada a mercados emergentes. Nesses mercados, eventos macroeconômicos, fluxos de capital externo e menor profundidade de mercado amplificam as oscilações dos preços, embora ofereçam maior potencial de retorno (Bekaert et al., 2023). Esse perfil de alta volatilidade exige disciplina do investidor para permanecer posicionado em momentos de incerteza, pois a literatura de finanças comportamentais indica que, em cenários críticos, muitos investidores realizam perdas antecipadas, comprometendo o retorno de longo prazo (Kahneman, 2011; Alfaro et al., 2020).

Figura 7 – Relação risco-retorno dos ativos IFIX e VNQ (2015–2025)

Fonte: Dados originais da pesquisa

O S&P 500, por sua vez, concentrou-se majoritariamente nos quadrantes de baixa volatilidade, com valores de retorno médio elevados e predominantemente positivos, como observado na Figura 6. O ano de 2022 foi uma exceção, isolado no quadrante de alta volatilidade e retorno negativo, reforçando seu caráter atípico na série. Esses resultados indicam um perfil de risco-retorno mais estável para o mercado de ações dos Estados Unidos, associado à elevada participação de investidores institucionais, maior profundidade de mercado e à amplitude setorial do índice S&P 500 (Bodie et al., 2015). No entanto, a crescente concentração setorial do S&P 500, com as dez maiores empresas representando mais de 40% do índice em 2025 (Boston Trust Walden, 2025), sugere que parte do retorno e da estabilidade pode não decorrer da diversificação, mas da performance excepcional de um setor específico, aumentando a vulnerabilidade a choques futuros (Bodie et al., 2015; Bekaert et al., 2023).

O IFIX, conforme a Figura 7, destacou-se por apresentar volatilidade consistentemente baixa, com todos os anos abaixo de 20%, e retorno médio elevado, embora inferior ao das ações. Essa consistência, incomum para ativos de renda variável, posiciona o IFIX de forma proeminente na relação risco-retorno do estudo, tornando-o atrativo para investidores que buscam rendimentos superiores à renda fixa sem tolerar grandes oscilações. Em contrapartida, o VNQ demonstrou maior volatilidade e retornos inconsistentes, refletindo a exposição de determinados setores de REITs (como hotéis e varejo) a flutuações macroeconômicas, mesmo em um mercado mais diversificado e regulado (Fabozzi, 2021). Em termos agregados, o fundo imobiliário brasileiro apresentou uma relação risco-retorno superior ao seu equivalente norte-americano no período analisado. Análise de Sharpe Ratio

O Sharpe Ratio avalia a relação entre o retorno em excesso de um ativo e o risco assumido, considerando a taxa livre de risco de cada país, permitindo identificar anos de melhor desempenho ajustado ao risco (Bodie et al., 2015). Para manter a consistência com as análises anteriores, as relações são apresentadas separadamente para ações na Figura 8 e para fundos imobiliários na Figura 9.

Figura 8 – Sharpe ratio anual dos ativos IBOV e S&P 500 (2015–2025)

Fonte: Dados originais da pesquisa

A Figura 8 mostra que o IBOV apresentou mais oscilações no Sharpe Ratio do que o S&P 500, com alguns anos negativos, indicando que o retorno não foi satisfatório considerando sua volatilidade. O S&P 500, por sua vez, demonstrou melhor compensação risco-retorno, com Sharpe Ratios mais elevados e raramente negativos. Destacam-se os resultados do S&P 500 em 2017 e 2021, anos em que a taxa de juros se manteve entre 0% e 1%, e qualquer retorno positivo do índice representava um prêmio expressivo sobre a taxa livre de risco, condição que o mercado brasileiro não experimentou no período.

Figura 9 – Sharpe ratio anual dos ativos IFIX e VNQ (2015-2025)

Fonte: Dados originais da pesquisa

Para os fundos imobiliários, o Sharpe Ratio negativo é um padrão relevante, como ilustrado na Figura 9, indicando que nem sempre há compensação de retorno frente ao risco assumido. Esse comportamento pode ser explicado pela baixa liquidez de FIIs e REITs em certos períodos, pela variação nos contratos de aluguéis e pela sensibilidade setorial de alguns segmentos (Fabozzi, 2021). O ano de 2024 é particularmente ilustrativo para o IFIX: com retorno de –5,89% e Selic elevada, o ativo entregou um Sharpe Ratio de -3,27, o pior da série e o mais negativo entre todos os ativos em qualquer ano analisado. Isso evidencia que ciclos de alta de juros domésticos podem impactar fortemente os resultados do índice, sugerindo que, em 2024, o investidor teria obtido retorno superior simplesmente mantendo capital em títulos públicos indexados à Selic, sem assumir risco de mercado.

Em contrapartida, 2019 foi o melhor ano para o IFIX em termos de Sharpe Ratio, superando todos os demais ativos naquele ano, o que reforça que o desempenho ajustado ao risco do ativo é altamente dependente do ciclo da Selic (Fabozzi, 2021). Isso sugere que fundos imobiliários, tanto brasileiros quanto americanos, funcionam melhor como investimento em ciclos de juros baixos ou em queda, e que manter posição nessa classe durante ciclos de alta de juros implica um custo de oportunidade relevante. Essa é uma conclusão prática importante para o investidor arrojado considerar em sua alocação de capital. Correlação entre Ativos de Renda Variável e Taxas de Juros

Por fim, analisou-se a correlação anual entre os retornos dos ativos e a variação das taxas básicas de juros (Selic e FFR), permitindo observar como as mudanças na política monetária podem se relacionar com o desempenho dos principais ativos de renda variável em diferentes mercados. É fundamental ressaltar que, embora a correlação de Pearson seja amplamente utilizada para identificar associações lineares, essa métrica não implica causalidade direta (Gujarati e Porter, 2011). Os resultados devem ser interpretados como indicativos de associação estatística. A Figura 10 apresenta os resultados obtidos.

Figura 10 – Evolução da correlação entre os ativos de ações e fundos imobiliários e a taxa de juros (2015-2025)

Fonte: Dados originais da pesquisa

A Figura 10 revela que, independentemente da classe de ativo ou país, a correlação entre os retornos e as taxas de juros se comporta de forma similar, mas não constante ao longo do tempo. O sinal das correlações alterna entre positivo e negativo para ambos os países, indicando que o impacto das taxas de juros sobre os mercados de renda variável ocorre com intensidade moderada e variável. Isso sugere que múltiplos fatores macroeconômicos, como expectativas de crescimento econômico, fluxo de capital internacional e condições financeiras globais, influenciam os resultados (Bodie et al., 2015; Fabozzi, 2021).

Um achado interessante é que as correlações raramente saem do intervalo de -0,5 a 0,5, sugerindo que, embora exista uma associação entre as variações das taxas de juros e os retornos dos ativos, nenhum deles apresenta extrema sensibilidade. Isso reforça que, apesar da política monetária influenciar os mercados financeiros, outros fatores macroeconômicos e estruturais desempenham um papel importante na determinação da rentabilidade dos ativos de renda variável. Em outras palavras, as taxas de juros impactam o comportamento dos mercados, mas não são suficientes para explicar isoladamente os retornos observados nos ativos analisados.

Ainda que a direção da correlação seja semelhante entre IBOV e IFIX, a magnitude da reação difere. Em ciclos de alta de juros, o IFIX tende a sofrer quedas mais acentuadas que o IBOV, como observado em 2024, refletindo a maior sensibilidade dos fundos imobiliários à curva de juros longa e à concorrência direta com títulos de renda fixa pelo capital do investidor pessoa física (Fabozzi, 2021; Passos et al., 2025). O IBOV, por sua vez, responde em maior medida às expectativas de crescimento econômico e lucro corporativo, variáveis influenciadas pela Selic, mas não determinadas exclusivamente por ela (Bodie et al., 2015).

O IBOV em 2016 e 2017 exemplifica esse mecanismo: o mercado precificou antecipadamente o ciclo de corte da Selic iniciado em outubro de 2016, registrando correlação positiva com a taxa e valorizando antes de qualquer redução efetiva. Esse comportamento reflete o princípio de antecipação racional dos mercados financeiros, onde os preços dos ativos são movidos pela expectativa sobre a trajetória futura das taxas de juros, e não apenas pelo nível atual (Bodie et al., 2015). Um padrão similar foi observado nos EUA em 2023, quando o S&P 500 se valorizou expressivamente no segundo semestre, mesmo com a FFR ainda em patamares altos, antecipando os cortes que o Fed viria a anunciar (FRED, 2026).

De forma geral, os resultados indicam que a relação entre taxas de juros e retornos dos ativos de renda variável é dinâmica e contextual. O sinal e a intensidade da correlação dependem do que a variação de juros sinaliza sobre o cenário econômico futuro, e não apenas de sua direção. Isso reflete a complexidade da interação entre política monetária, expectativas econômicas, fluxos de capital e comportamento dos investidores. Essa conclusão converge com os achados de Bekaert et al. (2023) sobre os determinantes dos retornos em mercados globalizados, reforçando a ideia de que múltiplos fatores atuam em conjunto para moldar o desempenho dos ativos.

Em síntese, a pesquisa revelou que os mercados acionários brasileiro e norte-americano entregaram retornos acumulados similares no período de 2015 a 2025, mas por trajetórias distintas, com o mercado brasileiro exibindo maior volatilidade e sensibilidade a eventos macroeconômicos. Nos fundos imobiliários, o IFIX superou amplamente o VNQ, um resultado atribuído a características institucionais locais, como correção inflacionária dos contratos e isenção fiscal para investidores pessoa física, que se mostraram mais determinantes do que o ambiente macroeconômico. A análise de correlação indicou que a política monetária influencia os retornos dos ativos de renda variável, mas não os determina isoladamente, com múltiplos fatores macroeconômicos e estruturais atuando de forma conjunta e dinâmica.

4. Conclusão

O presente estudo buscou comparar o desempenho de ativos de renda variável nos mercados brasileiro e norte-americano entre 2015 e 2025, identificando as diferenças de risco-retorno e o impacto das taxas de juros. Verificou-se que os mercados acionários, representados pelo Ibovespa e S&P 500, entregaram retornos acumulados semelhantes no período, mas por trajetórias distintas, com o mercado brasileiro exibindo maior volatilidade e sensibilidade a eventos macroeconômicos. Nos fundos imobiliários, o contraste foi notável: o IFIX superou amplamente o VNQ, resultado atribuído a características institucionais locais, como a correção inflacionária dos contratos e a isenção fiscal para investidores pessoa física, que se mostraram mais determinantes do que o ambiente macroeconômico. A análise de correlação indicou que a política monetária influencia os retornos dos ativos de renda variável, mas não os determina isoladamente, com múltiplos fatores macroeconômicos e estruturais atuando de forma conjunta e dinâmica. Os achados contribuem para o entendimento das diferenças estruturais entre mercados emergentes e desenvolvidos no contexto de investimentos arrojados, oferecendo insights práticos para a alocação de capital.

Contudo, o estudo apresenta limitações que devem ser consideradas. As séries do S&P 500 e do VNQ foram obtidas em dólares norte-americanos, sem ajuste pela variação cambial, o que exige cautela na interpretação de comparações de retorno absoluto para o investidor brasileiro. Adicionalmente, a comparação entre IFIX e VNQ possui assimetria estrutural, pois o VNQ é um ETF com custos de gestão, enquanto o IFIX é um índice puro, o que pode subestimar o retorno real de um investimento em REITs. Do ponto de vista metodológico, a correlação de Pearson captura apenas relações lineares, restringindo a análise em pontos de inflexão do ciclo monetário, onde a relação entre juros e ativos tende a ser não-linear. Sugere-se para estudos futuros ampliar a análise a outros mercados emergentes, testando se características institucionais locais similares às identificadas no IFIX explicam desempenhos superiores. Recomenda-se também a aplicação de modelos econométricos não-lineares para capturar com maior precisão a relação entre taxas de juros e retornos, e investigar em que medida a crescente concentração setorial de índices como o S&P 500 afeta a validade de métricas tradicionais de diversificação e risco.

Referências Bibliográficas

Alfaro, L.; Chari, A.; Greenland, A.; Schott, P. 2020. Aggregate and firm-level stock returns during pandemics, in real time. National Bureau of Economic Research Working Paper 26950. Disponível em: https://www.nber.org/papers/w26950. Acesso em: mar. 2026.

Araújo, E.; Brito, R.D.; Sanvicente, A.Z. 2020. Long-term stock returns in Brazil: volatile equity returns for U.S.-like investors. International Journal of Finance & Economics.

B3 S.A. – Brasil, Bolsa, Balcão [B3]. 2026. Índices de ações e fundos imobiliários. Disponível em: https://www.b3.com.br/pt_br/. Acesso em: jan. 2026.

Banco Central do Brasil [BCB]. 2026. Séries históricas da taxa Selic. Disponível em: https://www.bcb.gov.br/controleinflacao/taxaselic. Acesso em: jan. 2026.

Barbosa Filho, F.H. 2017. A crise econômica de 2014/2017. Estudos Avançados.

Bekaert, G.; Harvey, C.R.; Lundblad, C. 2001. Emerging equity markets and economic development. Journal of Development Economics 66(2): 465-504.

Bekaert, G.; Harvey, C.R.; Mondino, T. 2023. Emerging equity markets in a globalized world. Emerging Markets Review.

Bodie, Z.; Kane, A.; Marcus, A.J. 2015. Investimentos. 10ed. AMGH, Porto Alegre, RS, Brasil.

Boston Trust Walden. 2025. The S&P 500 index: considerations for investors. Disponível em: https://www.bostontrustwalden.com/sp500-index-considerations/. Acesso em: mar. 2026.

Cardozo, T.T.M.; Modesto, N.L.P.; Magalhães, N.P.; Fonseca, R.V.S.; Policarpo, R.V.S. 2019. Análise do perfil de investidores brasileiros. In: Congresso Brasileiro de Engenharia de Produção, 9., 2019, Ponta Grossa, PR, Brasil. Anais… p. 1-10.

Fabozzi, F.J. 2021. Foundations of Financial Markets and Institutions. 5ed. Pearson, New York, NY, USA.

Federal Reserve Economic Data [FRED]. 2026. Federal funds rate. Disponível em: https://fred.stlouisfed.org/series/FEDFUNDS. Acesso em: jan. 2026.

Fundo Monetário Internacional [FMI]. 2020. World Economic Outlook: The Great Lockdown. Disponível em: https://www.imf.org/en/publications/weo/issues/2020/04/14/weo-april-2020. Acesso em: mar. 2026.

Fundo Monetário Internacional [FMI]. 2022. World Economic Outlook: Countering the Cost-of-Living Crisis. Disponível em: https://www.imf.org/en/publications/weo/issues/2022/10/11/world-economic-outlook-october-2022. Acesso em: mar. 2026.

Fundo Monetário Internacional [FMI]. 2024. World Economic Outlook: Steady but Slow — Resilience Amid Divergence. Disponível em: https://www.imf.org/en/publications/weo/issues/2024/04/16/world-economic-outlook-april-2024. Acesso em: mar. 2026.

Gil, A.C. 2017. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. 6ed. Atlas, São Paulo, SP, Brasil.

Gujarati, D.N.; Porter, D.C. 2011. Econometria Básica. 5ed. AMGH, Porto Alegre, RS, Brasil.

Kahneman, D. 2011. Thinking, Fast and Slow. Farrar, Straus and Giroux, New York, NY, USA.

Ling, D.C.; Naranjo, A. 2015. Returns and information transmission dynamics in public and private real estate markets. Real Estate Economics 43(1): 163-208.

Nareit – National Association of Real Estate Investment Trusts. 2024. Fed rate cut bodes well for REITs. Disponível em: https://www.reit.com/news/articles/fed-rate-cut-bodes-well-for-reits. Acesso em: mar. 2026.

Passos, G.G.F.; Ribeiro, S.A.; Schmitz, E.A. 2025. Um estudo utilizando fatos estilizados na comparação entre FIIs e REITs. In: Encontro Brasileiro de Finanças, 25., 2025, São Paulo, SP, Brasil. Anais… Instituto de Ensino e Pesquisa, São Paulo, SP, Brasil. Disponível em: https://doity.com.br/anais/25ebfin/trabalho/438454. Acesso em: mar. 2026.

Teixeira, M.L.M. 2023. Perfil do Investidor Pessoa Física: Uma Análise sob a Perspectiva de Profissionais de Instituições Financeiras. Monografia em Ciências Contábeis. Universidade do Extremo Sul Catarinense, Criciúma, SC, Brasil. Disponível em: https://repositorio.unesc.net/handle/1/10248. Acesso em: fev. 2026.

Vanguard. 2025. Vanguard Real Estate ETF (VNQ): fund overview. Disponível em: https://investor.vanguard.com/investment-products/etfs/profile/vnq. Acesso em: fev. 2026.

XP Investimentos. 2025. Raio XP – Retrospectiva 2025: um ano muito positivo para as ações brasileiras. Disponível em: https://conteudos.xpi.com.br/estrategia-acoes/raio-xp-retrospectiva-2025-um-ano-muito-positivo-para-as-acoes-brasileiras/. Acesso em: mar. 2026.

Yin, R.K. 2015. Case Study Research: Design and Methods. 6ed. Sage, Thousand Oaks, CA, USA.

Artigo oriundo de Trabalho de Conclusão de Curso da Especialização em Economia, Investimentos e Banking do MBA USP/Esalq

Para saber mais sobre o curso, clique aqui e acesse a plataforma MBX Academy

Inscreva-se em nossa newsletter!

Receba conteúdos e fique sempre atualizado sobre as novidades em gestão, liderança e carreira com a Revista E&S.

Ao preencher o formulário você está ciente de que podemos enviar comunicações e conteúdos da Revista E&S. Confira nossa Política de Privacidade