Artigo

Digital Business

09 de outubro de 2026

Métodos Ágeis: Desafios na implementação na contratação em empresas da administração pública na prática organizacional

Métodos Ágeis: Desafios na Implementação na Contratação em Empresas da Administração Pública na Prática Organizacional

Marcia de Souza Batista Oliveira; Sarah de Oliveira Silva dos Santos

DOI: 10.22167/2675-6528-202603225

Artigo derivado de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), com conteúdo baseado no trabalho original do aluno e adaptado ao formato editorial da Revista E&S com apoio da ferramenta ResumeAI, solução de inteligência artificial desenvolvida pelo Instituto Pecege para síntese e organização textual.

Resumo

A agilidade organizacional tornou-se crucial em ambientes corporativos complexos e voláteis, como a administração pública, onde as constantes mudanças exigem respostas rápidas e eficientes. O estudo objetivou analisar os desafios da aplicação da metodologia ágil em uma organização da administração pública, com foco na maturidade das equipes, nos processos de contratação, no uso de métricas e nos fatores organizacionais relacionados à geração de valor. Para isso, adotou-se uma abordagem descritiva e qualitativa, utilizando um estudo de caso como principal instrumento de pesquisa, o que permitiu comparar a literatura sobre metodologias ágeis com sua aplicação prática. A análise revelou que a maturidade das equipes representou um desafio, exigindo que os profissionais compreendessem o método ágil e suas ferramentas. Identificaram-se, ainda, oportunidades de aprimoramento nos processos, indicando que práticas ágeis bem estruturadas contribuíram para maior eficiência, alinhamento setorial e adaptação às mudanças. Concluiu-se que a efetividade da metodologia ágil na contratação pública transcendeu a mera implementação de práticas e cerimônias, demandando o desenvolvimento de competências técnicas, suporte institucional e integração entre planejamento e execução, o que reforçou a necessidade de adequações estruturais para sua consolidação no setor público.

Palavras-chave: Agilidade organizacional; Framework SAFe; Maturidade de equipes; Métricas.

1. Introdução

A transformação digital e a crescente demanda por eficiência na gestão de projetos impulsionaram organizações públicas e privadas a reavaliar seus modelos tradicionais de desenvolvimento de soluções sistêmicas (Camargo e Ribas, 2019). Esse movimento busca maior adaptabilidade, redução de desperdícios e aprimoramento dos resultados organizacionais em ambientes de complexidade crescente.

Nesse cenário, as metodologias ágeis emergiram como uma alternativa promissora, promovendo flexibilidade, colaboração entre equipes e um foco contínuo na entrega de valor. Esses métodos valorizam indivíduos e interações, a entrega incremental de soluções funcionais, a colaboração com as partes interessadas e a capacidade de adaptação às mudanças ao longo do ciclo de desenvolvimento (Prilandnicki et al., 2014).

Com a expansão da adoção dessas práticas em organizações de grande porte, o Scaled Agile Framework (SAFe) consolidou-se na literatura como um modelo estruturado para escalar métodos ágeis em ambientes organizacionais complexos (Lima e Oliveira, 2024). Sua estrutura, papéis e cerimônias contribuem para o alinhamento entre estratégia e execução, sustentando processos de planejamento, execução e melhoria contínua (Scaled Agile, Inc., 2025).

Contudo, a aplicação de abordagens ágeis na administração pública enfrenta desafios adicionais, decorrentes das exigências legais, normativas e administrativas que regem o setor. Tais condicionantes impõem restrições à governança, à conformidade jurídica e à necessidade de definição prévia e detalhada do escopo em processos licitatórios, impactando a flexibilidade inerente às práticas ágeis (Kovags et al., 2019; Rosa e Pereira, 2021). A complexidade da legislação tributária brasileira, com a edição de aproximadamente dois regulamentos fiscais por dia útil e a alteração de cerca de 96% das normas após sua promulgação, exemplifica a necessidade de agilidade e adaptação (Bossa e Nobre, 2022).

Diante desse contexto, a mensuração do desempenho de equipes e projetos em ambientes ágeis torna-se crucial. Estudos indicam que métricas adequadas possibilitam o monitoramento sistemático das entregas e subsidiam a tomada de decisão, frequentemente alinhadas a modelos de gestão por objetivos (Niebuhr e Niebuhr, 2019; Filho, 2021). Além disso, o desenvolvimento contínuo de competências técnicas, treinamentos em práticas ágeis e a manutenção de documentação adequada são fundamentais para a consolidação da transformação ágil (Baxter et al., 2023; Sutherland e Sutherland, 2014; Gonçalves et al., 2020).

A presente pesquisa foi realizada em uma organização de grande porte do setor de energia, que opera em um ambiente complexo e altamente regulado, especialmente em processos tributários. A demanda por soluções ágeis para gerenciar múltiplas tarefas simultâneas e recursos limitados nesse contexto ofereceu um ambiente propício para investigar como essas práticas contribuem para a gestão eficiente de projetos complexos. O estudo buscou responder à questão: quais foram os desafios inerentes à aplicação da metodologia ágil em instituições públicas? Nesse sentido, o presente trabalho teve como objetivo analisar os desafios da aplicação da metodologia ágil em organização da administração pública, com ênfase na maturidade das equipes, nos processos de contratação, no uso de métricas e nos fatores organizacionais relacionados à geração de valor.

2. Material e Métodos

A presente pesquisa caracterizou-se como descritiva, conforme a definição de Gil (2024), que aborda a descrição de propriedades de um fenômeno ou o estabelecimento de relações entre variáveis sem a intervenção direta do pesquisador. Adotou-se uma abordagem qualitativa, que priorizou a investigação de fenômenos em seus contextos naturais, buscando interpretar os significados, valores e percepções dos sujeitos envolvidos (Gil, 2024). Essa escolha metodológica alinhou-se aos objetivos do estudo, permitindo a análise de elementos subjetivos do cenário investigado.

O delineamento da pesquisa empregou a estratégia de estudo de caso, que possibilitou o exame detalhado de um objeto específico para aprofundar o conhecimento sobre o fenômeno (Gil, 2024). O objeto empírico consistiu em uma solução sistêmica implementada em uma organização de grande porte do setor de energia, localizada no estado do Rio de Janeiro. Essa instituição opera em um ambiente complexo e altamente regulado, com demandas significativas em processos tributários.

A solução sistêmica analisada foi desenvolvida para identificar notas fiscais geradoras de crédito do Programa de Integração Social [PIS] e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social [COFINS], em operações de estoque avaliadas pelo método de Custo Médio. O sistema buscou restabelecer a rastreabilidade de documentos fiscais, que apresentavam limitações recorrentes devido à perda de individualização dos itens no estoque. A análise focou em uma solução já implementada, em um contexto de múltiplas demandas e recursos limitados.

A população do estudo foi composta por profissionais envolvidos no desenvolvimento e gestão da solução sistêmica. A seleção dos participantes ocorreu de forma progressiva, considerando sua relação direta com o objeto de estudo e suas funções organizacionais. Foram entrevistados cinco participantes: dois gerentes que atuaram como Product Owner [PO] e Product Manager [PM], um coordenador e dois analistas do time ágil, com experiência em tecnologia da informação e processos tributários.

Para a coleta de dados, utilizou-se a técnica de entrevista semiestruturada. As perguntas foram elaboradas com base no referencial teórico sobre metodologias ágeis e nos objetivos do estudo, abrangendo aspectos como papéis do Framework SAFe, cerimônias ágeis, contribuições do SAFe para processos internos, definição de escopo e compatibilidade com modelos de contratação, formas de medição de desempenho, competências técnicas das equipes, obstáculos e recomendações de melhoria.

As entrevistas foram realizadas de forma online, utilizando a plataforma corporativa Microsoft Teams. Os encontros foram agendados previamente com cada participante e tiveram duração média de 40 minutos. O roteiro semiestruturado garantiu a cobertura dos temas relevantes, ao mesmo tempo em que permitiu a exploração de detalhes e percepções específicas dos entrevistados sobre a aplicação da metodologia ágil na organização.

Após a coleta, as entrevistas foram transcritas e organizadas para facilitar a análise do conteúdo. Os dados obtidos foram analisados qualitativamente, por meio da classificação em categorias temáticas. Essas categorias foram definidas com base na literatura e nos objetivos da pesquisa, contemplando aspectos como papéis da equipe, cerimônias ágeis, contratos e escopo, medições de desempenho, competência técnica e desafios organizacionais.

O presente estudo não foi submetido à apreciação de Comitê de Ética em Pesquisa [CEP]. Essa decisão fundamentou-se na Resolução nº 510, de abril de 2016, do Conselho Nacional de Saúde, que, em seu Art. 1º, parágrafo único, caracteriza a pesquisa como análise de práticas institucionais e coleta de percepções dos participantes sem identificação direta ou indireta, não se configurando como pesquisa envolvendo seres humanos para fins de submissão ao sistema CEP/CONEP.

3. Resultados e Discussão

Os resultados obtidos por meio das entrevistas detalhadas nesta seção foram categorizados conforme o embasamento teórico e os propósitos específicos do estudo. As evidências coletadas permitiram identificar tendências e aspectos significativos do cotidiano das equipes, possibilitando um confronto direto dos achados com a literatura pertinente à aplicação de metodologias ágeis. De modo geral, a análise revelou que os principais desafios não residiram na metodologia ágil em si, mas na sua forma de contratação e operacionalização dentro do contexto organizacional específico da administração pública, que impôs particularidades à implementação.

A inadequação entre os modelos contratuais tradicionais e os princípios ágeis, somada às limitações na definição de métricas, na compreensão dos papéis e na condução das cerimônias, comprometeu a efetividade da abordagem e a geração de valor esperada. Fatores como a necessidade de maior capacitação das equipes, o aprimoramento da gestão do conhecimento e o fortalecimento do alinhamento estratégico foram identificados como elementos cruciais para a consolidação das práticas ágeis no ambiente estudado. A seguir, os achados são detalhados por categorias temáticas, refletindo os eixos de análise propostos.

Maturidade das Equipes

No que concerne à definição e execução dos papéis ágeis, conforme investigado pela pergunta P1, os participantes da pesquisa revelaram que, embora os papéis do Framework SAFe, como Product Owner e Scrum Master, estivessem formalmente estabelecidos na estrutura organizacional, sua aplicação prática no dia a dia dos projetos enfrentou desafios significativos. Observou-se uma notável resistência cultural à adoção desses novos papéis, acompanhada por dificuldades de adaptação e uma tendência à burocratização das funções, o que divergiu da flexibilidade inerente às metodologias ágeis. Essa situação, caracterizada por sobrecarga de trabalho e limitação de recursos, comprometeu a efetividade esperada desses papéis, indicando a necessidade premente de ajustes organizacionais e de um suporte contínuo para garantir o alinhamento interno e a clareza das responsabilidades. Tais achados ressaltam a complexidade de implementar mudanças culturais em ambientes públicos, onde a rigidez estrutural pode dificultar a plena adoção de novas práticas de gestão (Kovags et al., 2019).

Em relação à competência técnica das equipes, abordada pela pergunta P6, os resultados indicaram que os profissionais enfrentaram desafios tanto na disponibilidade de recursos humanos quanto nos processos organizacionais. A escassez de profissionais experientes, aliada à necessidade contínua de capacitação devido às frequentes mudanças contratuais, impactou diretamente o ritmo e a qualidade das entregas. Embora os desenvolvedores contratados demonstrassem boa capacidade técnica, eles se depararam com barreiras relacionadas ao desconhecimento dos processos internos da organização e às limitações de infraestrutura. A ausência de registros formais e de documentação robusta comprometeu a rastreabilidade, a clareza do escopo dos projetos e o monitoramento das atividades, dificultando a preservação do conhecimento organizacional. Essa lacuna contrasta com a importância da documentação útil e oportuna, conforme destacado por Prikladnicki et al. (2014), para evitar desperdícios e custos desnecessários.

A baixa maturidade das equipes na compreensão de seus papéis e na gestão do conhecimento limitou a autonomia e a colaboração esperadas em abordagens ágeis, distanciando a realidade da organização da teoria que preconiza times autônomos e transparentes. A capacitação contínua, por meio de treinamentos formais e informais, workshops e mentoring, mostrou-se um fator crítico para que os membros das equipes compreendessem suas responsabilidades e as práticas ágeis. A disponibilização de locais de consulta e repositórios de dúvidas também contribuiu para reduzir incertezas e acelerar a maturidade das equipes, reforçando que, sem esse suporte, a agilidade não alcançaria o retorno prometido (Baxter et al., 2023).

Cerimônias Ágeis

No que se refere às cerimônias ágeis, investigadas pela pergunta P2, os participantes indicaram que, em alguns momentos, a execução dessas cerimônias concentrou-se excessivamente na aplicação do método, desviando a atenção da entrega de valor estratégico. Essa situação evidenciou a necessidade de alinhar as iniciativas ágeis aos objetivos estratégicos da organização, garantindo que as cerimônias servissem ao propósito de gerar valor, e não apenas à conformidade processual. A literatura, como Scaled Agile, Inc. (2025), enfatiza que as cerimônias devem ser pilares para o alinhamento, a transparência e a entrega contínua de valor, o que não foi plenamente observado na prática.

Foi mencionado, ainda, o desejo de adotar cerimônias mais enxutas, incluindo a redução das reuniões diárias, conhecidas como *dailies*. A proposta era que essas reuniões fossem realizadas de forma mais breve, com duração de até 15 minutos, para evitar a sobrecarga de reuniões e preservar a produtividade das equipes, desde que os princípios ágeis fossem mantidos. Essa percepção alinha-se à busca por eficiência e à eliminação de desperdícios, princípios fundamentais do Lean e Agile, que visam otimizar processos e maximizar a entrega de valor (Scaled Agile, Inc., 2025).

Implementação do SAFe e Fatores Organizacionais

Quanto à percepção da implementação do Scaled Agile Framework (SAFe) e suas contribuições para os processos internos da empresa, abordada pela pergunta P3, os entrevistados informaram que o *framework* foi conceitualmente positivo, especialmente por favorecer a aproximação entre as áreas de negócio e de desenvolvimento. No entanto, destacaram que sua aplicação prática foi frequentemente percebida como pesada e complexa, principalmente devido à necessidade de sincronização entre múltiplos times. Embora o modelo apresentasse boa sustentação teórica, sua adoção em organizações de grande porte e elevada complexidade enfrentou limitações, uma vez que diversos elementos não se ajustaram plenamente à realidade operacional da instituição.

Nesse contexto, o SAFe foi utilizado pela empresa com customizações significativas, realizadas para atender à alta carga de trabalho e às particularidades da cultura e dos processos internos. Isso indicou que o *framework*, apesar de suas qualidades intrínsecas, não se adaptou integralmente às dinâmicas corporativas mais complexas sem adaptações substanciais. A percepção de sobrecarga de reuniões e cerimônias, com um foco excessivo no método em detrimento da entrega de valor estratégico, também foi um fator organizacional relevante. Essa situação contribuiu para a baixa maturidade na gestão financeira e orçamentária, com limitada visibilidade sobre custos, o que prejudicou a tomada de decisão e o alinhamento contínuo entre planejamento e mudanças.

A necessidade de maior suporte organizacional para a redução de demandas paralelas e a melhoria da priorização estratégica foi um ponto crucial. A multiplicidade de demandas simultâneas e a baixa aderência cultural às práticas ágeis foram obstáculos significativos que comprometeram a eficiência das entregas e a preservação do conhecimento organizacional. Esses fatores organizacionais evidenciaram que a mera implementação de um *framework* ágil não é suficiente; é preciso um ambiente organizacional que o suporte e o adapte às suas particularidades, conforme sugerido por Lima e Oliveira (2024) ao discutir a escalabilidade de métodos ágeis em ambientes complexos.

Contratações e Escopo

Em relação à definição do escopo nos projetos ágeis e à compatibilidade com o modelo de contratação global, conforme a pergunta P4, os entrevistados apontaram barreiras significativas à adoção efetiva de práticas ágeis. A predominância de contratos baseados em horas técnicas ou em escopos rigidamente definidos, embora proporcionasse previsibilidade e maior agilidade no processo de contratação, limitou as iniciativas de inovação e aprendizado. Essa rigidez reduziu a capacidade de explorar soluções em contextos de maior incerteza, característica fundamental das metodologias ágeis que valorizam a adaptabilidade às mudanças (Prikladnicki et al., 2014).

Houve também indicação de baixa maturidade no acompanhamento orçamentário, marcada pela falta de visibilidade sobre custos, impactos financeiros e valor agregado pelas entregas. Essa limitação prejudicou a tomada de decisão e dificultou o alinhamento contínuo entre planejamento e mudanças, o que é crucial para a gestão ágil. Observou-se, portanto, a necessidade de evolução tanto na modelagem contratual quanto na gestão financeira para que as práticas ágeis pudessem se consolidar de forma mais efetiva na organização. A incompatibilidade entre os modelos contratuais tradicionais e a natureza iterativa do ágil, aliada à alta rotatividade que impactou a continuidade das equipes e a perda de conhecimento organizacional, reforçou a necessidade de uma evolução na modelagem contratual para suportar cenários de incerteza e inovação, conforme apontado por Rosa e Pereira (2021) e Brasil (2016).

Métricas de Desempenho

No que diz respeito à forma de medição utilizada no contrato vinculado ao estudo de caso, abordada pela pergunta P5, os entrevistados avaliaram que a adoção de métodos ágeis em ambientes regulados enfrentou desafios significativos. A legislação demandou comprovação objetiva das entregas, enquanto o ágil se baseou em incrementos que nem sempre foram plenamente tangíveis no curto prazo. Essa característica dificultou a validação dos ciclos curtos de desenvolvimento com entregas incrementais (*sprints*) e a mensuração necessária para fins de aceite e pagamento, o que gerou um desalinhamento entre as métricas tradicionais de prazo e esforço e o valor ou a complexidade das entregas.

Adicionalmente, a estimativa por *story points*, uma medida relativa de esforço em tarefas ágeis, apresentou elevada subjetividade, variando conforme a experiência dos profissionais e gerando conflitos quando não havia domínio técnico suficiente para contribuir efetivamente nas discussões. Embora o *Planning Poker*, uma técnica de estimativa colaborativa, tenha se consolidado como capaz de gerar estimativas mais equilibradas, os entrevistados apontaram que sua utilização foi limitada e pouco difundida entre as equipes. Essa baixa adoção reduziu a possibilidade de alinhamento entre Product Owner, líderes técnicos, equipes da empresa e contratadas, favorecendo estimativas unilaterais e potenciais distorções na pontuação. A inexistência de métricas claras de valor agregado, com foco excessivo em prazos e pontos em detrimento da qualidade, evidenciou a necessidade de aprimorar os métodos de estimativa e gestão ágil na organização, alinhando-os à geração de valor, como proposto por Niebuhr e Niebuhr (2019) e Filho (2021) com os OKRs.

Obstáculos e Melhorias Sugeridas

Os entrevistados apontaram como obstáculos significativos (P7) à aplicação da metodologia ágil a baixa maturidade no acompanhamento financeiro e no alinhamento estratégico, a falta de clareza sobre custos e valor das entregas, e o retrabalho decorrente de *sprints* curtas. A multiplicidade de demandas simultâneas, a baixa aderência cultural às práticas ágeis, os escopos contratuais mal definidos e, em contextos de alta rotatividade, a ausência de documentação adequada foram fatores que comprometeram a eficiência das entregas e a preservação do conhecimento organizacional. Esses desafios, em conjunto, criaram um ambiente onde a agilidade não pôde ser plenamente explorada, limitando seus benefícios potenciais.

Como melhorias (P8), os participantes sugeriram a capacitação contínua de equipes e gestores, o aprimoramento das práticas de trabalho com métricas claras de valor e o reforço da governança financeira, com revisão de esforço e capacidade. Também foram propostas a redução de demandas paralelas, o aperfeiçoamento da priorização, a simplificação das cerimônias ágeis e a adoção de registros objetivos. Essas recomendações visam maior eficiência, alinhamento ao contexto organizacional e preservação do conhecimento, buscando superar as dificuldades identificadas e consolidar a transformação ágil na organização.

Em síntese, os resultados da pesquisa indicaram que a efetividade da metodologia ágil na organização da administração pública estudada transcendeu a mera implementação de práticas e cerimônias. Os desafios identificados estiveram predominantemente relacionados à maturidade das equipes, à adequação dos processos de contratação, à clareza no uso de métricas e a fatores organizacionais que impactaram a geração de valor. A superação dessas barreiras demanda o desenvolvimento contínuo de competências técnicas, um suporte institucional robusto e a integração efetiva entre planejamento e execução, reforçando a necessidade de adequações estruturais e culturais para a consolidação das práticas ágeis no setor público e para que os objetivos do estudo sejam plenamente alcançados.

4. Conclusão

O presente estudo objetivou analisar os desafios da aplicação da metodologia ágil em uma organização da administração pública, com foco na maturidade das equipes, nos processos de contratação, no uso de métricas e nos fatores organizacionais relacionados à geração de valor. Verificou-se que a maturidade das equipes representou um desafio significativo, manifestado pela resistência cultural aos novos papéis ágeis, pela sobrecarga de trabalho e pela escassez de profissionais experientes, o que comprometeu a autonomia e a colaboração. Observou-se que as cerimônias ágeis, por vezes, desviaram o foco da entrega de valor estratégico para a mera conformidade processual, e a implementação do Scaled Agile Framework (SAFe), embora conceitualmente positiva, foi percebida como pesada e complexa, exigindo customizações substanciais para se adequar à cultura interna e à alta carga de trabalho. Identificou-se, ainda, que os modelos contratuais tradicionais, baseados em escopos rígidos ou horas técnicas, limitaram a inovação e a adaptabilidade, e a medição por *story points* demonstrou subjetividade, com baixa adoção de técnicas colaborativas de estimativa, resultando em desalinhamento entre métricas e o valor real das entregas. A principal contribuição deste trabalho reside na identificação de aspectos críticos que influenciam a adoção da metodologia ágil no setor público, oferecendo subsídios para o aprimoramento de práticas contratuais, gerenciais e organizacionais, reforçando que a efetividade da agilidade transcende a simples implementação de práticas, demandando desenvolvimento de competências, suporte institucional e integração entre planejamento e execução.

Entre as limitações da pesquisa, destaca-se a concentração da análise em um único desenvolvimento sistêmico, em uma organização específica, o que restringe a generalização dos resultados para outros contextos da administração pública. Adicionalmente, o número e o perfil dos participantes não representaram a totalidade das percepções existentes na organização. Para estudos futuros, sugere-se a ampliação da análise para diferentes contextos da administração pública, investigando estratégias que favoreçam a adaptação de modelos contratuais, o uso de métricas orientadas à geração de valor e o fortalecimento da maturidade organizacional na adoção de metodologias ágeis, a fim de consolidar a transformação ágil no setor público.

Referências Bibliográficas

Baxter, David; Dacre, Nicholas; Hao, Dong; Ceylan, Serkan. Institutional challenges in agile adoption: Evidence from a public sector IT project. Government Information Quarterly, v. 40, n. 4, p. 101858, 2023.https://doi.org/10.1016/j.giq.2023.101858

Bossa, Gisele; Nobre, Lionel. 2022. Descomplicando A Gestão Tributária na era digital. Thomson Reuters Brasil. São Paulo, SP, Brasil.

Brasil. 2016. Lei nº 13.303, de 30 de junho de 2016. Dispõe sobre o estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade de economia mista e de suas subsidiárias, no âmbito da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Diário Oficial da União, Brasília, 01 jul. 2016.

Camargo, Robson Alves de. Ribas, Thomaz. 2019. Gestão ágil de projetos. Saraiva Uni. São Paulo, SP, Brasil.

Filho, Emílio H. 2021.Os OKRs e as Métricas Exponenciais. Editora Alta Books. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

Gil, Antonio Carlos. 2024. Métodos e técnicas de pesquisa social. Editora Atlas. São Paulo, SP, Brasil.

Gonçalves, Laila Cristina Couto; Oliveira, Silvia Alves Assumpção de; Pacheco, Jéssica de Carvalho Amaral; Salume, Paula Karina. 2020. Competências requeridas em equipes de projetos ágeis: Um estudo de caso em uma Edtech. Revista de Gestão e Projetos – GeP, v. 11, n. 3, p. 72–93. DOI: 10.5585/gep.v11i3.18476. https://doi.org/10.5585/gep.v11i3.18476.

Kovags, Diego. Falchi, Fábio Luiz. Rivas, André Ronaldo. 2019. Analysis of the Utilization of Scrum Framework Effort Estimation Metrics in Federal Public Administration. In: 18th Brazilian Symposium on Sofware Quality Software [SBQS]. ACM, Fortaleza, CE, Brasil. https://doi.org/10.1145/3364641.3364645

Lima, Raquel Helena de. Oliveira, Ricardo Ramos de. 2024. Metodologia Ágil – Gestão de Mudanças Organizacionais: OKR [Objectives and Keys Results]. SAFe [Scaled Agile Framework]. e Monitoramento e Controle em Mudanças Organizacionais. Dialética Editora. São Paulo, SP, Brasil.

Niebuhr, Joel de Menezes e Niebuhr, Pedro de Menezes. 2018. Licitação e Contratos das Estatais. Editora Fórum Ltda. Belo Horizonte, MG, Brasil.

Prikladnicki, Rafael; Willi, Renato; Milani, Fabiano. 2014. Métodos ágeis para desenvolvimento de software. Bookman. Porto Alegre, RS, Brasil.

Rosa, Marcos Roque da. Pereira, Eliane Nascimento. 2021. Metodologias ágeis no contexto da administração pública: análise de estudos de caso de implementação ágil. Revista do Serviço Público [RSP], Brasília 72 (2) 479-497 abr/jun 2021. DOI: https://doi.org/10.21874/rsp.v72.i2.4310

Scaled Agile, Inc. 2025. SAFe Explained – Alcançando o Sucesso com Lean e Agile em Escala. [S.I.]: Scaled Agile, Inc., 2025. https://go.scaledagile.com/.

Sutherland, Jeff; Sutherland, J.J. 2019. Scrum: a arte de fazer o dobro do trabalho na metade do tempo. Sextante. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

Artigo oriundo de Trabalho de Conclusão de Curso de Especialização em Digital Business do MBA USP/Esalq

Para saber mais sobre o curso, clique aqui e acesse a plataforma MBX Academy

Você também pode gostar

Digital Business

08 de outubro de 2026

Do Controle ao Comércio: A Jornada de um Gamer Empreendedor

O crescimento exponencial do mercado de e-sports, especialmente no Brasil, impulsionou jogadores profissionais a se tornarem referências influentes nas redes sociais, fortalecendo a relação com os fãs e gerando oportunidades de negócios digitais. O estudo teve como objetivo analisar como uma marca nacional do segmento gamer e de e-sports utilizou dados indiretos e manifestações espontâneas de consumidores, coletados em redes sociais e eventos do setor, com apoio de ferramentas digitais como Google Trends e Gemini, para subsidiar a definição de seu portfólio de produtos e estratégias de marketing. A metodologia baseou-se em um estudo de caso de uma loja brasileira fundada por um ex-jogador profissional de Counter-Strike, empregando exclusivamente fontes secundárias, como dados de engajamento online, avaliações de produtos e coberturas midiáticas de eventos. Investigou-se a aplicação do conceito de produção híbrida, caracterizado pela colaboração informal entre marcas e comunidades de fãs, como mecanismo para ajuste de portfólio e fortalecimento da identidade da marca. Os resultados indicaram a viabilidade de estratégias fundamentadas na escuta ativa não institucionalizada, evidenciando benefícios como aumento de vendas, maior fidelização do público e consolidação da marca no mercado gamer. Concluiu-se que a participação ativa dos consumidores representa um elemento estratégico relevante para empresas inseridas na economia da atenção, contribuindo diretamente para a competitividade e inovação no setor.

Palavras-chave: Comportamento do consumidor; Cultura gamer; E-sports; Engajamento digital; Produção híbrida.

Digital Business

08 de outubro de 2026

A influência da metodologia Lean na gestão de uma startup: um estudo de caso

Startups operam em ambientes de alta incerteza, frequentemente geridas por empreendedores sem formação prévia em gestão. A metodologia Lean Startup surgiu como uma abordagem para auxiliar o desenvolvimento de negócios nesses contextos, mas sua contribuição para a gestão de empresas enxutas, lideradas por um único empreendedor e sem conhecimento administrativo prévio, ainda não estava clara. O estudo analisou os efeitos da metodologia Lean na gestão e no lançamento de novos produtos em uma startup de tecnologia, a Tech EF. Adotou-se um estudo de caso único, de natureza mista, que combinou análise qualitativa, por meio de entrevista semiestruturada com o fundador da empresa, e análise quantitativa descritiva de indicadores organizacionais, comparando os períodos antes e após a formação do empreendedor na metodologia Lean. Os resultados revelaram mudanças na gestão da empresa, notadamente na organização da tomada de decisão, no uso de recursos e na priorização de demandas com base na validação de mercado. Observou-se também um aumento no número de funcionalidades desenvolvidas, na diversificação dos tipos de clientes atendidos e no crescimento do número de clientes. Esses achados sugeriram que a metodologia Lean orientou a tomada de decisão, o desenvolvimento de novos produtos e a organização da gestão, contribuindo para a adaptação ao mercado e o crescimento da startup ao longo do tempo.

Palavras-chave: Inovação; Modelos de negócio; MVP; Tomada de decisão.

Digital Business

05 de outubro de 2026

Transmissão de shows como ferramenta de negócio digital: No contexto da HYBE

A digitalização do entretenimento, acelerada pela pandemia de COVID-19, impulsionou a adoção de novos modelos de consumo, como o Transactional Video On Demand (TVOD) aplicado a shows musicais. Este estudo analisou as transmissões ao vivo de shows do grupo sul-coreano BTS, gerenciado pela HYBE, sob a ótica da Experiência do Cliente (CX) e do engajamento digital. O objetivo investigou a contribuição do modelo TVOD para a monetização e para a manutenção do engajamento emocional com o público do grupo BTS. A pesquisa adotou uma abordagem mista, combinando estudo de caso com análise documental de relatórios institucionais da HYBE e reportagens de sites especializados, e uma pesquisa de campo com 120 consumidores brasileiros. Avaliaram-se percepções de valor, satisfação com o modelo e impactos no comportamento de consumo. A investigação identificou os fatores de sucesso do modelo de negócio e os mecanismos de conversão do engajamento emocional em consumo. Os resultados revelaram que o modelo gerou lucro financeiro e elevado engajamento, com a experiência do usuário sendo um pilar central. A qualidade audiovisual foi altamente valorizada, mas a interatividade via chat mostrou-se um ponto fraco. O engajamento emocional com a marca superou as limitações técnicas, impulsionando a monetização e a conversão em merchandising. Concluiu-se que o sucesso da HYBE no ambiente digital derivou da capacidade de converter o engajamento emocional em resultados financeiros sustentáveis, estabelecendo um novo padrão de engajamento e proximidade com o fandom global do grupo BTS.

Palavras-chave: BTS; Comportamento do Consumidor; Engajamento de Fãs; Hallyu; TVOD.

Digital Business

05 de outubro de 2026

Implementação de processo de Discovery de produtos em empresa de tecnologia

O avanço da transformação digital nas empresas brasileiras intensificou a necessidade de processos estruturados para o desenvolvimento de novos produtos digitais, visto que a ausência de etapas sistematizadas de descoberta compromete a assertividade e aumenta os riscos de lançamentos falhos. O estudo descreveu e avaliou a implementação de um processo estruturado de “Product Discovery” no time de produtos de uma empresa de tecnologia do segmento de Governança, Riscos e Compliance, analisando sua contribuição para a identificação de oportunidades, a composição do portfólio e a assertividade na definição do “roadmap” estratégico. A pesquisa foi descritiva, qualitativa-quantitativa e participante, conduzida em sete etapas organizadas em três macrofases: Governança, Opportunity Discovery e Product Discovery. Ferramentas de inteligência artificial foram aplicadas na pesquisa de mercado, e entrevistas exploratórias e testes de usabilidade com protótipos foram realizados. Os resultados demonstraram que o modelo anterior de definição de produtos não contemplava critérios essenciais de descoberta. A aplicação de IA revelou ganhos de eficiência na pesquisa de mercado. A etapa de validação antecipou um risco regulatório relacionado à LGPD não identificado previamente. O refinamento reduziu o banco de ideias a uma única oportunidade de alta qualidade, e a prototipação evidenciou problemas de usabilidade, validando o projeto. A adoção do processo estruturado de “Discovery” mostrou-se viável em empresas de médio porte com recursos limitados, elevando a maturidade na gestão de produtos e a assertividade na composição do portfólio e do “roadmap”.

Palavras-chave: Descoberta de oportunidades; Gestão ágil; Inovação digital; Roadmap; Validação de mercado.

Digital Business

05 de outubro de 2026

Estratégias de Marketplaces: Live Commerce no Brasil

A transformação digital redefiniu as estratégias de marketing e as interações entre consumidores e empresas no comércio eletrônico. Nesse contexto, o live commerce emergiu como uma estratégia inovadora em marketplaces digitais, integrando entretenimento, interação em tempo real e transações comerciais, influenciando percepções e respostas comportamentais dos consumidores. O estudo analisou a percepção e o engajamento dos consumidores brasileiros em relação ao live commerce em marketplaces digitais, investigando fatores contextuais e comportamentais que impactam a experiência de compra e contribuem para a criação de valor competitivo no varejo digital. Adotou-se uma abordagem quantitativa exploratória, aplicando um survey online com 59 consumidores que já tiveram contato com live commerce. A coleta de dados ocorreu por meio de questionário estruturado, com perguntas de múltipla escolha e escalas Likert, e os dados foram tratados por estatística descritiva. Os resultados indicaram que o live commerce impactou positivamente os consumidores, tornando a experiência de compra mais interativa, informativa e envolvente, com destaque para informações claras, avaliação de produtos e promoções. Elementos sociais, como o apresentador e a interação em tempo real, foram relevantes para o engajamento. Contudo, barreiras como falta de tempo, excesso de informações e medo de produtos falsificados limitaram a adoção mais ampla. Concluiu-se que o live commerce possui elevado potencial estratégico para marketplaces digitais no Brasil, desde que focado em credibilidade, objetividade, qualidade informacional e experiência do usuário, fortalecendo o relacionamento com consumidores e gerando vantagem competitiva.

Palavras-chave: Comércio eletrônico; Engajamento do consumidor; Experiência de compra; Marketing digital.

Digital Business

05 de outubro de 2026

CRM, estratégias figitais e correspondentes bancários para captação e engajamento de clientes bancários.

O setor bancário brasileiro passou por transformações que exigiram maior integração entre dados e canais. Este estudo analisou como a integração entre Customer Relationship Management (CRM), estratégias figitais e correspondente bancário contribuiu para a aquisição e o engajamento de clientes bancários. Adotou-se abordagem qualitativa, com complementação quantitativa, baseada em dados secundários agregados de painéis de Business Intelligence e indicadores de desempenho de campanhas. Caracterizou-se o perfil dos clientes quanto à origem do relacionamento, uso de canais, maturidade digital, composição financeira e comportamento transacional. Em seguida, examinou-se a reformulação da estratégia de campanhas e a progressão do funil comercial nas etapas de elegibilidade, realização de transação, impacto, interação, aceite, recusa e conversão. Os resultados indicaram que a estratégia orientada por dados ampliou a aderência entre oferta, contexto e perfil do cliente, tornando a atuação mais seletiva, segmentada e mensurável, com ganho incremental na conversão dos públicos impactados. Concluiu-se que a articulação entre análise de dados, CRM e jornadas multicanais fortaleceu o papel do correspondente bancário (Corban) como ponto relevante de ativação, continuidade da jornada e engajamento em ambiente figital.

Palavras-chave: Customer journey; Inteligência de dados; Inteligência de marketing; Omnichannel; Personalização.

Digital Business

05 de outubro de 2026

Estratégias Digitais e Omnicanalidade na Recuperação de Crédito: Desafios e Oportunidades para Instituições Financeiras

A pesquisa analisou como estratégias digitais baseadas na omnicanalidade podem aumentar a eficiência da recuperação de crédito em instituições financeiras. O objetivo foi analisar como a aplicação de estratégias digitais baseadas em omnicanalidade pode contribuir para o aumento da eficiência dos processos de recuperação de crédito em instituições financeiras. Com abordagem qualitativa, exploratória e descritiva, o estudo utilizou entrevistas com profissionais de cinco empresas brasileiras do setor, selecionadas por conveniência. Examinaram-se os processos anteriores à adoção da omnicanalidade, as tecnologias empregadas, a integração entre canais e os desafios de implementação. Os resultados indicaram que, previamente, a cobrança era centrada em contatos telefônicos, com baixa integração de dados e interações fragmentadas. A implementação da omnicanalidade, com apoio de ferramentas como CRM, automação de mensagens, portais digitais, chatbots e inteligência artificial, possibilitou maior integração entre canais como voz, WhatsApp, SMS e e-mail. Isso ampliou a visibilidade da jornada do cliente e aprimorou a gestão das interações. Observou-se aumento nas taxas de recuperação de crédito, redução de custos operacionais, maior adesão às negociações digitais e melhora na experiência do cliente. Concluiu-se que a omnicanalidade é estratégica para a transformação digital da cobrança, ao integrar dados e canais e permitir maior eficiência e personalização. Contudo, persistem desafios tecnológicos, regulatórios e de segurança da informação, além da necessidade de equilibrar automação e experiência do cliente.

Palavras-chave: CRM; Experiência do cliente; Transformação digital.

Inscreva-se em nossa newsletter!

Receba conteúdos e fique sempre atualizado sobre as novidades em gestão, liderança e carreira com a Revista E&S.

Ao preencher o formulário você está ciente de que podemos enviar comunicações e conteúdos da Revista E&S. Confira nossa Política de Privacidade