Neurociencia Y Aprendizaje En La Educación
05 de octubre de 2026
A neuroplasticidade cerebral possível através da exposição e vivência artística na aprendizagem
A Neuroplasticidade Cerebral Possível Através da Exposição e Vivência Artística na Aprendizagem
Gisléia de Oliveira e Silva; Karen Tank Mercuri Macedo
DOI: 10.22167/2675-6528-202602962
Artigo derivado de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), com conteúdo baseado no trabalho original do aluno e adaptado ao formato editorial da Revista E&S com apoio da ferramenta ResumeAI, solução de inteligência artificial desenvolvida pelo Instituto Pecege para síntese e organização textual.
Resumo
A neuroplasticidade cerebral, capacidade do sistema nervoso de modificar suas conexões, é um campo de crescente interesse na educação. Este estudo objetivou averiguar, a partir da percepção de professores, indícios de melhorias globais em alunos, abrangendo cognição, emoção, comportamento e integração sensório-motora, resultantes da exposição à prática e apreciação artística em aulas de Arte do currículo escolar. Realizou-se uma pesquisa quantitativa, do tipo survey, na qual foram coletados dados por meio de questionários aplicados a 64 professores que utilizam a arte em sala de aula. Os resultados indicaram percepções positivas dos educadores quanto a avanços significativos em aspectos cognitivos, como atenção, memória e raciocínio, e emocionais, como regulação e resiliência. Observaram-se também melhorias comportamentais, incluindo participação, interação social e autocontrole, além de uma notável integração sensório-motora. A maioria dos participantes relatou aumento no foco e na expressão emocional dos alunos durante as atividades artísticas. Concluiu-se que a arte, enquanto prática e experiência estética, contribui para a promoção da neuroplasticidade, gerando benefícios no desenvolvimento integral dos estudantes e no processo de aprendizagem, em consonância com teorias consolidadas na área.
Palavras-chave: Aprendizagem; Arte; Educação; Neuroplasticidade.
1. Introdução
A expressão da criatividade e da imaginação humana, a geração de reflexões profundas, a busca pela harmonia estética e a consolidação ou transmissão da cultura são elementos intrinsecamente ligados à prática e apreciação artística. Desde o Paleolítico Superior até a contemporaneidade, a arte tem se mantido adjacente à humanidade e às suas relações sociais, conforme observado por Gombrich (2013). Seja concebida como um objeto único e sagrado, dotado de uma aura que a torna inacessível, ou como uma manifestação de reprodutibilidade técnica do belo vigente em sua época, como apontado por Benjamin (1994), a arte, em sua essência e em seu fazer, proporciona benefícios e contribuições significativas à humanidade.
A investigação da beleza e da expressão de ideias tem sido um campo de estudo intrínseco à filosofia desde a Grécia antiga, como destaca Hegel (1999). De maneira similar, a sociologia se debruça sobre a arte como um reflexo e agente transformador da sociedade e de suas relações, segundo Bourdieu (1996). Outras áreas do conhecimento, como a semiótica, que compreende a arte como um sistema de signos para criar e comunicar significados (Eco, 1976), e o design e a arquitetura, que incorporam elementos artísticos (Read, 2013), também se relacionam comumente à arte e ao seu fazer.
Recentemente, a neurociência, por meio de estudos pioneiros, conforme observado por Zeki (1998), estabeleceu uma relação de aproximação com a arte. Através da neuroestética, ciência e arte se encontram em investigações neurais sobre os efeitos da prática artística e de sua contemplação. Tais estudos buscam compreender as conexões neuronais e as possíveis neuroplasticidades resultantes dessas interações.
A neuroplasticidade cerebral é definida como a capacidade do sistema nervoso de modificar suas conexões e funções em resposta a estímulos internos ou externos, conforme apontado por Pascual-Leone et al. (2005). A arte, por sua vez, pode ampliar e enriquecer a plasticidade do cérebro, visto que envolve regiões cerebrais ligadas à memória, emoção e percepção, segundo Kandel (2012). Doidge (2007) ressalta que a arte, enquanto estímulo sensorial repetido, propicia a reconfiguração dos circuitos neurais, o que pode levar não apenas à recuperação de funções perdidas, mas também a novas formas neurais de percepção.
Nesse contexto, torna-se relevante compreender a contribuição da arte para a promoção da saúde cognitiva e emocional em diversos âmbitos, desde a educação formal até a reabilitação neurológica. A arte, como prática e experiência estética, tem o potencial de influenciar positivamente o desenvolvimento humano. No entanto, a percepção dos educadores sobre os indícios de melhorias globais em alunos, especificamente em aspectos cognitivos, emocionais, comportamentais e de integração sensório-motora, a partir da exposição à arte em aulas regulares, ainda merece investigação aprofundada. A lacuna reside na sistematização dessas observações e na correlação delas com os princípios da neuroplasticidade.
A relevância deste estudo reside em fornecer uma perspectiva empírica, a partir da visão de educadores, sobre os benefícios da arte na aprendizagem, contribuindo para a valorização e a ampliação da presença da arte no currículo escolar. Assim, este trabalho tem como objetivo analisar a percepção dos professores de Arte e profissionais da educação no que se refere a melhoria global de seus alunos, dentro de uma abordagem neurocientífica, referente a exposição deles à práticas e apreciação artística no contexto de aprendizagem.
2. Material e Métodos
A presente pesquisa caracterizou-se como um estudo de natureza quantitativa, conforme a abordagem proposta por Creswell (2014). Este tipo de investigação busca verificar teorias e hipóteses por meio da coleta de dados passíveis de serem transformados em números. A análise desses dados, realizada com o auxílio de porcentagens, permitiu a obtenção de conclusões objetivas e mensuráveis, alinhadas ao objetivo de identificar, organizar e interpretar a percepção dos educadores sobre a arte como agente de transformação cerebral, cognitiva e emocional no contexto da aprendizagem.
A abordagem metodológica adotada foi do tipo survey, considerada a mais adequada para o estudo. Essa escolha fundamentou-se na necessidade de elucidar interpretações que contribuíssem para o alcance do objetivo proposto, uma vez que toda a pesquisa se desenvolveu a partir da aplicação de um questionário. As respostas dos participantes, selecionados conforme critérios estabelecidos, serviram como base para a estruturação dos resultados finais.
A unidade de análise do estudo consistiu na percepção de professores de Arte e profissionais da educação. A população de interesse foi composta por educadores que utilizam a arte em suas práticas pedagógicas em sala de aula. Para a coleta de dados, foram selecionados 64 participantes, os quais atenderam aos critérios de inclusão definidos para a pesquisa.
Os critérios de inclusão estabelecidos para os participantes foram: ser pessoa maior de idade, atuar como professor e incorporar a arte em suas práticas educacionais. Adicionalmente, para o embasamento teórico da pesquisa, consideraram-se obras científicas e clássicas que abordam a arte como experiência estética e estímulo cerebral, conforme as perspectivas de Doidge (2007), Zeki (1998) e Kandel (2012), desconsiderando-se textos sem fundamentação acadêmica.
O instrumento de coleta de dados utilizado foi um questionário composto por treze perguntas objetivas, conforme detalhado no apêndice deste trabalho. Este questionário foi elaborado para investigar as percepções dos respondentes quanto às melhorias observadas em seus alunos a partir da exposição ao fazer e à apreciação da arte em sala de aula.
A coleta da amostra foi realizada por meio de um questionário online, hospedado na plataforma SurveyMars. O acesso ao questionário foi disponibilizado aos participantes através de um link divulgado em diversas redes sociais, incluindo Instagram, Facebook e Status do WhatsApp. O período de coleta estendeu-se de 28 de janeiro de 2026 a 26 de março de 2026.
Durante o processo de coleta, não houve contato pessoal com os participantes. O link foi acessado de forma voluntária e orgânica por cada educador, que contribuiu para a pesquisa por meio de respostas baseadas em suas observações dos alunos em sala de aula. A total anonimidade dos participantes foi garantida, e um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) foi apresentado antes do início do questionário, assegurando a voluntariedade e o sigilo dos dados.
A técnica de análise dos dados envolveu a comparação e a identificação de padrões entre as respostas coletadas. Os dados foram convertidos em elementos mensuráveis, que seriam posteriormente detalhados em gráficos percentuais. A análise buscou correlacionar as melhorias observadas pelos educadores com possíveis neuroplasticidades cerebrais, fundamentando-se em teorias consolidadas na área, como as de Kandel (2012), Zeki (1998) e Eisner (2002).
A pesquisa considerou a plena capacidade do educador em avaliar e filtrar o que se mostrava operante no desenvolvimento de seus alunos. Também se levou em conta a habilidade do educador em discernir o que estaria efetivamente causando as melhorias, considerando os diversos recursos e abordagens empregados em suas aulas. Os levantamentos realizados foram embasados em teorias que confirmam a ação da arte sobre o comportamento humano por meio da neuroplasticidade, conforme Doidge (2007) e Pascual-Leone et al. (2005).
3. Resultados e Discussão
Os resultados da pesquisa revelaram percepções predominantemente positivas dos professores participantes quanto aos efeitos da exposição à prática e à apreciação artística no ambiente escolar, indicando possíveis indícios de neuroplasticidade nos alunos. É fundamental contextualizar esses achados considerando o cenário educacional brasileiro, que, conforme apontado por Arroyo (2000) e Libâneo (1994), frequentemente apresenta desafios como infraestrutura inadequada, escassez de materiais didáticos, turmas superlotadas e questões de indisciplina. Tais fatores podem impactar o desenvolvimento global dos estudantes. Contudo, as observações dos educadores, mesmo diante dessas condições, sugerem um otimismo ainda maior em relação ao potencial da arte para promover a neuroplasticidade cerebral e o desenvolvimento integral.
A investigação sobre a forma de utilização das linguagens artísticas em sala de aula demonstrou que a maioria dos educadores adota uma abordagem abrangente. Verificou-se que 92,19% dos professores afirmaram empregar tanto a prática quanto a apreciação artística em suas aulas. Uma parcela menor, de 7,81%, indicou utilizar apenas a prática artística. Esse dado sugere que a combinação de fazer e apreciar arte é a metodologia mais comum entre os educadores, o que pode potencializar os estímulos sensoriais e cognitivos, favorecendo a neuroplasticidade cerebral, conforme destacado por Doidge (2007) ao abordar a reconfiguração dos circuitos neurais por meio de estímulos repetidos.
No que tange às melhorias em aspectos cognitivos, os educadores observaram avanços significativos na memória, atenção e raciocínio dos alunos. A totalidade dos participantes relatou algum nível de melhoria, sendo que 50% notaram uma melhora média e os outros 50% identificaram uma melhoria substancial. É relevante que nenhum professor tenha apontado pouca ou nenhuma melhora nesses quesitos. Esses achados corroboram a literatura que associa a arte ao envolvimento de regiões cerebrais ligadas à memória, emoção e percepção, contribuindo para a reorganização neural (Kandel, 2012; Zeki, 1998).
A pesquisa também explorou as linguagens artísticas mais empregadas pelos professores. Constatou-se que todas as formas de arte foram utilizadas em alguma proporção, evidenciando a diversidade de abordagens pedagógicas. A arte visual foi mencionada por 85,94% dos professores, a música por 87,5%, a dança por 81,25% e o teatro por 75%. Além disso, a frequência de uso da arte nas aulas é notável, com 81,25% dos professores afirmando utilizá-la frequentemente, enquanto 18,75% a empregam esporadicamente. Essa ampla e frequente utilização de diversas linguagens artísticas sugere um ambiente rico em estímulos para o desenvolvimento cognitivo e emocional dos alunos.
A correlação entre a diversidade e frequência do uso da arte e as melhorias observadas pelos educadores é um ponto central. As linguagens artísticas, em suas múltiplas formas, atuam como estímulos sensoriais que, de maneira repetida, podem propiciar a reconfiguração dos circuitos neurais, o que não apenas recupera funções perdidas, mas também gera novas formas neurais de percepção (Doidge, 2007). Essa perspectiva alinha-se às teorias que fundamentam a neuroestética, onde ciência e arte se encontram para investigar os efeitos do fazer artístico e sua contemplação nas conexões neuronais e na neuroplasticidade (Zeki, 1998; Eisner, 2002; Kandel, 2012).
Em relação à regulação emocional e resiliência, os resultados indicaram que a maioria dos educadores percebeu melhorias significativas. Apenas 4,69% dos participantes observaram pouca melhoria, enquanto 50% notaram uma melhora média e 45,31% relataram muitas melhorias em seus alunos. Esses dados reforçam a ideia de que a arte, ao proporcionar um espaço para a expressão e o processamento de emoções, contribui para o desenvolvimento de habilidades socioemocionais essenciais, que são componentes importantes do desenvolvimento global e da saúde mental dos estudantes.
A análise da tomada de decisão, adaptação e autocontrole também revelou percepções positivas por parte dos professores. Observou-se que 67,19% dos educadores notaram uma melhoria média nesses aspectos, e 32,81% identificaram uma melhoria substancial. A arte, ao exigir escolhas criativas, adaptação a novos materiais e técnicas, e o controle sobre o próprio processo de criação, pode funcionar como um laboratório para o desenvolvimento dessas habilidades. Tais competências são cruciais para o desempenho acadêmico e social dos alunos, refletindo uma possível reorganização neural que favorece o controle executivo.
A integração sensório-motora foi outro aspecto em que os educadores observaram avanços notáveis. Um impressionante percentual de 75% dos professores relatou muita melhoria, e os 25% restantes indicaram uma melhoria média. A prática artística, que frequentemente envolve coordenação motora fina e grossa, percepção espacial e uso de múltiplos sentidos, estimula intensamente as vias sensório-motoras. Essa estimulação é um fator positivo para a neuroplasticidade cerebral, promovendo a coordenação e a eficiência dos movimentos, o que é fundamental para o desenvolvimento físico e cognitivo das crianças e adolescentes.
As melhorias observadas em memória, atenção, raciocínio, regulação emocional, resiliência, tomada de decisão, adaptação, autocontrole e integração sensório-motora, em conjunto, compõem um desenvolvimento global e integrado do ser humano. A arte, tanto em sua prática quanto em sua apreciação, demonstra uma clara relação com fatores positivos na neuroplasticidade cerebral humana (Eisner, 2002). Essas habilidades são interconectadas e seu aprimoramento mútuo é um indicativo de um desenvolvimento mais robusto, conforme a perspectiva de Heckman e Kautz (2013) sobre a importância de intervenções que melhoram o caráter e a cognição.
Ao analisar o comportamento dos alunos durante as atividades artísticas, os professores observaram melhorias em diversos requisitos. Durante as aulas que utilizam recursos artísticos, notou-se uma maior atenção em aula, persistência nas tarefas, participação, expressão emocional, organização e interação social. Essas observações são cruciais para entender como a arte impacta o engajamento e o desempenho dos alunos no momento da realização das atividades, sugerindo que o ambiente artístico é propício para o desenvolvimento de habilidades importantes para a aprendizagem.
A pesquisa também buscou identificar se essas melhorias eram crescentes após um certo período de exposição à arte. Os professores assinalaram as seguintes proporções de melhora: atenção em aula (50%), persistência em tarefa (42,19%), participação (81,25%), expressão emocional (85,94%), organização (31,25%) e interação social (81,25%). Esses dados indicam que os benefícios da arte não são apenas pontuais, mas se consolidam ao longo do tempo, refletindo um processo contínuo de desenvolvimento e reorganização neural impulsionado pela vivência artística no currículo escolar.
A capacidade de regulação emocional dos alunos durante e após as atividades artísticas foi outro ponto investigado. Os resultados mostraram que 67,19% dos professores consideram que seus alunos se regulam muito melhor, 26,56% observam uma melhora mediana e apenas 6,25% notaram pouca melhora. Isso sugere que a arte oferece um canal seguro para a expressão e o manejo das emoções, contribuindo para que os estudantes desenvolvam maior autocontrole e bem-estar emocional, tanto no contexto da aula quanto em momentos posteriores.
Em relação à manutenção do foco em aulas que envolvem criação, os dados foram igualmente positivos. Verificou-se que 59,38% dos professores observaram muita melhora na capacidade dos alunos de manter o foco por um período maior, e 40,63% notaram uma melhora mediana. Nenhum professor indicou pouca ou nenhuma melhora nesse quesito. Esse achado é particularmente relevante, pois a capacidade de manter o foco é um pilar fundamental para a aprendizagem e para o desenvolvimento de funções executivas, sendo a arte um catalisador para essa habilidade em ambientes criativos.
Os resultados obtidos, pautados nas percepções dos educadores, demonstram uma evolução positiva no desenvolvimento global dos alunos, abrangendo aspectos cognitivos, emocionais, comportamentais e sensório-motores. Essa evolução é consistentemente correlacionada com a exposição à prática e apreciação artística. As evidências empíricas coletadas neste estudo alinham-se às teorias de Kandel (2012), Doidge (2007) e Zeki (1998), que afirmam que a arte enriquece a plasticidade cerebral, estimulando novas conexões neurais e promovendo melhorias significativas na aprendizagem e no bem-estar humano.
Em síntese, a pesquisa evidenciou que a arte, enquanto prática e experiência estética no contexto educacional, possui um potencial significativo para promover a neuroplasticidade cerebral. As percepções dos professores indicam que a exposição à arte contribui para melhorias globais nos alunos, manifestadas em avanços cognitivos como atenção e raciocínio, emocionais como regulação e resiliência, comportamentais como participação e interação social, e na integração sensório-motora. Esses achados reforçam o papel da arte como um recurso pedagógico valioso, capaz de enriquecer o processo de ensino-aprendizagem e fomentar o desenvolvimento integral dos estudantes, respondendo ao objetivo de averiguar indícios de melhorias globais a partir da percepção docente.
4. Conclusão
O presente estudo objetivou averiguar, a partir da percepção de professores, indícios de melhorias globais em alunos, abrangendo cognição, emoção, comportamento e integração sensório-motora, resultantes da exposição à prática e apreciação artística em aulas de Arte do currículo escolar. Verificou-se que a maioria dos educadores adota uma abordagem abrangente, utilizando tanto a prática quanto a apreciação artística, o que se correlacionou com avanços significativos. Observou-se melhorias notáveis em aspectos cognitivos, como atenção, memória e raciocínio, e emocionais, incluindo regulação e resiliência. Identificou-se também progressos comportamentais, como maior participação, interação social e autocontrole, além de uma expressiva integração sensório-motora. A diversidade e frequência do uso das linguagens artísticas, como visual, música, dança e teatro, foram apontadas como fatores que impulsionam um desenvolvimento contínuo e a reorganização neural, em consonância com as teorias da neuroplasticidade cerebral.
A principal contribuição deste trabalho reside em fornecer uma perspectiva empírica valiosa, a partir da visão dos educadores, que reforça o papel da arte como um recurso pedagógico essencial para o desenvolvimento integral dos estudantes e para a promoção da neuroplasticidade cerebral no contexto educacional. Contudo, é importante reconhecer as limitações inerentes ao caráter perceptivo das respostas dos participantes e às condições estruturais do ambiente escolar brasileiro, que podem influenciar as observações. Para aprofundar a compreensão dessa relação, sugere-se a realização de pesquisas futuras com metodologias diversificadas, incluindo abordagens qualitativas e estudos experimentais, que possam complementar os achados e fortalecer a valorização da arte no currículo escolar.
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Artigo oriundo de Trabalho de Conclusão de Curso de Neurociência e Aprendizagem na Educação
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