Revista E&S

A Modernização da gestão de bibliotecas e os impactos na disseminação da informação

DOI: 10.22167/2675-6528-20220024

E&S 2022,3: e20220024

Felipe Mussarelli e Maria Cecilia Perantoni Fuchs Ferraz

A internet foi criada com o intuito de desenvolver um método para transmitir informações acadêmicas ou científicas entre pesquisadores de diferentes centros de pesquisas, criando uma rede local de comunicação. Além disso, a internet quebrou a barreira geográfica da informação e seu aprimoramento pôde ser percebido em diversas áreas da atuação humana, entre elas, as bibliotecas[1].

Tida como uma antagonista das Bibliotecas, por conta do excesso de informação não científica e da falta de credibilidade nas informações encontradas[2], a internet, ainda assim, tornou-se parte essencial das bibliotecas. O medo inicial de perder espaço para as facilidades proporcionadas pela internet deu lugar à oportunidade para a modernização dos serviços oferecidos pelas bibliotecas. No entanto, além da modernização e melhoria dos serviços oferecidos, a adoção da internet pelas bibliotecas trouxe expansão desses serviços, da visibilidade e dos mercados, além de melhorias na imagem institucional, da redução nos custos de comunicação e da possibilidade de transações on-line[3].

As relações humanas hoje ocorrem imersas na internet e boa parte das atividades diárias são realizadas através dela. Nesse sentido, Dziekaniak et al.[4] concordam que a não adoção da internet pode implicar no desaparecimento de uma biblioteca, entre outros problemas, pela falta de usuários.

Além da mudança no comportamento de seus usuários, outro fator decisivo para a adoção dos serviços on-line tem sido a popularização dos cursos de educação a distância, cujas vagas oferecidas superaram pela primeira vez no Brasil, em 20181, o número de vagas oferecidas para os cursos presenciais. A Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed) registrou, também, aumento de 17% em números de alunos matriculados de 2017 para 20182.

Frente a essa popularização, e buscando facilitar o acesso à bibliografia básica de ensino dos cursos a distância, o decreto 9.235/2017[5] do governo federal e as portarias n° 315 e 330[6], [7] que o regulamentaram, trouxeram algumas novidades, entre elas, a possibilidade de um acervo acadêmico constituído totalmente por livros digitais. Ou seja, o decreto formaliza um movimento que já vinha ganhando espaço nas universidades e bibliotecas acadêmicas (utilização de e-books), permitindo que seus acervos possam ser mistos ou apenas digitais, em consonância não apenas com hábitos modernos da sociedade, mas com as necessidades que a consolidação do ensino a distância trouxe.

Soma-se a esse fator a pandemia mundial que teve início a partir de 31 de dezembro de 2019, quando, em Wuhan (República Popular da China), houve o aparecimento do novo coronavírus (SARS-CoV-2), que mais tarde ficou conhecido como COVID-19. Tendo como principais sintomas, as síndromes respiratórias agudas, o coronavírus chegou ao Brasil em 26 de fevereiro de 2020, colocando, aos poucos, o país em quarentena[8]. Com o impedimento da utilização presencial das escolas e, consequentemente, das bibliotecas, as atividades virtuais precisaram ganhar destaque.

A adoção de acervos mistos ou completamente digitais traz consigo alguns desafios que as bibliotecas acadêmicas devem superar, entre eles, a construção de um ambiente digital coerente, no qual todas as informações necessárias para que seus usuários consigam navegar livremente estejam dispostas e organizadas da melhor forma possível[9]. Um “website” – ou simplesmente site – bem elaborado pode otimizar diversos serviços oferecidos pela biblioteca, além de proporcionar uma experiência agradável a seus usuários, de modo que, cada vez mais, sua interação com os materiais de estudo desejados possa ocorrer sem a necessidade do contato ou mediação direta de um bibliotecário ou bibliotecária, permitindo que esses possam dedicar-se a funções mais estratégicas dos centros informacionais.

Castro[10] explica que a biblioteca e seus bibliotecários precisam acompanhar com velocidade a crescente produção de informação, sendo capazes de realizar a gestão das unidades de informação unindo os conhecimentos técnicos com as novas tecnologias, de forma que essa união crie um ambiente acessível a seus usuários. Assim, a biblioteca deve utilizar-se de recursos tecnológicos que aprimorem e facilitem o acesso e a disseminação de informações.

O pós-Covid trará mudanças significativas à educação, no sentido de que não haverá mais espaço para categorizar o que é educação a distância ou presencial, uma vez que a educação mediada por tecnologias educacionais digitais será algo natural[11]. Nesse sentido, mais do que uma escolha, a adaptação das bibliotecas ao novo normal será uma obrigação.

O universo das bibliotecas e serviços da informação foram transformados pela consolidação do que ficou conhecido como Sociedade da Informação e do Conhecimento e pela consolidação das Tecnologias e Informação e de Comunicação (TICs). Anteriormente a esse fenômeno, o desenvolvimento das coleções, ou seja, do acervo das bibliotecas, possuía maior foco na quantidade de itens e não necessariamente em sua qualidade. Todavia, essas transformações colocaram o foco das avaliações das bibliotecas e seus serviços de informação nos produtos oferecidos e nos serviços prestados, sendo o acervo ou coleção apenas um dos critérios avaliados. Assim, as TICs disponíveis, bem como o que biblioteca faz delas, passa a ganhar destaque[12].

De acordo com Bell[13], as páginas de internet disponíveis na web possuem duas funções primordiais: informar e interagir. Um “website” que se dedique a informar deve, de forma eficaz, organizar um número elevado de conteúdos em documentos e tornar simples a navegação dos usuários que possuem interesse nesses documentos ou informações. Nesse sentido, a qualidade ou valor de um “website” está em sua capacidade de organizar e disponibilizar a informação, de forma rápida e eficaz, ao usuário que a procura.

Gomes e Santos[14] explicam que ao buscar foco no contexto das bibliotecas universitárias é preciso destacar que, imprescindíveis na construção do conhecimento, elas devem atentar-se para a constante necessidade de comunicar-se com seus usuários, buscando informá-los sobre o “estado da arte” de seu acervo, ou seja, sobre quais temas o acervo versa, quais suas publicações e o que há de mais atual sobre os assuntos pesquisados. É papel da biblioteca (de seus bibliotecários e/ou gestores) produzir uma comunicação ou um ato de divulgação que potencialize e dê visibilidade ao conhecimento produzido e que, a partir desse processo, seja capaz de disseminar e permitir o acesso e a utilização das informações que sejam responsáveis por registrar esse conhecimento.

Em harmonia com o que Bell[13] explana sobre os propósitos de informar e interagir, o processo inicial dessa comunicação, de acordo com Gomes e Santos[14], deveria ser a exploração do espaço digital pelas bibliotecas, buscando expor não apenas suas informações institucionais, mas também aquelas que priorizem seu acervo, produtos, serviços, iniciativas e atividades que dizem respeito ao atendimento direto aos usuários. Assim, a utilização desse espaço digital possibilitaria à biblioteca informar e estimular sua utilização, promovendo a interação com seus interlocutores, ou seja, seus usuários.

Devido à atualidade da temática em questão, torna-se oportuno explorar aqui alguns marcos da transição das bibliotecas físicas para o que pode ser denominado bibliotecas híbridas, digitais e virtuais, buscando contextualizar e aproximar o leitor desse universo.

O surgimento da informática é relativamente recente e, de acordo com Marcondes et al.[15], desde 1950, com a adoção das novas tecnologias, as bibliotecas deram início a essa transição, passando por mudanças significativas. Marcondes et al.[15] explicam que o surgimento do computador possibilitou a informatização não apenas de listas bibliográficas, mas também de algumas atividades gerenciais. Assim, a partir de 1960, em países mais desenvolvidos, bases de dados bibliográficos capazes de serem consultadas à distância passaram a ser produzidas. Esse processo em si já se configurava como um salto tecnológico, mas foi a partir dos anos de 1990, com o desenvolvimento da internet, que se pôde perceber um avanço mais significativo.

Essa transformação trouxe consigo algumas reorganizações de processos, resultando, então, na preocupação em atender de forma cada vez mais rápida e eficiente os usuários. Assim, a posse do documento dá lugar ao acesso à informação. Essa mudança de paradigma minimizou antigas limitações na busca por informações, como a de tempo e espaço. Assim, as novas tecnologias complementaram coleções e serviços com novos formatos, ocasionando novos tipos de bibliotecas, com destaque para as bibliotecas digitais, comumente chamadas de eletrônicas ou virtuais[15].

Vale ressaltar que, em 2009, Cuenca et al.[2] sinalizava a falta de consenso na literatura sobre o entendimento dos conceitos biblioteca virtual, biblioteca eletrônica e biblioteca digital, por se tratar, na época, de um novo paradigma. Todavia, Anna e Dias[16] concluem, por meio de revisão de literatura sobre a temática em questão, que a literatura brasileira demonstra maior preferência pelo termo biblioteca digital. É importante entender que embora houvesse certa confusão sobre a nomenclatura desse novo modelo de biblioteca, hoje as definições de biblioteca virtual e digital parecem ganhar contornos mais significativos, sendo a virtual uma biblioteca que existe exclusivamente no ambiente cibernético e a digital uma biblioteca que possuí documentos em formato digital. Mas essa discussão pode ficar para outro momento.

Então, surge na literatura, de acordo com Marcondes et al.[15], um conceito que reflete, com mais precisão, o estado de transição de uma biblioteca que ainda não deixou de ser completamente tradicional (apenas acervo físico), mas que também apresenta características de uma biblioteca digital para suprir as necessidades informacionais do usuário moderno. A biblioteca híbrida.

Cuenca et al.[2] complementa que o termo biblioteca híbrida ou “hybrid library” é utilizado na literatura não apenas para denominar as bibliotecas em transição (que mantêm coleções impressas ao mesmo tempo em que oferecem catálogos on-line e recursos informacionais em formato eletrônico), mas também aquelas que não estão, necessariamente, passando por uma transição. Isso implicaria que, em algum momento, tanto seu catálogo como seus serviços, deixariam de ser oferecidos fisicamente ou presencialmente, passando a ser disponibilizados exclusivamente de forma digital. Resumindo, a biblioteca híbrida não estaria em transição de um formato para o outro, mas sim, ampliando e diversificando seus catálogos e serviços, o que, segundo Tammaro e Salarelli[17], não implica necessariamente na presença simultânea de diversos suportes, mas na integração dos serviços.

Rowley[18] explica que alguns serviços tradicionais como a organização, armazenamento e o tratamento tiveram desenvolvimento rápido para o formato digital, sendo o tradicional fichário o primeiro serviço tradicional a ser digitalizado, inicialmente em formato eletrônico e, posteriormente, disponibilizado ao público de forma on-line. Posteriormente, outros serviços tradicionais foram aprimorados graças à internet, como a reserva on-line de títulos físicos. Rowley[18] complementa que inicialmente os serviços foram projetados para o acesso à informação e não ao conteúdo, o que significa que a informatização possibilitou primeiro o acesso aos metadados como resumo, título, autores, ano e, posteriormente, ao conteúdo em si.

Com a popularização cada vez maior da internet e o surgimento e consolidação de redes sociais como Orkut e Facebook, a Geração Google – termo criado por Rowlands, em 2008, para representar as pessoas nascidas a partir de 1993[2] – amplia significativamente o número de usuários que decidem suprir suas necessidades informacionais de forma rápida através da internet, mas não necessariamente de forma criteriosa. Esse movimento cria a necessidade de adaptação das bibliotecas que começam, então, a alterar seu espaço físico, ampliado o número de computadores para a consulta e serviços, adequando-se às redes de internet.

Essas mudanças impulsionadas pelas TICs alteram de forma significativa o modo como as instituições de ensino e pesquisa trabalham com suas publicações[19], tanto no sentido da produção como da publicação, e as bibliotecas universitárias começam a reunir e integrar esses acervos digitais centralizando-os e entregando-os a seus usuários. Além disso, alguns acervos digitais acabam sendo impulsionados por projetos governamentais como o Portal de Periódicos da Capes, lançado em novembro de 2000[20].

Anna e Dias[16] complementam que os reflexos provocados pelo uso cada vez mais intenso da web e das tecnologias digitais têm provocado mudanças na sociedade como um todo, e esse processo engloba não apenas os usuários, mas instituições dos mais diferentes orbes da sociedade. Assim, a permanência da biblioteca e dos bibliotecários está essencialmente ligada ao quão rápido consegue-se acompanhar as novidades e atender de forma eficaz às necessidades do usuário moderno.

Portanto, a exigência de transformação e adequação não está restrita apenas às bibliotecas e seus bibliotecários ou gestores, mas, em se tratando de um paradigma social, cabe a todas as instâncias sociais. Além disso, ser competitivo e manter-se atrativo em um mundo direcionado pelas TICs vai além da adequação, envolvendo, também, a capacidade de aproveitar a oportunidade e oferecer algo novo e diferente que promova o engajamento dos usuários ou consumidores dos produtos e serviços, sobretudo informacionais[19].

Nesse sentido, o acesso de produtos e serviços informacionais oferecidos pelas bibliotecas – sejam elas híbridas, virtuais ou digitais – ocorre através de suas páginas na internet, ou seja, seus “websites”. Assim, mais do que informar o usuário moderno, o site de uma biblioteca, bem como seus bibliotecários e colabores, precisam convidá-lo a fazer parte de um sistema de informações confiáveis e serviços diferenciados no que diz respeito à construção do conhecimento, seja ele científico, popular ou cultural.


1Das 13,5 milhões de vagas oferecidas para um curso de educação superior no Brasil, 7,1 milhões foram para cursos à distância. Fonte: https://educacao.uol.com.br/noticias/2019/09/19/pela-1-vez-vagas-no-ensino-superior-a-distancia-superam-as-no-presencial.htm?cmpid=copiaecola

2Fonte: https://noticias.r7.com/educacao/ensino-a-distancia-tem-9-milhoes-de-estudantes-e-cresce-no-brasil-26112019

Referências

[1] Stein M. 2003. Design de interface para sites: desenvolvimento de uma metodologia orientadora considerando a comunicação entre clientes e usuários. 2003. UFSC. Florianópolis, SC, Brasil.  Disponível em: <https://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/86436>.

[2] Cuenca A.M.B.; Abdalla E.R.F.; Alvarez M.C.A.; Andrade M.T.D. 2009; Biblioteca virtual e o acesso às informações científicas e acadêmicas. Rev. USP. 80: 72-83.

[3] Hortinha J. E-marketing. 2001. Edições Sílabo, Lisboa, Lisboa, Portugal.

[4] Dziekaniak G.; Oliveira A.; Fontana R.P.; Jarabiza C.; Dziekaniak C.V. 2006. Avaliação de websites de universidades federais da região sul do brasil. Biblos. 2006; 19: 171-200.

[5] Brasil. Decreto Nº 9.235, de 15 de dezembro de 2017. Dispõe sobre o exercício das funções de regulação, supervisão e avaliação das instituições de educação superior e dos cursos superiores de graduação e de pós-graduação no sistema federal de ensino. 2017.  Brasília, DF, Brasil. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/decreto/D9235.htm>.

[6] Brasil. Ministério da Educação [MEC]. Portaria n° 315, de 04 de abril de 2018. Dispõe sobre os procedimentos de supervisão e monitoramento de instituições de educação superior integrantes do sistema federal de ensino e de cursos superiores de graduação e de pós-graduação lato sensu, nas modalidades presencial e a distância. 2018. Brasília, DF, Brasil. Disponível em: <https://www.in.gov.br/web/dou/-/portaria-n-315-de-4-de-abril-de-2018-9177556>.

[7] Brasil. Ministério da Educação [MEC]. Portaria n° 330, de 05 de abril de 2018. Dispõe sobre a emissão de diplomas em formato digital nas instituições de ensino superior pertencentes ao sistema federal de ensino. 2018. Brasília, DF, Brasil. Disponível em: <https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-n-330-de-18-de-marco-de-2020-248809190>.

[8] Barreto A.C.F.; Rocha D.S. Covid-19 e educação: resistências, desafios e (im)possibilidades. Revista Encantar Educação, Cultura e Sociedade.2020; 2: 1-11.

[9] Prado N.S.; Peruzzo T.; Ohira M.L.B. Análise dos sites das bibliotecas universitárias do estado de santa catarina: funções e usabilidade. Rev. ACB. 2005; 10(1): 76-106.

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[11] Martins R.X. A covid-19 e o fim da educação a distância: um ensaio. EmRede. 2020; 7: 242-256.

[12] Behr A.; Moro E.L.S.; Estabel L.B. Uma proposta de atendimento às necessidades de informação dos usuários da biblioteca escolar por meio do benchmarking e do sensemaking. Informação & informação. 2010; 15: 37-54.

[13] Bell I. Html, dhtnl & web design. 2000. Marker Books, São Paulo, SP, Brasil.

[14] Gomes H.F.; Santos R. R. Bibliotecas universitárias e a mediação da informação no ambiente virtual. In: X Enancib: Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação, 2009, João Pessoa, PB, Brasil.

[15] Marcondes C.H.; Mendonça M.A.; Carvalho S.M. Serviços via web em bibliotecas universitárias brasileiras. Perspect. em Cienc. da Inf. 2006; 11(2): 174-186.

[16] Anna J.S.; Dias C. C. Bibliotecas digitais e virtuais à luz da literatura brasileira: da construção ao acesso. Ciencias de la Salud, 2020; 10:1. DOI: 10.15517/eci.v10i1.39882

[17] Tammaro A.M.; Salarelli A. A biblioteca digital. 2008. Briquet de Lemos. Brasília, DF, Brasil.

[18] Rowley J. A biblioteca eletrônica. 2002. Briquet de Lemos. Brasília, DF, Brasil.

[19] Garrido I.D.S.; Rodrigues R.S. Portais de periódicos científicos online: organização institucional das publicações. Perspect. em Cienc. da Inf. 2010; 15(2): 56-72.

[20] Almeida E.C.E.; Guimarães J. A.; Alves I.T.G. Dez anos do portal de periódicos da capes: histórico, evolução e utilização. RBPG. 2010; 7: 218-246.

Como citar

Mussarelli, F.; Ferraz, M.C.P.F. A modernização da gestão de bibliotecas e os impactos na disseminação da informação. Revista E&S. 2022; 3: e20220024.

Sobre os autores

Felipe Mussarelli, Doutor em Ciência, Tecnologia e Sociedade, Araras, SP, Brasil.

Maria Cecilia Perantoni Fuchs Ferraz, Doutora em Ciências Biológicas, Piracicaba, SP, Brasil.

Editorado por: Edson Pereira da Mota

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